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Bandidos levam casa de veranistas no Litoral Norte do Rio Grande do Sul

14 de setembro de 2016 13
Bandidos tiraram móveis, depois telhado e aberturas, para no fim desmanchar casa de madeira / Foto: Arquivo Pessoal

Bandidos tiraram móveis, depois telhado e aberturas, para no fim desmanchar casa de madeira / Foto: Arquivo Pessoal

Nunca tinha visto isso, é inacreditável“. Essas são as palavras da moradora de Porto Alegre e veranista de Cidreira, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, Valdete Groff de Azevedo. No domingo passado (11), ela recebeu a notícia de que bandidos literalmente levaram a casa da família, na rua Arnaldo José Berger, número 2513, próximo à beira mar, na área central da cidade.

Uma ocorrência foi registrada na terça-feira (13) na delegacia local. O delegado Alexandre Souza já está investigando o caso incomum e alguns suspeitos já estão sendo identificados. Por enquanto, ele não descarta qualquer tipo de hipótese sobre a motivação deste fato ocorrido no município.

Furto

Quando se fala em residência na área criminal, logo se pensa em furto de objetos. Mas a surpresa dos policiais ao registrar a ocorrência foi de que se tratava do furto de uma casa inteira. Valdete recebeu uma ligação de um vizinho na praia sobre pagamento em atraso de pedreiros. Ela estranhou porque não estavam fazendo obras, mas a moradora insistiu e relatou o fato.

“Não acreditei, fiquei tão triste quanto surpresa. A que nível chegou a criminalidade. Nunca tinha visto isso. É inacreditável. Fomos direto para Cidreira e só restaram o alicerce da casa da frente e as paredes da casa dos fundos, que é de alvenaria”, relata a veranista.

Segundo a vizinha da família que teve a casa levada pelos bandidos, dois homens chegaram no local há 20 dias e disseram ser da família. Depois de abrir a casa, a dupla colocou os móveis dentro de um caminhão. Um dia depois, eles contrataram dois pedreiros para retirar o telhado, forro e as aberturas.

Em outra etapa, todas as madeiras foram derrubadas e colocadas no caminhão, que tem placas da Capital. Também levaram a cerca e o portão. Na parte da frente do terreno, ficou só o alicerce e nos fundos, apenas as paredes de uma segunda residência de alvenaria. No entanto, os pedreiros procuraram vizinhos da família em Cidreira para reclamar que não tinham recebido o restante do pagamento. Foi quando a dona de uma pousada, ao lado da casa levada pelos criminosos, ligou para Valdete para informar sobre o caso. Segundo a veranista, a mulher até desconfiou, mas jamais imaginou que poderia ser uma ação de criminosos.

A família não tinha seguro e ressalta que não há nenhuma disputa judicial em relação ao imóvel. Esta é a terceira casa que eles haviam construído neste local. O terreno eles têm há 40 anos e a casa de madeira foi erguida há 15 anos. Além disso, já haviam sofrido arrombamentos e furtos, sendo o mais recente neste inverno.

Esta era a casa antes de ser desmanchada e levada por bandidos / Foto: Arquivo Pessoal

Esta era a casa antes de ser desmanchada e levada por bandidos / Foto: Arquivo Pessoal

Comentários (13)

  • rbrolf diz: 14 de setembro de 2016

    Agora só falta a Receita abrir uma investigação contra os donos da casa, alegando que possam ter “Vendido” a casa, materialmente falando, e não querem pagar os devidos impostos desta venda.

  • Claudio diz: 14 de setembro de 2016

    Tenho vergonha de ser gaúcho,levaram este estado pro fundo do poço,agora não tem mais volta,vamos brigar com tocantis,amapá,piaui para ver qual o mais subdesenvolvido e violento.

  • Estrangeiro diz: 14 de setembro de 2016

    Em Google maps tem uma foto de um caminhão de mudança estacionado em frente desta casa. Baita coincidência.

  • Felipe diz: 14 de setembro de 2016

    O Litoral Norte está jogado às traças…assim como a nossa capital e grande parte do estado!

  • Vinicius diz: 14 de setembro de 2016

    Não será hora de começarmos a pensar em uma Polícia Municipal, tal como existe nos EUA? Policia de fato, não apenas Guarda Municipal que multa trânsito e cuida de prédio público e sem acabar com a Policia Militar Estadual nem com a Civil. Parece que o poder público estadual é cada vez mais incapaz de prover segurança aos municípios do interior. Isso se daria via emenda à Constituição Federal. Se cada município tivesse 4 policiais, já faria a diferença em municípios que hoje em dia precisam dividir 2 Brigadianos entre 3 municípios. Recursos? Quem sabe diminuindo quatro CC’s das Câmaras de Vereadores? No caso das praias, creio que 1% do IPTU que se paga já bancaria alguns policiais.

  • Mau diz: 14 de setembro de 2016

    Cara, eu fique chocado!!!!!

  • Carlos diz: 14 de setembro de 2016

    Fora dos condomínios fechados, o litoral norte nao existe. Não existe administração, não existe segurança, nao existe polícia, não existem leis, nao existem regras, nem calçadas, nem nada. Eu realmente, mas realmente mesmo, tenho muiyo pena dos que vivem no litoral norte. Eles nao vivem, eles sobrevivem. O litoral norte do rs merecia documentario do Discovery como um dos locais mais esquecidos e inóspitos do planeta.

  • Carlos Eduardo diz: 14 de setembro de 2016

    Eu amo o RS mas atualmente, tenho vergonha do meu estado. A baderna que está aqui não é vista em nenhum outro lugar. Nunca imaginei que a decadência chegasse aqui a passos tão largos. Não vejo chance alguma de melhora. Aquelas razões que davam um orgulho até com certa soberba dos gaúchos, simplesmente, acabou…

  • Joselito diz: 14 de setembro de 2016

    Jamais saia de casa sem levá-la consigo, disse o delegado.

  • Alberto diz: 14 de setembro de 2016

    Bandidagem começa com “Vossas Excelências” e povo sofrendo com marginais agindo.

  • Alberto diz: 14 de setembro de 2016

    Não deveria ter Semana Farroupilha tamanha vergonha e risco que vivemos. Muito pouco p/ se orgulhar de ser Gaucho. E políticos caras de pau em campanha iludindo…

  • joao diz: 14 de setembro de 2016

    O pior de tudo os vizinhos não verem nada ou seja fazem vistas grossas….mas com certeza se apertar a vizinhança alguma coisa sai.

  • Edenilson diz: 14 de setembro de 2016

    Quando era criança, costumava passar o veraneio em Cidreira, pelo menos uma vez a cada dois anos, por três vezes. Hospedávamos no condomínio reservado aos filiados do sindicato dos metalúrgicos. Naquela época – primeira metade dos anos 80 – os muros eram baixinhos. Eu, com meus cinco anos, preferia pulá-los que usar o portão. Trinta anos depois, voltei para Cidreira e fui ver como estava o condomínio de férias: todo cercado, com cercas semelhantes a dessa propriedade sobre aqueles muros baixinhos. Quando vi isso, percebi que algo mudou nessa cidade – na época, distrito de Tramandaí!!!

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