No hospital (dia 22 de maio)
25 de maio de 2012 Comentários desativadosNada no hospital me irrita mais do que enfermeiras que adentram o quarto com o propósito de verificar os sinais meus e da bebê assim que ela dormiu. Poxa, às vezes dá tanto trabalho fazê-la dormir.
Outra coisa chata é a quantidade absurda de vezes que te apertam os mamilos para saber se há leite ou colostro. Se vc responde sim, te apertam, se responde não, te apertam igual.
Já faz um dia e meio que a Aurora nasceu e eu não vejo a hora de fugir do hospital. Estou super bem, sem dor, sem nada, a Aurora também e provavelmente a gente só consiga sair daqui amanhã ao meio-dia.
Sabe aquele blá-blá-blá que segundo filho é isso e aquilo? É tudo verdade, é BEM mais fácil. Até a amamentação que da outra vez quase acabou comigo eu to tirando de letra desta vez.
Ontem uma mãe que não estava conseguindo amamentar me pediu pra dar o peito pra sua filha. Isso se chama amamentação cruzada e não se usa mais. É equivalente a fazer uma transfusão de sangue. Expliquei que focinho de porco não era tomada e ela ficou surpresa.
Falei tanto dos partos alheios que agora sou obrigada a contar o meu. Pois então, desde quarta eu estava sentindo contrações, mas não sabia ao certo o que era aquilo. Eu sentia fisgões, não conseguia me mexer.
No domingo tive a impressão que a bolsa tinha rompido no meio do almoço, entre outras emoções. Domingo à noite senti muitas cólicas, mas achava que era a Aurora se mexendo ou gases.
Na segunda vim pro hospital, respondi mil vezes as mesmas perguntas - quantas semanas, quantos filhos, alergias, altura, etc - tomei uma anestesia e minha médica abriu minha barriga.
A Aurora nasceu saudável, cabeluda, com 47 cm e 2,8 kg. Se abraçou na mão da médica, bem fofinha. Tive uma alergia às luvas dos médicos e meus olhos ficaram um inchados no pós-parto. Tomei anti-histamínico e fiquei chapada, talvez tenha sido da anestesia. Me lembro vagamente do dia de ontem.
A bebê é ótima, mama, dorme, é quentinha e macia. Eu não lembrava como era um bebê. E acho que era tão nervosa e preocupada com a Anita que não dava espaço pra essa contemplação que estou tendo com a Rory.
O hospital ajuda muito também, eles são hiper solícitos, fazem tudo pra gente, trazem muita comida, explicam muito as coisas... Bem diferente do que passei em Curitiba, algo no estilo "toma que o filho é teu".
Ela é a cara da Anita quando nasceu, uma Piangers. Os olhos são meio azuis, como de 95% dos bebês e as unhas das mãos são longas como as minhas, em alguma coisa essas menininhas têm que me puxar, afinal.
[escrevi este post no hospital, mas nao consegui publicar pq não lembrava a senha pra configurar o app. espero ter tempo de escrever muito mais, aqui e no quempariu.blogspot.com, mas ainda é cedo para fazer previsões]


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