Estou absolutamente sem inspiração hoje, mas só para manter um ritmo de atualizações - ao menos - sabatinas, vou escrever um pouco sobre meu dia a dia.
No trabalho, esta semana foi atípica: muito calma. Em partes isso se deve a eu estar entendendo melhor que linguagem usar em cada informativo que escrevo (faço revistas ultra finas para algumas empresas). Alguns são para comunicação interna/endomarketing, para os funcionários (ou colaboradores); outros são para clientes externos e outros para acionistas, estes sim mais espinosos.
Uma coisa que fiz que tem me ajudado foi uma lista com palavras corporativas, que eu chamo de empresariês. Meu pequeno dicionário não segue ordem alfabética e é encabeçado pelo verbete da moda - stakeholders. Teve um almoço essa semana no qual fizemos, eu e meus colegas, amplas discussões à respeito de seu significado. Acho que a melhor definição foi da Katia Hochberg: "todas as pessoas e instituições envolvidas no seu trabalho com quem você deve ter cuidado e manter um excelente relacionamento". That's it.
Não estou com ele aqui (em casa), senão eu o reproduziria.
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Sofro de um distúrbio chamado TPE, tensão pré-eleição. É muito parecido com aquelas pessoas que ficam eufóricas durante a Copa, apesar de não acompanharem futebol jamais. Neste período me torno maniqueísta e lamento muito o terrível mau gosto de quem não tem a mesma opinião que eu. Duas coisas: já percebi que muita gente é assim (na verdade todo mundo que está certo de estar votando em alguém que acredita ser melhor) e que os apáticos políticos, nulos e brancos não me incomodam quase nada.
Com certeza esta inflamação de véspera que sinto advém da forma que fui criada. Eu lembro da chuva de papéis na praça Santos Andrade, em Curitiba, durante a campanha das Diretas Já; muito frequentei comícios com meus pais e voto (com eles, à príncipio) desde uns 10 anos, eu acho. Mas, na última década, a política se tornou algo tão promíscuo que não recordo de ter me empolgado tanto em alguma eleição como nessa. Acho que é possibilidade de algo mudar para as mulheres que me causa este frio na barriga e este fervor no sangue.
Infelizmente a maioria absoluta das pessoas à minha volta pensa diferente. Mas, pouco importa, no bolo são a fatia menor. Eu, que gosto de encher o saco dos outros, insisto em convidar todos para um suposto churrascão da vitória, para o qual digo ter encomendado um barril de Eisenbawn Pale Ale. Nem assim meu povo se empolga. E, à despeito do resultado da eleição, o tal assado não deve sair mesmo.
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Estou um pouco cansada de passar os finais de semana sozinha. Meu marido tem viajado constantemente e isso me deixa triste. Apesar de ter mil amigos, sinto falta de família. Na real, estou num momento eu quero a minha mãe. Mas, como não posso pegar um avião hoje e não votar amanhã, vou me concentrar em ser eu uma boa mãe, ou melhor, uma boa pãe (pai+mãe) mais esse final de semana.
Ah, os comentários estão desabilitados, mas quem quiser pode comentar no twitter, @casadeanita. Eu até prefiro porque pouco acesso meu email pessoal durante a semana.
