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Polícias emitem alerta após progressão de pena de ex-PM acusado de assaltos a bancos

14 de outubro de 2016 8

* Por Vitor Rosa

A progressão para o regime semiaberto de um apenado deixou em alerta a Polícia Civil e a Brigada Militar. O ex-policial militar de 47 anos havia sido preso por assaltar bancos e planejar ataques a carros-fortes, e é considerado altamente perigoso. Após nove anos, ele deixou a Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc), na terça-feira.

Agora, o apenado está no Instituto Penal de Canoas (IPC). A casa prisional é a mesma em que no mês passado uma ação da Polícia Civil e Superintendência de Serviços Penitenciários desativou um ponto de tráfico de drogas que funcionava dentro da unidade. Drogas, cerca de 50 celulares e até uma balança de precisão foram apreendidas à época.

Segundo o delegado João Paulo Abreu, o Departamento de Investigações Criminais (Deic) monitora as ações e teme por um retrabalho. “Nós já tínhamos a notícia da progressão de regime dele e isso nos chama preocupa. Não quer dizer que esteja cometendo crimes, mas ele precisa ser acompanhado”.

No último mês, um comparsa do ex-PM e velho conhecido do Deic rompeu a tornozeleira eletrônica e está foragido. Pedro Ramão, o Doca, é novamente procurado pela Polícia Civil. Ambos chegaram a ser monitorados por integrar quadrilha do assaltante Seco, mas nenhuma prova que comprovasse a hipótese foi encontrada.

Histórico do ex-PM
O histórico do preso é marcado por crimes graves. Foi condenado três vezes por roubo, sendo uma delas com agravantes por formação de quadrilha. Foi considerado culpado de uma tentativa de latrocínio ocorrido em 2007. Ainda foi condenado por porte ilegal de arma de fogo.

Em 2007, operação do Deic prendeu o ex-PM e mais quatro bandidos que planejavam atacar um carro-forte na Serra. Antes disso, em 2002, ele foi detido por roubo ao Banco do Brasil e Sicredi de Pelotas, no Sul do Estado, mas absolvido pela Justiça. Ele era investigado também por outros dois assaltos a condomínios de luxo em Canoas e Porto Alegre.

O crime mais grave que consta como suspeito é de um assalto a um posto da Brigada Militar de Ivoti, no Vale do Sinos. Uma viatura foi levada dos policiais, que foram rendidos na rua.

O que diz o Judiciário
O magistrado responsável pela decisão que colocou o apenado no regime semiaberto diz que seguiu estritamente o que prevê a lei. O juiz do 1º Juizado da 1ª Vara de Execuções Criminais, Paulo Augusto Oliveira Irion, registra que a pena foi reduzida por que enquanto preso o ex-PM trabalhou mais de 2.400 dias, o que importou no recebimento de mais de 800 dias de remição.

O magistrado reforça ainda que o parecer de progressão de pena teve representação favorável do Ministério Público.

DEIC – DENUNCIE:
0800-510-2828

Comentários (8)

  • Clovis RRB diz: 14 de outubro de 2016

    Tão se divertindo a custas do imposto pago pelo cidadão.
    Com certeza pessoas de bem merece o convívio de uma tranqueira dessas mas os magistrados com certeza estão com suas famílias em suas mansões fortalezas com toda segurança longe desse pilantra.
    País de M… que não protege trabalhador e cidadão….só pune.

  • Cesar Augusto de Freitas Lima diz: 14 de outubro de 2016

    Reformar Código Penal e CPP é pouco…joga fora e faz tudo de novo. O grande problema é QUEM faz as leis no Brasil…

  • José Carlos diz: 14 de outubro de 2016

    Tem uma coisa que não entendo … o nosso prezado Meritíssimo informa que esta simplesmente cumprindo a lei e que em função disso autorizou a progressão da pena, numa justificativa do seu ato …. mas pergunto: Se ele entender que o preso possa trazer prejuízo a sociedade pode ele manter o referido em regime fechado ou tem que mesmo contra sua opinião autorizar tal progressão????

  • Lucas Avila da Silva diz: 14 de outubro de 2016

    José Carlos, o papel do juiz é aplicar a lei. Sea opinião dele é contrária ao que a lei exige, indiferente.

    No caso desse preso pelo histórico apresentado na matéria, por mim deveria deixar engaiolado por mais 30 anos. O problema é esse código penal ridículo e o fato de ele ter apresentado bom comportamento e ser elegível a progressão de regime.

    Ou muda a lei ou isso vai continuar acontecendo.

  • Luciano diz: 14 de outubro de 2016

    Não entendo porque não divulgam a foto. Já que a segurança pública está precária, pelo menos podemos tentar nos prevenir.

  • Sincero diz: 14 de outubro de 2016

    “O ex-PM trabalhou mais de 2.400 dias, o que importou no recebimento de mais de 800 dias de remição.

    O magistrado reforça ainda que o parecer de progressão de pena teve representação favorável do Ministério Público.

    DEIC – DENUNCIE:
    0800-510-2828″

    Denuncie oque? Se o cara já cumpriu a pena, vão criar vergonha na cara jornalistinhas do primeiro semestre, quer prisão perpétua? Vai pros EUA, lá tem dois ou três estados que tem isso, aqui não. Todo mundo quer pena de morte até que se envolve em acidente de trânsito, quem cuspe pra cima sempre cai na cara e ngm tá livre.

  • ana paula diz: 14 de outubro de 2016

    Mas de lixo de juiz é esse que solta um cara desses???

  • Ronaldo diz: 14 de outubro de 2016

    Cidadão de alta periculosidade, avisem a todos a casa dos honestos vai cair. Atentei para sua lista de crimes e não vi sequer um assassinato, ou seja, se compreendi o texto o cara nunca matou ninguém e todos os seus crimes estão na esfera patrimonial, então o negocio da criatura é roubo, logo incomoda a classe cuja grana está sobrando e por isso sua gradação criminal e altíssima. Ora, senhores, meu entendimento de marginal perigoso é o cara com “morte nas costas” que se diverte matando trabalhadores honestos, pais de família, mulheres e crianças e que em sua maioria estão livres, leves e soltos providenciando suas chacinas !

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