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Polícia investiga novos casos de extorsão de delegado e de agentes presos em Alvorada

26 de junho de 2016 2

A Polícia Civil instaurou outro inquérito para apurar dois novos casos de extorsão envolvendo um delegado e dois agentes que foram presos há dez dias em Alvorada. Foi descoberto que o trio cobrou R$ 1,5 mil para soltar um preso neste ano, enquanto a fiança estipulada foi de R$ 800,00. Em outro caso, pediram R$ 1,5 mil para a família de um preso com o objetivo de não autuá-lo em flagrante.

Na Operação realizada dia 16 deste mês pela própria polícia e pelo Ministério Público, foi divulgado que os três policiais desviavam entre R$ 2 mil e R$ 3 mil por plantão. Eles faziam em média dois plantões por semana. Além deles, um homem e uma advogada, que estão presos, e um ex-PM foragido, estão envolvidos no esquema criminoso.

MP e Polícia Civil divulgaram em coletiva há dez dias como ocorria a extorsão / Foto: Felipe Daroit

MP e Polícia Civil divulgaram em coletiva há dez dias como ocorria a extorsão / Foto: Felipe Daroit

“Essas ações da Polícia demonstram a seriedade instaurada, eis que os investigados, tão logo comprovadas as suas responsabilidades, estão efetivamente presos e ainda serão solicitados os seus afastamentos. Isso torna a ação policial exemplar no tocante à corrupção”, destaca o delegado Marco Antônio de Souza (1º da direita para a esquerda na foto), um dos responsáveis pela investigação.

Investigação

As investigações começaram há cerca de dois meses e o alvo era os plantõs na Delegacia de Pronto Atendimento de Alvorada. Os presos eram encaminhados para a zona de plantão, onde os suspeitos avaliavam a capacidade econômica dos criminosos e passavam a estabelecer as cobranças indevidas. A abordagem ocorria dentro da delegacia e se estendia até a rua. Em alguns casos, até em casas dos familiares dos presos. Normalmente, eles iniciavam a negociação com valores de R$ 5 mil, mas sempre terminavam recebendo quantias abaixo de R$ 2 mil. A advogada e o ex-PM, que estão foragidos, seriam os responsáveis por fazer a cobrança e o contato direto com os familiares.

Crimes

Os crimes apontados são concussão, que é exigir para si ou para outrem dinheiro ou vantagem em razão da função, organização criminosa, violação de sigilo profissional e usurpação da função pública. Eles também responderão por improbidade administrativa.

Comentários (2)

  • Marco diz: 26 de junho de 2016

    Delegado dr. Chinelo. Parabens à polícia civil por cirtar este câncer da corporação.

  • Marcel diz: 27 de junho de 2016

    Parabéns ao Delegado que determinou a investigação deste tipo de crime que só mancha a imagem das instituições de segurança pública.

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