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Caso Becker: Réus no processo federal sobre a morte de médico têm dez dias para apresentar defesa

15 de janeiro de 2014 0

Os réus no processo sobre o assassinato do ex-presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers), Marco Antônio Becker, têm dez dias, a partir do recebimento das intimações, para apresentar defesa à 11ª Vara Federal de Porto Alegre. O chamado Caso Becker foi transferido da Justiça Estadual para a Federal em setembro de 2012. Depois disso, houve denúncia por parte do Ministério Público Federal (MPF) e agora os réus começaram a receber ofícios sobre a constituição das defesas. Entre eles, o ex-médico andrologista Bayard Olle Fischer dos Santos e o traficante Juraci Oliveira da Silva, o Jura.

Após esta etapa, haverá análise do MPF e envio do parecer à Justiça. Com isso, testemunhas e réus serão ouvidos e haverá decisão se o caso vai ou não a Júri. Becker foi assassinado em dezembro de 2008 na zona Norte de Porto Alegre.

Marco Antônio Becker foi assassinado em dezembro de 2008 na zona Norte de Porto Alegre / Foto: Marcos Nagelstein / Agência RBS

Marco Antônio Becker foi assassinado em dezembro de 2008 na zona Norte de Porto Alegre / Foto: Marcos Nagelstein / Agência RBS

Réus:

- Anderson Roberto Farias Bones
- Bayard Olle Fischer Santos
- Juraci Oliveira da Silva
- Michael Noroaldo Garcia Câmara
- Moisés Gugel
- Jorge Gioscia Filho
- Júlio Henrique Marques
- Paulo Ricardo Machado
Entenda o caso:

— Na noite de 4 de dezembro de 2008, o oftalmologista e vice-presidente do Cremers Marco Antonio Becker foi morto a tiros dentro de seu carro depois de ser abordado por dois homens em uma moto na Rua Ramiro Barcelos, no bairro Floresta, na Capital.

— Em 11 de dezembro de 2009, a Polícia Civil indiciou o ex-andrologista Bayard Fischer dos Santos e mais quatro pessoas. Ele seria o mandante do crime. Becker teria sido o responsável pela cassação do diploma de médico de Bayard. O assessor de Bayard, Moises Gugel, foi acusado de intermediar o contato entre seu chefe e o traficante Juraci Oliveira da Silva, conhecido como Jura, que está preso por outros crimes. Jura seria o responsável por enviar os matadores de Becker.

— No dia 22 de dezembro do mesmo ano, a promotora Lúcia Helena de Lima Callegari encaminhou a denúncia à Justiça. Ela incluiu oito pessoas pelo assassinato na ação, três a mais do que o número de indiciados pela polícia.

— No dia 29 de dezembro de 2009, a Justiça aceitou a denúncia contra o ex-andrologista e outras 10 pessoas — das quais sete por participação no crime. Um dos réus, Fabiano Silva do Nascimento, o Fio, foi excluído da ação porque foi assassinado.

— Em maio de 2010, o traficante Jura foi preso no Paraguai.

— Em 2 de agosto de 2010, começaram os depoimentos da acusação no Caso Becker. Neste mesmo ano, o advogado de Gugel, Marcos Vinicius Barrios, entrou com habeas corpus no STJ. A alegação é de que o Cremers representa o Conselho Federal de Medicina. Por isso, como o motivo do crime seria a cassação do diploma de Bayard, segundo o Ministério Público Estadual, o processo deveria tramitar em âmbito federal.

— Em 14 de abril de 2011, foi determinada a libertação de Bayard, preso em 11 de fevereiro de 2010, e de outros cinco presos. Conforme a 2ª Câmara do Tribunal de Justiça, os réus ficaram mais de um ano presos e por isso podem responder pelos delitos em liberdade.

—Em 04 de setembro de 2012, o processo é repassado para a Justiça Federal.

 

 

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