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Ministério da Agricultura divulga lotes de leite investigados por adulteração

19 de agosto de 2014 1

*Por Cid Martins, de Santa Catarina

O Ministério da Agricultura divulgou na tarde desta terça-feira (19) as marcas e lotes de leite investigadas pela Operação Leite Adulterado 1 e 2, no norte do Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. A ação ainda está sendo rastreada e não se sabe para qual produto ou cidade o leite teria sido usado.

Saiba Mais: Operação contra fraude do leite em SC e norte do RS prende 20 pessoas

Ao todo, 20 pessoas já foram presas na operação do Ministério Público.

Empresa Lajeado Grande

Lotes:

59 – com fabricação em 7/6

54 – com fabricação em 30/5

67 – sem data de fabricação

71 – 26/6

A Lajeado Grande deve se pronunciar nesta quarta-feira após resultados de testes que realizou em seus produtos.

Os lotes da empresa Mondaí, também investigada, ainda não foram divulgados, mas já se sabe que leite dela foi utilizado em queijos que chegaram ao Rio Grande do Sul. Ao todo, quatro lotes são suspeitos. O Ministério Público tem 10 dias para oferecer a denúncia e acredita que o Ministério da Agricultura possa informar o destino dos produtos e o restante dos lotes sob suspeita. Vale destacar que a maioria dos produtos já foi consumido ou recolhido.

O Ministério Público disse que em princípio o leite adulterado ia para locais mais distantes. As empresas investigadas distribuem no sul do país e em São Paulo.

Operação contra fraude do leite em SC e norte do RS prende 20 pessoas

19 de agosto de 2014 5

* Por Cid Martins, de Santa Catarina

O Ministério Público (MP) divulgou que prendeu 20 suspeitos de adulterar leite com formol no oeste de Santa Catarina (SC) e em Vista Alegre, no norte do Rio Grande do Sul (RS). A Operação Leite Adulterado 1 e 2 foi realizada nesta terça-feira (19) em seis cidades catarinenses e no norte gaúcho. No entanto, ainda não foram divulgados lotes das marcas Mondaí e Lajeado Grande que teriam problemas.

Em Mondaí (SC), presos foram colocados em ônibus da PM / Foto: MP/RS

Em Mondaí (SC), presos foram colocados em ônibus da PM / Foto: MP/RS

Prisões

Todos os 20 mandados de prisão foram cumpridos. Foram presos 14 homens e seis mulheres nas cidades do oeste catarinense de Mondaí, Ponte Serrada e Lajeado Grande, onde ficam as sedes das empresas que têm o mesmo nome. São representantes das indústrias e funcionários, incluindo químicos. No RS, onde a Mondaí tem filial em Vista Alegre, foi cumprido um mandado de busca.

Lotes

A Reportagem da Rádio Gaúcha tentou contato com o Ministério da Agricultura e com o MP de Santa Catarina para divulgar os lotes que teriam problema, mas ainda aguarda retorno. O MP/RS não informa pelo fato de estar apenas apoiando a ação. Apenas se sabe que o leite era distribuído no RS, SC e em São Paulo. A reportagem também tentou contato com os laticínios, mas não obteve resposta.

* Uma coletiva será realizada nesta tarde, em Chapecó (SC), para divulgar nomes, lotes e demais informações sobre a fraude do leite.

Contraponto

A Laticínios Lageado Grande disse que a empresa está funcionando normalmente hoje e que só vai se posicionar na quarta-feira, quando seria divulgado o resultado final das análises feitas nos seus produtos.

A reportagem entrou em contato com a Laticínios Mondaí, mas não havia nenhuma pessoa responsável para falar em nome da empresa.

* Saiba mais:

Nova fraude do leite é investigada pelo MP em Santa Catarina e no norte do Rio Grande do Sul.

Casal é preso após repassar notas falsas no litoral gaúcho

19 de agosto de 2014 2

* Por Lucas Abati 

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Dinheiro falso encontrado com os presos Foto: Divulgação/Brigada Militar

Um casal foi preso na manhã desta terça-feira (19), em Osório, após repassar notas de dinheiro falsas no Litoral Norte durante a última semana. Segundo a Brigada Militar, diversos comerciantes reclamaram da ação do casal.

Nesta manhã, o dono de uma padaria desconfiou de Bruna Freitas dos Santos, 24 anos, e André Henrique dos Santos , 38 anos, e chamou a polícia. Houve perseguição e os criminosos foram presos na entrada de Osório. No Banrisul, 12 notas falsas chegaram aos caixas. Veja imagens de segurança que flagraram Bruna Freitas dos Santos realizando pagamento com uma nota falsa.

Na casa do casal, em Cidreira, os policiais encontraram 82 notas falsas de R$ 100 e cédulas verdadeiras recebidas de troco. Eles afirmaram aos policiais que trouxeram 200 cédulas. Um veículo já foi apreendido.

Nova fraude do leite é investigada pelo MP em Santa Catarina e no norte do Rio Grande do Sul

19 de agosto de 2014 3
Foto: MP/RS

Foto: MP/RS

Por Cid Martins, de Santa Catarina

Depois de seis etapas da Operação Leite Compensado em pouco mais de um ano no Rio Grande do Sul e da suspeita de irregularidades em duas indústrias no início do mês, nova fraude investigada pelo Ministério Público (MP) de Santa Catarina envolve produtos com formol no estado vizinho e em uma cidade do norte gaúcho.

Promotores e integrantes de uma força-tarefa dos dois estados estão cumprindo nesta terça-feira (19) 20 mandados de prisão e 11 de busca e apreensão. Os produtos com suspeita de adulteração pertencem aos laticínios Lajeado Grande e Mondaí, este último com filial em Vista Alegre, no RS.

O Ministério Público ainda não divulgou os lotes contaminados e os nomes dos presos. Uma entrevista coletiva está marcada para as 15h em Chapecó (SC).

Operação Leite Adulterado

O Ministério Público catarinense deflagrou nesta manhã as Operações Leite Adulterado 1 e 2 em seis cidades e também em uma no RS com apoio da Promotoria gaúcha, em virtude das investigações já realizadas anteriormente na Leite Compensado.

Segundo as investigações, iniciadas em abril, o leite era adulterado com ureia, contendo formol, para mascarar a adição de água ou com produtos para estancar o processo de adulteração. Um dos laticínios , que produzia só derivados, começou a fabricar leite este ano.

As prisões ocorreram em duas indústrias, nas cidades de Xaxim (núcleo 1) e Mondaí (núcleo 2), ambas em Santa Catarina. Há também ações em ChapecóXanxerêPonte Serrada Lajeado Grande.

A fraude no núcleo 1 envolve o Laticínios Lajeado Grande, na cidade de Lajeado Grande. No último dia 12, a Vigilância Sanitária de SC determinou o recolhimento de um lote de leite UHT integral desta marca após confirmação de formol no alimento. É investigada, inclusive, uma empresa de fachada que serviria para a compra de produtos químicos para a adulteração. A fraude no núcleo 2 envolve o Laticínios Mondaí, em Mondaí, com filial no norte gaúcho.

Rio Grande do Sul

Em Vista Alegre, próximo à Frederico Westphalen e próximo à RS-472, no norte gaúcho, foi cumprido um mandado de busca e apreensão em uma filial da indústria de laticínios Mondaí. Descobriu-se que o leite produzido em território gaúcho era enviado para a sede da empresa, em Mondaí (SC) e era distribuído para o RS ou São Paulo.

Do RS, além de promotores, foram acionados policiais e técnicos. Também participam das ações o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e a Receita Estadual de SC.

* Saiba mais:

Leite com formol é recolhido pela Vigilância Sanitária em SC.

MP confirma que foi encontrada álcool no leite da Santa Clara.

Operação Leite Compensado 6.

Operação Leite Compensado 5.

Operação Leite Compensado 4.

Operação Leite Compensado 3.

Operação Leite Compensado 2.

Operação Leite Compensado.

 

Quadrilha que agia no Sul e Sudeste repassava técnicas sobre maçaricos para criminosos gaúchos

14 de agosto de 2014 0

Em uma ação conjunta realizada nesta quinta-feira (14) pelas polícias dos três estados do Sul do Brasil, foi desarticulada uma quadrilha que atacava bancos e caixas eletrônicos na região e também no Sudeste. No entanto, foi apurado desde o início das investigações em Porto Alegre, em dezembro do ano passado, que integrantes repassaram várias técnicas sobre uso de maçaricos para criminosos gaúchos. Durante este período, dez suspeitos foram presos e ocorreram mais de 30 ataques deste grupo no Rio Grande do Sul, além de outros em Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais.

O delegado  Joel Wagner, da Delegacia de Roubos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) do Rio Grande do Sul, destaca que esta quadrilha tem como base o estado catarinense. Segundo ele, em Joinville, onde hoje ocorreu a maior parte do cumprimento de mandados judiciais da operação conjunta, havia empresas especializadas na construção de terminais bancários e com isso, ex-funcionários foram cooptados por bandidos para repassar informações sobre os equipamentos.

“Por isso esta quadrilha se especializou e passou a ensinar as técnicas de ataques com maçaricos para vários bandidos do Rio Grande do Sul neste último ano”, destaca Wagner.

Na ação de hoje, policiais dos três estados do Sul cumpriram 12 mandados de busca em SC e no PR. Um integrante da quadrilha foi preso e dois seguem foragidos. No RS, o DEIC já prendeu seis suspeitos desde o início do ano, inclusive o líder do grupo. O trabalho agora é apurar a ação de outros criminosos que receberam as informações destes ladrões sobre o uso de maçaricos.

Um dos ladrões foi preso hoje em Joinville/SC e outros nove durante investigação / Foto: Polícia

Um dos ladrões foi preso hoje em Joinville/SC e outros nove durante investigação / Foto: Polícia

Estatística no RS

De acordo com levantamento feito pelo repórter Jocimar Farina, da Rádio Gaúcha, neste ano ocorreram 34 ataques a banco ou caixas eletrônicos com uso de maçaricos no Rio Grande do Sul. O mais recente foi hoje, em Caxias do Sul. Este número representa 31% do total de 108 casos envolvendo ataques a banco no estado.

201014 ataques com maçaricos – 12,39% dos 113 casos
201135 ataques com maçaricos – 27,13% dos 129 casos
201251 ataques com maçaricos – 32,28% dos 158 casos
201346 ataques com maçaricos – 26,90% dos 171 casos
201434 ataques com maçaricos – 31,48% dos 108 casos (até 14/08)

Saiba mais:

Polícia gaúcha identifica dez quadrilhas de Joinville que atacaram caixas eletrônicos no RS.

Ação da Polícia dos três estados do Sul desarticula quadrilha que ataca bancos com maçaricos.

Justiça marca audiência sobre desvio de mais de R$ 1 milhão do Sindicato dos Bancários

14 de agosto de 2014 0

*Por Lucas Abati 

Polícia apreendeu documentos, dinheiro e veículos no RS e no ES / Foto: Polícia Civil

Polícia apreendeu documentos, dinheiro e veículos no RS e no ES / Foto: Polícia Civil

A 9ª Vara Criminal do Fórum Central de Porto Alegre marcou para o dia 9 de setembro a primeira audiência sobre cinco acusados do desvio de R$ 1,4 milhão do Sindicato dos Bancários da Capital (SindBancários). O crime é de apropriação indébita.

Entenda o caso 

A fraude descoberta na Operação Ourives, da Polícia Civil, apurou que 137 associados foram lesados. O desvio acontecia quando os bancários ingressavam com ações coletivas sobre perda salarial, aumentos, entre outros, e esqueciam de acompanhar os resultados. Sem que os bancários soubessem, um ex-tesoureiro e um ex-conselheiro do Sindicato sacavam o dinheiro por meio de alvarás judiciais, emitiam cheques e transferiam para contas de laranjas.

Os réus são João Carlos Galbarino Amaral, ex-tesoureiro do Sindicato, Erni Menezes Flores, fiscal do SindBancários, além de Roberto Rufatto, Alexandre Carvalho Kondach e Ellen Cristina Ferreira, laranjas, segundo a investigação.

Ação da Polícia dos três estados do Sul desarticula quadrilha que ataca bancos com maçaricos

14 de agosto de 2014 1

As polícias do Rio Grande do Sul (RS), Santa Catarina (SC) e Paraná (PR) realizam nesta quinta-feira (14) uma operação para finalizar investigação que começou em dezembro do ano passado em Porto Alegre sobre quadrilha que ataca bancos com maçaricos nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. O grupo tem como base o estado catarinense e agiu em mais de 30 roubos em 2014 somente na Região Metropolitana de Porto Alegre. Há casos também em SC, PR, São Paulo (SP) e em Minas Gerais (MG). Desde o início do processo de apuração, dez suspeitos foram presos.

Maçarico usado em ataques da quadrilha foi apreendido pela Polícia / Foto: Polícia

Maçarico usado em ataques da quadrilha foi apreendido pela Polícia / Foto: Polícia

Ação

De acordo com o delegado Joel Wagner, da Delegacia de Roubos do Departamento Estadual de Investigações Criminais do RS e responsável pela abertura do inquérito, policiais dos três estados da Região Sul estão sendo cumpridos hoje 12 mandados de busca e três de prisão na cidade de Joinville, no nordeste catarinense, e também no PR. No RS, nesta quinta-feira, apenas foram confirmadas prisões já realizadas anteriormente. A ação em conjunto conta com policiais da Delegacia de Roubos do RS, DEIC de Florianópolis, Divisões de Investigação de Criciúma e Joinville e também agentes do PR.

Quadrilha

Wagner diz que o grupo age em vários estados e depois de cada ataque retorna para SC. Existe um comando fixo, mas os integrantes variam conforme prisões e assaltos. O líder do grupo foi preso duas vezes este ano, uma no RS e outra em SC. No momento, segue detido. Segundo a Polícia, a quadrilha se especializou no uso de maçaricos e realizou mais de 30 ataques em 2014 nos três estados do Sul, além de Minas Gerais e São Paulo. Os principais alvos são Banco do Brasil, Santander e Banrisul. No RS, os bandidos são responsáveis por ataques em Porto Alegre (Bom Fim, Moinhos de Vento, Floresta, Praia de Belas, entre outros), Guaíba, Gravataí, Canoas, São Leopoldo e Novo Hamburgo.

Prisões e ataques

O delegado Joel Wagner diz que, em dezembro do ano passado, recebeu informações sobre possíveis ações desta quadrilha no RS e por isso instaurou inquérito policial para averiguação. E ataques realmente aconteceram. O primeiro foi no dia 8 de fevereiro deste ano na avenida do Forte, em Porto Alegre. Na ocasião, três suspeitos foram presos pela Brigada Militar, sendo que um foi baleado. Ele respondia processos por roubos em SP, MG e SC.

No dia 15 de março, na rua 24 de Outubro, na capital, houve tentativa de arrombamento de caixa eletrônico. Neste caso, outros três integrantes do grupo foram presos, incluindo o líder. Mas, 12 dias depois ele foi solto. Wagner descobriu que o suspeito ingressou no Presídio Central com nome falso e após isso foi liberado.

Logo depois disso, em Divinópolis, MG, houve um ataque a caixa eletrônico envolvendo estes criminosos e um suspeito foi preso. Na mesma época, em Curitiba, PR, houve roubo semelhante e três integrantes da quadrilha acabaram sendo presos. Em julho, em SC, o líder do grupo que ataca bancos com uso de maçaricos e que foi detido em Porto Alegre no mês de março voltou a ser preso. Houve uma ação conjunta entre as polícias dos dois estados. Ao todo, foram detidos cerca de dez integrantes deste grupo criminoso durante a investigação. Hoje, um dos suspeitos foi detido em Joinville.

Saiba mais:

Polícia gaúcha identifica dez quadrilhas de Joinville que atacaram caixas eletrônicos no RS.

Prefeitura de Canoas abre sindicância para apurar fraude na compra de vagas em creches

12 de agosto de 2014 0

*Por Eduardo Matos

A controladora-geral do Município de Canoas, Tatiana Carpter, disse que a Prefeitura vai abrir sindicância para apurar a fraude na obtenção de vagas em creches. Esclarece, no entanto, que essa escola creche Innovare, suspeita de envolvimento no esquema de vagas, não tem convênio com o município. Segundo Tatiana, são 4.937 alunos da Educação Infantil em instituições próprias do município e conveniadas. Para a controladora-geral do município, a judicialização das vagas na Educação Infantil abre uma discussão.

“Nós recebemos ordem judicial, cumprimos e o pagamento feito por indenização, inclusive, rompendo com todo o nosso processo público. Tanto de seleção das crianças, porque nós temos um critério de insuficiência de recursos como a lei que é de 2009. Além disso, rompendo com a questão da licitação. Nós temos licitação para as vagas. Então, os dois processos públicos, quando a pessoa ingressa no judiciário, ela acaba rompendo com esse sistema criado por nós para garantir que os menos desvalidos realmente tenham acesso a essas vagas”, critica.

De acordo com a Prefeitura, de setembro do ano passado até agora, o município de Canoas recebeu determinações judiciais para compra de 877 vagas na Educação Infantil. Pela manhã, operação da Polícia Civil desarticulou esquema que desviava dinheiro público destinado para incluir crianças de famílias humildes em escolas. Até o momento, são quatro os presos. Quarenta casos de fraude foram comprovados. O delegado Daniel Mendelski diz que além das famílias, a Prefeitura também foi vítima do esquema.

“Por enquanto, temos a Prefeitura como vítima. É que ela apenas liberava o dinheiro após determinação judicial. Mas não descartamos a participação de servidor público”, destaca o delegado.

Segundo a Prefeitura de Canoas, o déficit no município é de 2.100 vagas na Educação Infantil. São 34 escolas públicas municipais. Duas foram entregues no mês passado. Outras 14 estão em obra. Com mais essas, serão outras 1.720 vagas, o que ainda não vai zerar o déficit. Atualmente, são 3.133 vagas na rede pública de Canoas e 1.948 nas escolas conveniadas.

Defesa de creche envolvida em fraude para obtenção de vagas em Canoas diz que proprietárias são vítimas

12 de agosto de 2014 0

A defesa da creche Innovare, na área central de Canoas, diz que proprietárias também são vítimas da fraude para obtenção de vagas no município. O advogado Mateus Marques destaca que as crianças não ficavam no local todo o período do contrato e que os valores cobrados eram inferiores aos R$ 500,oo que os suspeitos recebiam por mês por cada um dos matriculados. Apesar da Polícia Civil não estar divulgando os nomes dos suspeitos, da creche e escritório de advocacia, a Rádio Gaúcha tentou entrou em contato com as defesas de alguns envolvidos na ação realizada na manhã desta terça-feira (12). Ao todo, quatro pessoas foram presas temporariamente e três foram conduzidas para depor no Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC).

Creche que pertencia aos suspeitos também era oferecida para obter verbas de forma ilegal / Foto: Polícia

Creche que pertencia aos suspeitos também era oferecida para obter verbas de forma ilegal / Foto: Polícia

Creche

Um dos envolvidos que foi preso, um bacharel em Direito, também foi sócio em 2012 da creche que teria recebido em três anos valores da prefeitura de Canoas por  pelo menos 40 crianças que não estavam matriculadas. O advogado Mateus Marques diz que ele usava da boa fé das proprietárias da Innovare ao informar o CNPJ da empresa para que as verbas fossem obtidas de forma ilegal. Além disso

Neste período de três anos apontado pela Polícia, apenas duas crianças teriam frequentado o estabelecimento por 30 dias, a maioria ficava uma semana. No entanto, as ações judiciais eram referentes a um período de 90 dias. Para a defesa, o valor do período restante e da diferença de valor cobrado não era repassado para as suas clientes.

“E os valores cobrados hoje são de R$ 300,00 por criança e os suspeitos recebiam R$ 500,00, segundo a Polícia”, lembra Marques.

O advogado diz ainda que hoje a Innovare tem 40 alunos e nenhum ingressou via judicial.

Apuração

A Polícia acredita que o número de golpes possa ser muito maior do que 40 casos, já que estes estão ligados à creche que pertencia aos suspeitos. Ela só era oferecida, durante ações judiciais com valores abaixo de outras duas em orçamentos, quando o executivo não tinha vaga em estabelecimento conveniado. Para o delegado Daniel Medelski, que investiga a fraude, o trabalho agora é verificar e quantificar quantas vagas foram disponibilizadas nas creches conveniadas com a prefeitura.

“Aí acredito que a fraude vai ser bem maior do que 40″, ressaltou Medelski.

Para o delegado, ainda se apura que, em média, o grupo suspeito embolsava mensalmente cerca de R$ 500,00 por cada criança que deveria estar em uma creche em Canoas.

Saiba mais:

Polícia apura esquema de fraude para obtenção de vagas em creches de Canoas.

Justiça marca audiência sobre caso de instrutor de autoescola morto em Porto Alegre

12 de agosto de 2014 0

*Por Lucas Abati

Suspeito de matar Rodrigo Luís Turco Russo foi denunciado por latrocínio e corrupção de menores / Foto: Eduardo Cardozo/ Rádio Gaúcha

Suspeito de matar Rodrigo Luís Turco Russo foi denunciado por latrocínio e corrupção de menores / Foto: Eduardo Cardozo/ Rádio Gaúcha

A 1ª Vara Criminal do Partenon marcou para o dia 9 de setembro a primeira audiência sobre o caso em que um instrutor de autoescola foi morto na zona leste de Porto Alegre, em março deste ano.

Rodrigo Turco Russo orientava uma aluna quando dois homens anunciaram o assalto. O instrutor tentou pegar uma mochila do interior do veículo quando foi baleado na cabeça. Rodrigo chegou a ser encaminhado ao Hospital São Lucas, mas não resistiu. O carro foi encontrado no dia seguinte, na Vila Céfer, também em Porto Alegre.

A Justiça vai ouvir testemunhas e o réu, denunciado pelo crime de latrocínio e corrupção de menor. Além dele, a polícia indiciou outro jovem - que tinha 17 anos e 11 meses na época do crime – e cumpre medida socioeducativa.

Saiba mais:

Polícia procura terceiro suspeito envolvido na morte de instrutor de autoescola na capital.

Polícia apreende segundo jovem envolvido na morte de instrutor de autoescola.

Polícia pede mais prazo para concluir inquérito sobre morte de instrutor de autoescola em Porto Alegre.

Polícia identifica segundo suspeito de matar instrutor de autoescola.

Polícia apreende adolescente envolvido na morte de instrutor de autoescola em Porto Alegre.

Morre instrutor de autoescola baleado na cabeça.

BM marca reunião com autoescolas para discutir segurança.