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Posts de outubro 2010

Caso Becker: Audiência no Foro Central foi cancelada devido à ausência de testemunhas

29 de outubro de 2010 0

A Justiça decidiu cancelar a audiência marcada para hoje no Foro Central de Porto Alegre sobre a morte do vice-presidente do Cremers, Marco Antônio Becker. O motivo foi a ausência de cinco testemunhas de acusação. Pela manhã, três delas não compareceram e vão ser ouvidas por carta precatória. As oitivas ficaram para o período da tarde, mas outras duas testemunhas de acusação também não se apresentaram. Apenas uma esteve presente e foi liberada. A Justiça decidiu cancelar a audiência e marcar uma nova para o dia 23 de novembro.

Hoje seriam ouvidas pela primeira vez três testemunhas de defesa. São do réu Anderson Roberto Farias Bones, suspeito de estar na moto usada na execução do médico, em dezembro de 2008, na zona Norte da Capital. A defesa dele não aceitou que ocorressem depoimentos enquanto não terminar toda a parte da acusação. Portanto, as três testemunhas foram liberadas e devem prestar depoimento também no final de novembro. Dos sete réus, apenas dois não estavam presentes hoje.

Polícia indicia dupla que fez roleta russa em casal durante roubo de carro em Canoas

29 de outubro de 2010 10

A 3ª Delegacia de Canoas indiciou por tentativa de latrocínio (matar para roubar) dois criminosos que roubaram o carro de um casal no dia 15 de outubro em Canoas. Eles abordaram as vítimas no momento em que estavam chegando em casa, próximo ao Shopping da cidade. Mantiveram os dois como reféns e durante o trajeto, agrediram a mulher com tapas em seu rosto e o homem com coronhadas na cabeça. Antes de soltar o casal, próximo à Estrada do Nazário, colocaram a arma na boca do comerciante e fizeram a roleta russa. Ou seja, colocaram uma bala na arma e atiraram por três vezes, por sorte o revólver não disparou e eles desistiram.

O delegado Sílvio Huppes destacou que a dupla é de Esteio e é suspeita de mais de 30 roubos nas duas cidades da Região Metropolitana. Os dois foram presos três dias depois do crime e reconhecidos pelas vítimas, inclusive um deles usava o mesmo tênis que estava no dia do roubo. A Justiça decretou a prisão preventiva deles na quarta-feira passada e a Polícia concluiu o inquérito com o indiciamento dos dois.

Caso Becker: Audiência fica para tarde devido à ausência de testemunhas

29 de outubro de 2010 0

A Justiça decidiu não iniciar nesta manhã a audiência sobre a morte do vice-presidente do Cremers, Marco Antônio Becker, que estava prevista às 9h de hoje. O motivo foi a ausência de três testemunhas de acusação. Como elas residem em outras cidades, longe de Porto Alegre, devem ser ouvidas por carta precatória.

Estão sendo aguardadas para à tarde outras três testemunhas de acusação. Estas seriam as últimas deste processo e hoje mesmo, no Foro Central da cidade, já iriam ocorrer as primerias oitivas de testemunhas de defesa de um dos réus. No entanto, a defesa de Anderson Roberto Farias Bones não aceitou que ocorressem depoimentos enquanto não terminar toda a parte da acusação. Portanto, as três testemunhas de defesa foram liberadas e será marcada nova data para interrogatório. Segundo a denúncia da Promotoria, o reú citado hoje seria um dos executores da vítima e estaria em uma moto no momento do crime, ocorrido em dezembro de 2008 na zona Norte da Capital.

Caso Becker: Justiça começa a ouvir testemunhas de defesa de suspeito de matar médico

29 de outubro de 2010 0

Cinco testemunhas de acusação e três de defesa do réu Ânderson Roberto Farias Bones, o “Kiro”, devem depor no Foro Central da Capital hoje, a partir das 9h. Será a primeira vez que a Justiça tomará o depoimento da defesa de réus no processo sobre a morte do ex-presidente do Conselho Regional de Medicina, Marco Antônio Becker, ocorrido em dezembro de 2008.

Kiro está preso na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc). Segundo a denúncia, ele seria um dos ocupantes da moto de onde partiram os disparos que tiraram a vida do médico.

DENUNCIADOS

O andrologista Bayard Fischer Santos é  acusado de ser o mandante da execução. Além dele, outras sete pessoas  foram denunciados pelo crime: o traficante Juraci Oliveira da Silva, o “Jura”, que teria agenciado o crime; Moisés Gugel, ex-assistente do médico e que seria o elo com “Jura”; Michael Noroaldo Garcia Camara, o “Tocha”, e Anderson Roberto Farias Bones, o “Kiro”, que estariam tripulavando a moto e executaram a vítima; Paulo Ricardo Machado, o “Ferramenta” e Paulo Roberto da Silva Caldeira, que auxiliaram no planejamento da execução de Becker, e Fabiano Silva do Nascimento, o “Fio”, que tinha ligações com o grupo do traficante “Jura”. Este último, foi morto em uma emboscada após a conclusão do inquérito policial sobre o caso.

Ministério Público Federal denuncia suspeitos por desvio de armas da Campanha do Desarmamento

28 de outubro de 2010 0

Ao todo, 12 pessoas foram denunciadas por peculato (quando funcionário público usa o cargo para favorecimento próprio), receptação e contrabando. Entre elas, dois ex-servidores terceirizados da Polícia Federal. O caso foi encaminhado para a Justiça Federal.

Em dezembro do ano passado, ZeroHora.Com divulgou que uma investigação apurava o sumiço de 14 armas entregues à Polícia Federal na campanha do desarmamento. O fato foi denunciado por um empresário após ser intimado a depor em uma Delegacia depois da arma que ele entregou à Polícia Federal ter sido usada em um crime. Ainda não há data para o julgamento dos 12 denunciados.

Armas desaparecidas (parte já foi localizada)

- 3 armas da 1ª DP de Canoas

- 24 armas da DP de Esteio

- 63 armas do Foro de Esteio

- 14 armas da Polícia Federal

- 3 armas da DPPA de Canoas

Preso no Vale do Taquari gaúcho que enviou bomba para São Paulo e feriu namorada

27 de outubro de 2010 7

Casal se conheceu pela internet

Policiais da Delegacia de Polícia de Bom Retiro do Sul, próximo a Lajeado, no Vale do Taquari, prenderam nesta quarta-feira Joaquim Rocha Machado da Silva, 36 anos, próximo a uma igreja da cidade. Em abril de 2005, ele, que trabalhava como técnico em computação, enviou um pacote-bomba via Sedex para Bragança Paulista, distante cerca de 80 quilômetros de São Paulo. A encomenda explodiu nas mãos de Andréa de Moraes, 35 anos. A funcionária pública teve três dedos da mão direita arrancados, perdeu a visão do olho esquerdo, além de ferimentos no rosto e seios.

O casal havia se conhecido em 2004 pela Internet e depois de dois encontros, durante festas de final de ano e Carnaval, teve uma divergência. Por ciúmes, ele teria se vingado de Andréa. Joaquim da Silva teria flagrado a moça em uma sala de bate-papo, em site de relacionamento, conversando com outra pessoa. Isso após ter falado com ele pela Internet e de ter dito que iria dormir. A Polícia chegou a localizar um texto dele no qual dizia que a namorada deveria morrer, ser explodida em pedacinhos.

Agentes de Bragança Paulista obtiveram na Justiça de São Paulo um mandado de prisão contra Joaquim da Silva. Logo depois do crime ele foi preso por policiais gaúchos em Bom Retiro do Sul. Segundo informações da Polícia Civil gaúcha, o suspeito ficou cerca de seis meses detido e a Justiça paulista relaxou a prisão enquanto o caso não fosse julgado. Mas descumprindo acerto de comparecer a audiências e de não mudar de endereço, ele fugiu. O comissário Marco Soto, de Bom Retiro do Sul, diz que em junho deste ano o acusado foi julgado à revelia e condenado a 14 anos e 8 meses de prisão. De posse de informações sobre viagens constantes de Joaquim até a cidade onde morou e tem familiares, a Polícia local acabou efetuando a prisão nesta quarta-feira. Não houve resistência e ele foi encaminhado na quarta-feira à noite para o presídio de Lajeado.


Mais detalhes do caso

Joaquim Rocha Machado da Silva é natural de Cruzeiro do Sul e é ex-militar do Exército, onde adquiriu conhecimentos com explosivos durante cinco anos. Em 2005, um exame grafotécnico apontou que a letra do remetente do pacote-bomba é a mesma das cartas remetidas por ele para a vítima. A Polícia de Bom Retiro do Sul ainda informou que a partir desta quinta será decidido o local onde o preso vai permanecer em definitivo.

Ex-estagiária responde por desvio de materiais em Delegacia de Canoas

27 de outubro de 2010 10

A suspeita atuava no ano passado na Delegacia de  Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Canoas e teria desviado mais de R$ 4 mil, armas, drogas e diversos materiais do local. A denúncia do Ministério Público foi por tráfico, peculato e fornecimento de armas raspadas a terceiros. Segundo a Promotoria, a acusada teria também falsificado assinatura de policiais civis. O processo está na 3ª Vara Criminal do Foro do município.

Audiência

Uma audiência foi marcada para a segunda quinzena de novembro. Na ocasião, devem ocorrer depoimentos de testemunhas de acusação e da própria ex-estagiária. A defesa alega que não há provas dos supostos crimes e a Promotoria alega que parte do material desviado teria sido repassado a um homem acusado de tráfico de drogas. Ele, inclusive, já foi assassinado.

Homem que confessou ter matado a namorada com "bico de pato" irá a júri popular

27 de outubro de 2010 3

Flávio Silva da Silva, 23 anos, será julgado no mês que vem pelo homicídio da jovem Isabel Kessler, 22, em fevereiro deste ano, em Porto Alegre. O réu irá a júri popular por ter confessado matar a namorada com um prendedor de cabelo do tipo "bico de pato".

No seu depoimento, Flávio afirmou que tentou terminar o namoro, mas Isabel não teria concordado e o ameaçado de morte. Em seguida, disse ter arrancado uma fivela do cabelo da vítima e enfiado no pescoço dela.

O crime pode render uma pena de 12 a 30 anos de reclusão.

Juíza é condenada pela primeira vez na história do Tribunal de Justiça Militar

26 de outubro de 2010 7

O julgamento inédito ocorreu nesta segunda-feira e durou sete horas. A juíza Maria Emília Moura da Silva era titular da 2ª Auditoria da Capital da Justiça Militar. Ela foi denunciada pelo Ministério Público por irregularidades administrativas, favorecimento a réu e processos extraviados. Segundo a defesa, o processo apresenta irregularidades. O advogado Pedro Osório Rosa Lima diz que a magistrada foi vítima de espionagem.

Ela foi condenada pela primeira vez na história do Tribunal de Justiça Militar. Com a condenação, a juíza perde a jurisdição e vai passar a receber vencimentos proporcionais. Segundo o TJM, uma solicitação para revisar o processo só pode ser feita se surgir um fato novo.

Quase três anos após suposta tortura, "Tropa de Elite" da serra gaúcha ainda não foi julgada

25 de outubro de 2010 11

Após quase três anos de um dos mais famosos casos de suspeita de abuso de autoridade e tortura policial do Estado, os réus no processo ainda aguardam julgamento. O Ministério Público pede que todos percam os cargos. O processo está na fase final. A Justiça ainda aguarda a defesa de dois oficiais.

O incidente ocorreu meses após o lançamento do filme Tropa de Elite. Segundo as vítimas e a denúncia do MP, o episódio na serra gaúcha teve semelhanças com cenas do longa, onde jovens são interrogados e ameaçados com sufocamento por saco plástico e empalamento.

Os supostos envolvidos no caso ficaram afastados dos postos e voltaram aos cargos. O capitão Juliano Amaral, acusado de abuso de autoridade e tortura por omissão, passou um ano e oito  meses fora do comando de Flores da Cunha, mas retornou ao antigo cargo.

Relembre o caso, conforme a versão do Ministério Público:

Na noite de 26 de dezembro de 2007, o gesseiro Valdir Garcia de Moura, 41 anos, matou o sargento da Brigada Militar, Luiz Ernesto Quadros Mazui, 39, por desavença. O crime ocorreu na casa de Moura, no bairro Pellizzer, em Flores da Cunha. O gesseiro foge do local na companhia de um filho.

Minutos após o assassinato, o PM Cirlon Manzoni Lemes se dirige até a moradia e comunica o crime aos colegas que estavam no quartel da BM em Flores. Nesse meio tempo, vários jovens que estão nos dois pisos da moradia (o gesseiro morava no andar de cima) se trancam em casa.

A notícia da morte se espalha e policiais de Caxias do Sul e Farroupilha se deslocam até a casa supostamente para localizar e prender o gesseiro. O major Gilberto Güntzel chega ao lugar à paisana e dirigindo seu carro particular, um Tempra. O capitão Juliano Amaral é o responsável pelos PMs de Flores e o capitão Alexandre Augusto Silva da Silva comanda duas guarnições de Caxias.

Utilizando um megafone, os capitães Juliano e Alexandre ordenam a saída dos jovens da casa. Os rapazes não obedecem.

Nesse momento, o capitão Gerson Luiz Pereira de Souza e Silva chega na frente da residência acompanhado por PMs de Farroupilha. Ele ordena a saída dos jovens e é atendido.

Eduardo de Moura, 18 anos (filho do gesseiro), e Miler Marcante, 22, são algemados e levados ao outro lado da rua para informarem o paradeiro do assassino. O capitão Alexandre segura Eduardo com o golpe conhecido como gravata, enquanto o capitão Juliano desfere tapas no rapaz e em Miler. Em seguida, Miler e Eduardo são levados para dentro da casa.

Roselaine de Moura, mulher do gesseiro, questiona a atitude dos PMs e é ameaçada pelo capitão Alexandre. No mesmo momento, um adolescente de 16 anos e outro menor, presos a uma mesma algema, também são conduzidos para dentro da moradia.

Na casa, Eduardo, Miler e os dois menores são agredidos a socos, tapas, pontapés para informarem o paradeiro do autor do crime. Além do capitão Alexandre, quem participa dessa ação são os PMs Ademir Dornelles Severo, Jéferson dos Santos Silveira, Enéias Gonçalves Falcão, Derli Parode Barroso Júnior, João Pires e Wladinir Vieira.

O major Gilberto Güntzel, além de permitir a tortura, incentiva as agressões. O PM de Flores da Cunha, Cirlon Manzoni Lemes, fica de guarda na entrada da casa. Os capitães Gerson e Juliano também aguardam no lado de fora e não impedem as ações.

Os PMs tentam sufocar os dois menores com sacos plásticos na cabeça. Nesse momento, o adolescente de 16 anos é segurado pelo PM Paulo Joás Pires, enquanto o capitão Alexandre tenta introduzir um cabo de vassoura no ânus do menor. O PM Enéias Gonçalves Falcão também pisa na cabeça do rapaz.

Cerca de 30 minutos depois, os PMs Luís Carlos de Mattos, Wladinir Vieira e Valério Zorzi, acompanhados pelos soldados Enéias Gonçalves Falcão, Ademir Dornelles Severo, Jéferson dos Santos Silveira e Édison Hildebrando Ribas dos Santos levam o jovem Juliano de Moura, 19, filho do assassino, para supostamente para ajudar o grupo nas buscas ao pai do rapaz.

Os PMs se deslocam em duas viaturas até um matagal próximo ao Parque da Vindima. Ali, Juliano é agredido com tapas, socos, coronhadas e chutes e tem um saco plástico colocado na cabeça para informar onde o pai estava escondido.

As torturas só terminam com a chegada do serviço de inteligência da Brigada Militar, de um delegado da Polícia Civil que estava de plantão naquela noite e de peritos.