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Réus são condenados a 27 anos de prisão pela morte do ex-secretário de saúde Eliseu Santos

21 de maio de 2016 0

Por Eduardo Cardozo

Os réus do Caso Eliseu Santos foram condenados a 27 anos e 10 meses pela morte do ex-secretário de saúde de Porto Alegre, Eliseu Santos, morto em fevereiro de 2010.

Depois de mais de 39 horas do início do julgamento, o júri considerou que os réus Eliseu Pompeo Gomes, 28 anos, e Fernando Junior Treib Krol, 27 anos, são culpados pela morte de Eliseu Santos.

O crime começou a ser julgado na manhã de quinta-feira (19) e foi encerrado na madrugada deste sábado (21), quando o juiz André Vorraber Costa, da 1ª Vara do Júri na Capital, sentenciou que ambos cometeram homicídio qualificado com agravante de ser cometido contra pessoa maior de 60 anos, adulteração de sinal, receptação e formação de bando armado.  Ambos terão de cumprir 27 anos e 10 meses de prisão em regime fechado. Os dois ainda foram condenados a um ano de detenção em  regime aberto por fraude processual. Krol teve ainda a prisão preventiva decretada. As duas partem tem cinco dias para recorrer da decisão.

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O julgamento

O Júri de dois réus do assassinato do ex-secretário de saúde, Eliseu Santos, começou na noite de quinta-feira (19).

Foi acolhida pelo corpo de jurados a tese do Ministério Público de que Gomes e Krol integram uma quadrilha de assaltantes contratada pelos donos da empresa Reação para executar Santos. Os promotores afirmaram que a morte foi encomendada, uma vez que o ex-secretário denunciara um esquema de corrupção na pasta que envolvia a empresa responsável pela vigilância em postos de saúde — a vítima teria entregue documentos no Fórum do bairro Sarandi no dia da sua morte. Pelo menos R$ 15 mil teriam sido entregues a Eliseu Gomes. Ligações telefônicas entre os dois acusados no dia do homicídio reforçariam a hipótese. Os réus negaram as acusações.

Eles foram ouvidos pela manhã, e Gomes disse que roubava pneus na Rua Hoffmann no momento em que houve o tiroteio que vitimou o ex-secretário e que também foi baleado. Por isso, segundo o réu, a perícia encontrou o seu sangue no local do crime. Krol negou que estivesse na cena e afirmou que o ferimento de arma de fogo que sofreu à época ocorreu dias depois, durante uma briga em uma festa.

O acusado Eliseu Gomes, que teria atirado na vítima, negou o crime e disse que esteva no momento do fato para furtar pneus. Ele ressaltou que viu o tiroteio e que foi ferido em um dos tornozelos. Por isso que havia sangue dele no local. Retomado na manhã desta sexta-feira, o julgamento reservou surpresa até mesmo para a defesa de um dos réus. Após o intervalo para o almoço, Krol não retomou ao julgamento. A mãe dele esteve no local e disse que ele iria se ausentar para uma consulta médica, pois não estava se sentido bem. Após cinco horas de debates entre defesa e acusação, o julgamento passou à fase de réplica e tréplica.

Relembre o caso

O crime aconteceu na noite do dia 26 de fevereiro de 2010, na Rua Hoffmann, no bairro Floresta, zona norte da Capital. Eliseu estava acompanhado da mulher e da filha quando foi atingido por dois tiros. Segundo a investigação, os três foram atacados por Krol e por Eliseu Gomes, sendo esse último o responsável pelos disparos. Gomes também foi condenado no ano passado a 49 anos de prisão por outros crimes: tentativa de homicídio contra dois PMs e por roubos em São Leopoldo.

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