CPI tenta na justiça intimação para depoimento de arquiteta responsável pelo projeto de instalação da Boate Kiss
22 de maio de 2013 0Por Viviana Fronza, da Gaúcha Santa Maria
O depoimento de Liese Basso Vieira estava previsto para ocorrer na manhã desta quarta-feira. Mas a arquiteta, uma das profissionais contratadas pelos sócios da Boate Kiss para fazer o projeto de reforma do prédio, antes um pré-vestibular, não compareceu nem justificou formalmente a ausência. Apenas informou que teria outros compromissos no horário. Os integrantes da Comissão entendem que o depoimento é importante e decidiram encaminhar um pedido ao judiciário para que a arquiteta seja intimada a depor. Segundo a relatora da CPI, Sandra Rebelatto (PP), os vereadores ainda devem definir se o pedido será estendido a outras pessoas que foram convocadas a depor, mas não comparecerem. Outros dois servidores da prefeitura que atuam como fiscais na Secretaria de Controle e Mobilidade Urbana também foram ouvidos hoje. Para o próximo dia 29, estão previstos mais três depoimentos, entre eles o de Alexandre Silva da Costa, ex-sócio da Boate Kiss. Já o prefeito Cezar Schirmer deve ser ouvido no início de junho. Os trabalhos da CPI devem ser concluídos no dia 1º de julho, quando encerra o prazo final de 120 dias. A intenção da comissão é colocar o parecer em votação pelos 21 parlamentares em 4 de julho. Ao final dos trabalhos, a CPI deve encaminhar um termo circunstanciado ao Ministério Público.
CPI não vai ouvir sócios da Kiss
Na manhã desta quarta-feira, antes do início dos depoimentos, familiares das vítimas questionaram novamente a Comissão sobre a possibilidade de ouvir Elissandro Sphor e Mauro Hoffmann. Mas a presidente da CPI, Maria de Lourdes Castro (PMDB) manteve a decisão de não ouvir os sócios da casa noturna. A Comissão entende que, como eles já respondem criminalmente na justiça, e que a CPI investiga possíveis responsabilidades do poder público na tragédia, o depoimento dos sócios da Kiss não acrescentaria novos elementos aos trabalhos . A posição é reprovada pelos vereadores da oposição e pela Associação dos Familiares das Vítimas da Tragédia em Santa Maria. O advogado Jonas Stecca, que representa a Associação, reforça que o entendimento é de que os sócios da Boate poderiam esclarecer, por exemplo, quais os procedimentos que foram solicitados pela prefeitura para que a Boate pudesse funcionar.





































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