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Execução no aeroporto: promotora contesta crime passional e diz que motivação foi guerra do tráfico

24 de outubro de 2016 6

 

Foto: Ronaldo Bernardi/Ag. RBS

Foto: Ronaldo Bernardi/Ag. RBS

Por Vitor Rosa

A versão de motivação passional feita pelo homem preso pela execução de Marlon Roldão Soares, 18 anos, no aeroporto Salgado Filho, é mentirosa. A afirmação é da promotora Lúcia Helena Callegari, responsável pela denúncia.

Segundo ela, o preso tentou proteger os demais membros da facção do tráfico de drogas com base no bairro Bom Jesus, zona leste de Porto Alegre.

Diego da Silva Severo, 25 anos, preso pela Brigada Militar após ser encontrado ferido em 17 de outubro, assumiu o crime e disse que a motivação foi porque a vítima havia tido um relacionamento com uma mulher. “Matei mesmo. Mato de novo qualquer um. Porque ele é sem-vergonha, porque pegou minha mulher”, contou à época.

Para a promotora, a disputa e demonstração de poder pelo tráfico de drogas foi o que motivou o assassinato no Terminal 2 do aeroporto. “Ele não tinha como escapar. Estava filmado, com impressões digitais e provas de excelência pela Polícia Civil. A prova é bem evidente que foi por tráfico”, afirma.

Ainda conforme Lúcia Helena, um familiar próximo do jovem morto é considerado um dos líderes do tráfico de drogas na Vila Jardim. A vítima também teria participação na quadrilha.

Denúncia
A denúncia contra Severo foi feita em setembro. O crime, de acordo com o texto, foi praticado por motivo torpe, em razão do tráfico de drogas. Além disso, também foi feito por motivo fútil, porque a vítima estava namorando uma menina que mora na região dominada por uma facção, enquanto Marlon morava na região do “Cantão”, local dominado por rivais.

Ele responde por homicídio, tentativa de homicídio, corrupção de um menor – que o auxiliou nos crimes –, por receptação de veículo roubado e adulteração da placa desse automóvel.

Além disso, há agravantes por meio que gerou perigo comum, já que foram desferidos inúmeros disparos de arma de fogo dentro do saguão, assassinato foi praticado de emboscada e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.

Os demais participantes seguem sendo investigados.

O crime
Marlon Roldão foi morto no dia 19 de setembro no saguão do terminal 2 do Aeroporto Internacional Salgado Filho. O jovem foi executado com mais de dez tiros.

Conforme as imagens de câmeras de segurança, os assassinos entraram no aeroporto, sentaram nas imediações de uma cafeteria e aguardaram a chegada da vítima. Quando Marlon ingressou no saguão, os criminosos foram até ele e efetuaram os disparos.

Comentários (6)

  • Bira Costas Quente. diz: 24 de outubro de 2016

    Esse Crime Foi Execução Ligado A Guerra De Quadrilhas…Não Acho Que Foi Passional Não. Logo Mais A Polícia Encerra O Inquérito.

  • João diz: 24 de outubro de 2016

    Se as pessoas assistem o documentário “The Culture High”, disponível no Netflix, e relacionassem com os fatos que vêem perto de si, na sua comunidade, poderiam exigir a mudança necessária para acabar com a violência.

    Basta fazer o caminho inverso do que gerou o tráfico.

  • Afs diz: 24 de outubro de 2016

    Tem que ter pena de morte IMEDIATAMENTE. Esse VeRME não merece viver. Judiciário medroso e políticos que só pensam em roubar, só pode dar nisso. Tráfico e bandidagem num crescente desenfreado. Bandido não tem mais medo da Polícia, e respeito esses animais nem sabem o que significa.

  • Adair diz: 24 de outubro de 2016

    Tem razão a Promotora, foi (mais) um excelente trabalho da Polícia Civil. Trabalho técnico, com fartos elementos de prova, para subsidiar Promotores e Justiça. Parabéns! Esperamos, agora, que os acusados fiquem presos em cela individual, a fim de que não recebam instrução dos amigos de crimes!

  • ronan wittee diz: 24 de outubro de 2016

    No fato primordial e que se renova grotescamente e cotidianamente, vemos a delinquencia determinando voluntáriamente quem deva ou não viver.
    De outra sorte – quem sabe, mal escrito – uma Constituição ditando em favor da vida, mas refém burocrática de sua própria insignificancia, quando a palavra seja Sentença.
    Toda nossa legislação e pressuposta recuperação, esta posta ao ladrão de galinhas.
    Contudo, parece desconhecer a realidade cotidiana, da guerrilha que o trápico impõe.
    Estamos dispostos a sucumbir, mas não reconhecemos que a guerra é outra.
    - Ali, as leis tem sido ditadas e executadas à sombra do que esta escrito nesta mesma Constituição, dita cidadã, mas que de cidadã não tem nada.
    - É o olho por olho, o não gostei da tua cara.
    … E, o Estado Brasileiro esta prisioneiro de sua própria ingenuidade.
    - Nosso Parlamento, administra ” recursos humanos” … quando muito a expedição do personal contra-cheques …
    Enquanto isto, vencem, dando de relho aqueles que ainda não leram a Carta Magna que define o Brasil.

  • Alexandre diz: 25 de outubro de 2016

    Agora a promotora fala o que não sabe, vcs querem saber mesmo, eles não conseguem resolver o caso , e ficam inventando, coitada da família, além de perder o filho agora querem colocar a família em risco, falência múltipla dos órgãos públicos, eu sou funcionário público estadual, sei bem como é isso.

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