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Posts com a tag "sexo"

A vida (bem curiosa) dos outros

23 de setembro de 2011 Comentários desativados


O sedutor

Eram um casal normal, com duas filhas que hoje são mocinhas. Esta história aconteceu há uns 5 anos, quando as meninas estavam decorando a tabuada ainda. Cansados da mesmice de Floripa (bem sei eu o que é isso) decidiram se aventurar em Barcelona. Lá foram recebidos por um casal de amigos, aparentemente tão normais quanto eles.

Com certeza o que aconteceu em terras catalãs não fazia parte do plano de viagem de nenhum deles. Desde o início, tudo encantava o casal visitante. Estavam maravilhados, demais até. Gaudí, Passeio de Graça, Tibidabo e por aí vai.

Ela foi a primeira a se apaixonar por quem não devia, o dono da casa. O marido não ficou pra trás, mas engana-se quem pensou num swing. O destruidor de lares era um só, o amigo, espanhol, casado e até onde se sabia heterossexual, como os demais personagens desta trama julgavam-se ser.

O mais surpreendente disso tudo foi que ambos se envolveram sem que o outro soubesse. E apaixonaram-se loucamente pelo mesmo homem.

A iniciativa de abrir o jogo foi dela. Nós mulheres, sempre na frente… Muito sincera, desvelou o seu coração para o marido, que também já não lhe demonstrava muito interesse. A surpresa foi geral, ele ficou chocado (sentindo-se duplamente traído) e ela então, quase enfartou.

Ela voltou antes para o Brasil com as filhas e o coração partido. O amante não se posicionou, nem tampouco sua mulher catalã. Ele, o marido, também ficou resignado com o desdém daquele que lhe mostrou o universo sob uma nova ótica sexual. Meses mais tarde, desembarcou de volta na Ilha da Magia.

Acredite você, eles são bons amigos hoje em dia. Cada um com seu namorado novo.

A sedutora

Imagine uma mulher que ficou viúva aos 34 anos e criou sozinha dois filhos que lhe adoram. A vida não foi muito fácil pra ela, mas hoje, aos 50, sente-se retribuida tanto na trabalho quanto na vida pessoal, que se resume aos filhos.

O que esta mulher tem de especial, para figurar num microconto intitulado ‘A sedutora’? você deve estar se perguntando. Por alguma razão, que foge ao seu controle, muitos garotos de 20 a 30 anos se apaixonam pela pequena senhora.

Os amigos de seu filho mais novo (28), não saem de sua casa, sempre querendo abraçá-la, ficar vendo tevê com ela, a convidam para sair e tudo mais. O garoto, uma das pessoas mais ciumentas e machistas que eu conheci, fica furioso, rompe amizades, parte pra violência e sonha com o dia em que a mãe vire ‘apenas uma mãe e deixe de ser cobiçada pelos homens’.

Outro dia foi o professor de Pilates que tentou beijá-la, na semana passada um colega do trabalho teve um acesso de ciúmes por ela nunca aceitar carona e entrar num carro branco toda quinta. O carro em questão é da sua filha mais velha (31).

Há quem diga que o segredo de tanto sucesso é que os homens na faixa dos 30 que estão solteiros dificilmente entram em sintonia com as mulheres desta mesma faixa. Ou saem com adolescentes ou se intimidam com a vida sexual intensa das solteiras de 30_ e acabam preferindo uma mulher mais madura que teve poucos relacionamentos na vida, o que lhes deixa mais seguros.

Um outra hipótese, na qual eu acredito mais, é que ela NÃO quer nada com nenhum deles, logo, não COBRA nada, só faz graça, é simpática. Claro que o fato de ser bonita, agradável, cheirosa e se vestir bem com certeza tem lá sua influência.

Mas, engana-se quem acha que ela sai pegando geral. A mãe da minha amiga (sim, ela é bem próxima e me contou estas e outras histórias pessoalmente) nem lembra o que é um beijo na boca. Esse assédio todo que ela recebe é totalmente em vão, porque ela nem cogita ficar com estes rapazes. Tanta mulher novinha solteira por aí… vai entender a cabeça dos homens. E depois eles dizem que nós que somos complicadas.

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Pílula: a melhor amiga malvada

17 de fevereiro de 2011 Comentários desativados


O post anterior me remeteu à uma questão muito antiga, debatida, resolvida e superada: a pílula anticoncepcional. Eu fiquei imaginando a vida das mulheres antes da dita cuja. Calcula o estrago, uma mulher em casa, de saco cheio de cuidar dos filhos, um marido nada participativo e ainda a iminência de engravidar a cada trepada. Socorro!

Isso explica muita coisa. Claro que a tabelinha sempre existiu, especialmente para as mais esclarecidas. E também havia outros métodos, como o fantástico ‘coito interrompido’, que se fosse um medicamento já teria sido cassado pela Anvisa há tempos. Na hora do bem bom_ para tudo! Agora! Eu fico pensando quanto por cento das mulheres sabia o que era um orgasmo.

As prostitutas e amantes supriam a falta de vontade das esposas de transar. Mas, estavam elas também sujeitas à mesma natureza: procriar. E assim a dominação ía se reproduzindo, como filhos em úteros férteis. Por isso, Simone de Beauvoir sabiamente postulou que a maternidade era a prisão da mulher em sua condição de submissão.

Não sou contra a maternidade, muito pelo contrário. Eu amo ser mãe e a Anita é, de longe, a coisa mais fantástica da minha vida (junto ao Marcos), mas ter o controle sobre o corpo e não engravidar em momentos inoportunos é muito bom. Tudo isso porque eu quero parar de tomar pílula, mas não desejo ter mais filhos neste momento. E o pior: não confio em DIU, não gosto de camisinha e nem considero a hipótese de usar diafragma, essas coisas. E também não acho que o Marcos deva fazer vasectomia, porque penso em ter mais filhos num futuro indefinido. Um bem ruivinho, de preferência.

Nos últimos tempos têm aparecido muitas manchas nas minhas pernas, além das varicoses, das quais jamais escaparei a julgar pelas pernas dos meus esbeltos genitores. Além disso, minha amiga Mikauê me contou que teve uns piripaques de estresse (que eu tive também no fim do ano passado, naquele inferno onde trabalhei) catalizados pelo anticoncepcional. É, não tem bom_ como costumo dizer.

A pilula tem esses efeitos, mas ainda é o método mais confiável e fácil. E como sugeri no início desta postagem, é a maior maravilha da modernidade. Minha geração já pegou tudo pronto. Com cinco anos eu já sabia o que era sexo, o que era pílula e principalmente, que não iria engravidar se não quisesse. Talvez eu já soubesse até o que era aborto. Por isso nunca tinha pensado tão carinhosamente naquela cartelinha levemente adocicada que me acompanha há anos.

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Tempos antigos (e ruins)

14 de fevereiro de 2011 Comentários desativados

Claro que hoje em dia tem mais poluição, as crianças não respeitam nem o Papa (essa é boa, minha geração já não tava nem aí) e tudo mais, agora dizer que antes  a vida era melhor, é no mínimo, um absurdo.

Uma dia desses, a mãe da Dani Entrudo saiu com a gente para tomar um chope e papo vai, papo vem, a conversa tomou um rumo quase inverossímel. Ela, que deve ter uns 50 e poucos, falou que quando era pequena NUNCA NINGUÉM havia lhe explicado sobre sexo, menstruação, essas coisas.

Quando menstruou, a mãe, que mal falava com ela, mandou-a para o setor pai. Era um assunto muito íntimo e como elas não nenhuma proximidade, o pai poderia ajudar mais. Ele também não foi de grande auxílio, convenhamos. Instruiu a pequena Eli a 1) nunca falar sobre o assunto com ninguém, nem com ele novamente 2) esconder aquela sujeira vergonhosa 3) pronto!

Em contrapartida, hoje em dia, as meninas da quarta série, já andam com um kit menstruação na mochila. Vai que… estão sempre preparadíssimas para o primeiro dia ensaguentado de suas vidas. A filha da Inês, minha amiga ex-rbs, é cheia de histórias sobre coleguinhas que passaram o maior mico na sala, no recreio, etc.

Meu pai me contou que, quando ele estudava num colégio interno, fez uma excursão com os padres à uma caverna cheia de estalactites. Lá, ele cortou-se e machucou-se. Detalhe: ninguém nunca soube no colégio. Segundo ele, não era permitido falar, pedir auxílio, essas coisas. Por que me contou? Porque eu vi umas cicatrizes na perna dele e perguntei, quase 60 anos depois do ocorrido.

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Como fazer sexo se você tem filhos?

23 de novembro de 2010 1


Taí uma pergunta que adoraria saber responder com uma longa lista. Lá em casa temos optado pelo banho juntos. É só abstrair as batidas na porta. Se você é do tipo que brocha por qualquer coisa, esse método não é o mais indicado porque tem muitos fatores complicantes, encabeçados pela temperatura da água que pode esfriar o clima ou pior, escaldar os pombinhos. Mas é divertido. E seguro.


Uma vizinha disse que a filha sempre comenta: quando eu tomo banho com o pai ou a mãe eles não fecham a porta; quando são eles que tomam juntos, trancam a porta, que estranho, né?! Uma amiga dela contou que um dia desses chaveou a porta do quarto à noite quando os filhos já estavam dormindo para ficar mais à vontade, pero… esqueceu-se de abrir mais tarde. No dia seguinte acordou com a porta sendo esmurrada e os pequenos indignados que haviam sido trancados pra fora do quarto. Ah, essas crianças.

Basta um mãe grávida para começarem as indagações a respeito de sexo numa turminha. As escolas geralmente instruem os pais a dar aqueles livrinhos com termos técnicos para pessoinhas que recém aprenderam a ler. É tão complicado pronunciar espermatozóide que eles se distraem e perdem o foco.

A filha de uma amiga, após concluir a leitura de tal material, entrou no carro e falou: pai, eu sei que você colocou o teu pênis da vagina da mamãe. Eles falam assim, anunciam a verdade do universo e sossegam. As escolas têm razão, esses livros são bons mesmo. O curioso é que eles acham que é uma vez e pronto.

Uma guriazinha do meu prédio, de 8 anos, ao saber que a mãe estava grávida, ergueu as sombracelhas, e constatou, em tom levemente indagativo: hum, vocês fizeram sexo de novo então…

Esse assunto veio à tona porque, além do nosso malabarismo para ter alguma vida sexual, coisa de pais de uma criança esperta de 5 anos, numa cidade sem avós, ontem ela chegou da escola com uma pergunta: – mãe, é verdade que o papai do céu botou uma sementinha na tua barriga e eu nasci? Bom, eu não vou enrolar ela com essa história, isso é certo. Então, devolvi: – quem disse isso? – A profe. -Bom, Anita, então deve ser verdade. Ah, não to preparada pra explicar essas coisas todas pra ela ainda. Acho que vou comprar um livrinho daqueles pra me preparar.



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