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Após investigar fraude para obter seguro DPVAT em Canoas, Polícia Civil encaminha caso para a PF

22 de dezembro de 2014 0

* Por Cid Martins, Voltaire Santos e Giane Guerra

A 1ª Delegacia de Polícia de Canoas instaurou inquérito para apurar laudos fraudados, uso indevido do nome de médicos e segurados que receberam o DPVAT (seguro obrigatório para vítimas do trânsito) sem ter documentos necessários e lesões compatíveis com o acidente. Depois de cumprir mandado judicial de busca na empresa Indeniza, no município, e de ouvir na manhã desta segunda-feira (22) o responsável pela mesma, o delegado Rodrigo Zucco está encaminhado o caso para a Polícia Federal (PF). O órgão tem competência para ampliar e verificar se outras empresas, pelo menos 15 no estado, também apresentam irregularidades para obter o benefício que pode ser feito sem intermediários e de forma gratuita.

Já o responsável pela Indeniza, depôs na manhã de hoje no primeiro distrito policial de Canoas. A reportagem da Rádio Gaúcha, comprovou que o seguro foi oferecido sem ter documentação exigida e lesão inferior ao valor oferecido para ter o seguro, ainda tenta contato com a empresa e aguarda retorno. Foram feitos contatos via telefones fixos e celulares. No local, próximo ao HPS de Canoas, não havia responsável para falar sobre o assunto. Muitos casos relatados à polícia, revelam que as vítimas foram abordadas dentro de hospitais, logo após acidentes, e em alguns casos, por meio de informações privilegiadas, até em ruas onde havia vítima do trânsito.

* Veja vídeo sobre o golpe do DPVAT investigado pela polícia de Canoas:

Saiba mais:

Golpe do DPVAT: empresas se oferecem para ingressar com benefício e polícia investiga laudos fraudados.

Intermediários chegam a exigir 50% do seguro DPVAT. Veja como buscar a indenização.

Investigação

Como algumas empresas cobram até metade do valor do seguro para encaminhar os documentos para uma vítima de acidente, somente a 1ª DP de Canoas tem o registro de 90 ocorrências de pessoas que se sentiram enganadas por estas agenciadoras. No entanto, para Zucco, faltou para estes segurados buscar mais informações, bem como o fato de que alguns se valeram da ganância para obter rapidamente um dinheiro fácil. Somente no distrito policial, oito casos comprovaram a fraude, através de documentos e depoimentos. Na última sexta-feira, a polícia cumpriu mandado judicial de busca na Indeniza.

“Queremos saber se eles sabiam que o nome e carimbo de uma médica foram usados para realização de laudos, bem como se sabiam que uma médica, mulher, assinava os laudos, e os segurados afirmaram que foram atendidos por um médico, um homem”, afirma Zucco.

 

Golpe do DPVAT: empresas se oferecem para ingressar com benefício e polícia investiga laudos fraudados

22 de dezembro de 2014 41

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* Por Cid Martins, Voltaire Santos e Giane Guerra

A fraude para obter o seguro DPVAT (Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres) tem ocorrido em várias localidades do País e a reportagem da Rádio Gaúcha comprovou que empresas no Rio Grande do Sul oferecem benefício de invalidez permanente a segurados, mesmo sem os documentos necessários e lesões compatíveis com o acidente de trânsito que sofreu. Já a polícia de Canoas investiga laudos fraudados, uso indevido de carimbos médicos e pessoas em perfeitas condições que se utilizaram do seguro.

Intermediários chegam a exigir 50% do seguro DPVAT; veja como buscar a indenização

Para obter dinheiro fácil em cima de pessoas acidentadas, algumas empresas em todo o Brasil oferecem serviços desnecessários. Agenciadores se disponibilizam para fazer o que facilmente pode ser realizado junto a uma seguradora que paga o seguro obrigatório para vítimas de acidentes de trânsito. Dinheiro que é pago pelo contribuinte. E o que é pior, cobram de 30% a 40% do valor total que o segurado tem direito a receber. Também se utilizam de informações privilegiadas para abordar vítimas em pronto socorros e muitas vezes, até em locais de acidentes.

É um golpe que vem aumentando nos últimos anos. Somente no Rio Grande do Sul, a reportagem verificou pelo menos 15 empresas que agenciam os pedidos de seguro. Em alguns casos até não é ilegal, mas é imoral e não recomendado pela própria seguradora que paga o benefício. No entanto, a Rádio Gaúcha comprovou as duas situações. Ao receber um folheto na entrada do HPS de Canoas, a equipe foi atrás da empresa Indeniza, que tem sede próximo ao hospital.

A reportagem afirmou que tinha sofrido um acidente com uma moto em Canoas e explicou para a gerente da assessoria de cobrança que as lesões foram leves e que, inclusive, já estava totalmente recuperada. Foi solicitada uma cobertura sobre invalidez permanente e a gerente destacou que não precisava oferecer qualquer documento, como exame do hospital ou registro na Polícia, garantindo que era possível sim conseguir o benefício. Mesmo não tendo comprovação de que realmente tinha sofrido o acidente de trânsito. A conversa foi gravada.

A funcionária da Indeniza marcou um visita e garantiu que o seguro seria pago. Ela chegou a ressaltar que é sim possível montar processos com pessoas que sofreram lesões leves, classificando estas “vítimas” com lesões mais graves para enquadrar na cobertura de invalidez permanente.

A gerente também ressaltou que este primeiro passo é o processo administrativo junto a seguradora que paga o DPVAT e depois um advogado ainda entra com ação judicial para tentar obter  um valor ainda maior. Ela disse que é difícil baixar do valor médio a ser pago, em torno de R$ 1,6 mil, ou seja, quase nunca é pago o valor mínimo de R$ 300,00. O golpe é tão escancarado, que a gerente da Indeniza ainda avisa que a equipe vai receber ligações de outras agenciadoras e que não aceite a proposta.

Depois de ter garantido que conseguiria o registro de invalidez permanente, mesmo sem nenhuma comprovação de que a vítima estava realmente ferida, a reportagem se identificou e perguntou se a gerente faria este procedimento. Só que desta vez, sabendo que falava com a Rádio Gaúcha, ela negou.

Investigação policial

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Este caso envolvendo apenas uma, das pelo menos 15 agenciadoras gaúchas, é investigado pela Polícia de Canoas, não só pela questão imoral e pelo fato de ser um serviço desnecessário, mas também porque há indícios de irregularidades ainda maiores. A reportagem acompanhou oito casos num inquérito instaurado pela 1ª Delegacia do município, onde foi comprovado que alguns segurados receberam o DPVAT por invalidez permanente mesmo tendo lesões leves e seguiram trabalhando normalmente como motoristas, inclusive, e foram flagrados até jogando futebol. Além disso, os atestados foram assinados por uma médica, uma mulher, e os segurados afirmam que foram atendidos por um médico, um homem.

Um jovem auxiliou a polícia na investigação sobre laudos fraudados e a 1ª Delegacia pediu para que o nome dele fosse preservado. Ele recebeu R$ 1,8 mil e pagou 30% do valor total para a Indeniza de Canoas. Se realmente tivesse lesão permanente, poderia ingressar sozinho com os documentos na seguradora e receber em até 30 dias o valor total. Além disso, após o benefício recebido, a empresa ligou outras vezes para ele na tentativa de auxiliar com ingresso na Justiça para obter indenização ainda maior, lembrando que todos estes valores são pagos pelo contribuinte. A reportagem teve acesso a documentos em que aparecem vítimas com lesões leves assinados por uma médica que sequer atendeu os segurados. O advogado dela conversou com a Gaúcha e disse que a médica teve o nome e carimbo usados ilegalmente pela empresa Indeniza.

Buscas

Na última sexta-feira, a equipe da 1ª Delegacia de Polícia de Canoas cumpriu um mandado de busca na Indeniza, perto do HPS da cidade, e apreendeu documentos e CPUs. O material já está sendo analisado e o delegado Rodrigo Zucco informou que há fortes indícios de irregularidades como por exemplo, uso ilegal do nome de uma médica, inclusive carimbo no nome dela, pagamento de seguro para pessoas que não tiveram problemas graves e permanentes, além de pagamento do DPVAT para pessoas que se utilizaram de laudos médicos que foram fraudados. Vale destacar que todos estão sendo investigados, inclusive os segurados que receberam o benefício, já que muitos tinham lesões médias ou leves e se quer foram atendidos pelos médicos. O responsável pela Indeniza irá depor hoje, por volta de dez horas da manhã na primeira DP de Canoas.

Outras informações

O próprio site do DPVAT alerta (em texto e vídeo) sobre o golpe e que não se deve utilizar terceiros ou entrar na Justiça.

O valor total para pagamento de DPVAT no caso de invalidez permanente é de até treze mil e 500 reais, conforme a lesão. Pode ser total, parcial completa ou incompleta.

De janeiro a setembro, em todo o Brasil, o DPVAT pagou quase 560 mil indenizações por meio da seguradora responsável. Número superior em 25 por cento ao mesmo período do ano passado e 77 por cento foram de casos por invalidez permanente.

De acordo com o Sindicato dos Corretores do RS, por ano, a arrecadação do seguro DPVAT no país é de Seis bilhões de reais, sendo 45 por cento destinado ao custeio de acidentados no trânsito pelo SUS e cinco por cento para campanhas para prevenção de acidentes. Pouco mais de um bilhão de reais por ano foi pago somente no primeiro semestre deste ano para segurados vítimas de acidentes.

Existe desde 1974 e tem três categorias – morte, invalidez permanente e reembolso de despesas médicas. No caso de invalidez permanente, obrigatório boletim de ocorrência e laudo do DML ou atestado médico.

Veja como denunciar fraudes.

Polícia prende quadrilha do Vale do Sinos que rouba cargas de cigarros em todo o Rio Grande do Sul

22 de dezembro de 2014 0
Foto: Divulgação / Polícia Civil

Foto: Divulgação / Polícia Civil

A Delegacia de Furtos e Roubos de Cargas do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) prendeu na manhã desta segunda-feira (22) uma quadrilha do Vale do Sinos que rouba cargas de cigarros em todo o Rio Grande do Sul. Foram cumpridos sete mandados de busca e cinco de prisão em São Leopoldo, Novo Hamburgo, Portão e Canoas. Todos os integrantes do grupo tem antecedentes criminais por furto e roubos de cargas. Um deles, que é foragido da Justiça, não foi localizado nesta manhã. Outro integrante é detento do regime semiaberto em Lajeado e voltará para o regime fechado. Ao todo, quatro criminosos foram presos.

De acordo com o delegado Luciano Peringer, estes criminosos roubam apenas cigarros e a maioria dos casos ocorre nos acessos a cidades, mantendo os entregadores como reféns. Eles sempre agem em dois veículos, um normal e outro clonado, para abordar as vítimas e transportar os pacotes de cigarros. Além disso, usam o chamado “jammer”, aparelho que bloqueia o sinal de cargas ou veículos que são rastreados. Há registros de roubos em vários municípios gaúchos, como Gaurama, no Norte, Litoral, região Carbonífera e Grande Porto Alegre.

Justiça bloqueia bens de envolvidos na venda e transporte de leite adulterado

19 de dezembro de 2014 0

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A Justiça acatou em caráter liminar o pedido de bloqueio dos bens de envolvidos no transporte e venda de leite adulterado descobertos nas duas últimas fases da Operação Leite Compensado. Estão cobertos pela medida os veículos e imóveis da empresa Confepar, com unidade em São Martinho, no norte gaúcho, e matriz no Paraná. A mesma decisão foi tomada em relação à Transportes Rafinha Ltda, com sede em Gaurama, também na região norte gaúcha, além dos sócios da companhia, Walter Roberto Krukowski e Paulo César Bernstein.

“Já tínhamos a pesquisa de bens desse pessoal, então foi pedida a indisponibilidade bens móveis e imóveis. Também foi deferido o pedido de bloqueio das contas correntes tanto das pessoas físicas quanto das jurídicas pra garantir eventual e futura indenização para os consumidores”, relata o promotor de Justiça, Alcindo Bastos Filho.

O pedido ocorreu após ações coletivas ajuizadas pela Promotoria de Justiça Especializada de Defesa do Consumidor. Na fase seis da Operação Leite Compensado, foi identificada uma empresa paranaense que comprava leite adulterado ou estragado do Rio Grande do Sul. Já na sétima fase, a irregularidade consistia em adicionar água e sal no leite comercializado.

Prefeito de Mostardas era monitorado há mais de um mês por sequestradores

19 de dezembro de 2014 2

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* por Cid Martins

O prefeito de Mostardas, Alexandre Galdino Dorneles Lopes, 34 anos, foi monitorado por mais de um mês por sequestradores da região de Gravataí. Depois de três tentativas frustradas, os criminosos abordaram o político ontem à noite, no Litoral, e o mantiveram refém por cerca de quatros horas em um cativeiro no distrito de Morungava. Lopes foi solto após confronto entre criminosos e agentes da Delegacia de Roubos do Deic. Um dos envolvidos foi morto, quatro foram detidos e dois seguem foragidos.

Saiba mais:
Após confronto em Gravataí, polícia liberta prefeito de Mostardas de cativeiro

O prefeito de Mostardas, em entrevista à Rádio Gaúcha, disse que sua maior preocupação não foi ficar no cativeiro, mas sim que os sequestradores tinham informações sobre a vida de sua família. Além disso, por mais de 30 dias, estavam seguindo os passos da esposa, da filha e dos pais do político.

“Eles chegaram a me pedir R$ 1 milhão, e eu disse que jamais poderia conseguir esse valor. No máximo, R$ 100 mil com ajuda de amigos e parentes. Foi quando um deles me disse ‘esta é a quarta vez que tentamos te pegar, gastamos R$ 20 mil com isso e tu só quer nos oferecer isso?’”, conta.

Os criminosos ligaram para a mãe da vítima e exigiram, inicialmente, R$ 300 mil.

O sequestro
Alexandre Galdino Dorneles Lopes foi abordado ontem, em uma falsa blitz, por quatro homens que se passaram por policiais. Ele foi algemado, teve os olhos vendados e colocado em uma caminhonete clonada, onde foi levado ao cativeiro no distrito de Morungava.

Logo após o contato da Brigada Militar de Mostardas, equipes do Deic foram até o local onde o prefeito era mantido refém. Houve tiroteio e um dos sequestradores, identificado como Gladmir Josué Sabini, foi morto. Na ação, foram presos o comparsa dele, Marcos Vinícius Oliveira de Lima, 37 anos, e a esposa. Dois adolescentes foram apreendidos.

Após confronto em Gravataí, polícia liberta prefeito de Mostardas de cativeiro

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É o segundo sequestro em uma semana em que a polícia liberta os reféns e prende os criminosos

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A Delegacia de Roubos do Deic entrou em confronto com criminosos em Gravataí, na madrugada desta sexta-feira (19), e libertou do cativeiro o prefeito de Mostardas, Alexandre Galdino Dorneles Lopes. Ele havia sido abordado, em uma falsa blitz, por quatro homens que se passaram por policiais e usavam giroflex nos veículos.

O prefeito havia jantado com os pais e, por volta das 22h, se deslocava para casa quando foi abordado em seu veículo Celta. Ele foi algemado, teve os olhos vendados e foi colocado em uma caminhonete clonada, onde foi levado ao cativeiro.

A mãe dele recebeu uma ligação, e os sequestradores disseram que fariam um novo contato nesta sexta-feira. Eles exigiram R$ 300 mil de resgate.

Cativeiro

O prefeito de Mostardas foi encaminhado para uma residência, no distrito de Morungava, e colocado em um quarto da casa. De acordo com o delegado Joel Wagner, titular da delegacia de roubos de Deic, o grupo já estava sendo monitorado. Logo após contato da Brigada Militar de Mostardas, equipes foram até o local onde o prefeito era mantido refém.

Na altura da parada 108 da RS-020, houve o primeiro confronto entre a polícia e os criminosos. Outro tiroteio ocorreu na residência que servia de cativeiro, onde foi morto Gladmir Josué Sabini, 39 anos.

Pouco depois, foram presos o comparsa dele, Marcos Vinícius Oliveira de Lima, 37 anos, e a esposa. Dois filhos dele, adolescentes, foram apreendidos. A polícia encontrou no local pelo menos cinco coletes balísticos, seis pistolas, revolver e diversos miguelitos e munição. No momento do confronto, a família estava com uma criança de 10 anos – filho de Sabini e que foi levado para a casa de parentes.

A perícia foi acionada e isolou o local para a retirada do corpo. Os vidros da casa e as paredes têm marcas de tiro, e um guincho foi acionado para a retirada dos veículos usados na ação. O prefeito de Mostardas foi encaminhado ao Deic, em Porto Alegre, para prestar depoimento.

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Polícia apreende lancha de R$ 160 mil usada por integrantes da quadrilha Ostentação

18 de dezembro de 2014 2

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* por Cid Martins

Agentes da 14º Delegacia de Polícia de Porto Alegre apreenderam na manhã desta quinta-feira (18) uma lancha avaliada em R$ 160 mil, usada por integrantes da quadrilha Ostentação, que roubava veículos na Região Metropolitana. A embarcação foi adquirida através de nota fria, no valor de R$ 40 mil. Também foram utilizados documentos falsos para regularização do veículo junto à Marinha do Brasil. O proprietário da lancha, inclusive, foi extorquido e ameaçado pela organização criminosa. A apreensão ocorreu na Ilha das Flores, na orla do Guaíba.

Em Cachoeirinha, foi preso mais um integrante do grupo. De acordo com o investigador Luis Zottis, ele era um laranja que forneceu os documentos e o próprio nome para a aquisição da lancha.

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Com a prisão de hoje, oito integrantes desta quadrilha seguem presos – incluindo o líder, detido no dia 25 de novembro no Paraná. Ao todo, 11 pessoas foram indiciadas por roubo, estelionato, falsificação de documentos, entre outros crimes.

O grupo foi desarticulado no final de novembro em uma operação da Polícia Civil. Em sete meses, os criminosos movimentaram R$ 3 milhões e usavam o dinheiro para ostentar com lanchas, jet skis, carros de luxo, festas e até aulas de tiro em escola especializada. A quadrilha utilizava uma gráfica para falsificar documentos e chegou a alugar uma sala comercial por R$ 3 mil mensais em um shopping da zona sul da Capital.

Saiba mais
Preso no Paraná líder da “quadrilha ostentação”
Quadrilha Ostentação: polícia indicia 11 integrantes de grupo
Presos ladrões de veículos que ostentavam com festas, barcos

Quadrilha Ostentação: polícia indicia 11 integrantes de grupo que roubava veículos na Grande Porto Alegre

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Uma lancha também foi apreendida com os criminosos. Foto: Polícia Civil

Por Cid Martins

A 14ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre indiciou, na manhã desta quarta-feira (17), 11 integrantes da chamada “Quadrilha Ostentação”, responsável por roubo de veículos na Região Metropolitana da Capital. Entre os indiciados, está o líder da organização criminosa, Lucas Vieira Pinto, o Gordo, preso no Paraná. Além dele, outros três, que são pai, mãe e filho.

Na operação, realizada no final de novembro, nove pessoas foram presas. No início deste mês, duas delas foram soltas. Todas vão responder pelos crimes de roubo, furto, falsificação de documentos, uso de documentos falsos, falsidade ideológica e organização criminosa.

Ostentação
A organização criminosa agia em toda a Região Metropolitana e, de abril a novembro, movimentou mais de R$ 3 milhões com os roubos de veículos. Os integrantes usavam todo o dinheiro para ostentar com lanchas, jet skis, carros de luxo, festas e, até aulas de tiro ao alvo em escola especializada.

A quadrilha chegou a alugar uma sala comercial em um shopping da zona sul de Porto Alegre e utilizava uma gráfica para falsificar documentos.

Três anos depois, Justiça nega recurso e realiza audiência sobre acidente com duas mortes na Estrada do Mar

16 de dezembro de 2014 0

Prestes a completar três anos do acidente com duas mortes na Estrada do Mar, em Capão da Canoa, a Vara Criminal do Foro do município realizou na tarde desta terça-feira (16) nova audiência sobre o caso. O Poder Judiciário negou recurso da defesa dos réus, a modelo Tatiele da Silva Costa e o empresário Paulo Afonso da Rosa Correa Júnior, denunciados por duplo homicídio doloso e tentativa de homicídio doloso. Os objetivos desta nova etapa processual eram os depoimentos de testemunhas de acusação e interrogatório dos réus.

No Reveillon de 2012, o taxista Ivo Ferrazzo, 63 anos, e a dançarina Alaíde da Silva Linck, 28 anos, morreram em colisão envolvendo três carros. Outras duas pessoas ficaram feridas. A modelo, segundo investigação, dirigia embriagada e sem carteira de habilitação o veículo que teria causado o acidente. Os dois réus foram, inclusive, impedidos de deixar o país.

Audiência

A audiência realizada hoje ouviu mais testemunhas sobre o caso. Apesar de familiares das vítimas reclamarem da demora no processo, o Poder Judiciário destaca que o trâmite ocorre no prazo normal e a grande dificuldade é ouvir testemunhas que pertencem a outras comarcas, já que a maioria dos envolvidos estava veraneando no litoral. Para agilizar os depoimentos, semana passada foram expedidas cartas precatórias para as cidades de Osório, Porto Alegre e Tramandaí.

E foi justamente este fato que levou a defesa dos réus a tentar cancelar a audiência desta terça-feira. Os advogados alegaram cerceamento de defesa, ou seja, quando ocorre uma limitação na produção de provas de uma das partes no processo e que acaba por prejudicar a parte em relação ao objetivo processual. Mas a Justiça indeferiu pelo fato de que o não retorno do resultado sobre o cumprimento das cartas precatórias não prejudica a audiência com novos depoimentos.

* Confira trecho da decisão judicial:

Indefiro o pedido defensivo de cancelamento da audiência designada para 16.12.14, sob a alegação de cerceamento de defesa, pois, conforme se extrai do art. 222, §1º, do Código de Processo Penal, a expedição de precatórias não suspende a instrução, sendo autorizado, ainda, a juntada de carta precatória devolvida aos autos, a qualquer tempo, conforme §2º do artigo citado. Isso significa dizer que prescinde aos interrogatórios dos réus o aguardo do retorno das precatórias expedidas, não havendo nenhuma nulidade na realização do ato“.

Acidente na Estrada do Mar provocou duas mortes (Foto: Ricardo Duarte/Agência RBS)

Acidente na Estrada do Mar provocou duas mortes (Foto: Ricardo Duarte/Agência RBS)

Saiba mais:

Acidente com duas mortes na Estrada do Mar: Justiça proíbe réus de saírem do país.

Polícia apreende outro adolescente envolvido em assalto com estupro em motel na zona Sul de Porto Alegre

16 de dezembro de 2014 2

A 1ª Delegacia de Polícia para o Adolescente Infrator do Departamento Estadual da Criança e do Adolescente (Deca) apreendeu nesta terça-feira o segundo adolescente envolvido no assalto com estupro de uma funcionária grávida em motel na zona Sul de Porto Alegre. O jovem de 16 anos foi localizado na Lomba do Pinheiro, na Capital. Um terceiro adolescente envolvido, também com 16 anos, não foi localizado e a informação é de que ele fugiu para Santa Catarina. O fato ocorreu no início do mês, dia 2, no bairro Vila Nova.

A polícia concluiu dois inquéritos sobre o caso. A Delegacia da Mulher indiciou dois homens, que já se encontram presos, por roubo e participação no estupro. Já Keller Silva da Silva, 19 anos, encontrado morto após o fato e apontado pela vítima como autor do estupro, teve a punibilidade extinta. Um taxista, que teria sido coagido para transportar os criminosos, foi enquadrado apenas no crime de roubo.

Foto: Ronaldo Bernardi / Agência RBS

Foto: Ronaldo Bernardi / Agência RBS

Adolescentes

O Deca conclui o segundo inquérito sobre o fato. O delegado Christian Nedel indiciou três adolescentes, um que foi apreendido logo depois do crime, outro hoje e um terceiro que não foi localizado, por roubo triplamente qualificado. Na manhã desta terça-feira, uma equipe do delegado Nedel cumpriu três mandados de busca na Lomba do Pinheiro e dois de internação provisória. Todas as informações e fatos posteriores à conclusão do inquérito, na semana passada, serão anexados ao procedimento. O mesmo informa a Delegacia da Mulher, que ainda aguarda pelo resultado da perícia. O Departamento de Homicídios investiga o assassinato do suspeito de estupro.

Saiba mais:

Indiciados seis envolvidos em assalto com estupro em motel na zona sul de Porto Alegre.