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Ministério Público denuncia nove envolvidos em fraude de extração e venda de palmito no Estado

21 de setembro de 2016 0

Palmeira cortada dentro da área da Fepagro (foto: Cid Martins)

O Ministério Público (MP) apresentou nesta quarta-feira (21) denúncia contra nove pessoas envolvidas na fraude de extração e a venda de palmito no Rio Grande do Sul. A segunda etapa da Operação Ju$$ara ocorreu no dia 9 de setembro, quando foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas cidades de Vale do Sol, Santa Cruz do Sul, São Leopoldo e Canoas.

Um dos denunciados é Alceu da Silva líder da organização criminosa, sócio-proprietário e administrador da empresa Natusol Agroindústria. Ele foi preso no dia da operação e segue detido no Presídio Central.

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De acordo com as investigações, a Natusol possui autorização apenas para a produção das conservas de palmito da espécie Real e Pupunha. No entanto, é apontada pelo MP por comprar de forma clandestina o produto da espécie Juçara e revender como se fosse de outras que são permitidas.

A esposa de Alceu, Renata Blank da Silva era a gerente operacional, recebia os palmitos clandestinos, coordenava a produção e industrialização, e os misturava para dificultar a fiscalização e identificação das espécies utilizadas. Roger Mateus da Silva, filho do casal, também era responsável pela industrialização dos palmitos além de ser proprietário de dois veículos usados para o transporte do produto.

Ainda foram denunciados, Paulo Cesar Mendes Vargas, que era o principal fornecedor de palmito clandestino para a Natusol, Carlos Defendi, sócio-proprietário da distribuidora de alimentos Defendi era cliente assíduo da Natusol, José Francisco Kraz, um dos responsáveis pelas encomendas e vendas de palmitos da marca, Abilio Hirsch e Leocadia Hirsch, responsáveis pela venda de palmito clandestino. O mesmo ocorre com Paulo Roberto Nazário, que vendia as conservas em sua residência em São Leopoldo. Nazário já havia sido denunciado durante a Operação Ju$$ara I.

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