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Bandido Seco comandava roubos de veículos e tráfico de drogas de dentro da Pasc

06 de novembro de 2014 15
Cid Martins/Rádio Gaúcha

Cid Martins/Rádio Gaúcha

Após uma investigação de 11 meses, a Polícia Civil faz uma operação na manhã desta quinta-feira (6) para desarticular quadrilha liderada pelo criminoso mais procurado do Estado na década passada, que atacou diversos carros-forte e a sede de uma empresa de transporte de valores. Segundo o delegado Juliano Ferreira, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), José Carlos dos Santos, o Seco, comandava de dentro da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc) uma das mais perigosas quadrilhas de roubos de veículos e tráfico de drogas do Rio Grande do Sul.

A operação cumpre 24 mandados de prisão e 29 de busca em 17 cidades da Região Metropolitana, Vale do Sinos, Vale do Caí e Santa Maria. No entanto, das 24 prisões que estão sendo efetuadas, seis são de presos que auxiliam Seco no esquema de furto, roubo e clonagem de carros e caminhões nestas localidades, para depois enviar até Santa Catarina (principalmente Florianópolis), Paraná (basicamente Foz do Iguaçu) e Paraguai. Até o momento, 16 pessoas foram presas. Entre elas está a companheira de Seco.

Além da Pasc, outros presídios onde havia detentos atuando com o Seco eram o Central e a Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ). Somente este ano, o grupo teria roubado 200 veículos.

Segundo a polícia, Seco também buscava uma aproximação com os traficantes da facção dos “Bala na Cara”, que comanda o tráfico em quase toda a Grande Porto Alegre, e ainda é apontado por envolvimento em sequestros recentes. Seco já tem mais de 200 anos de condenação judicial, a maioria em relação ao uso de caminhões para colidir com blindados em rodovias e depois realizar os roubos de malotes. Na ação de hoje, a polícia já contabiliza presos.

“Seco liderava a mais perigosa quadrilha do Estado no que se trata a furto e roubo de veículo, por se tratar de criminosos com inteligência acima da média dos demais e que agiam ainda de forma violenta”, afirmou o delegado Ferreira.

Veja o relato do delegado:

Informações sobre comparsas, julgamentos e como atuava o assaltante Seco.

Comparsas

Um dos comparsas de Seco, que auxilia nas ordens de dentro das cadeias, é Carlos Raimundo Alves Júnior, o Ninho, preso em uma churrascaria do Litoral Norte em 2012.

* Carlos Raimundo Alves Júnior, o Ninho.

Outro envolvido no esquema, de acordo com a investigação e já alvo de várias operações do Deic, é Ramires da Costa, o Alemão Ramires, flagrado há dois anos em esquema que usava viaturas leiloadas para “legalizar” veículos roubados.

* Ramires da Costa, o Alemão Ramires.

Também teria ligação com o grupo, conforme Ferreira, um suspeito da Serra já envolvido em ataques a banco no estado, inclusive com uso de explosivos. No entanto, em um dos casos, explosão de agência em Feliz, há três anos, Gabriel Girelli acabou sendo absolvido.

* Gabriel Girelli.

Outros dois comparsas identificados pela polícia são Marçal Bottcher e Luis Antonio dos Reis.

Carros

A investigação começou em novembro do ano passado com a apreensão de uma caminhonete que foi alvo deste grupo criminoso. Após isso, Ferreira e a equipe da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos do Deic descobriram que mais de 200 veículos foram roubados sob o comando de Seco e seus comparsas. Além de carros, caminhões eram furtados ou roubados, depois clonados e enviados para fora do estado. Alguns também eram alvo de desmanches para o comércio de peças roubadas. Outros ainda eram trocados por drogas.

Drogas

O Deic descobriu que Seco estava buscando uma aproximação com a quadrilha dos “Bala na Cara”, que atua em presídios e em toda a Região Metropolitana de Porto Alegre. Os contatos eram para troca de veículos por drogas e vice-versa. A investigação aponta que o criminoso estava abastecendo o tráfico de entorpecentes no Vale do Taquari, região de origem dele.

* Quadrilha de traficantes dos “Bala na Cara”.

Trinca-ferro

Juliano Ferreira deu o nome à operação de Trinca-ferro por se tratar de uma espécie de pássaro que ocupa territórios, quer dominar o local onde está.

Comentários (15)

  • Jairo diz: 6 de novembro de 2014

    Mais uma prova do sistema lixo. Preso sendo mentor de crimes fora da cadeia.

  • Escutas telefônicas comprovam ligação do bandido Seco com roubos de veículos e tráfico de drogas | Caso de Polícia diz: 6 de novembro de 2014

    […] Seco comandava roubos de veículos e tráfico de drogas de dentro da Pasc […]

  • vinicius diz: 6 de novembro de 2014

    Parabéns a civil pelo excelente trabalho de inteligência. So receio que o judiciário bosta que temos solte alguns desses caras em breve. Dai, como ja foram “alunos” do maior bandido do estado passem a fazer carreira solo. Por mim esse Seco e cia deveriam receber um tiro na nuca e pronto. Nunca mais teríamos a repetição do problema.

  • arlindo diz: 6 de novembro de 2014

    so brasil ocorre isto,presidio 5 estrelas,játeriam matado este bandido,ele rende dividendo para os advogados,jurista e talves p/juizes,e outros,este é o brasil querem p/nossos filhos,netos eai afora

  • adriano diz: 6 de novembro de 2014

    De que adianta 200 anos de prisão e mais cadeias além de regalias dadas aos detentos?
    Enquanto isso nós pagamos tudo e somos obrigados a conviver com o medo diariamente.
    O jeito é pena de morte!! garanto que ai sim acabaria ou diminuiria com estes meliantes que se formam em nossa sociedade .
    Nosso pais necessita de uma bela limpeza em brasilia pois a desonestidade já começa desde lá.

  • CARLOS diz: 6 de novembro de 2014

    Não seria mais fácil, em vez de gastar com escutas e megaoperações, que no final vai gerar mais crimes, pois eles se organizam na cadeia, simplesmente bloquear os celulares dentro dos presídios, tirar tomadas que possam recarregar celulares dentro do presídio, proibir que visitas levem telefones para dentro dos presídios?
    Pois só aqui a bandidagem tem direito (e muitos) a terem visita, casar na prisão, ajuda pecuniária mensal à família. Lá fora em outros países, a conversa do preso com a visita é através de telefone em uma cabine com vidro os separando, e ainda a conversa é monitorada.
    Poderíamos construir novos presídios, com custo zero na mão-de-obra, basta colocar os próprios presos a construírem o local, é só oferecer dias trabalhados por redução da pena, pois trabalho na construção civil, e muitos presidiários tem experiência neste ramo, que é uma grande clínica de reabilitação, trabalho com ex-detentos (escolhidos a dedo) e eles se ajeitaram com o serviço, e com o resto da turma que vão tanto força a eles. Podemos reduzir o gasto com alimentação, colocando os detentos a plantarem e criarem e ainda preparar seu próprio alimento.
    Os que não tem jeito mesmo, a solução é rigidez e esquecer direitos humanos, pois muitos ali não o são.

  • Jeverson Barcellos diz: 6 de novembro de 2014

    Escutando o comentário do Dr. Juliano pela Gaúcha, fiquei satisfeito afirmação de que a sociedade PAGA UM ALTO PREÇO quando as autoridades sob argumento de ser o monitoramento meio imprescindível a investigação, deixam que presos continuem a usar telefones celulares, dando voz de comando a homicídios, roubos, tráfico de drogas e outros delitos. A figura da ação controla é mera balela jurídica. Obs: sou advogado criminalista e sempre tenho afirmado que as autoridades prevaricam nesses casos. Parabéns pelo sempre belo trabalho desempenhado.

  • CARLOS diz: 6 de novembro de 2014

    Já foram desenvolvidos pelas próprias universidades brasileiras, sistemas de bloqueio de celulares, o que reduz o custo deste investimento.
    Creio seria mais fácil, em vez de gastar com escutas e megaoperações, que no final vai gerar mais crimes, pois eles se organizam na cadeia, simplesmente bloquear os celulares dentro dos presídios, tirar tomadas que possam recarregar celulares dentro do presídio, proibir que visitas levem telefones para dentro dos presídios e delegacias.
    No Brasil tudo é oba oba, pois só aqui a bandidagem tem direito (e muitos) a terem visita, casar na prisão, ajuda pecuniária mensal à família. Lá fora em outros países, a conversa do preso com a visita é através de telefone em uma cabine com vidro os separando, e ainda a conversa é monitorada e tem limite de tempo.
    Para melhorar o serviço e a recuperação do preso, poderíamos construir novos presídios, com custo zero na mão-de-obra, basta colocar os próprios presos a construírem o local, é só oferecer dias trabalhados por redução da pena, pois trabalho na construção civil, e muitos presidiários tem experiência neste ramo, que é uma grande clínica de reabilitação, trabalho com ex-detentos (escolhidos a dedo) e eles se ajeitaram com o serviço, e com o resto da turma que vão tanto força para eles. Também podemos reduzir o gasto com alimentação, colocando os detentos a plantarem e criarem e ainda preparar seu próprio alimento e limpeza.
    Aos demais que não tem jeito mesmo, a solução é rigidez e esquecer direitos humanos, pois muitos ali não o são, pois muitos animais tem mais valor a vida do que eles.

  • catito diz: 6 de novembro de 2014

    Preclaros srs.:
    O Sistema Penitenciário Brasileiro adota o regime de “ressocialização” e não de punição aos, digamos,”reeducandos”…. portanto, srs. não gastemos saliva à toa. Ou como diria um índio véio: não gastemos pólvora em chimango, fica mais bonito no sul.
    Dito isso, me dispeço..

  • CESAR AZEVEDO diz: 6 de novembro de 2014

    Onde está a sociedade civil organizada? A permissividade e passividade, são assustadoras, ( celulares a disposição dos apenados e o controle das quadrilhas, que é executado de dentro dos presidios) , é algo que beira o absurdo, e´o prenúncio de uma ruptura inimaginável da ordem estabelecida, de consequências catastróficas.
    TODOS SERÃO REFÉNS DA VIOLÊNCIA E DO MEDO!!!

  • CESAR AZEVEDO diz: 6 de novembro de 2014

    A aparente sociedade das aparências, quando realmente quiser ver, é só levantar o “tapete da sala”, e verão coisas aterradoras que estavam escondidas!!!

  • Adair diz: 6 de novembro de 2014

    Parabéns a nossa Polícia Civil, sempre atuante contra quadrilhas de alta periculosidade! Pena que a legislação não permita maior segregação a esse tipo de bandido (Seco e outros), que pode ter visita íntima, utilizar telefone celular, viver em celas com tantos outros comparsas, etc, aonde vão trocando “idéias” e se especializando no crime, inclusive dando mais serviço a Polícia e, pior, muito receio à sociedade. Gostaria de saber, agora, o que Senadores e Deputados Federais, a quem compete a matéria penal, vão fazer para melhorar a Legislação que sempre foi muita branda?

  • Cristiano diz: 6 de novembro de 2014

    Alguém tem alguma dúvida de que ele irá continuar a cometer crimes mesmo preso?Eu não!

  • Ronaldo diz: 6 de novembro de 2014

    O cara é perigoso e parece articulado, logo está na hora das autoridades de segurança do Estado se mexerem e conseguirem para o mesmo uma vaga em presídio federal de segurança máxima lá pelo Nordeste. Podem também imitar os paulistas e ignorar a periculosidade do que o cara está arquitetando e esperar o nascimento de uma facção de criminosos nos presídios gaúchos, afinal, esse tem sido o mais relevante serviço prestado por autoridades no país, a saber: Deixar vagabundo se criar e dar frutos.

  • Da cadeia, Seco é indiciado e condenações podem passar de 250 anos de prisão | Caso de Polícia diz: 25 de novembro de 2014

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