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Crimes na Vila Cruzeiro: investigação aponta para disputa por território da facção dos 'Bala na Cara'

28 de setembro de 2015 0

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A polícia tem como principal suspeita de ter motivado o tiroteio que resultou na morte de uma pessoa e deixou outras seis feridas, na Vila Cruzeiro, zona sul da Capital, a disputa por territórios envolvendo a facção criminosa dos ‘Bala na Cara’. O crime ocorreu na última sexta-feira (25).

Ademir Rodrigues Carpes, o ‘Biquinha’, assassinado no local, pertencia a um grupo rival desta facção, que, segundo a polícia, tem como intenção vender drogas na região onde o crime aconteceu. O principal ponto de venda de drogas na área, na Avenida Orfanotrófio, foi assumido pelo grupo ‘Bala na Cara’.

Desde que assumiu o ponto, houve confrontos e mortes na região. Um destes homicídios ocorreu no início do ano, durante uma festa em uma casa noturna no bairro Ipanema. Um traficante da Vila Cruzeiro foi executado por se aproximar da gangue rival.

Essa linha de investigação ganhou força após prisão de um suspeito, baleado em Alvorada, logo após os crimes ocorridos na sexta-feira.

Segunda hipótese

Uma segunda hipótese levantada por moradores da região foi repassada ao blog pelo repórter Eduardo Torres, do jornal Diário Gaúcho. Os crimes ainda seriam uma repercussão da briga entre os traficantes Xandi e Teréu.

Xandy, o Alexandre Goulart Madeira, foi morto no início do ano em Tramandaí, a mando de Teréu. Ele comandava o tráfico no condomínio Princesa Isabel, bairro Santana, região central da Capital. Teréu comandava o Beco dos Cafunchos, na zona leste e foi morto dentro do Presídio de Alta Segurança de Charqueadas (PASC).

A região onde Biquinha comandava o tráfico, na grande Cruzeiro, tem ligação com a facção criminosa dos Manos, a qual Xandi pertencia e disputava território com as vilas V-7, nas proximidades da Avenida Tronco e Vila Formiga, entre as avenidas Moab Caldas e Orfanotrófio, ambas na zona sul de Porto Alegre.

As duas pertencem à facção que atua na zona leste da Capital, à qual Teréu fazia parte.

Ônibus queimado

A hipótese da policia é de que, ao contrário do que houve no Morro Santa Teresa, quando três coletivos foram queimados após homem ser morto pela Brigada Militar, o ataque na Cruzeiro ocorreu para chamar atenção da Brigada e prejudicar a venda de drogas dos novos traficantes. Desde que isso aconteceu o policiamento foi reforçado por tempo indeterminado na grande Cruzeiro.

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