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Lavando o chão com Vanish

07 de janeiro de 2010 0

Por que tem que ser tão difícil? A relação entre patroas e empregadas é arcaica, completamente construida com bases paternalistas, nada objetiva, injusta do ponto de vista humanista, ou seja, uma aberração mesmo.

Cresci vendo minha mãe reclamar que elas gastavam muito produto de limpeza, vi minha tia sendo rapelada completamente por uma faxineira a quem ela confiava a vida e hoje, estou aqui, indignada, com ódio no coração porque descobri que a minha faxineira – com quem me dou relativamente bem – gastou meio pote grandão de Vanish em pó para lavar o chão da cozinha. Raivaaaaaaaaaaaaaa

Ela não lava roupa, só os panos de chão. Usa a máquina, óbvio. Já expliquei mil vezes que é um desperdício enorme lavar 5 panos velhos na máquina (no modo completo e com nível de água alto, é claro). Reclamei outras mil vezes, bem como a instruí a não usar Vanish para lavar os tais panos. Adivinha o que ela continua fazendo?

Se fecha na cozinha, que é grudada com a área de serviço, e manda ver. Só não usa a secadora para secá-los porque teria que esperar a secagem terminar para ir embora, o que ocorre em média às 13h30.

O chão da cozinha sempre fica grudento, colante. E agora – finalmente – depois de anos descobri porquê: Vanish. Eu tava comprando só o líquido, porque é mais barato e consequentemente não funciona. O chão não tava mais ficando aderente quando ela vinha. No domingo, comprei em pó e escondi dentro de um pote, no alto do armário.

Na terça de manhã quando fui pegar o milagroso alvejante para tirar umas manchas das roupas da Anita – o pote tava na metade! Fiquei emputecida.

Segunda-feira, quando ela chegar, vou soltar o verbo. Imagina se o teu chefe fala: não use meu computador. Você vai usar?

Todas as minhas vizinhas têm problemas com as suas empregadas. Mas, precisam delas porque não têm com quem deixar os filhos nem tampouco tempo para cuidar da casa. Mas, todas são unânimes em afirmar que a convivência beira o impossível. Ainda mais nesses apartamentos apertados de hoje em dia.

Eu testo minha tolerância
com uma faxineira uma vez por semana. Dia desses minha mãe dispensou a sua empregada de milianos e eu achei errado, mas cada vez a entendo melhor. Não é fácil.

Minha amiga Dani Cedola, que mora na Inglaterra, levou a sua fiel escudeira Luísa para lá. A relação delas também não é lá essas coisas, até porque empregada na Europa é mega luxo, então quem tem fica um pouco constrangido. Em função de pouca gente ter uma assistente doméstica, a Dani me conta que as casas -quase sempre – são ultra bagunçadas, mas os maridos ajudam muito, o que definitivamente não vejo acontecer por aqui.

Em tempo, vou contar a história da minha tia Janete e sua queridíssima Olinda. Minha tia ganhava muito dinheiro e comprava joias semanalmente. Tinha um baú que parecia um tesouro de filme de pirata, com inúmeros colares, anéis e brincos. Um sonho, um deguste aos olhos. Pérolas, diamantes, rubis, esmeraldas e muito muito ouro.

Sua faxineira, mais evangélica impossível, trabalhou anos para os meus tios; tinha chave de casa, ganhava presentes e mimos, comia na mesa com eles, levava o resto do almoço pra casa. Meus tios amavam ela.

Um dia, a tia Janete estava na praia e o tio Ademir, meu único por parte de mãe, foi pra Floripa comigo, para eu não viajar sozinha de carro. Era janeiro e eles moravam e ainda moram em Curitiba. Quando o tio chegou em casa teve uma bela surpresa: a querida O -linda (que se tornaria O – rrorosa a partir daí) havia limpado suas economias, uns 60 mil dólares e mais todo o legado da tia.

Eles não foram suas únicas vítimas. Hoje, felizmente, ela está presa. Já a minha, não, tá solta, por aí, desperdiçando água e usando os produtos de limpeza inadequadamente!

Quer ver ela ficar brava, é eu fazer uns detergentes ecológicos, assim se eu não tiver coragem de brigar, dou esse tapinha de luva de película nela.

Desentortando o pepino

13 de agosto de 2009 1

Ana Emília Cardoso

Convencer uma pessoa a fazer algo que ela não concorda nem acredita não é fácil, mas não é impossível.

Eu achava que a Maria, minha faxineira, nunca iria embarcar nessa história de ‘limpeza ecológica‘, mas não é a véia gostou?

Primeiro ela riu da minha cara e relembrou minhas fases ‘caldos caseiros – anti-caldo knorr’, ‘geleia de morango’, ‘molhos de pimenta‘ e tantos outros projetos que eu encaro com afinco, mas tendo a abandonar por falta de tempo ou preguiça mesmo. Nisso, ela tem razão: meus surtos ecológicos não sobem a serra. Mas, c’ est dejà quelque chose!

Em tom professoral, abri o livrinho e fui lendo umas dicas pra ela sobre manchas de suor [retiradas com uma pasta de bicarbonato + água] e fiquei naquele blá-blá-blá sobre como a quiboa e o ajax fazem mal para nosso sistema respiratório. Ela começou a se interessar.

Dali uma meia hora, peguei uma garrafa vazia, coloquei água, vinagre e bicarbonato e falei: hoje tu vai limpar a cozinha com essa mistura mágica. Ela arregalou os olhos – não sei se porque a mistura borbulhava ou de indignação.

Quando começou a limpar aquele vidrinho, a tampa do fogão, ficou de cara. Olha, dona Ana, não é que limpa mesmo! Pra completar, dei a ela o resto da mistura e um pote do meu magnífico detergente caseiro. Bah, aí eu ganhei a velha.

Tudo isso para mostrar que as técnicas de venda podem ser usadas com um fim extraordinariamente bom. Qualquer dia, eu conto aqui como usá-las com sucesso no casamento e com crianças.

Considerações da autora:
- Ainda como carne e continuo dependente do vanish;
- Assista o filme DIE WELLE. É demais_ não sei se tem em locadora (A onda), mas tem pra baixar na internet com certeza.
- Pra quem não é gaúcho: véia e velha são formas carinhosas de tratamento aqui, ao contrário do que possa parecer.

Como fazer detergente ecológico

08 de agosto de 2009 5

Se você ainda não fez o detergente do post anterior, talvez a Anita possa te ajudar.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=GvOWYMeoNxs]

A faxineira ecológica

07 de agosto de 2009 3

Ana Emília Cardoso

Na quarta-feira passada conheci um francês na feira de produtos orgânicos da Secretaria de Agricultura. Ele me ensinou a fazer um detergente que não agride a saúde nem o meio ambiente. Como eu tenho sérios problemas com detergentes…

Fi-lo. É bem fácil:

- meio sabão de coco;
- 2 litros de água
- dois limões;
- 2 colheres de sopa de bicarbonato de sódio (vende em qualquer biboca).

Basta ralar o sabão e colocar numa panela com a água no fogo. Assim que a mistura ficar homogênea – e isto acontece bem antes de ferver – você desliga o fogo.

Deixa esfriar um pouco, espreme os limões e mistura_ sumo de limão + bicarbonato + o conteúdo da panela. Aí é só guardar em garrafas e sair lavando a louça.

Se você é do tipo que gosta de espuma, ele não rende muito. O francês (ele se chama Denis Duchamp) me explicou que não há necessidade de espuma. Segundo ele os brasileiros tem mania de espuma e por isso gastam muita água. Eu concordo; minha faxineira é capaz de gastar um pote de detergente em um só dia (do normal).

Com o tempo, ele fica meio heterogêneo, o sabão de coco volta a sua forma inicial e fica no alto da mistura. Sem problemas, é só agitar antes de usar.

Quer saber? É ótimo; não resseca as mãos, não dá alergia, limpa super bem e a cozinha ainda fica com um perfume de limão. Recomendo.

Ah, nessa quarta comprei o livro dele: A casa limpa da faxineira ecológica. Não fiz nada, ainda estou estudando. Na real, to pensando numa forma de convencer minha faxineira a ser mais natureba, não gastar um litro de quiboa (ou clorofila, como falam aqui) por dia. É muito difícil mudar a cabeça de uma pessoa de 50 anos.

Ainda bem que as novas gerações estão bem mais conscientes.
A Anita anda pra cima e pra baixo com suas lixeiras – uma verde e outra laranja.

Olha ela aí:

Foto167