Estou contando os dias para o parto. Faltam só três. Isso se ela esperar até segunda. Sinto muita pressão pélvica. Na barriga, parece que tem uma hélice de lancha. Ontem, eu comecei a sentir pontadas no meio da feirinha orgânica. Imagina que prosaico, nascer na Secretaria do Meio Ambiente. Mas não. Isso combinaria mais com a minha cunhada, que vai ter a sua Flora em setembro. Meu irmão é quase um Policarpo Quaresma paranaense, seu filho mais velho (que só tem um ano) chama-se Heitor Pinhão. Juro. A Flora provavelmente será Flora Araucária (eu acho).
Ontem fiz minha última eco de controle. Foi rápido, ela está bem, com 3 kgs, e eu ainda tenho 10 cm cúbicos de líquido, um litro. Vi a carinha da Rory rapidamente e achei bem bonitinha. Conheci só uma grávida na sala de descanso do hospital. Estava com 20 semanas e sentia dores abdominais. Sempre foi gorda, mas no ano passado se submeteu a uma cirurgia bariátrica (é isso que o Hugo, meu irmão Policarpo faz) e perdeu 53 quilos.
Ela contou que no começo, logo depois da operação, não se reconhecia naquele corpo magro. Quando passava perto de um espelho ou vidro nem se olhava porque achava que era outra pessoa (!). Disse também que demorou meses pra parar de entrar nas lojas e procurar roupas enormes. Não se dava conta que tinha virado outra pessoa. Agora, grávida, engordou pouquinho e tem tido cólicas. Tomara que esteja tudo bem.
Já estou com tudo mega pronto, só falta mais um sutiã amamentação, a cinta e uma chaleira elétrica, para esquentar a água do banho no banheiro bem rápido (eu e minhas ideias). Agora à tarde vou ao shopping e já resolvo tudo isso.
Agora vem a parte dramática do post. Sério, eu não imaginava que era tão querida pelos mais próximos. O que tem de gente se lamentando porque acha que eu não lhe darei mais atenção... Ontem minha faxineira mandou uma mensagem à noite dizendo que estava chorando porque gostava muito de mim e que ía sentir a minha falta. Porque eu arrumei uma babá e não posso ficar com as 2. Algumas amigas também têm falado coisas assim, mas o que me dói mais é a Anita. Ela tá muito triste.
Essa é de partir o coração. Hoje de manhã fomos ao salão pra eu me depilar. Eu comprei uma maquininha santinelle que tornou a minha vida mais fácil, principalmente no que tange axila e meia perna. Sempre posso sair de regata ou de perna de fora, MAS, com a barriga, tem toda uma região que eu sequer enxergo que precisava de um tratamento profissional.
A Anita foi junto e ficou brincando com as crianças do salão (a Sofia, neta da Ione que é a dona e o Cauã, filho da Luana, manicure). Tem até espaço kids. Como a Sofia também tinha prova de LETB (já escrevi sobre isso no post anterior)), elas passaram a manhã lá estudando. Eu até voltei pra casa e depois a peguei mais tarde.
Perto do meio-dia encontramos uma ex-professora dela. Ela correu, abraçou e elogiou um pouco a Anita. Quando a Anita ía começar a contar histórias, o papo mudou pra minha barriga, Aurora, parto e tal e a Anita ficou no vácuo. Ele fez uma carinha que me deu muita pena.
Que coisa. Anda se divertindo com histórias de irmãos que pedem aos pais para devolver os bebês ou querem jogá-los no lixo. Ontem falou isso para uma vizinha, que pretendia jogar a Aurora no lixo. Ao que a vizinha, que é psiquiatra, respondeu: Joga lá em casa Anita, ap 704, torre 2. E a Anita: Vou anotar!
Tirando isso ela tá muito fofinha e criativa como sempre. Criou uma pastinha no meu iphone chamada Sacaniação, com apps de brincadeirinhas do tipo avacalhar o Justin Bibier. Outro dia estávamos brincando de rima e ela disse: Mãe, Emíla combina com o quê? E eu: Ervilha. Ela: Não, melhor com tomilha, aquela tua plantinha que tu sempre me pede pra pegar umas folhas pra cozinhar. Óin.






