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Justiça aceita denúncia contra acusados da morte de PM durante assalto a joalheria em Gravataí

25 de março de 2016 0
Homem que aparece na imagem é o criminoso que conseguiu fugir em um Prisma branco Foto: Reprodução

Homem que aparece na imagem é o criminoso que conseguiu fugir em um Prisma branco
Foto: Reprodução

A 1ª Vara Criminal de Gravataí aceitou a denúncia contra seis acusados da morte do PM Rafael de Ávila Oliveira, 30 anos, durante assalto a joalheria no Centro do município, dia 30 de novembro do ano passado. A polícia havia indiciado cinco pessoas, mas a promotoria incluiu mais um suspeito. Entre os envolvidos, está o uruguaio Eduardo Fabian Esteves, principal autor dos disparos que matou a vítima. Ele foi preso no mês de janeiro deste ano e a polícia constatou que ele usava nomes falsos: Ruben Dário da Costa Esteves e Rubens Daniel da Costa. Eduardo Fabian Esteves já tem 18 anos de condenação por crimes cometidos no Rio Grande do Sul.

O processo apura, principalmente, crimes de latrocínio (matar para roubar) e formação de quadrilha. Os outros réus são Robson Borges da Silva, 27 anos, preso no dia do fato após ser baleado, Edmilson Santos da Silva, 29 anos, preso logo após o crime, e Gian Carlos Girelli. Sobre Luiz Carlos de Aguiar Menezes e Patrícia Seefeldt dos Santos, a Justiça propõe uma cisão do processo e ainda proposta de suspensão condicional do mesmo. Isso se deve pelo fato de que o delito cometido por eles tem menor gravidade: associação criminosa e favorecimento pessoal. Eles teriam auxiliado na fuga e na busca de um esconderijo para o uruguaio.

O delegado Alencar Carraro, que investigou o caso, disse que houve indiciamentos pelo latrocínio do PM e também pela tentativa de latrocínio contra três pessoas que estavam no local durante a troca de tiros, além de associação criminosa, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, receptação e adulteração de veículo e dano ao patrimônio privado.

“Se somarmos todas as penas possíveis em caso de condenação, podem pegar mais de 50 anos de prisão”, ressaltou na época Carraro.

O PM Rafael de Ávila Oliveira morreu após levar três tiros disparados por dois dos três bandidos que estavam no momento do assalto. Um dos tiros entrou pela parte lateral do colete balístico e atingiu o tórax da vítima.

* Veja trecho da decisão da juíza Eda Salete Zanatta de Miranda:

RECEBO A DENÚNCIA. Nos termos da Lei nº 11.719/2008, citem-se os denunciados para que respondam à acusação por escrito, no prazo legal de 10 (dez) dias, nos termos do art. 396 do CPP. Decorrido este prazo sem manifestação nos autos, ficam os réus cientificados de que serão assistidos pela Defensoria Pública do Estado… Sobre os réus LUIZ CARLOS AGUIAR MENEZES e PATRÍCIA SEEFELDT DOS SANTOS, diante da capitulação em seu desfavor na peça exordial, diga o Ministério Público sobre a possibilidade de eventual cisão, com remessa ao JECRIM, e oferecimento de proposta de suspensão condicional do processo.

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Polícia indicia cinco suspeitos pela morte de PM durante assalto à joalheria em Gravataí.

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