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Quase sete meses após transferência para Justiça Federal, Caso Becker ainda aguarda denúncia do MP

29 de março de 2013 0

Médico foi assassinado com quatro tiros em dezembro - Foto: Marcos Nagelstein / Agência RBS (Arquivo)

Quase sete meses se passaram desde que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) transferiu o processo do assassinato do médico Marco Antônio Becker da Justiça Estadual para a Justiça Federal. Em 24 de outubro, a ação penal foi distribuída para o 11º Ofício Criminal da Procuradoria da República do Rio Grande do Sul.

O processo já conta com 30 volumes do inquérito policial e da ação penal e mais 80 volumes de documentos. Em março deste ano, uma grande quantidade de CDs e DVDs, com mais informações sobre o caso, foram protocolados.

Segundo a assessoria de imprensa do Ministério Público Federal, diante do grande volume de informação a ser analisada, o procurador da República Rodrigo Valdez de Oliveira prefere não se manifestar antes de ter concluído esta etapa, bem como não tem como estipular uma data para o fim desta análise.

O assassinato do ex-vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers), Marco Antonio Becker, completou quatro anos em dezembro do ano passado.

Entenda o caso:

— Na noite de 4 de dezembro de 2008, o oftalmologista e vice-presidente do Cremers Marco Antonio Becker foi morto a tiros dentro de seu carro depois de ser abordado por dois homens em uma moto na Rua Ramiro Barcelos, no bairro Floresta, na Capital.

— Em 11 de dezembro de 2009, a Polícia Civil indiciou o ex-andrologista Bayard Fischer dos Santos e mais quatro pessoas. Ele seria o mandante do crime. Becker teria sido o responsável pela cassação do diploma de médico de Bayard. O assessor de Bayard, Moises Gugel, foi acusado de intermediar o contato entre seu chefe e o traficante Juraci Oliveira da Silva, conhecido como Jura, que está preso por outros crimes. Jura seria o responsável por enviar os matadores de Becker.

— No dia 22 de dezembro do mesmo ano, a promotora Lúcia Helena de Lima Callegari encaminhou a denúncia à Justiça. Ela incluiu oito pessoas pelo assassinato na ação, três a mais do que o número de indiciados pela polícia.

— No dia 29 de dezembro de 2009, a Justiça aceitou a denúncia contra o ex-andrologista e outras 10 pessoas — das quais sete por participação no crime. Um dos réus, Fabiano Silva do Nascimento, o Fio, foi excluído da ação porque foi assassinado.

— Em maio de 2010, o traficante Jura foi preso no Paraguai.

— Em 2 de agosto de 2010, começaram os depoimentos da acusação no Caso Becker. Neste mesmo ano, o advogado de Gugel, Marcos Vinicius Barrios, entrou com habeas corpus no STJ. A alegação é de que o Cremers representa o Conselho Federal de Medicina. Por isso, como o motivo do crime seria a cassação do diploma de Bayard, segundo o Ministério Público Estadual, o processo deveria tramitar em âmbito federal.

— Em 14 de abril de 2011, foi determinada a libertação de Bayard, preso em 11 de fevereiro de 2010, e de outros cinco presos. Conforme a 2ª Câmara do Tribunal de Justiça, os réus ficaram mais de um ano presos e por isso podem responder pelos delitos em liberdade.

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