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Operação policial combate maus tratos a animais em rinhas de galo no Vale do Sinos

24 de março de 2017 13
Delegacia do Meio Ambiente combate maus tratos em rinhas de galo no Vale do Sinos / Foto: Polícia Civil

Delegacia do Meio Ambiente combate maus tratos em rinhas de galo no Vale do Sinos / Foto: Polícia Civil

Agentes da Delegacia do Meio Ambiente, vinculada ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), deflagraram na manhã desta sexta-feira (24) um operação policial para combater maus tratos a animais em rinhas de galo no Vale do Sinos. Foram cumpridos 14 mandados judiciais de busca e apreensão em Sapucaia do Sul, São Leopoldo e Portão, locais onde há rinhas e galinheiros.

Além da apreensão de instrumentos utilizados nas lutas e na criação das aves, como anabolizantes, por exemplo, algumas pessoas envolvidas nesta prática criminosa foram conduzidas para depoimento. Todos assinarão Termo Circunstanciado pelo crime de maus tratos contra animais, com multa e pena de detenção de três meses a um ano. Até o momento, três pessoas foram presas. Foram apreendidos 180 galos, alguns feridos, biqueiras e esporas metálicas, anabolizantes, seringas, anotações sobre rinhas, duas armas, munição e R$ 950,00.

Animais ficam em locais impróprios / Foto: Polícia Civil

Animais ficam em locais impróprios / Foto: Polícia Civil

Investigação

A delegada Marina Goltz, responsável pela investigação de oito meses, diz que tudo começou quando ela apurava furto de aves do zoológico de Sapucaia do Sul. Em algumas buscas, foram localizadas rinhas de galo. A partir disso, 14 pontos de lutas e de criação foram mapeados. Em novembro, um homem de Gravataí, responsável por vender para esta prática e por tratar animais feridos, foi autuado pela Delegacia do Meio Ambiente. Depois disso, foi apurado que um traficante de Sapucaia do Sul também estava financiando estas lutas entre as aves.

Estas pessoas submetem os animais a uma grande crueldade, tanto na briga de galo em si, como também na sua criação, pois o a ave passa por enorme estresse em seu treinamento, além de grande carga de anabolizantes que recebe e sem contar o local onde fica, que são pequenas gaiolas onde mal podem se mexer”, afirma a delegada Marina.

Rinhas ficavam em São Leopoldo, Sapucaia do Sul e Portão / Foto: Polícia Civil

Rinhas ficavam em São Leopoldo, Sapucaia do Sul e Portão / Foto: Polícia Civil

Operação Fim de Rinha

Os alvos da operação são criadores e os chamados “rinhadores”, mas a polícia identificou que em uma rinha, dependendo do anúncio do evento e do tamanho do local, chegam a se reunir cerca de 50 apostadores. Um dos criadores, por exemplo, chegou a ter no mês de novembro do ano passado cerca de 150 galos.

A delegada Marina Goltz diz que, ao contrário de antigamente, o objetivo não é a morte dos animais nas lutas devido ao valor deles no mercado informal. No entanto, as aves ficam muito feridas nos combates, sendo que algumas acabam morrendo dependendo dos ferimentos.

A polícia comprovou que alguns galos são vendidos pelos criadores para os rinhadores por até R$ 3 mil. Em média, também dependendo do evento e do local das rinhas, as apostas custam entre R$ 200,00 e R$ 300,00.

Rinhas de galo ficavam em São Leopoldo, Sapucaia do Sul e Portão / Foto: Polícia Civil

Rinhas de galo ficavam em São Leopoldo, Sapucaia do Sul e Portão / Foto: Polícia Civil

Comentários (13)

  • pedro diz: 24 de março de 2017

    Uma pergunta a delegada passou 8 meses investigando criador de galinha, gatando o dinheiro publico nisso, sera que ela não podia investigar aqueles que matam e assaltam na rua todo o dia? e sr. secretário desse jeito o sr. não arruma essa segurança publica nunca!

  • JLLuft diz: 24 de março de 2017

    Alguém aí podia me dizer qual a diferença entre MMA e rinha de galo ? Sou totalmente contra isso que alguns chamam de esporte.

  • Elias Junior diz: 24 de março de 2017

    JLLuft: MMA luta quem quer, ninguém é obrigado a lutar, tu acha que esses pobres animais tem essa opção?
    Comparação cagada essa tua hein.

    Agora sobre o assunto, isso aqui virou méxico? Realmente não sabia que existia essa porcaria por aqui. Brasil como sempre importando porcaria de fora.

  • ronan wittée diz: 24 de março de 2017

    No bairro Ponta-Grossa … tem rinha funcionando a mil …
    … será que só a polícia não sabe ou não quer saber ?

  • colorado diz: 24 de março de 2017

    Elias Junior: Os galos brigam porque querem, pesquise sobre o assunto antes. É instinto deles, o que mais gostam é de brigar.

    Acontece é que essas pessoas colocam esporas afiadas para se matarem, mas não é muito diferente do MMA.

  • Ane diz: 24 de março de 2017

    Porque esses vagabundos que fazem essas rinhas não lutam eles entre si!!!FDPs tinham que apodrecer junto dos outros vagabundos que estão nos presídios!!!

  • ALEMAO ANTONIO diz: 24 de março de 2017

    Tratar de assunto tão polêmico nos faz viajar pela história da humanidade, pois essas aves nos acompanham há mais de cinco mil anos, ocupando sempre lugar de destaque na vida de pessoas que admiram, cuidam e se dedicam á criação dessa espécie de ave tão especial. Durante todo esse tempo os galos sempre se enfrentaram e nem por isso a espécie nunca foi ameaçada de extinção.

    Ao contrário do que muitos apregoam, os galistas vem preservando e cuidando dessa espécie. As aves combatentes são cuidadas desde muito cedo, poderíamos dizer que até mesmo antes de nascer, pois existe a preocupação por parte dos criadores a partir dos cruzamentos direcionais ou seja, sempre se escolhe o melhor galo e a melhor galinha para se tirar os melhores pintos, passando pela fase de reprodução até o nascimento do pinto. São muitos os cuidados e zelo que se tem na criação do pinto até que se torne uma ave adulta, não se descuidando em nenhum dos pontos como: Alimentação, Saúde e Medicamentos, como também um manejo e instalações adequados ao comportamento dessa ave milenar.

    Podemos afirmar que existem exemplares dessas aves que chegam a viver dez anos ou mais com saúde, alimentação e tratamento que poucos animais têm o direito de usufruir. Seria hilariante comparar uma ave combatente a uma ave da mesma espécie dita como sendo “industrial”. Pois período de vida dessa ultima é de 45 dias, passando esse curto periodo se alimentando 24 horas por dia.

    O certo é que, para se criar determinados animais deve-se antes pesquisar e conhecer suas aptidões, seus instintos, seus hábitos, enfim, tudo o que se relaciona á sua vida.

    A espontânea aptidão á luta dessa espécie não foi imposta pelo homem, sendo transformada em esporte com regulamento, a fim de que não haja desproporcional domínio que venha a favorecer a um dos combatentes.

    Muitos são os argumentos em defesa da preservação da espécie e do esporte galístico, já que preservação e o esporte estão intimamente ligados. Primeiro é preciso entender a natureza e o instinto dessas aves, este é o ponto chave da questão, para que se possa resolve todas estas disputas de opinião entre aqueles que defendem e os que são contra o galismo. Nas explicações que seguem, o compromisso é com a verdade procurando esclarecer aspectos relacionados á vida e a índole dessas aves. Os galos combatentes pelo temperamento que possuí são de difícil manejo, começam a brigar muitas vezes a partir dos primeiros dias de vida. Para ser ter uma ideia um galo quando adulto, mesmo que você coloque a disposição dele agua, comida e uma fêmea e se no local estiver presente outro galo, ele nem percebe a alimentação nem a fêmea, pois primeiro vai brigar com o outro galo, porque é o que ele gosta de fazer, é da sua índole. Por isso os criadores têm que ter conhecimentos apropriados, dedicação, paciência e zelo.

    A única coisa que um galo combatente realmente gosta de faze é brigar, daí o seu nome galo de briga. Existe algo pior de que ser impedido de fazer o que o mais gosta? Será que essas pessoas que tanto criticam já perguntaram a si mesmos se os galos querem deixar de fazer o que eles mais gostam? Essas pessoas querem mudar o instinto dos animais que foi dado, acreditamos, por Deus. Instinto, caros amigos, não se muda. Essas aves sempre vão permanecer assim. Caso essas pessoas não gostem disso, infelizmente a única alternativa para elas é a extinção da espécie, isto sim seria um crime.

  • José Luis diz: 24 de março de 2017

    Olha o aparato desprendido pra prende 3 pobre coitado com galo. Enquanto isso os marginais agem soltos. Totalmente infeliz essa delegada gastando 8 meses pra essa palhaçada. vai atrás de bandido sua sem noção.

  • Paulo Souza diz: 24 de março de 2017

    Mas olha, com essa operação resolveram todos os problemas do RG. Será que esse pessoal não estuda, não sabe que esses animais lutam pelo instinto, e que se não fossem os criadores eles não existiriam mais. Ao serviço de segurança pública é vergonhoso perder tempo com isso, fazer um aparato desses. Quero ver se vão conseguir guardar em local adequado esses galos, e tem mais, se foram presos os animais o Estado vai se responsabilizar por tudo que acontecer com eles, eu duvido muito. Agora quanto aos traficantes presos e tirados de circulação dou meus parabéns, agora fazer uma show pirotécnico por apreender galos e galinhas, da licença, não é a toa que o estado está no caos se encontra #credo.

  • Onofre diz: 24 de março de 2017

    Quanto mimimi… é crime e pronto. E quem frequente é bandido, simples assim.

    E certamente esses antros são frequentados por ‘gente de bem’ que adora criticar governos.

  • Virginia diz: 24 de março de 2017

    Bicho nenhum gosta de brigar! Perder sangue e até partes do corpo! Aff, cada comentário aqui. Pelamor!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    Essa poha não é esporte, é crueldade grotesca !!!!!!!!!!!!!!!

  • marcos diz: 25 de março de 2017

    Alemão, prefiro botar para brigar um sujeito do teu tipo…existem leis… Marca a hora e o lugar que eu serei o primeiro a subir num ringue para te fazer ver o que um animal sofre
    . depois tu vai entender pouco mais de história

  • marcos diz: 25 de março de 2017

    Onofre disse tudo, é um crime e pronto, não tem que dar qui-suco.
    …..
    ..

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