
A casa não apenas como espaço de moradia, mas de memória e sentimento. É isso que defenderam a arquiteta Bia Kubelka e o fotógrafo Joaquim Araujo no Pocket Show Arquitetura Viva, que aconteceu ontem às 19h no vão central do Beiramar Shopping, como parte das palestras da Mostra Casa Nova 2011.
"A arquitetura pode direcionar todo o movimento da nossa vida", declarou Bia. Por isso, a dupla falou da impôrtancia que a criação dos ambientes de uma casa tem na personalidade, no estado de espírito, na memória de passado e na espectativa de futuro e felicidade de uma pessoa, e que na hora das escolhas no desenvolvimento do espaço, o arquiteto deve sobretudo levar em consideração a vontade de seu cliente, e não aceitar tanto o apelo do mercado.
Neste sentido, os dois falaram também da combinação do trabalho de Bia na criação de ambientes e do trabalho de Joaquim no estúdio de autocriação Baobah, sociedade de artistas das áreas de fotografia, dança, cinema, artes cênicas, artes plásticas, artes comestíveis, música e design que, coordenados por uma psicóloga, reunem pessoas em pequenos grupos para criar artisticamente, de uma maneira livre, para que cada indivíduo possa contribuir a seu modo para um trabalho conjunto e transdisciplinar.
Bia também falou um pouco sobre a criação do seu espaço na Mostra Casa Nova, um lounge interativo que também tem função de bilheteria. A arquiteta afirmou que seu ambiente também está ligado à própria memória que ela tem dos 10 anos da Mostra. A escolha dos leds, por exemplo, instalados de maneira aleatória no espaço, sugerem uma ideia de mudança de espírito.

Ao final da palestra, Bia e Joaquim perguntaram a alguns dos participantes qual era a sua ideia de casa. Corroborando com a concepção dos palestrantes, a maioria dos espectadores revelou que sua concepção está ligada a ideia de conforto, acolhimento, emoção e família.
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