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Servidor da Justiça é investigado por receber propina de traficantes que planejaram execução de juíza

22 de novembro de 2016 1

* Por Cid Martins

A Polícia Civil investiga um servidor da Justiça, da Vara de Execuções Criminais de Porto Alegre, por receber propina de traficantes que planejavam a execução de uma juíza, dos familiares dela e de policiais civis da Região Metropolitana.

Um mandado de busca e apreensão foi cumprido na manhã desta terça-feira (22) na casa do suspeito, na zona sul. Ele é apontado por receber propina para facilitar transferências de apenados entre casas prisionais, tramitação de processos e até locação de presos dentro das galerias conforme a ocupação pelas facções criminosas.

Além de um PM que já é investigado por fornecer sua senha para consulta de dados no sistema integrado de segurança, o servidor da Justiça também mantinha contato com integrantes da quadrilha, que tem base em Gravataí.

O grupo teve mais de 120 integrantes presos desde o ano passado na chamada operação Clivium. Por isso, o delegado Marco Antônio Duarte de Souza, da Divisão de Polícia Judiciária e de Operações, apura que os investigados estruturaram o plano para se vingar das autoridades.

Operação que prendeu traficantes e que deu origem ao plano de vingança dos criminosos, ocorreu em junho de 2015 / Foto: Cid Martins

Operação que prendeu traficantes e que deu origem ao plano de vingança dos criminosos, ocorreu em junho de 2015 / Foto: Cid Martins

Quadrilha 

De acordo com a investigação, tudo foi acertado dentro do Presídio Central, onde 15 líderes da organização estavam detidos.Um deles, Vinícius Otto, foi transferido para a Penitenciária de Charqueadas (Pasc), após a descoberta do plano. A polícia tentou, ainda, transferi-lo para um presídio federal, porém sem sucesso.

“Estamos apurando, ainda, que o servidor da Justiça teria tentado transferir Otto, de novo, da Pasc para o Central, mediante propina”, afirma Duarte de Souza.

A quadrilha ficou conhecida também por ter o chamado “caveirão”, veículo blindado de forma artesanal, e que era usado para confrontos e execuções.

Comentários (1)

  • Romário diz: 10 de janeiro de 2017

    !!!!

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