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Polícia desarticula esquema criminoso do Litoral que montava empresas de fachada para aplicar golpes

30 de janeiro de 2017 0
Polícia verifica dois locais em Capão da Canoa onde há produtos adquiridos pelas empresas / Foto:  Polícia Civil

Polícia verifica dois locais em Capão da Canoa onde há produtos adquiridos pelas empresas / Foto: Polícia Civil

A Delegacia de Roubo de Cargas do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) desarticulou na manhã desta segunda-feira (30), em Capão da Canoa, no litoral norte gaúcho, um esquema criminoso que montava empresas de fachada para aplicar golpes. Os crimes apurados são de estelionato, uso de documentos falsos e falsidade ideológica, entre outros.

Segundo a investigação, coordenada pelo delegado Gustavo Rocha e que iniciou na segunda metade do ano passado, os criminosos montavam empresas de distribuição de produtos diversos em nome de terceiros, faziam compras com fornecedores e empréstimos bancários. Depois disso, não quitavam os débitos e as vítimas não conseguiam mais localizar os suspeitos. Grande parte das negociações fraudulentas foi feita via Internet.

“Araras”

Vulgarmente tais empresas de fachada são denominadas “araras” e a permanência delas no mercado depende do êxito na aplicação dos golpes, sendo que em alguns casos chegou até a um ano. A operação foi denominada de “Antares“, já que uma das empresas constituídas pela quadrilha tinha esse nome. Ela estava no nome de um morador de rua de Arroio dos Ratos, na região carbonífera, e está preso desde 2015.

Capão da Canoa

Nos dois locais vistoriados na manhã de hoje, em Capão da Canoa, a polícia apreendeu produtos adquiridos das empresas vítimas, que somam aproximadamente R$ 1,5 milhão de reais, além de vários documentos. Por enquanto, não houve prisões. O diretor da Divisão de Investigação do Deic, delegado Sander Cajal, diz que, durante a investigação, também foram identificadas várias empresas “araras” utilizadas para receptação de cargas roubadas, inclusive mediante emissão de nota fiscal.

Davam uma roupagem de legalidade a esses produtos subtraídos, facilitando a sua recolocação no mercado“, diz Cajal.

No entanto, todos os produtos recuperados pela polícia, até agora, foram adquiridos pelos criminosos através de compras diretas com fornecedores ou com dinheiro obtido através de empréstimos que não eram quitados.

Produtos apreendidos e que foram adquiridos irregularmente somam R$ 1,5 milhão / Foto: Polícia Civil

Produtos apreendidos e que foram adquiridos irregularmente somam R$ 1,5 milhão / Foto: Polícia Civil

 

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