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Polícia confirma que pelo menos seis pessoas participaram de ataques a ônibus na Capital

03 de dezembro de 2015 0

Ônibus incendiado na noite de terça (1º) em Porto Alegre (Foto: Marina Pagno/Rádio Gaúcha)

Por Cid Martins e Marina Pagno

A Polícia Civil está confirmando que ao menos seis pessoas participaram dos ataques a cinco ônibus e um lotação, realizados na noite de terça-feira (1°) na Zona Sul de Porto Alegre. A informação é do diretor da Delegacia Regional de Porto Alegre, Cleber Pereira. Segundo o delegado, os suspeitos estão envolvidos nos incêndios dos veículos registrados em quatro locais diferentes da Capital (Avenida Oscar Pereira, Eduardo Prado, Rua Ventos do Sul e Restinga).

A Polícia está averiguando ainda a possibilidade de não ser os mesmos executores do crime em todos os locais, mas tem certeza que os ataques são fruto de uma ação coordenada. Testemunhas já foram ouvidas, assim como o suspeito preso no bairro Restinga na quarta (2). Em depoimento, o homem negou o crime, mas segue preso devido a uma ordem judicial por envolvimento em outro caso

As imagens das câmeras de segurança de postos de combustíveis e de ruas próximas aos locais onde os coletivos foram queimados já foram enviadas para perícia. Agora, o trabalho das três delegacias envolvidas é ouvir mais testemunhas e tentar identificar os envolvidos nos ataques.

Morte no Cascata

Dois dos quatro policiais militares envolvidos na morte de Cristian Luciano Gustavo da Rosa, 18 anos, no bairro Cascata, prestaram depoimento nesta tarde na 1ª Delegacia de Homicídios. Segundo o delegado Rodrigo Pohlmann Garcia, os brigadianos falaram que foram até o Morro da Embratel para prender suspeitos envolvidos em uma quadrilha de tráfico de drogas da região.

Os outros dois policiais militares devem ser ouvidos nos próximos dias. O delegado ainda aguarda o resultado da perícia que deve confirmar se Cristian teria atirado contra os PMs antes de ser morto. A ocorrência é investigada como o estopim para o início dos ataques a ônibus desta semana em Porto Alegre.

Até o momento, já há a confirmação de que a troca de tiros no Morro da Embratel ocorreu em um trajeto de 600 metros entre o Beco da Igreja e a Travessa Menino Deus. A região é conhecida como um ponto de drogas comandado por um apenado da Penitenciária Estadual do Jacuí, em Charqueadas. O jovem morto inclusive tinha ligação com o traficante que está preso. No entanto, a polícia diz ser prematuro afirmar que a ordem para a queima dos coletivos após a morte de Cristian tenha saído de dentro da cadeia.

O jovem tinha passagem por furto qualificado, tentativa de homicídio qualificado, porte de arma restrita, roubos, lesão corporal, ameaça e ainda por um motim dentro da Fase.

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