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Skinhead acusado de agredir punk no centro de Porto Alegre é condenado a 10 anos de prisão

22 de novembro de 2012 1

Renan do Amaral foi preso dias após o crime (Foto: Emílio Pedroso)

A Justiça condenou a 10 anos e três meses de prisão um homem pertencente a um grupo de skinheads, acusado de agredir um punk no centro de Porto Alegre. O caso aconteceu em 16 setembro de 2007, após a saída de um clássico grenal. A sentença foi determinada pela Juíza da 2º Vara do Juri do Foro Central, Cristiane Busatto Zardo. Conforme a decisão, Renan do Amaral Pereira foi condenado pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado, formação de quadrilha e incitação ao racismo. No entanto, Pereira está foragido do sistema prisional e não compareceu à sessão. O outro réu citado no processo, Diego da Silva Santa Maria, aguarda a decisão em liberdade.

O delegado Paulo César Jardim acompanhou o caso e relembra o crime:

Além de Pereira e Santa Maria, outras seis teriam participado da ação, porém apenas uma adolescente, na época com 17 anos foi identificado. O jovem agredido teve de fazer cirurgia e ficou incapacitado de trabalhar por quatro meses.

Neonazismo:

Durante as investigações, a Polícia Civil encontrou, na residência de Renan do Amaral Pereira, material de divulgação neonazista. Também foi identificada movimentação do grupo do qual ele fazia parte, o White Power Sul Skins, em sites de relacionamento.

O Promotor de Justiça do Ministério Público, Júlio César de Melo destaca que além da condenação pela tentativa de homicídio, o caso chama atenção para a intolerância. “O fator mais relevante do julgamento é que, além da condenação pelas agressões, também foi considerado o fato de o réu fazer parte de um grupo formado, também, para cometer atos de discriminação”, analisa Melo.

Comentários (1)

  • leo diz: 10 de dezembro de 2012

    um mestiço, preso por crimes oriundos por intolerância racial, fotografado algemado junto a uma bandeira de israel. tomou o que merece!

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