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Viúva de Eliseu Santos nega que criminosos tenham tentado roubar carro na noite do assassinato

19 de maio de 2016 0
Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS / Arquivo

Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS / Arquivo

* por Maria Eduarda Fortuna

A viúva do ex-secretário de Saúde Eliseu Santos, Denise Goulart da Silva, negou que criminosos tenham tentado roubar o veículo do casal na noite da morte do secretário. Denise foi ouvida na manhã desta quinta-feira (18), durante o júri dos réus Eliseu Pompeu Gomes e Fernando Junior Treib Krol.

Conforme Denise, os criminosos se aproximaram do veículo já chamando pelo nome do marido. Ela também contou que Eliseu estava armado e atirou contra os bandidos.

A viúva ainda disse que só ficou sabendo que o marido estava sendo ameaçado, após o crime. Sobre a filha, que estava junto com os pais no dia do crime, Denise afirmou que ela “se tornou uma criança muito fechada e não expõe os sentimentos. Ela tem medo de sair de noite”.

Um ex-servidor da Secretaria da Saúde também foi ouvido pela manhã. A testemunha contou que Eliseu Santos desconfiava dos servidores da empresa Reação e que decidiu rescindir o contrato com a firma de segurança, que trabalhava nos postos de saúde da Capital.

Ele ainda afirmou que o ex-secretário estaria fazendo um dossiê sobre os contratos que envolviam a empresa de segurança pouco antes de ser morto e que Eliseu estava sendo ameaçado.

“Um motoqueiro bateu no vidro do carro. Eliseu baixou o vidro, e o homem disse que ia matar ele”, disse.

Já um ex-advogado da Reação revelou que, após o crime, entregou à Polícia Civil toda documentação da empresa que estava em seu escritório, mais um HD de computador, que não foram juntados aos autos do processo. Segundo o Ministério Público, tais documentos não foram encaminhados pela polícia ao órgão.

Outra testemunha ouvida foi um comissário de polícia que esteve no local do crime. Ele garantiu que recebeu ligação, no telefone particular dele, dos dois proprietários da empresa na noite do crime indagando sobre a morte do ex-secretário. “Para criar um álibi”, afirmou.

Ele ainda alega que pediu aos colegas que fosse feita uma certidão atestando que ele havia recebido ligações de suspeitos e que “não tiveram interesse”. Após o fato, o policial acabou sendo transferido de setor.

Ainda foram ouvidos nesta tarde um homem que morava próximo ao local do crime, além do sogro de uma das das filhas de Eliseu.

Caso Eliseu

A sessão ocorre no plenário da 1ª Vara do Júri do Foro Central e os acusados respondem por homicídio quadruplamente qualificado, pelo fato da promotoria entender que houve uma execução planejada, devido a suposta corrupção envolvendo a Secretaria. Em 2013, o processo foi dividido em quatro partes, sendo ao todo, 13 réus.

O crime aconteceu na noite do dia 26 de fevereiro de 2010, na Rua Hoffmann, no bairro Floresta, zona norte da Capital. Eliseu estava acompanhado da mulher e da filha quando foi atingido por dois tiros. Segundo a investigação, os três foram atacados por Krol e por Eliseu Gomes, sendo esse último o responsável pelos disparos. Gomes também foi condenado no ano passado a 49 anos de prisão por outros crimes: tentativa de homicídio contra dois PMs e por roubos em São Leopoldo.

 

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