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PF desarticula organização criminosa que planejava fraudar urnas eletrônicas

13 de setembro de 2016 2
Operação ocorreu em várias regiões do país / Foto : Polícia Federal

Operação ocorreu em várias regiões do país / Foto : Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta terça-feira (13) a chamada “Operação Clístenes” que desarticulou uma organização criminosa que planejava fraudar urnas eletrônicas nas eleições municipais de 2016. Mas na verdade, não passava de estelionato porque constatou-se que os envolvidos no esquema apenas pretendiam aplicar golpes nas vítimas e ofereciam até 10% a mais de votos.

Foram cumpridos três mandados de prisão preventiva, dois em Brasília (DF) e um em Xangri-lá, no litoral norte gaúcho. No entanto, um suspeito da Capital Federal segue foragido. Além disso, os agentes cumpriram três mandados de condução coercitiva, um deles também em Xangri-lá e os outros em Canoas e Piripiri (PI). Foram feitas buscas, ao todo cinco mandados, em Canoas, Xangri-lá, Goiânia e dois em Brasília.

O grupo tinha base no Distrito Federal e ramificações em todo o país, inclusive no litoral gaúcho. Um dos presos, em Xangri-lá, era responsável pela negociação com os candidatos.

Denúncia

A denúncia partiu de um prefeito da Grande Porto Alegre, que não é candidato à reeleição. Segundo o que foi apurado na investigação de um mês e meio, os criminosos diziam ter contato com uma empresa que atualizaria o software das urnas eletrônicas e cobrariam para isso o valor aproximado de R$ 5 milhões para fraudar a eleição envolvendo prefeitos e outros R$600 mil para a eleição envolvendo vereadores. No entanto, a PF diz que não passavam de promessas ou de supostas fraudes.

Na verdade era um golpe e desencadeamos hoje a ação porque amanhã começa o cadastramento dos candidatos nas urnas e queremos evitar qualquer problema futuro. Repito, as urnas são invioláveis e tudo era um golpe a ser aplicado em candidatos“, diz o delegado Fernando Casarin, responsável pela investigação da PF.

Estelionato

Após o cumprimento dos mandados, a PF não tem dúvida de que se trata de estelionato, pois não há indícios de que os criminosos realmente poderiam obter êxito em fraudar as urnas eletrônicas e nem mesmo teriam contato com a empresa de atualização de software. Os presos responderão pelos crimes de estelionato e organização criminosa, cujas penas somada variam de quatro a treze anos de reclusão.

A próxima etapa da investigação é verificar se alguma vítima pagou pela suposta fraude com o objetivo de ter vantagens eleitorais. Se confirmado, também poderão ser responsabilizadas na Justiça Eleitoral.

TRE-RS

Segundo a Secretária de Tecnologia da Informação do TRE-RS, a urna eletrônica possui mecanismos de segurança que garantem que somente os programas gerados na cerimônia de lacração, única oportunidade em que a chave de assinatura oficial dos sistemas é utilizada, possam ser executados com status de aplicação oficial. Nessa oportunidade, os programas são inspecionados, fazendo que não haja como alguém gerar um programa malicioso para fraudar a eleição.

Mandados no RS foram cumpridos em Xangri-lá e em Canoas / Foto: Polícia Federal

Mandados no RS foram cumpridos em Xangri-lá e em Canoas / Foto: Polícia Federal

Comentários (2)

  • edemar diz: 13 de setembro de 2016

    ta.. mas e os candidatos que estavam pagando para terem a eleição fraudada?? estes nao vao responder a nada?? pois dando ou nao certo, é crime de qualquer forma.. so pelo fato de agir com ma fé.. imagina o que estes caras podem fazer se eleitos…

  • Silvia diz: 13 de setembro de 2016

    Dando certo ou não, se pagaram ou não, é uma coisa: mas o certo é que se aliaram para que o crime fosse cometido… isso fica assim? não dá nada?

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