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RS tem a maior quantidade de ataques a bancos dos últimos seis anos

24 de novembro de 2014 4
Último ataque com explosivos foi registrado em Barra do Ribeiro - Foto: Carlos Macedo  / Agência RBS (Arquivo)

Último ataque com explosivos foi registrado em Barra do Ribeiro – Foto: Carlos Macedo / Agência RBS (Arquivo)

* Por Jocimar Farina

O Rio Grande do Sul registra a maior quantidade de furto e roubo e tentativasbancos dos últimos seis anos. De acordo com levantamento da Rádio Gaúcha, realizado desde 2009, já são 172 ocorrências em 2014. Em todo ano passado, o Estado havia contabilizado 171 ataques, sendo considerado o mais violento até então.

A maior quantidade de ocorrências é registrada na Região Metropolitana: 53% dos ataques. A Serra gaúcha aparece em segundo, com 10% dos casos. Porto Alegre é a cidade com o maior número de ocorrências: foram 60. Pelotas, com seis ataques, e São Leopoldo, com cinco, aparecem em segundo e terceiro lugares.

Os bandidos difundiram o uso de maçaricos para abrir caixas eletrônicos. Já são 70 ataques dessa forma, o que corresponde a 40% dos casos. No ano passado foram 46 ocorrências.

Para a Delegacia de Roubos, apesar do alto número do ocorrências, envolvendo furto e roubo, o ano de 2014 é menos violento que o anterior. O número de roubos está diminuindo, segundo o delegado Joel Wagner. Em todo ano passado, foram registrados 60 ocorrências de roubos. Em 2014, a quantidade de ataques até agora é de 36.

A última ocorrência foi registrada no sábado (22). Criminosos arrombaram um caixa eletrônico do Banrisul em Erval Grande. Eles usaram maçarico para arrombar um dos caixas eletrônicos.

Veja fotos do último ataque com explosivos:

Saiba mais:

Ataques a bancos com sequestro de bancários no RS aumentam 380% em 2013

RS tem a maior quantidade de ataques a bancos e caixas eletrônicos dos últimos cinco anos

- Rio Grande do Sul registra a maior média de ataques a bancos dos últimos quatro anos

Dez pessoas são presas suspeitas de tráfico de drogas no Vale do Sinos

21 de novembro de 2014 0

* Por Eduardo Cardozo

Dez pessoas foram presas na manhã desta sexta-feira (21) suspeitas de envolvimento no tráfico de drogas e homicídios em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos. Segundo a Polícia Civil, o grupo vendia entorpecentes nos bairros Redentora, Kephas e Colina e têm envolvimento em cinco homicídios no município.

 

Os presos tem envolvimento no tráfico de drogas e homicídios em Novo Hamburgo

Os presos tem envolvimento no tráfico de drogas e homicídios em Novo Hamburgo

A polícia apreendeu cocaína, maconha, duas pistolas, dinheiro e um veículo. Estão sendo cumpridos 21 mandados de busca e apreensão. Todos os presos serão encaminhados ao sistema prisional.

Presos ladrões de veículos que ostentavam com festas, barcos e escritório em shopping da Capital

20 de novembro de 2014 18

Após roubos e clonagem de veículos na Grande Porto Alegre, a Polícia Civil deflagrou operação nesta quinta-feira (20) para prender pelo menos 14 integrantes de uma quadrilha que usava o dinheiro para ostentar uma vida típica de classe alta. Até as 9h45, sete pessoas haviam sido presas. Também foram apreendidos três carros de luxo, quatro armas e dezenas de documentos de veículos roubados, além de computadores e documentos diversos que eram falsificados pela quadrilha.

O grupo, desarticulado nesta manhã pela 14ª Delegacia da Capital, promovia festas com mulheres em locais de luxo, comprava e usava lanchas e jet skis, praticava tiro ao alvo em escola especializada e chegou a alugar uma sala comercial, por pelo menos R$ 3 mil mensais, em torre de shopping na zona sul da cidade para usar como escritório. Desde abril, os criminosos teriam movimentado cerca de R$ 3 milhões.

Lancha, usada por integrante da quadrilha, foi apreendida em Cachoeirinha / Foto: Polícia Civil

Lancha, usada por integrante da quadrilha, foi apreendida em Cachoeirinha / Foto: Polícia Civil

Operação Nômades

De acordo com o titular da 14ª DP, delegado Tiago Baldin, a investigação começou há quatro meses e hoje foram cumpridos 14 mandados de busca e sete de prisão preventiva nas cidades de Porto Alegre, Viamão, Imbé e Tramandaí. Ao todo, 77 policiais participaram da ação. A quadrilha agia em toda a Região Metropolitana furtando e roubando veículos.

Ostentação

A ostentação foi comprovada em escutas telefônicas, monitoramento feito pelos policiais e também por meio de fotos em redes sociais. O grupo usava uma gráfica para falsificar documentos e constituiu empresa jurídica, alugou uma sala comercial como base dos seus integrantes e, de acordo com a investigação, isso tudo simplesmente para mostrar poder e riqueza.

“Eles tinham dois principais tipos de hobby: além das festas que duravam um final de semana inteiro, usavam lanchas em marinas da Capital (uma que tinha sido roubada foi recuperada em Cachoeirinha) e um integrante praticava tiro ao alvo com armas longas”, afirma Baldin.

Crimes

A polícia identificou vários tipos de crimes praticados. Chamaram a atenção dos agentes o uso e falsificação de documentos falsos para tentar regularizar na Marinha do Brasil uma lancha roubada. Os outros crimes são roubo, furto e clonagem de veículos, estelionato e furto e roubo de embarcações.

 

Sonoras comprovam a ação da quadrilha

Quadrilha usava documentos falsos para legalizar carros roubados; ouça:

Quadrilha falsificava documentos; ouça:

Veja imagens da operação:

Quatro traficantes que atuam em bairro com toque de recolher seguem foragidos

18 de novembro de 2014 0
Polícia seguiu com buscas durante todo o dia Foto: Cid Martins

Polícia seguiu com buscas durante todo o dia em bairros da Capital, como o Mário Quintana / Foto: Cid Martins

Após realizar operação na manhã desta terça-feira (18) no Bairro Mário Quintana na zona norte de Porto Alegre, a Polícia segue na busca de quatro traficantes que estão foragidos. Segundo a 3ª Delegacia de Homicídios, que desencadeou a ação também no loteamento Timbaúva e Vila Jardim, os suspeitos estão envolvidos em um homicídio e duas tentativas. A vítima de assassinato teve os dedos cortados e o corpo jogado em uma das ruas do Bairro Mário Quintana. Outra vítima que foi baleada é irmã de um traficante que está sendo procurado por rivais e, como ele não não foi localizado, atiraram na jovem como represália.

Esquartejado

Os quatro traficantes que estão com prisão preventiva decretada tiveram nesta terça as casas revistadas pela Polícia. Em uma delas encontraram o boné de outra vítima, também com antecedentes criminais. O delegado João Paulo de Abreu destaca que pertencia a um homem que teve o corpo esquartejado na semana passada e as partes jogadas em uma parada de ônibus do Bairro Mário Quintana.

A investigação agora tenta vincular este crime aos outros três. Desde outubro já são pelo menos dez assassinatos na região do Bairro Mário Quintana devido à guerra do tráfico. Apesar de a Polícia negar, os moradores reclamam de toque de recolher imposto por traficantes. No entanto, houve reforço no policiamento e as investigações de crimes foram identificadas.

Polícia faz operação para prender traficantes em bairro com toque de recolher na Capital

18 de novembro de 2014 8
Ação conta com 60 policiais no Loteamento Timbaúva e no Bairro Mário Quintana (Foto: Cid Martins / Rádio Gaúcha)

Ação conta com 60 policiais no Loteamento Timbaúva e no Bairro Mário Quintana (Foto: Cid Martins / Rádio Gaúcha)

Por Cid Martins

A 3ª Delegacia de Homicídios de Porto Alegre realizada na manhã desta terça-feira (18) uma operação policial para combater homicídios na zona norte da Capital. A ação, com 60 policiais, ocorre no Loteamento Timbaúva e no Bairro Mário Quintana, onde houve vários toques de recolher este ano, com escolas e postos de saúde fechando as portas mais cedo. Segundo o delegado João Paulo de Abreu, foram cumpridos 13 mandados de busca e quatro de prisão preventiva na operação. Durante a investigação, que já dura cerca de duas semanas, três pessoas foram presas.

Na semana passada, voltou a ser registrado toque de recolher na localidade, onde houve, inclusive, um homicídio. O corpo de um homem foi esquartejado e a cabeça e membros foram jogados em uma parada de ônibus.

Homicídios
O delegado João Paulo de Abreu diz que estão sendo investigados um homicídio e duas tentativas de homicídio ligados à disputa por pontos de venda de drogas na região. Em um dos casos, a vítima, com antecedentes criminais, teve os dedos amputados e corpo jogado em uma das ruas do bairro.

Toque de recolher
As autoridades da área de segurança negam toque de recolher na região. A Brigada Militar, que ocupa há dias vários pontos estratégicos do Bairro Mário Quintana, admite, porém, que há tiroteios ligados a disputa por bocas de fumo.

Na noite de ontem, o Batalhão de Operações Especiais (BOE) prendeu três suspeitos com fuzil, munição e drogas no bairro. Desde outubro, quando inciou o toque de recolher, já foram pelo menos dez homicídios na região devido à disputa entre gangues do Loteamento Timbaúva e da Vila Safira.

 

Veja imagens da operação:

Furtos e roubos de celulares lideram os registros de ocorrências policiais em Porto Alegre

17 de novembro de 2014 9

* Por Babiana Mugnol 

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Julli Massena já foi vítima de roubo

Em Porto Alegre, três em cada cem habitantes foram vítimas dos ladrões. Em números absolutos, a Capital lidera o ranking com 52 mil ocorrências para uma população de 1,4 milhão de habitantes. Analisando estas ocorrências, o objeto mais levado das vítimas foi o telefone celular.

De acordo com a Secretaria da Segurança, dez aparelhos são furtados e cinco são roubados diariamente, ou seja, a cada duas horas uma pessoa tem um telefone levado por bandidos na Capital. A estudante Julli Massena teve dois telefones furtados em seis meses e para fazer contato, tivemos de utilizar as redes sociais e depois o telefone da mãe dela. Os dois casos ocorreram de dia e em lugares bastante movimentados. O primeiro furto foi em março, dentro de um ônibus lotado perto do campus central da UFRGS, local de muita circulação de estudantes.

A carteira da mãe da estudante já havia sido furtada dentro de um ônibus em outra ocasião. No início de outubro, ela foi novamente vítima de ladrões. Estava caminhando com uma mochila no Centro de Porto Alegre quando foi empurrada. Em seguida viu que a mochila havia sido revirada e seu smartphone não estava mais lá.

“Nem havia terminado de pagar o segundo celular que me roubaram”, destaca Julli.

O prejuízo da estudante já ultrapassa R$ 1 mil, fora o que ela prevê gastar para comprar um terceiro celular.

Região Metropolitana tem mais cidades com grande número de roubos por habitantes

A Capital lidera este ranking. Em segundo lugar vem Novo Hamburgo. Conforme o comandante do Batalhão da cidade, major Glademir Otero, os pequenos furtos lideram as ocorrências. Há desde furtos curiosos, como ladrões que roubaram vasos de flores e folhagens de uma residência, mas há também grandes assaltos, como o de uma floricultura em que o dono acabou baleado no dia seguinte ao feriado de Finados. Paulo Kunkel levou três tiros e continua internado em estado delicado. A filha, Camila Kunkel, diz que o pai reagiu, cansado de ser roubado tantas vezes. Somente neste ano a floricultura foi atacada sete vezes. Levaram um veículo, dinheiro do caixa e até uma bomba de chimarrão.

Canoas

Seguindo na região Metropolitana, Canoas é a terceira cidade no ranking. Na cidade, o modo inusitado dos assaltos tem despertado atenção. Recentemente um dono de supermercado foi atingido por uma pistola teaser, arma de uso restrito da polícia e guarda municipal. Moacir José Machado levou um choque da pistola a poucos metros da porta de entrada do banco.

“Eu tive muito dor devido a esta pistola”, conta Machado.

Os bandidos levaram um malote com R$ 78 mil. E este é só um dos casos curiosos de assaltos a pedestres em Canoas. O delegado Rodrigo Zucco também prendeu a poucos meses um homem que fingia ser namorado da vítima para roubar. Ele atuava principalmente na área Central, abraçando mulheres e dizendo que estava armado. Aí levava as mulheres calmamente a outro ponto menos movimentado para roubar.

Cachoeirinha

E seguindo na Região Metropolitana, só que agora destacando as pequenas cidades, chama atenção Cachoeirinha, por ter uma das menores populações da região e estar em quarto no lugar nesse ranking de mais ocorrências por habitantes. Para se ter uma ideia, Alvorada, tida como uma das cidades mais perigosas, tem menos pessoas roubadas para cada cem habitantes do que Cachoeirinha e outras oito cidades. Aparece em décimo lugar, com menos casos do que na Zona Sul do Estado.

Viamão

Além de Alvorada, surpreende positivamente Viamão, que é o segundo município mais populoso da região metropolitana, mas um dos que tem menos pessoas roubadas. Está na décima nona posição. O delegado regional Eduardo Hartz explica: cidades com maior área urbana, caso de Cachoeirinha, acabam concentrando o maior número de ocorrências.
Das cidades da grande Porto Alegre com população intermediária, a região é a que mais tem cidades, nove ao todo, entre as 30 com mais ocorrências. Esteio, por exemplo, lidera com dois casos a cada cem habitantes, mesmo índice de Novo Hamburgo.

* Confira as outras reportagens:

- Municípios do interior têm mais roubos por habitantes do que a Grande Porto Alegre.

- A pequena Montauri, na Serra, só teve uma ocorrência de roubos neste ano.

- Santa Maria tem 19 roubos por dia e a Zona Sul registra aumento dos casos de abigeato.

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- Saiba como bloquear seu celular roubado ou perdido.

 

Santa Maria tem 19 roubos por dia e a Zona Sul registra aumento dos casos de abigeato

17 de novembro de 2014 3

* Por Julia Otero da Gaúcha Zona Sul e Daniel Fraga da Gaúcha Santa Maria

Enquanto que a cidade de Santa Maria, a principal da Região Central, registra 19 furtos e roubos por dia, a Zona Sul do estado tem aumento do número de abigeato, roubo de gado. E falando de novo sobre o centro do Rio Grande do Sul, a cidade de Cachoeira do Sul preocupa pelo fato de ser menor que Santa Maria, mas ter praticamente o mesmo percentual de roubos por habitantes.

Santa Maria

Na Região Central gaúcha, Santa Maria aparece em décimo segundo lugar no ranking de furtos e roubos entre as cidades com mais de 100 mil habitantes. Ficando na frente, por exemplo, de Caxias do Sul, Viamão e Passo Fundo. Foram 4,7 furtos e roubos até setembro. Nesse período, teve destaque uma série de ocorrências de invasões seguidas de furto durante a madrugada.

O Lar Vila das Flores, que atende 75 crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, sofreu, pelo menos 20 casos nos últimos quatro anos segundo a diretora Jussara Petry.

Cachoeira do Sul

Vale destacar que Cachoeira do Sul, com bem menos habitantes que Santa Maria, tem praticamente o mesmo percentual de vítimas assaltadas, de uma forma proporcional ao número de habitantes, com 1,2 mil casos. O delegado João Silveira Goulart explica que smartphones e veículos estão entre os itens mais visados pelos criminosos da cidade e que explicam o número elevado. Como comparação, São Gabriel é uma cidade que tem porte parecido com Cachoeira do Sul, e, proporcionalmente tem metade da incidência desse tipo de crime.

Zona Sul do estado

Rio Grande é a sétima cidade com maior número de ocorrências por número de habitantes e Pelotas é a oitava. O curioso é que Rio Grande tem 135 mil habitantes a menos que Pelotas. Os dois principais municípios da zona Sul do Estado são mais violentos do que Alvorada, Gravataí e Viamão, na Grande Porto Alegre.
Na região sul, um dos maiores problemas é o aumento das ocorrências na zona rural. Criminosos invadem propriedades no meio da noite para abater os animais no meio do campo, muitas vezes levando apenas as partes consideradas nobres das carnes, levando sem refrigeração ou qualquer higiene até um açougue. Depois, nestes locais, a carne é revendida por muito menos do que o quilo regularizado. O nome desse crime é “abigeato” e segundo o Sindicato Rural de Pelotas chegam a roubar de 16 a 18 animais por semana. O produtor Leonel Rodrigues da Fonseca deixou de produzir ovelhas porque foi muito saqueado.

Assaltos à mão armada
Outro problema recorrente no campo, que está aumentando na zona sul, é o assalto à mão armada. Isso porque os bandidos roubam insumos agrícolas. Uma carga que cabe em um porta malas pode chegar a valer 100 mil reais. A falta de segurança também está presente no meio urbano. Em Rio Grande, em função da explosão demográfica por causa do porto, a violência atingiu números recordes. São quase mil roubos só em 2014, que a polícia acredita estar ligada com pessoas que vieram tentar a sorte no sul do Estado, mas acabaram desempregadas. Em Pelotas, celulares são os objetos mais furtados pela facilidade na hora de trocar por drogas.

* À tarde:

- Furtos e roubos de celulares lideram os registros de ocorrências policiais em Porto Alegre.

* Confira as duas primeiras reportagens:

- Municípios do interior têm mais roubos por habitantes do que a Grande Porto Alegre.

- Montauri, na Serra, registrou este ano apenas uma ocorrência de furtos e roubos em geral.

Montauri, na Serra, registrou este ano apenas uma ocorrência de furtos e roubos em geral

17 de novembro de 2014 7
Foto: Suelen Mapelli

Foto: Suelen Mapelli

* Reportagem de Suelen Mapelli da Gaúcha Serra

A pequena Montauri, cerca de 160 quilômetros de Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, é a única cidade do estado que teve apenas uma ocorrência policial de roubos e furtos desde o início de janeiro deste ano. Mesmo assim, há cinco meses. Mas quem teve o azar de ser vítima?

Até o prefeito sabe o nome da única vítima de furto no pequeno município, que tem um banco e a base da economia é a produção de leite, milho, soja e trigo. Também há uma empresa que fabrica produtos a partir da reciclagem de garrafas. Como a economia de Montauri envolve o setor rural, não é estranho que o único furto envolve justamente um agricultor que se divide entre o município, onde morou até a morte da mãe, e União da Serra, onde a esposa trabalha e a família mantém uma casa na área urbana. Moacir Rossetto, 50 anos, cultiva soja, milho e cria cabeças de gado na propriedade de 32 hectares. O furto foi percebido na manhã de 20 de abril, no domingo de Páscoa, por um irmão de Rossetto. Os ladrões invadiram a casa onde morava a mãe do agricultor. Atualmente, essa casa é mantida como uma chácara da família, lugar para onde eles vão nos finais de semana. Ele e a família até haviam pensado em passar a Páscoa na propriedade, mas optaram em ficar em União da Serra. Além de furtar, os ladrões mataram o cachorro da família com um tiro. Seu Moacir acredita que eles mataram o animal porque ele deve ter seguido o carro dos criminosos latindo alto.

“Nesse roubo, mataram até o cachorro”, ressalta Rossetto.

Moacir Rosseto. Foto: Suelen Mapelli

Moacir Rosseto. Foto: Suelen Mapelli

Montauri

Montauri tem apenas 1,5 mil habitantes. Ano passado, foram 10 crimes em Montauri. Desses, cinco foram abigeato, que é o furto de animais de propriedades rurais. Nesse ano, conforme o sargento Rudimar Pereira Aires, houve intensificação das barreiras na área rural, o que, segundo ele, contribui para a diminuição de crimes.

Cidade de Montauri. Foto: Suelen Mapelli

Cidade de Montauri. Foto: Suelen Mapelli

 

Caxias do Sul

Já Caxias do Sul, a maior da região serrana e a segunda mais populosa do estado, só perde para a Capital em números absolutos relativos a estes tipos de crimes. No entanto, Caxias é somente o 14º município mais perigoso se for feito o cálculo dividindo pelo tamanho da população.
Um destaque em Caxias e em toda a Serra é o furto e roubo de veículos. Um levantamento feito pelo Comando Regional de Polícia Ostensiva da Serra constatou que, até setembro deste ano, o Focus foi o carro mais roubado em toda a Serra Gaúcha. O veículo é visado por ser potente, assim é utilizado em outros crimes, e também como moeda de troca no Paraguai.

Bento Gonçalves

Também na Serra, Bento Gonçalves tem três vezes menos habitantes do que Caxias e menos ocorrências, mas proporcionalmente, ambas têm quase os mesmos índices por número de pessoas. Ou seja, em Bento, os dados mostram que um morador tem mais chances de ser assaltado. Outro dado curioso na região envolve a cidade turística de Canela, que é uma com grande número de registros policiais. Também na lista das mais violentas no que se refere a roubos em geral, aparecem Farroupilha e Vacaria, sendo esta última, que tem menos habitantes do que Farroupilha, com mais roubos por número de pessoas.

* Confira também:

- Santa Maria registra 19 roubos por dia e a Zona Sul registra aumento dos casos de abigeato.

* E à tarde:

- Em Porto Alegre, furtos e roubos de celulares lideram os registros de ocorrências.

* Confira a primeira reportagem:

- Municípios do interior têm mais roubos por habitantes do que a Grande Porto Alegre.

Municípios do interior têm mais roubos por habitantes do que a Grande Porto Alegre

17 de novembro de 2014 4

* Por Babiana Mugnol e Cid Martins

A cada trimestre são divulgados pela Secretaria da Segurança os dados estatísticos sobre a criminalidade no Rio Grande do Sul. Mas o que está por trás destes números, quem são as vítimas e autores e qual o crime que mais preocupa determinada região do Estado? A reportagem da Rádio Gaúcha verificou todos os dados envolvendo furtos e roubos em geral, incluindo veículos, para depois mostrar histórias que retratam a violência entre os gaúchos.

Os dados revelam uma situação surpreendente: municípios do interior são mais violentos do que a própria Capital e maiores cidades da Região Metropolitana. Em algumas cidades do Litoral Norte, por exemplo, cinco em cada cem habitantes foram vítimas de furto e roubos nos últimos nove meses. Isso significa que um morador tem mais chance de ser assaltado nas praias do que na Região Metropolitana. Em Porto Alegre, foram três a cada cem pessoas.

Interior têm mais roubos por habitantes e o Litoral é a região mais violenta

Ao se falar em violência, logo vem a imagem de grandes centros urbanos. E não é diferente no Rio Grande do Sul, que tem nas cidades mais populosas os maiores índices absolutos de criminalidade. Mas ao analisar os dados dos últimos nove meses da Secretaria da Segurança de forma proporcional ao número de habitantes, chegamos a uma conclusão surpreendente: municípios do interior têm mais roubos em geral por número de pessoas do que as maiores cidades da Grande Porto Alegre.

O levantamento da Rádio Gaúcha tem base nas estatísticas do governo estadual nos últimos nove meses e do IBGE, levando em conta número de habitantes com ocorrências de furtos e roubos, incluindo o de veículos. A conclusão é que a cidade com maior número de roubos por moradores é Xangri-lá, no Litoral Norte.

O simples fato de que o Litoral Norte tem quatro cidades no topo da lista entre as que mais tiveram roubos de janeiro a setembro já é preocupante. Se ampliarmos, outros dois municípios se somam aos anteriores em uma listagem das onze mais violentas com menos de cem mil habitantes. Estamos falando, em ordem, das cidades onde uma pessoa tem mais chance de ser assaltada no Estado: Xangri-lá, Imbé, Tramandaí e Capão da Canoa. Se unem às quatro mais do Estado, Torres, em sexto lugar, e em décimo primeiro, Osório.

A cada cem habitantes de Xangri-lá, cinco foram assaltados, em Imbé quatro e Tramandaí, três. E quando falamos do Litoral, logo pensamos nos arrombamentos de residências na baixa temporada, mas em contato com as autoridades da área de segurança, descobrimos que o tráfico de drogas não tem só os homicídios como maior consequência. Nas praias, estão furtando e roubando motos para ações dos traficantes e principalmente para realizar pequenos roubos a estabelecimentos comerciais, tanto para fazer caixa para as quadrilhas quanto por usuários para comprar drogas. É o caso de uma pequena comerciante que foi vítima cinco vezes de ladrões.

“Em uma vez atiraram no meu marido, na outra deram coronhada. Se o senhor seguir alguns metros adiante, aqui na rua, tem mais dois mercadinhos, todos assaltados, três ou quatro vezes”, desabafa a comerciante que está tendo o nome preservado.

Outras regiões

Mudando de região, no norte gaúcho, chama a atenção cidades menores com mais ou quase o mesmo número de crimes do que as cidades polo. Destaque para Carazinho e Erechim em relação a Passo Fundo. Já nos vales, dos municípios mais populosos, Santa Cruz do Sul, no vale do Rio Pardo, tem mais pessoas vítimas de roubos para cada cem habitantes do que, por exemplo, Gravataí, Viamão, Santa Maria, Caxias e Passo Fundo.

* Confira ainda nesta manhã:

- Santa Maria registra 19 roubos por dia e a Zona Sul registra aumento dos casos de abigeato.

- Montauri, na Serra, registrou este ano apenas uma ocorrência de furtos e roubos em geral.

* À tarde:

- Em Porto Alegre, furtos e roubos de celulares lideram os registros de ocorrências.

* Municípios com mais de 100 mil habitantes e mais ocorrências

Municípios com menos de 100 mil habitantes e mais ocorrências

Municípios com menos ocorrências

Após prisão de traficantes, segurança em escolas de São Leopoldo será ampliada

14 de novembro de 2014 0

Por Mateus Ferraz

A união de diversos entes de segurança é a fórmula para ampliar ações de combate à venda e ao consumo de drogas próximo a escolas de São Leopoldo. Nesta sexta-feira (14), a Operação Armagedon prendeu 32 traficantes que agiam junto a jovens que estudavam nas instituições de ensinos médio e técnico da cidade. Ao todo, 51 pessoas foram presas ao longo da semana.

A Polícia identificou 43 pontos de tráfico e 38 escolas onde os criminosos agiam. O delegado Mario Souza ressaltou a importância de ações como essa para evitar que vendedores de drogas tenham acesso a crianças e adolescentes.

“O traficante sempre quer priorizar para colocar o jovem como usuário ou como traficante. Por isso, a importância tão grande de se proteger as escolas para cortar o problema pela raiz”.

Apreensões

A polícia apreendeu 2,7 quilos de cocaína, um quilo de crack, 10 quilos de maconha, LSD, extasy, dinheiro e armas. As investigações ocorreram durante seis meses e as primeiras ações foram deflagradas em maio.

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