Operação Medusa: Negado habeas corpus para integrantes de quadrilha que traficava armas
31 de maio de 2012 0A 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado negou hoje pedido de habeas corpus para dois acusados de integrar quadrilha desarticulada em março deste ano na chamada Operação Medusa, na Região Metropolitana de Porto Alegre. No final de abril, 20 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público.
O grupo foi investigado por vender armas de grosso calibre, comercializar drogas, distribuir celulares em presídios, falsificar documentos e participar de assaltos a banco. Entre os envolvidos, está um policial do 26º BPM de Cachoeirinha e um policial civil da 2ª DP de Gravataí. A quadrilha atuava intermediando a entrega dos materiais.
Habeas Corpus negado
Hoje, foi negada pela Justiça a soltura de Rodrigo dos Santos Gularte e Marlon Eduardo Figueiro Mendes. Segundo a Promotoria, Rodrigo era o líder da quadrilha, pois além de coordenar as ações, fazia a distribuição de armas e munições oriundas de outros países, como Paraguai e Uruguai, também patrocinando logística e financeiramente a quadrilha. Já Marlon foi preso em flagrante. Segundo a denúncia, houve a apreensão de inúmeras armas de fogo de uso restrito que estariam a serviço de roubos a estabelecimentos bancários, veículos e tráfico de drogas.
Julgamento
Na 4ª Câmara Criminal, o Desembargador-relator, Aristides Pedroso de Albuquerque Neto entendeu que a manutenção da prisão tem a finalidade de garantir a paz social, já que os denunciados apresentam periculosidade e a soltura pode prejudicar a busca de provas. Um dos acusados ainda tem forte poder de coação sobre os demais integrantes da quadrilha.
Entenda o caso:
A operação Medusa foi deflagrada em março deste ano pelo Ministério Público, Comando de Policiamento Metropolitano da Brigada Militar e Polícia Civil. Segundo as investigações, o grupo atuava desde o ano passado. Durante a operação, foram cumpridos 31 mandados de busca e além de revólveres e uma espingarda. A ação foi coordenada pelos promotores de Justiça André Luis Dal Molin Flores, Diego Rosito de Vilas e Rodrigo Carpi Nejar. A denúncia é do promotor Dal Molin.










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