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Polícia Civil prende mais dois agentes da DPPA de Alvorada por extorsão de presos e familiares

25 de julho de 2016 3

A Polícia Civil prendeu mais dois agentes da Delegacia de Pronto Atendimento (DPPA) de Alvorada por extorsão de presos e de familiares. A dupla, que fazia plantões nos mesmos dias, é apontada por cobrar R$ 1 mil para liberar uma pessoa detida. Sob ameaça de ter um parente levado para o Presídio Central, familiares pagaram R$ 800,00 aos dois policiais. Eles foram detidos no fim de semana, mas a divulgação foi na manhã desta segunda-feira (25). Em junho, um delegado e outros dois agentes também foram presos pelo mesmo motivo.

Investigação 

O delegado Marco Antônio Duarte de Souza é o responsável pelas investigações que também contaram com apoio do Ministério Público. Segundo ele, a dupla que foi presa agora cometeu a extorsão no dia 22 de maio deste ano. Já os outros três policiais cometeram a irregularidade há três meses. No entanto, outro inquérito foi instaurado contra eles para apurar dois novos casos. Em um deles, o trio está sendo indiciado nesta segunda-feira por cobrar R$ 1,5 mil para soltar em janeiro deste ano um preso.

“Acreditamos que estes três policiais desviavam entre R$ 2 mil e R$ 3 mil por plantão. Eles trabalhavam em um plantão e os dois policiais presos neste fim de semana trabalhavam em outro plantão. Em outro dia”, afirma o delegado Marco de Souza.

O delegado e os dois agentes recebiam ajuda de uma advogada e de um ex-PM, também investigados. Eles eram os responsáveis por fazer a cobrança e o contato direto com os familiares dos presos.

Extorsão 

As investigações começaram há cerca de três meses e os alvos erma dois plantões na Delegacia de Pronto Atendimento de Alvorada. Os detidos eram encaminhados para a zona de plantão, onde os policiais avaliavam a capacidade econômica dos criminosos e passavam a estabelecer as cobranças indevidas, o que configura extorsão. A abordagem ocorria dentro da delegacia e se estendia até o lado de fora do prédio. Em alguns casos, a negociação ocorria até em casas dos familiares dos presos. Os valores cobrados inicialmente eram de R$ 5 mil, mas sempre terminavam recebendo quantias abaixo de R$ 2 mil.

Crimes

Os crimes apontados são concussão, que é exigir para si ou para outrem dinheiro ou vantagem em razão da função, organização criminosa, violação de sigilo profissional e usurpação da função pública. Eles também responderão por improbidade administrativa.

Comentários (3)

  • Pedro Ferarri diz: 25 de julho de 2016

    e ai RBS, estão com medinho de divulgar o nome dos gajos…
    A sociedade que paga os salários dos indivíduos da lei, não merecem saber quem são os seus protetores, quem são os honrados trabalhadores da “segurança pública”??

  • comissário piruquinha diz: 25 de julho de 2016

    Alvorada é o estado islâmico da PC. Só lixo.

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