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IGP faz exumação e coleta DNA em corpo enterrado por engano

09 de janeiro de 2016 1

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Por Matheus Schuch

Profissionais do Instituto-Geral de Perícias (IGP) fizeram neste sábado (9) a exumação do corpo de Rosângela Muzikant Peres, 35 anos, enterrado por engano em Não-Me-Toque, no Norte do Estado. Ela foi sepultada no lugar de Vanderlei Stevan, 37 anos, no dia 10 de dezembro. O IGP, que já admitiu que os corpos foram trocados por falha de um servidor, coletou novas amostras de DNA. O objetivo é fazer mais análises científicas nos restos mortais antes de liberar os dois cadáveres para as famílias. Não há prazo para conclusão do trabalho.

IGP admite falha e sindicância vai apurar liberação de corpo errado no DML no norte do RS

A angústia dos parentes de Rosângela veio à tona na última quarta-feira (6), quando uma sobrinha dela foi até o Departamento Médico Legal (DML) de Passo Fundo. Na ocasião, foi informada de que o corpo da tia havia desaparecido. No DML, só estava o corpo de Vanderlei. Na sexta-feira (8), a família chegou a ir ao cemitério Parque Memorial da Colina, em Cachoeirinha, para realizar o sepultamento, que não pode ser realizado.

O pai de Vanderlei, que em dezembro acompanhou o sepultamento que deveria ser de seu filho, também espera com ansiedade o desfecho da situação. Rosalino Stevan, 65 anos, soube do caso nesta semana pela Rádio Gaúcha. “Uma senhora entregou o corpo como se fosse ele, mas não dava para ver porque estava tudo lacrado. Agora vamos esperar resolverem isso”, disse neste sábado.

Segundo o IGP, os dois corpos estavam no DML de Passo Fundo e uma técnica se equivocou na hora da liberação. O fato será apurado por sindicância. A identificação foi difícil em razão do avançado estado de decomposição. Eram dois casos de desaparecimento, um em Não-Me-Toque (Vanderlei) e outro em São Valentim do Sul (Rosângela).

Entenda o caso

Rosângela morava em Torres com o companheiro e cinco filhos. No dia 4 de novembro do ano passado foi visitar a mãe em Gravataí. Ela foi de carona com uma amiga e ficou às margens da BR290 em Cachoeirinha. Depois não foi mais vista. No dia 21 de novembro, foi localizado um corpo no rio Taquari em São Valentim do Sul. A polícia de Guaporé começou a investigar o caso e descobriu que poderia ser Rosângela. Por fotos, a família reconheceu roupas e foi feito exame de DNA. Enquanto isso, o corpo foi encaminhado para o DML de Passo Fundo. Até final do mês passado, havia dois corpos e uma ossada no local.

Dia 23 de dezembro, o delegado de Guaporé, Tiago de Albuquerque, confirmou que o DNA deu resultado positivo e informou a família. Nesse meio tempo, de acordo com informações iniciais, um dos dois corpos que estavam no DML de Passo Fundo teria sido encaminhado dia 20 de dezembro para sepultamento em Não-Me-Toque. Seria o enterro de um homem. Depois do feriado de Natal e Réveillon, Laís Rosiak, sobrinha de Rosângela, foi retirar na quarta-feira desta semana o corpo da tia no DML. Para a sua surpresa, não estava mais lá.

A polícia de Guaporé investiga os motivos do assassinato de Rosângela.

Comentários (1)

  • Cíntia Richtrer diz: 10 de janeiro de 2016

    Eu agradeço aos profissionais envolvidos, grande trabalho jornalistico. Eu sei que nada vai trazer ela de volta, mas espero que alivie a dor desta família!
    Deus abençoe vcs, que estão ajudando a solucionar o caso, agoraa sei que não escolhi a profissão errada!

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