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Posts de abril 2012

Operação medusa: Ministério Público denuncia 20 pessoas por tráfico de armas

30 de abril de 2012 1

Loja de celular era utilizada como fachada pela quadrilha (Foto: Divulgação/Juliano Rodrigues)

Vinte pessoas foram denunciadas à Justiça pelo Ministério Público por formação de quadrilha e comércio ilegal de armas na região metropolitana depois da conclusão das investigações da Operação Medusa. O grupo denunciado é acusado de vender armas de grosso calibre, comercializar drogas, distribuir celulares em presídios, falsificar documentos e participar de assaltos a banco. Entre os envolvidos, está um policial do 26º BPM de Cachoeirinha e um policial civil da segunda DP de Gravataí. De acordo com o promotor da justiça criminal de Gravataí, André Luis Dal Molin Flores, a quadrilha atuava intermediando a entrega dos materiais.

- É uma quadrilha com atuação, principalmente, na parte logística e de apoio a outros grupos. Eles utilizavam empresas de fachada, como uma loja de venda de celulares, para encobrir a atividade criminosa - explica o promotor.

Durante as investigações, que contavam com escutas telefônicas, os promotores descobriram que integrantes da quadrilha tinham algum tipo de envolvimento com policiais da região metropolitana.

Entenda o caso:

A operação Medusa foi deflagrada em março deste ano pelo ministério público, comando de Policiamento Metropolitano e Polícia civil. Segundo as investigações, o grupo atuava desde o ano passado. Durante a operação, foram cumpridos 31 mandados de busca e além de revólveres e uma espingarda. A ação foi coordenada pelos promotores de Justiça André Luis Dal Molin Flores, Diego Rosito de Vilas e Rodrigo Carpi Nejar. A denúncia é assinada pelo promotor Dal Molin.

* Texto com colaboração de Claiton Fortunato

Família de refém morto pela Polícia Civil vai processar RS

27 de abril de 2012 0

Além do processo criminal, que vai julgar o comportamento dos policiais civis gaúchos e paranaenses na ação desastrada de resgate de dois agricultores em Gravataí, a família de Lírio Persch vai processar o estado do Rio Grande do Sul.

Polícia isolou a área onde ocorreu a morte do refém - Foto: Jean Schwarz

O advogado Oscar Estanislau Nasihgil veio ao Rio Grande do Sul nesta semana e levou com ele uma cópia do processo, que já tem 1,9 mil páginas. Sem precisar um prazo, Nasihgil informa que vai ingressar com ação de indenização de reparação de danos materiais e morais pelo que chamou de ação errada da polícia gaúcha.

- Na circunstância do tiro, o carro voltava para a garagem. Se atirassem nos pneus impediria que eles fugissem - avalia o advogado.

Sobre a possibilidade de também processar o estado do Paraná, em razão da postura dos policiais paranaenses de não avisar os colegas gaúchos sobre o cárcere privado, o advogado descarta.

- Os policiais do Paraná não foram os autores dos disparos - informa o defensor da família do agricultor.

O advogado confirma que houve o pagamento do resgate e que os criminosos receberam o dinheiro da família por uma conta bancária no nome de uma empresa fantasma. O montante foi bloqueado pela Justiça gaúcha.

No Fórum de Gravataí, Nasihgil ingressou com pedido de restituição dos valores já que os familiares de Persch haviam feito um empréstimo para fazer o pagamento aos bandidos.

Entenda o caso:

Na madrugada de 21 de dezembro de 2011, três policiais civis do Paraná chegaram ao Rio Grande do Sul para investigar uma quadrilha que mantinha em cárcere privado dois agricultores moradores daquele estado. Em uma viatura discreta, procuravam pelo cativeiro em Gravataí. No bairro Morada do Vale II, eles cruzaram com o sargento Ariel da Silva, à paisana, que estava de folga em uma motocicleta. Após desconfiança mútua, ocorreu troca de tiros. Uma rajada de metralhadora atingiu o PM.

Uma segunda equipe de policiais do Paraná veio a Gravataí para continuar as buscas aos reféns. Eles foram seguidos pela Polícia Civil gaúcha. Os carros discretos dos policiais chamaram a atenção de moradores, que ligam para o telefone 190. PMs abordam os policiais na rua Doutor Luiz Bastos do Prado. Em seguida, um Corsa com placas procuradas pelos agentes começa a sair de ré da garagem de um sobrado com cinco pessoas em seu interior (três bandidos e dois reféns). Os sequestradores deixavam o cativeiro, após receberem o resgate, para libertar os agricultores. Os policiais identificam as placas e correm em direção a casa. O delegado Leonel Carivali afirmou que atirou após um dos criminosos ameaçar sacar uma arma. O tiro atingiu o agricultor Lírio Persch.

Sobre a morte do refém, a Justiça aceitou a denúncia contra os policiais e os assaltantes. Além disso, A juíza Eda de Miranda da 1ª Vara Criminal de Gravataí determinou o afastamento dos policiais civis paranaenses dos atuais cargos.

A Corregedoria de Polícia concluiu no começo do mês o inquérito que investigou as circunstâncias da morte do sargento Ariel da Silva. O delegado Paulo Grillo decidiu não indiciar os policiais civis do Paraná e pediu o arquivamento do inquérito. Na avaliação dele, as partes agiram em legítima defesa. De acordo com o delegado, a perícia não conseguiu apurar quem atirou primeiro, só que houve tiros dos dois lados.

Brigada Militar nega irregularidades na aquisição de banheiros químicos

26 de abril de 2012 0

O Departamento Logístico e de Patrimônio da Brigada Militar (BM) relata que não possui contratos de locação de banheiros químicos e que os sanitários utilizados são da própria corporação. A informação é do coronel Renato Fraga, diretor do Departamento, e é uma resposta ao anúncio do Tribunal de Contas do Estado (TCE). O órgão vai realizar auditorias em 11 prefeituras do Rio Grande do Sul, além da Brigada Militar e da Secretaria estadual da Agricultura, para averiguar suspeita de irregularidades na locação destes equipamentos. Em março, o Ministério Público realizou operação em cidades gaúchas e catarinenses. O objetivo foi apurar suposta fraude em licitações e formação de cartel.

Apesar da Promotoria ressaltar que poderia haver irregularidades na aquisição de banheiros químicos para os Territórios da Paz, na Capital, o coronel Fraga diz que os equipamentos não são locados e que foram adquiridos. Além disso, a limpeza e o deslocamento são feitos pela própria corporação. A BM ainda informa que já respondeu a inspeção anterior do TCE sobre o assunto. Mesmo assim, o Tribunal confirma nova auditoria.

As prefeituras que serão inspecionadas são as de Arroio do Sal, Cidreira, Terra de Areia, Caxias do Sul, Torres, Balneário Pinhal, Santo Antônio da Patrulha, Imbé, Xangri-Lá, Carlos Barbosa e Rio Grande.

Caso Becker: Defesa de réu pede perícia em celular

26 de abril de 2012 1

Quase três anos e cinco meses após o assassinato do ex-vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers), Marco Antonio Becker, a 1ª Vara do Júri de Porto Alegre ainda não conseguiu marcar o depoimento dos 12 réus.

A defesa de um dos acusados - o Tribunal de Justiça (TJ) não soube informar de qual - pediu perícia no celular do seu cliente para recuperar mensagens de SMS apagadas pelo aparelho.

O Instituto Geral de Perícias (IGP) foi consultado e informou que não tem tecnologia suficiente para realizar o procedimento.  O pedido então foi feito à Polícia Federal, que pediu que o celular seja enviado para a superintendência para ver se o celular pode ser inspecionado.

Médico foi assassinado com quatro tiros em dezembro - Foto: Marcos Nagelstein

Entenda o caso:

Na noite de quatro de dezembro de 2008, Marco Antonio Becker, 60 anos, foi assassinado a tiros na Rua Ramiro Barcelos, no bairro Floresta, em Porto Alegre.

Depois de um ano de investigações, a Polícia Civil indiciou seis pessoas por envolvimento na morte do médico. Entre eles: o andrologista cassado Bayard Ollé Fischer Santos, - suspeito de ser o mandante do crime - e o traficante de drogas Juraci Oliveira da Silva, o Jura, apontado como intermediário. Escutas telefônicas divulgadas pelo Ministério Público (MP) mostrariam o  envolvimento de Bayard e Jura no crime.

O Ministério Público (MP) denunciou 12 pessoas, oito delas por homicídio, três por falso testemunho e uma por falsidade ideológica.

Em dezembro de 2009, a Justiça aceitou a denúncia e pôs fim ao sigilo judicial sobre o caso, que havia sido solicitado pelo MP. Há pouco mais de um ano, a concedeu liberdade aos acusados que estavam presos.

TCE anuncia auditorias na contratação de banheiros químicos em órgãos públicos do RS

26 de abril de 2012 0

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) anunciou 13 auditorias em diversos órgãos públicos no Rio Grande do Sul. Os alvos são 11 prefeituras, Brigada Militar e Secretaria estadual de Agricultura. O objetivo é averiguar possíveis irregularidades em contratos de locação de banheiros químicos desde  janeiro de 2007. Em março, o Ministério Público realizou operação em cidades gaúchas e catarinenses contra um suposto cartel de empresas que teria onerado os cofres públicos em mais de R$ 15 milhões. Escutas telefônicas revelaram indícios de formação de quadrilha e fraude em licitações.

Março: Operação ocorreu em Caxias (foto) e em outras cidadesdo RS e SC / Cid Martins

O TCE aprovou, em sessão pelenária, a instauração das 13 inspeções extraordinárias, no entanto, ainda não há data marcada para a realização das auditorias. A medida, oriunda de representação do Ministério Público de Contas, alcança os municípios de Arroio do Sal, Cidreira, Terra de Areia, Caxias do Sul, Torres, Balneário Pinhal, Santo Antônio da Patrulha, Imbé, Xangri-Lá, Carlos Barbosa e Rio Grande; além da Brigada Militar e da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Agronegócio.

Segundo nota da Assessoria do Tribunal, o presidente Cezar Miola disse que a questão das locações de sanitários químicos, objeto de investigação do Ministério Público, evidenciou possível ocorrência de atos que afrontam princípios constitucionais e justifica a atuação do TCE.

Março: Operação da Promotoria Criminal do MP

Foi deflagrada dia 19 de março uma operação do Ministério Público no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina para combater um cartel na locação de banheiros químicos. Quatro empresas eram suspeitas de forjar disputas na licitação, apesar de todas pertencerem ao mesmo grupo. Todas são investigadas por corrupção ativa e passiva, fraude em licitação e formação de cartel.
Ao todo, cerca de 3 mil banheiros foram locados de forma irregular em uma fraude superior a R$ 15 milhões. Entre os eventos que tiveram a locação irregular estão a Expointer, em Esteio, a Festa da Uva, em Caxias, o Acampamento Farroupilha, em Porto Alegre, e a Festa do Pinhão, em Lages. Segundo o promotor Ricardo Herbstrith, cada banheiro químico custava cerca de R$ 55 nas cidades onde ocorreu a fraude. Em municípios vizinhos, onde o cartel não atuava, por exemplo, a diária não chegava a R$ 25.
A principal ação foi realizada em Caxias do Sul, na Serra gaúcha, onde funciona a sede da principal empresa do grupo. A Polícia foi acionada para cumprir cinco mandados de busca e apreensão também em Canoas e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e em Palhoça e Criciúma, em Santa Catarina. Com o apoio do TCE, o MP investiga a participação de funcionários públicos em 11 prefeituras do RS e em três prefeituras de SC.

Caso Eliseu: Suspeito de matar ex-secretário de Saúde da Capital é preso em Tramandaí

25 de abril de 2012 31

A Brigada Militar prendeu ontem Tramandaí três pessoas por estarem ligadas a roubos de estabelecimentos comerciais. Ao conferir os nomes dos suspeitos, o titular da DP do município, delegado Paulo Perez, divulgou hoje que um deles se trata de Eliseu Pompeu Gomes, 24 anos, envolvido no assassinato do ex-secretário de Saúde de Porto Alegre, Eliseu Santos, em 2010.

Março de 2010: Eliseu Gomes foi preso pela primeira vez / Foto: Marcos Nagelstein

O delegado Perez disse que Eliseu Gomes foi preso por porte ilegal de arma e por formação de quadrilha. Ele estava com uma arma com numeração raspada. Outro homem que estava com ele foi detido também por porte ilegal. Um terceiro, preso em um veículo nas proximidades da residência onde os outros dois foram localizados, estava com uma pistola de uso restrito. Os três e um quarto acusado, que está foragido, estão sendo investigados por pelo menos quatro roubos a estabelecimentos comerciais em Tramandaí.

Eliseu Gomes foi preso em março de 2010 e teve prisão revogada, junto com outros réus do Caso Eliseu Santos, em abril de 2011.

Entenda o caso:

26 de fevereiro 2010: Eliseu Santos foi assassinado na rua Hoffmann, bairro Floresta, em Porto Alegre. Ele estava acompanhado da mulher e da filha na saída de um culto da Assembléia de Deus. Ele foi atingido por uma pistola por suspeitos que se aproximaram em um Vectra.

4 de março 2010: Eliseu Pompeu Gomes se entrega à Polícia.

15 de março 2010: Polícia conclui inquérito e indicia três pessoas, incluindo Eliseu Gomes, por tentativa de roubo de carro seguida de  morte.

1º de abril 2010: O Ministério Público denunciou os três indiciados e mais cinco pessoas, no entanto, entendeu que houve um homicídio por encomenda e não latrocínio.

Maio 2010: Mais três pessoas denunciadas.

15 de abril de 2011: Todos os réus presos foram soltos.

Maio de 2011: Ministério Público denunciou mais três pessoas, incluindo um apenado que afirmou ter levado dinheiro para os matadores do ex-secretário.

Jogador Leandro, do Grêmio, é indiciado por uso de documento falso

24 de abril de 2012 44

O titular da 4ª Delegacia de Porto Algre, delegado Flávio Conrado, concluiu há pouco o inquérito sobre o uso de Carteira Nacional de Habilitação falsa por parte do atacante Leandro do Grêmio. O jogador foi indiciado por uso de documento falso. Segundo a Polícia, a pena para estes casos varia de 2 a 6 anos de prisão, além de multa. O inquérito será remetido amanhã para a Justiça.

Leandro foi abordado em uma blitz na semana passada e encaminhado ao Presídio Central, sendo liberado mais tarde. Em depoimento à Polícia, ele disse que só falaria em juízo.

Com depoimento na semana passada, Leandro falou que só se manifestaria em juízo Foto: Ricardo Duarte

O delegado Conrado também está encaminhando carta precatória para a Polícia de Goiás para apurar a procedência do documento. A perícia confirmou que a CNH é falsa e a primeira informação é de que foi confeccionada em Goiânia. O valor pago pelo jogador teria sido de R$ 1,8 mil.

CNHs falsas apreendidas

O Detran RS informa que tem o registro de 32 casos desde 2009 de motoristas flagrados com carteiras de habilitação adulteradas. Só em 2010 foram 17 e neste ano, até agora, quatro registros. Todos os casos são encaminhados para a Polícia. Tanto Brigada Militar quanto Polícia Civil não têm levantamento deste tipo. As ocorrências são apuradas nos locais onde foram registradas.

Denunciado motorista que atropelou oito pessoas na ponte sobre o rio Tramandaí

23 de abril de 2012 2

A Promotoria de Tramandaí denunciou hoje à 1ª Vara Criminal da Comarca Iberê Vargas Braga, 21 anos, por três homicídios e cinco tentativas de homicídio ocorridas no dia 17 de março deste ano. A promotora Ana Luiza Domingues de Souza Leal entendeu que houve o agravante do crime ter sido praticado contra idosos e crianças. No entendimento dela, houve dolo eventual (assumiu o risco), já que Vargas conduzia uma caminhonete em estado de embriaguez e realizando manobras perigosas. O Ministério Público chegou a pedir mais provas antes de oferercer a denúncia.

Resgate de sobreviventes após atropelamento / Crédito: Artur Scartazzini, Arquivo Pessoal

Entenda o caso:

Em 26 de março, Iberê foi indiciado por homicídio doloso (quando há intenção de matar), tentativa de homicídio e por dirigir embriagado. No dia 17, três pessoas morreram e cinco ficaram feridas quando a caminhonete S-10 que dirigia colidiu com outro veículo e atingiu um grupo de pescadores que estava sobre a ponte. A caminhonete caiu no rio e o jovem Edson Dullius Júnior, de 19 anos, carona do veículo, só foi localizado 12 dias depois do acidente.

Polícia de Porto Alegre prende mais dois contraventores por cárcere privado

23 de abril de 2012 0

A Delegacia Regional da Capital prendeu há pouco por cárcere privado mais duas pessoas ligadas à casa de jogos no bairro Azenha. Segundo o delegado Tiago Baldin, essa tática tem sido adotada por alguns estabelecimentos durante abordagens policiais. Para tentar evitar o flagrante de contravenção, funcionários das casas mantêm os clientes trancados, sem luz, ar condicionado e ainda obrigam as pessoas, a maioria idosos, a ficar em silêncio. A operação desta noite contou com apoio do Ministério Público, sendo que os envolvidos vão responder pelo crime de contravenção e de cárcere privado. Na última sexta-feira ocorreu fato semelhante, também no bairro Azenha, e duas idosas passaram mal após três horas trancadas numa sala.

Polícia Civil procura por halterofilista argentino suspeito de vender lança-perfume na região metropolitana

23 de abril de 2012 0


Material foi apreendido em apartamento no bairro Moinhos de Vento (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

A Polícia Civil de Canoas apreendeu na tarde desta segunda-feira, cerca de 200 frascos de lança-perfume em um apartamento na rua Dr. Timóteo, no Bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre. A ação buscava prender um homem de aproximadamente 29 anos, que é suspeito tráfico de lança-perfume e entorpecentes na região metropolitana. Ao perceber a chegada da polícia, o homem conseguiu escapar pelo terraço do prédio.

No apartamento, além dos frascos de lança-perfume, foram encontradas pequenas quantidades de drogas como haxixe e maconha, anabolizantes, balas de extasy, uma pistola calibre 22, uma caneta pistola e dois notebooks que eram utilizados para fazer anotações sobre as vendas. Entretanto, algo que chamou atenção da policia foi a descoberta de uma bucha de cristal ice, uma droga pouco comum no Rio Grande do Sul, mas que pode ter efeitos até dez vezes mais nocivos do que a cocaína. A suspeita é de o homem estaria tentando inserir o novo entorpecente no mercado gaúcho. Os policiais também apreenderam no prédio um carro comprado com documentos falsos em Canoas.

Conforme a investigação, o homem procurado tem nacionalidade brasileira e argentina e é halterofilista. O Delegado da Primeira Delegacia de Polícia de Canoas, Eric Seixas Dutra, disse que os lança-perfumes apreendidos vinham da Argentina. Segundo o delegado, o material era comercializado em casas noturnas e festas para pessoas com alto poder econômico.

"Nós sabemos que este material era revendido em festas raves e em academias aqui da região metropolitana. O público alvo deste homem era formado por jovem de classe média e alta. Este é um material relativamente caro e o público era de pessoas com um bom poder aquisitivo" - salientou o delegado.

Nos próximos dias, Polícia Civil de Canoas deve encaminhar o pedido de prisão preventiva do suspeito.

Entenda o caso:

As investigações começaram em Canoas, em agosto de 2011. O homem comprou um carro em uma revendedora com documentação falsificada. Depois de dar início às averiguações, a polícia descobriu que o suspeito tinha ligações com o tráfico de entorpecentes, principalmente na região metropolitana. Segundo o delegado Eric Seixas Dutra, outras pessoas estão envolvidas no tráfico de lança-perfume em Porto Alegre e na região.