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Júri de acusados de matar Eliseu Santos será retomado nesta sexta-feira

19 de maio de 2016 0
JURI

Foto: Eduardo Nichele/ Tribunal de Justiça

*por Maria Eduarda Fortuna

O Júri de dois réus do assassinato do ex-secretário de saúde, Eliseu Santos, foi suspenso na noite desta quinta-feira, após quase oito horas. O julgamento será retomado às 9h desta sexta com o interrogatório dos réus, Eliseu Pompeu Gomes e Fernando Júnior Treib Krol.

A interrupção do Júri foi solicitada pela defesa. O Ministério Público pediu que, pelo menos, fosse finalizada a oitiva das réus, mas a solicitação da defesa foi aceita pelo Juiz André Vorraber Costa, da 1º Vara do Júri da Capital, que preside a sessão. Os jurados foram levados para um hotel da Capital acompanhados de oficiais de justiça, já que durante o período precisam ficar incomunicáveis.

“Hoje tivemos um depoimento muito forte que nos deu a certeza de provas que foram encaminhadas para a polícia e que a polícia não nos encaminhou”  destacou a promotora Lúcia Callegaro, que garantiu que o fato será encaminhado para Corregedoria da Polícia Civil para que sejam tomadas as medidas cabíveis.

Nesta sexta, após a oitiva dos acusados – que optaram por permanecer em silêncio durante as investigações – defesa e acusação terão 2h30min cada para defender seus argumentos e mais duas horas de réplica e tréplica.

Terminado a fase de argumentos, os jurados são chamados para responder a 19 perguntas sobre o caso. Se eles decidirem pela acusação, o juiz define a pena. Caso contrário, é determinado a soltura dos acusados. A estimativa é de que a sessão se estenda até o fim da noite desta sexta.

Hoje, foram ouvidas seis testemunhas de acusação. A viúva da vitima negou que criminosos tenham tentado roubar o veículo do casal na noite do crime e disse que eles abordaram o casal já chamando o marido pelo nome. Ainda foram ouvidos um ex servidor da secretaria de saúde, um comissário de polícia que atendeu a ocorrência, um ex advogado da empresa Reação, um homem que morava próximo ao local do crime, além do sogro de uma das filhas de Eliseu. Confira o que disseram as testemunhas.

O crime ocorreu em fevereiro de 2010. O caso gerou polêmica pois a Polícia Civil concluiu que o fato se tratou de um latrocínio. Já o Ministério Público entendeu que a morte do político foi encomendada em razão de um suposto esquema de corrupção na secretaria que envolvia uma empresa de vigilância que prestava serviços para a secretaria de saúde.

Eliseu e Fernando respondem por homicídio quadruplamente qualificado, pelo fato da promotoria entender que houve uma execução planejada. Em 2013, o processo foi dividido em quatro partes, sendo ao todo, 13 réus.

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