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Leite Compensado 5: presidente do Instituto do Leite pede punição exemplar para envolvidos em adulteração

08 de maio de 2014 3

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*Por Nícolas Andrade

Após mais um capítulo da Operação Leite Compensado, o presidente do Instituto Gaúcho do Leite, que deve iniciar suas atividades nos próximos dias, Gilberto Piccinini, falou ao Gaúcha Repórter sobre a importância de um controle maior no produto. Segundo ele, o objetivo do novo órgão é tornar o Rio Grande do Sul um estado de referência para todo o país e para isso os responsáveis pela adulteração devem ter uma punição exemplar.

Piccinini, que também é produtor, afirma que a classe foi surpreendida pelos fatos lamentáveis noticiados pela manhã. Para ele, há um “desafio grande pela frente” para o chamado IGL, que desde o início de suas operações vai tentar organizar e fiscalizar a produção de leite do Estado.

“Estamos em um Estado que tem cultura na produção, clima, gente que sabe produzir”, disse o produtor que garantiu que um dos objetivos do Instituto do Leite será tornar o Rio Grande do Sul uma referência em produção de leite. A dica dada por ele aos consumidores foi de apostar em leites produzidos por cooperativas, isso porque, Piccinini explica que estas organizações são compostas por produtores e, por isso, há mais proximidade nos processos de produção e comercialização.

Sobre as investigações do Ministério Público e da Justiça, o presidente do IGL pediu uma punição exemplar para que não ocorram mais casos de adulterações.

O Instituto Gaúcho do Leite

Demanda antiga dos produtores, o Instituto Gaúcho do Leite será criado para consolidar a produção gaúcha de leite e tornar o Estado uma referência na área. Cooperativas e entidades representativas do setor farão parte do órgão. Pelo menos duas assembleias anuais estão previstas no projeto de criação do IGL.

Leite Compensado 5

A operação Leite Compensado 5 ocorre em dez cidades do Vale do Taquari e do Vale do Sinos. Os proprietários das indústrias Pavlat e Hollmann, além de um funcionário desta última, foram presos por adulteração de leite. Amostras comprovaram que havia leite azedo e adição de água. Notas fiscais apreendidas confirmam também que foram comprados pelos suspeitos produtos como: soda cáustica, água oxigenada, bicarbonato de sódio, citrato, entre outros.

 

Leite Compensado 5: escutas comprovam ordens das indústrias para adulterar o produto

Leite Compensado 5: Proprietários de indústrias são presos por adulteração no Vale do Taquari

“Enquanto a indústria for cúmplice, não teremos leite de qualidade”, diz promotor

 

Comentários (3)

  • marcea diz: 8 de maio de 2014

    estranho que cooperativas , que tiveram postos de resfriamento fechados por serem insalubres e receberem leite adulterado, que também foi pro mercado, nunca tiveram seus nomes na mídia.
    o que há por trás disso tudo????????

  • lelezinhamattos diz: 8 de maio de 2014

    Se vcs não divulgarem o nome das empresas criminosas,vcs não estarão contribuindo com nada.

  • cid_martins diz: 8 de maio de 2014

    Foram divulgadas amigo. E as envolvidas nas outras operações estão nos links das ações de 1 a 4. Abraço

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