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Posts de setembro 2010

Quantos dias faltam pro dia das crianças?

27 de setembro de 2010 1

Acho que já ouvi essa frase umas cinquenta vezes na última semana. Acompanhada do aviso que a Hello Kitty Pocket (sandália com pochete), a pantufa igual à minha e o chaveiro de Lego com luzinha não servem como presentes. Ai, meu Jesus. Malditos sejam os breaks comerciais dos canais infantis. É um bombardeio de sugestões.

Eu queria era não dar nada como faziam os meus pais meio comunistas. Alegavam que era uma mera data comercial e punto finale.

A falta de noção de tempo infantil torna a pressão sobre os pais para ganhar presentes ainda mais pesada. Os pequenos têm uma dificuldade gigantesca em entender o significado de duas semanas, um mês, amanhã e até mesmo de 'daqui a pouco'. Ironicamente o 'daqui a pouco' apesar de ser temporalmente mais próximo para eles, é o que mais atiça sua ansiedade e frustração de não possuir uma máquina do tempo capaz de tornar AGORA qualquer outro momento.

.............

Sexta a Anita dormiu na casa da Lívia, sua melhor amiga. Sábado de manhã, busquei-a e passamos numa loja de brinquedos para comprar um presente para um ex-colega que nos convidara para sua festa de 6 anos, que seria neste domingo. Eu falei CINCO VEZES: ANITA, VAMOS COMPRAR UM PRESENTE PRO GUSTAVO R. (Muitas crianças chamam os colegas assim Fulano X. ou Y., a não ser em casos de pais engenhosos que dão nomes diferentes para os filhos como nós).

Dentro do templo de perdição, a saber a nova Del Turista da José de Alencar, ela afirmou: - Vamos levar aquela lanterna de Lego. Ok, pensei eu, estava dentro do orçamento.

No caixa, a sem-vergonhinha me abraça e diz: - Ai, mami. Obrigada, eu queria tanto. O QUÊ? Enquanto ela se encolhia e chorava, tive que gentilmente explicar que fucinho de porco não era tomada e que não levaria o leguinho. Escolhi um presente para Gustavo R. e fui firme de não comprar nada para ela. Mas, é difícil. Como consequência o papo sobre o dia da criança tornou-se uma constante desde então.

Culinária para iniciantes

23 de setembro de 2010 3

Há anos eu não fazia cursos de culinária. Ontem não resisti ao convite do chef Felippe Sica (ex- Koh Pee Pee, Constantino, Le Bristot_ a lista é longa) e assisti ao último módulo do Curso de Culinária para iniciantes. O menu era: bruschettas, arroz mediterrâneo e mousse de chocolate.

Antes de falar da aula, preciso fazer dois comentários, um bondoso e outro malvado. BOM: o chef é muito legal, super calmo, educado, paciente, organizado, humilde mesmo do alto de sua enorme sabedoria.

RUIM [preciso um parágrafo inteiro]: a turma. Tinha umas mulheres - que chegaram atrasadas (lógico) e atendiam celular (lógico) e ficavam conversando, criticando a aula, apontando erros nas quantidades e falando abobrinhas (não sobre aquelas que estavam sendo descascadas) de dar vergonha alheia. Nem sempre as pessoas que usam joias verdadeiras (créditos para Katia Suman, que cunhou esta expressão) são tão finas quanto imaginam ser. Uma pena. Se achando Nigellas e não sabem nem fritar um ovo (conclusão baseada nos comentários expelidos durante a aula).

Em compensação havia várias senhorinhas, algumas talvez com joias verdadeiras, que manjavam TUDO. Sabiam onde encontrar o creme de leite fresco Campos de Vacaria, sugerido pelo professor; como grelhar aspargos (uma dúvida minha) e variedades raras de arroz para risoto. Queria muito uma vovó daquelas na minha família. Verdadeiras Ofélias.

A aula começou com o preparo do mousse, que deveria ficar gelado até o final para sua correta degustação. Dicas: usar chocolate garoto com 55% de cacau, o tal creme de leite Campos de Vacaria, não deixar pingar nadinha de gema nas claras, usar ovos resfriados para facilitar esta separação e mexer com muito cuidado com um lambe-lambe. Me dei conta que preciso urgentemente de um. Como não queimei todas as minhas panelas até agora?!

O professor é super anti-grumos. Eu confesso que gosto. Gosto é gosto, mas sei que sou exceção. O lambe-lambe ajuda a evitar grumos também, porque evita grudes nas panelas, tigelas e terrinas.

As bruschettas estavam incríveis. Eram só de tomate, as mais simples e saborosas segundo nosso tutor. Aprendi que os tomatinhos devem ser virados para cima e que podemos laminar o manjericão. Ah, e dá pra ensopar bem menos de azeite do que eu faço. Como a aula era com degustação, só se ouvia o crac-crac nessa hora.

O prato principal era um risoto super leve, que eu vi no cardápio do Le Bristot Gourmet na segunda. Só legumes. Aprendi duas coisas importantíssimas: o caldo pode ser apenas uma fervura de legumes sem mil temperos como faço e o corte dos ingredientes. Sou adepta de um modo rústico de cozinhar, faço tudo correndo, sem muitos cuidados. O Felippe nos ensinou a retirar os miolos da beringela, da abobrinha, do tomate e cortar tudo direitinho. A cebola e o alho-poró ficaram lindos cortadinhos daquele jeito. Será que eu consigo nesta encarnação?

Conclusão final: adorei. Quero mais. Olha aí uma foto da lagosta que fiz no sábado, antes do curso.

Quem quiser saber mais sobre os cursos do Felippe Sica, o blog dele é felippesica.blogspot.com

Família

16 de setembro de 2010 2

Sou da opinião que ninguém é feliz sozinho. Nem mesmo os objetos inanimados. Olha que rica ficou minha família de panelas com as duas novas que ganhei do meu marido fofinho neste último aniversário.

Claro que a cocotte (a pequena) é da Anita. Só na teoria.

Amei!!!!

A espirometria

15 de setembro de 2010 1

Este inverno está complicado. Muito frio, dias com grandes oscilações de temperatura, queimadas em toda parte (em especial no Mato Grosso do Sul), poeira, pólen e frio. Minha rinite anda a mil. Primeiro começo a espirrar, aí tranca tudo. O segundo passo é um tipo brando de sinusite, que dóiiiiiiiiiiiii a cabeça quando tomo vento. Por último, a tosse e a falta de ar.

Na semana passada tive dias tão ruins, respiratoriamente falando, que fui a uma médica (Dra. Lisangela Preissler) que me solicitou uma espirometria. Fiquei com muito medo. Medo de chegar lá e constatar que meu pulmão está todo comprometido, que terei que fazer vários tratamentos, essas coisas. E medo também de ter que correr, fazer esforços sobre-humanos e quase morrer. E tudo isso sem usar bombinha. Quase entrei em pânico.

Marquei o exame por telefone e me avisaram que eu não poderia usar bronco dilatadores 12 horas antes. Fiquei tão tensa com essa condição que passei a respirar ainda pior a partir daí. O exame era na sexta-feira. Não fui. Acordei péssima, tive que usar um Berotec e cancelei.

Ontem (terça) acordei incrivelmente bem e lá fui eu. Na recepção fiquei sabendo que TODAS as pessoas que marcaram a espiro (já estou íntima do termo) naquela sexta desmarcaram. O dia não estava pra peixe, ou melhor, pra alérgicos e asmáticos em geral.

A espirometria em si não tem segredo algum. Basta soprar um tubo com e sem tomar remédio. Eu me sai bem, de acordo com os parâmetros deles. Como já disse acima, ontem eu estava me sentindo muito bem, que não é o padrão. Mas, de qualquer forma, fiquei aliviada. Acho que vou viver mais uns 50 anos.

A moça que me aplicou o exame disse que tem um filho de 10 anos que faz espirogramas desde meses. Ele tem asma muito forte, toma uma série de remédios e vive com muitas restrições. Como dói ser mãe, pobrezinha, ela me contou mil situações pelas quais passou que envolviam uti, tratamentos desde simpatias até para fibrose cística. Sugeri uma mudança para o Nordeste e, obviamente, não fui nada original nisso. Ela e o marido, que não têm qualquer tipo de problema respiratório, estão tentando se mudar, mas não é tão simples assim.

Preparativos para a 1ª série

10 de setembro de 2010 1

Segunda, ou melhor, quarta (essas semanas com feriados dão um nó na cabeça da gente) teve uma reunião na escolinha da Anita que me comoveu. Estávamos em 6 pais de crianças de 5 a 6 anos, ou seja, minigente que vai para primeira série em 2011.

A diretora fez uma lista de recomendações humanas e bonitinhas sobre coisas que jamais haviam passado pela minha cabeça. Por exemplo, ela nos orientou a ensiná-los a ir ao banheiro sozinhos porque ninguém mais vai acompanhá-los numa escola grande. Já não é sem tempo, ok, mas se eu já me limpava com 4 anos, hoje em dia vejo crianças com 9, 10 anos ainda chamando a mãe. A Anita já está emancipada neste sentido há um ano, mas ela gosta que a gente esteja junto de noite porque diz ter medo do escuro.

A Marina - é este o nome da diretora - falou para colocarmos um pacotinho de lenços descartáveis na mochila deles e lhes orientarmos a colocar os lencinhos no bolso quando forem ao banheiro já com planos de fazer cocô. Ela disse que não raro falta papel e as crianças não sabem o que fazer. Isto pode ser muito constrangedor para eles numa escola nova.

Falou também que muitos só querem saber de brincar no recreio e ignoram os avisos de ir ao banheiro naquele intervalo. Resultado: ficam apertados depois, as professoras não deixam sair e eles fazem xixi nas calças e morrem de vergonha depois.

Já faz uns meses que nossos filhos têm uma caixa com materiais individuais na escola. Cada um tem seu lápis, apontador, borracha, tesoura, cola e canetinhas. Isto é para eles aprenderem a se virar e cuidar das suas coisinhas. Ela contou que tem criança que ao se deparar com um lápis sem ponta, na primeira série, não sabe o que fazer, não pede ajuda e não copia nada do quadro, o que representa uma rachadura grave na base do aprendizado infantil.

Quem tem filho sabe o quento isso é verdadeiro. Uma criança com um probleminha que não consegue resolver, como esse caso do lápis, não presta a atenção em mais nada.

Alguns pais contaram que os filhos achavam que esta reunião era para os pais saberem se eles podiam ir pra primeira série ou teriam que repetir o jardim B. Felizmente todos estão preparados. A Anita está descobrindo as sílabas. 'Mãe, B e A é BA, T e A é TA, então aqui tá escrito BATATA!'. Que fase mais linda essa.

Na reunião também falaram sobre as datas para compras de material, uniforme e livros. Quando o assunto é primeira série, o grau de anisedade deles (e o nosso) vai às alturas. Meu marido conta que se lembra até hoje da mãe dele entreabrindo as persianas, a parede toda listradinha com a luz do sol e a mãe dele anunciando: 'Marcos, primeira série'.

Escolhas

03 de setembro de 2010 1


Sempre achei que eu iria tirar de letra quando chegasse a minha vez
. Que seria praticamente como resolver uma equação matemática, com algumas variáveis. Mas, para minha surpresa (e agonia) escolher para qual escola a Anita vai na primeira série, está se revelando um nó filosófico, que não consigo desenrolar de forma alguma.

Logo eu, que vivia dando pitacos nas escolhas alheias, sem um pingo de responsabilidade. Já influenciei muita gente a trocar os filhos de escola. Mas, agora, que é comigo, estou em pânico.

Essa semana conhecemos três escolas, L., P. e J
. A L. tem fama de ser boa. Eu adorei os livros didáticos (artigo raro hoje em dia em escolas) e as turmas com - no máximo - 12 crianças. A estrutura antiga da escola e a falta de espaços para brincar são seus pontos fracos. Crianças comportadas, muito conteúdo e comprometimento. Gostei muito.

A P. é muito parecida com a escola que eu estudei quando pequena. Toda linda, bem construtivista, com muitos alunos com dificuldades especiais nas turmas, professoras que são referência no país, mas_ muito cara e bem contra-mão. E só vai até a quarta série.

Mal cheguei na J. ontem de manhã, já achei que tinha encontrado a solução para todos os meus anseios.
A escola tem uma infra de universidade, com MUITO verde, mil parquinhos, tem até um mini zoo. Adorei muito. Quando a Anita me perguntou se eu queria que ela estudasse lá (ciente da minha felicidade), tive um surto de sinceridade e disse que até eu queria estudar lá. Além disso é um pouco mais barata e mais perto de casa.

O problema da J. é que visivelmente não é tão puxada quanto as outras e as turmas têm até 22 alunos. A Anita, que fica muito tímida nessas visitas, pareceu gostar mais da P. Se o critério fosse $, a J. seria melhor; se fosse nota do ENEM (e isso realmente mexe comigo) a L., sem dúvida. E, finalmente, do fundo do meu coração, acho que ela seria mais feliz na P., por ser uma escola menor, mais especial.

Agora estou ligando para conhecidos que têm filhos nestas escolas e ponderando suas impressões. A Anita, percebendo nossa inquietação, hoje no almoço trouxe uma solução: Eu quero a que tiver laboratório de informática. Porque eu amo computador. Não ajudou muito, porque isso todas têm.

Minha cunhada, Lu, também já passou por esse drama. Gostei muito do que ela escreveu em seu blog.

Sugestões de livros

02 de setembro de 2010 2

Atendendo a pedidos de amigos, vou colocar aqui uma lista de livros que li recentemente ou que estão no meu criado-mudo por razões adversas.

Consulta diária (leio um pouco sempre que dá)
200 crônicas escolhidas. Rubem Braga. Ed. Record.
Os cães ladram. Truman Capote. Ed. L&PM.
Deu no New York Times. Larry Rohter. Ed. Objetiva.

Li e amei

Fazendo as malas. Danuza Leão. Companhia das Letras.
De malas prontas. Danuza Leão. Companhia das Letras.
Mil dias em Veneza. Marlena de Blasi. Ed. Sextante.

Empatado (não termino nunca, efeito Rivrotil)
Tudo se ilumina. Jonathan Safran Foer. Rocco. (O outro dele, 'Extremamente Alto & Incrivelmente Perto', eu devorei, mas esse é um saco)

Na fila
Frenesi polissilábico. Nick Hornby. Rocco.
Um homem sem pátria. Kurt Vonnegut. Ed. Record.
Conversa sobre o tempo. Luis Fernando Veríssimo & Zuenir Ventura. Ed. Agir.


Pra Anita
Coleção O pequeno vampiro. Angela Sommer-Bodenbrg. Ed. Martins Fontes. Li quando pequena e hoje leio pra ela.
Macanudo 3. Liniers. Zarabatana Books.
Mafalda. Quino. Ed. Martins.

Na cozinha
O cinema vai à mesa. Rubens Edwald Filho e Nilu Lebert. Ed. Melhoramentos.
As grandes receitas da Ofélia. Gold Editora.
Cozinha portuguesa. Ed. Lisma.
A Itália de Jamie. Jamie Oliver. Ed. Globo.
e mais recentemente: Le livre de Cuisine. Elisa Vergue. Les Éditions Culinaires.

Mais echalotas

02 de setembro de 2010 0

Foi só escrever sobre as echalotas que apareceram mais_echalotas na minha vida. Ontem ganhei (sim, estamos na quinzena do meu aniversário e tudo é motivo para presentes!) um livro fantástico, se chama Le Creuset - le livre de Cuisine. Basicamente uma bíblia das melhores panelas do mundo.

Ele traz informações preciosíssimas sobre o cozimento lento, marinadas, cozimento de véspera, escolha de ingredientes e muitas receitas incríveis. Daquelas que você sente até o gosto só de olhar pra foto. Que classe, ele faz tudo parecer fácil e verdadeiro. Dá dicas que remetem à uma forma de cozinhar que as minhas avós praticavam. Nos dogmas da Le Creuset uma panela pressão é uma criminosa, digna de pena de morte.

Os pratos são super fáceis de fazer, usam em sua grande maioria itens que a gente já tem em casa e carnes duras. Muitos são rápidos, mas tem uns que levam mais de 6 horas. Preciso checar minha agenda. Acho que no ano vem terei uma brecha.

Bom, mas o assunto da semana são os ingredientes, certo? Então vamos lá. Encontrei tantas pérolas novas que decidi criar um pequeno glossário:

Segurelha - é a alfavaca. Fácil.

Echalotas - olha elas aí. Estão em praticamente todas as receitas do livro.

Cerefólio - parece um salsa, mas tem sabor mais leve, adocicado, que lembra o anis ou a mirra. Não imagino onde encontrar. Vou usar salsa mesmo.

Crépine de porco
- uma pele fina e gordurosa do porco, que deve ser encomendada no açougue. Pelo que entendi (do site do Ana Maria Braga, hahaha) é uma membrana, o peritônio, que envolve as vísceras. Funciona como uma saco protetor para assar coisas evitando que elas ressequem. Ou isso, ou abre o forno e joga um pouco do caldo do assado em cima da carne, de tempos em tempos. Fico com a opção B.

Boletos:
cogumelos pequenos. Nunca lave-os, apenas escove e seque.

Faceiras de vaca, faceiras de cordeiro: google, help me! Caramba, essa tá difícil. Vou ter que me basear nas fotos do livro. Parecem ser pedaços de carne MUITO duros, com ossos. Vou tentar paleta ou ossobuco.

Não vejo a hora de por a mão na massa. Quem se interessar, o livro pode ser comprado na Livraria Cultura, mas tem que encomendar. Bem que o vendedor do Empório Santa Therezinha me avisou que estava esgotado há tempos. O meu era o último. Custa R$ 88,00.

Echalotas e creme fresco

01 de setembro de 2010 1

Ontem terminei de ler um livro que coloco na categoria Delicioso. Chama-se "Mil dias em Veneza", escrito por Marlena de Blasi e traduzido por Fernanda Abreu (Editora Sextante, 2010). A tradutora, homônima da cantora, é muito boa. Ela também traduziu "Comer, Rezar, Amar" e diversos outros livros super conhecidos. Só pecou numa coisa: não explicar direito o que vêm a ser as tais echalotas.

Não fosse a "Cozinha tradicional portuguesa" (Ed. Lisma, 2006) e suas ilustrações eu não saberia o que eram as supracitadas echalotas e ficaria o livro inteiro incomodada com isso.

Imagina a situação: uma viagem de horas sem internet ou um final de semana chuvoso numa cabana nos confins do mundo e tu lá, lendo o livro, sem poder saber que diabos são as tais echalotas. Duvido que algum vivente pudesse lhe explicar, mesmo que produzisse alho-poró, alho e cebolas.

Custa botar uma frase assim: planta parecida com uma cebola, mais comprida e adocicada? Ahhh, as cebolinhas doces, diríamos. No final do livro (a parte das receitas) ela fala em família das liláceas, mas aí é tarde de demais.

"A Itália de Jamie" (Ed. Globo, 2005) também tem uma coisa estranha. Ainda que a grafia correta de mozarela (Aurélio) seja muçarela (Houaiss), é no mínimo muito estranho encontrar a tal MUÇARELA no livro todo, após anos comprando e vendo queijo mussarela no mercado, na padaria e na feira.

Os programas de culinária na GNT têm mania de traduzir o créme fraîche como creme fresco ao invés de creme azedo. Aí fica difícil acertar a receita, porque se a pessoa pensar que é creme de leite, que tem uma textura bem mais líquida e um sabor mais doce, a consistência  final do prato já pode não ser a mesma. Nem o gosto. Para que ensinar uma receita que as pessoas não podem copiar direito?

À esse respeito, encontrei um blog fofo e elucidativo. Aliás, descobri na internet que eu não sou a única que se incomoda com isso. Somos muitos.