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Membros de quadrilha que roubava carros e vendia no Whatsapp serão indiciados nesta semana

10 de abril de 2017 0

* Por Lucas Abati

Leonardo Cardoso, líder da quadrilha, foi preso no dia 31 de março. Foto: Ronaldo Bernardi /Agencia RBS

Leonardo Cardoso, líder da quadrilha, foi preso no dia 31 de março. Foto: Ronaldo Bernardi /Agencia RBS

Os membros de uma quadrilha que utilizava grupos do Whatsapp para negociar venda de veículos roubados na grande Porto Alegre serão indiciados pela Polícia Civil até o final deste semana. O prazo para conclusão do inquérito termina nesta segunda-feira (10), mas a polícia vai pedir prorrogação do prazo à Justiça.

A quadrilha, que foi desarticulada no final de março, roubava até 150 carros por mês e negociava com compradores de todo o Brasil através de grupos no aplicativo de mensagens. Os áudios e as mensagens trocadas entre o bando e os compradores foram mostradas em reportagem no Fantástico.

De acordo com a investigação, o grupo roubou 1,5 mil carros em um ano e meio, e movimentou mais de R$ 6 milhões. Na última semana, a Justiça autorizou o sequestro de bens e imóveis apreendidos pela polícia com a quadrilha que somam mais de R$ 1,5 milhão. Só em dinheiro vivo, os agentes encontraram nas casas dos presos R$ 40 mil, além de carros, joias e uma moto aquática.

A residência do líder da quadrilha, Leonardo Augusto Prestes Cardoso, 32 anos, em um condomínio de Viamão, e uma casa de praia em Tramandaí também foram sequestradas. Sete contas bancárias estão bloqueadas, mas os valores ainda não foram analisados.

Segundo o delegado Adriano Nonnenmacher, partir da conclusão do inquérito sobre o roubo dos veículos, a polícia vai focar na investigação do crime de lavagem de dinheiro. Os membros mais influentes da quadrilha devem ser indiciados por esse crime também. Até o momento, 25 suspeitos foram presos e outros cinco seguem foragidos.

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