Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts com a tag "assaltante seco"

Serra gaúcha revive ataque a carro-forte dez anos após primeira ação

23 de outubro de 2012 1

Carro-forte atacado por ladrões na serra gaúcha em 2002 - (Foto: Ricardo Wolffenbuttel)

A mesma rodovia que serviu de palco para o primeiro ataque a carro-forte do Estado com a utilização de um caminhão para frear o blindado foi cenário de um dos crimes mais ousados dos últimos anos na Serra. Bandidos atacaram um carro-forte que retornava para Caxias do Sul, no final da tarde de segunda-feira, depois de recolher valores na Região das Hortênsias. Para impedir a fuga do blindado, que não parou mesmo sendo alvo de dezenas de tiros de fuzil, uma quadrilha usou um caminhão para atingir o carro-forte e fazer o veículo tombar na rodovia.

A técnica nasceu na BR-116 e a poucos quilômetros da ação de segunda-feira. Foi em setembro de 2002 que o bando comandado por Charles Robsen Ferreira Kaiser, o João Loucura, então com 20 anos, parou um carro-forte pela primeira vez utilizando um caminhão. João Loucura era apontado pela Polícia Civil como um dos mais temidos bandidos do Estado. Natural de Porto Xavier, ele foi criado em São Leopoldo e mudou-se ainda na adolescência para Caxias do Sul Antes de atacar na BR-116, já havia assaltados bancos em Caxias do Sul, Guaporé, Bom Jesus e Nova Roma do Sul. Tinha uma marca registrada: chegava e saia das agências atirando. Sempre com uma metralhadora nas mãos. O apelido veio da ousadia, como em Nova Roma do Sul, em dezembro de 2002. Na oportunidade depois de assaltar o Banco do Brasil, João o bando passaram em frente à delegacia em sua rota de fuga. Ao avistar a DP, ele retornou com o carro, metralhou o prédio, e somente depois continuou a escapar.

João Loucura foi um dos principais assaltantes de carros-forte do Estado (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

Mas João Loucura colocou seu nome na crônica policial do Estado em definitivo, em 6 de setembro de 2002. Foi neste dia que o bandido decidiu colocar em prática a ideia que copiou das telas de cinema. João Loucura encontrou a técnica que precisava para frear os blindados no filme Fogo contra Fogo, de Robert De Niro e Al Pacino. O filme se passa em Los Angeles e conta a história de bandidos que assaltavam bancos e carros-forte. A história é confirmada por antigos parceiros do quadrilheiro.

E foi com João Loucura que José Carlos dos Santos, o Seco, 33 anos, aprendeu essa técnica. João foi o primeiro chefe de quadrilha de Seco. A história dos dois se cruzou no começo de 2002. Foi quando Seco mudou-se de Santa Cruz do Sul para a Serra. Natural de Candelária, José Carlos passou a adolescência na cidade, até a separação dos pais. A mudança para Serra aconteceu depois de Seco se envolver com um criminoso de Santa Cruz que fazia roubos em Caxias do Sul. Ambos começaram a assaltar juntos, até o início de 2002, quando o parceiro foi morto por um traficante. Seco, então, foi arregimentado por João Loucura.

Seco foi contratado por João para ser o motorista do caminhão suicida que seria atirando contra o blindado. José Carlos, conhecido em Santa Cruz, como Zé da Retro, por trabalhar com uma retroescavadeira, seria o motorista do ataque de setembro de 2002.

A escalada criminosa de João Loucura terminou em junho de 2003. Preso pela Polícia Civil, ele foi encontrado morto em uma cela da Penitenciária Industrial de Caxias do Sul dias depois de ter sido preso. Ele estava enforcado com um lençol em uma cela. A versão oficial é de que ele se matou. A razão para isso, segundo a lenda que envolve o nome de João Loucura, é a sede dele pelo crime. João Loucura sabia que passaria longos anos na prisão. Por isso, acreditava que se matando reencarnaria mais cedo e poderia voltar assaltar. O criminoso morreu sem concretizar o maior assalto que havia planejado. João queria soldar uma metralhadora .50 no teto de uma caminhonete e invadir a pista do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, e roubar o havia que traz para o Estado o dinheiro vindo do Banco Central.

Com a morte de João Loucura, Seco assumiu seu bando e em pouco anos se transformou no maior assaltante da história do Rio Grande do Sul.

* Texto do repórter Guilherme Pulita

Após julgamento do assaltante Seco, RS tem dois apenados com mais de 200 anos de condenação

01 de junho de 2012 2

Depois de condenado a mais 21 anos e dois meses de prisão, por volta da meia-noite desta quinta, em Teutônia,  o assaltante de carros-forte José Carlos dos Santos, o Seco, tem uma pena total de 205 anos. Ele é o segundo apenado do Rio Grande do Sul com o maior tempo de condenação. No sistema carcerário há apenas dois detentos que superam 200 anos.

O paranaense Adriano da Silva, preso em janeiro de 2004, apontado na época como o assassino de 12 meninos entre 8 e 13 anos no norte gaúcho, é o preso no estado que tem a maior pena. O tempo total de condenação dele é de 232 anos.

Adriano da Silva foi condenado a mais 32 anos em outubro de 2011, somando 232 anos Foto: Fernanda da Costa / Agência RBS

O assaltante Seco soma 205 anos de prisão, mas esse tempo pode aumentar. Ele ainda responde por outros crimes e deve ter mais um júri popular, em Santa Cruz do Sul, mas ainda sem data marcada. Neste processo ele responde, entre outros crimes, pelo assassinato de um PM após derrubar parede de transportadora de valores.

Seco foi condenado em Teutônia a mais 21 anos de prisão, somando 205 anos Foto Frederico Sehn/Especial - O Informativo do Vale

O detento Osmar Gilvan, assim como Adriano da Silva e Seco, também está na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC), e é o terceiro preso com maior tempo de condenação no Rio Grande do Sul. A pena dele é de 195 anos.

A Justiça informa que Adriano da Silva, com uma pena de 232 anos, só teria direito à progressão de regime em 2047, conforme a legislação. Seco teria direito à progressão somente em 2040. Mas isso para ter o benefício. Levando em conta que a legislação penal no Brasil prevê que uma pessoa fique apenas 30 anos no regime fechado, Adriano e Seco devem ser soltos antes das datas estipuladas para a progressão de regime. Como Adriano foi preso em 2004 e Seco em 2006, respectivamente, um deve ser solto em 2034 e outro em 2036.

Ouça entrevista do juiz do 2º Juizado da Vara de Execuções Criminais de Porto Alegre, Paulo Augusto Oliveira Irion, sobre o artigo 75 do Código Penal, que prevê pena total de 30 anos no regime fechado:

Assaltante de carros-forte Seco é condenado no Vale do Taquari a mais 21 anos de prisão

01 de junho de 2012 1

Depois de 14 horas de julgamento em Teutônia, o assaltante de carros-forte José Carlos dos Santos, o Seco, foi condenado a 21 anos e 2 meses de prisão. O júri popular começou logo depois das 10h de quinta-feira. O comparsa dele, Carlos Eduardo Fernandes Moreira, o Gordo, recebeu a mesma condenação. Ambos foram presos em 2006 em Paverama, Vale do Taquari. Os réus foram condenados por quatro crimes, como quatro tentativas de homicídio, porte ilegal de armas, entre outros.

A Justiça ouviu neste júri testemunhas, como o delegado de Polícia Heliomar Franco, a esposa e a cunhada de Seco, e quatro policiais, vítimas de tentativa de homicídio. Este é o segundo júri de Seco. No primeiro, há três anos, em Teutônia, ele também foi condenado. As condenações dele já somam 205 anos. Neste último júri, que contou com reforço de 87 agentes e PMs na segurança do Fórum, ele preferiu não ser representado pelos advogados já constituídos e sim por defensores públicos. O assaltante de carros-forte, que usava fuzis e caminhões para atacar blindados nas estradas, deve enfrentar um terceiro júri, em Santa Cruz do Sul, mas sem data marcada. Neste processo ele responde, entre outros crimes, pelo assassinato de um PM após derrubar parede de transportadora de valores.

Começa em Teutônia segundo júri popular do assaltante de carros-forte Seco

31 de maio de 2012 0

O assaltante de carros-forte José Carlos dos Santos, Seco, chegou escoltado logo depois das 9h no Fórum de Teutônia, no Vale do Taquari. Ele começou a ser julgado depois das 10h por quatro crimes: quatro tentativas de homicídio, porte de arma, receptação de veículo roubado e adulteração de sinal identificador (placa clonada). O julgamento foi adiado para a data de hoje devido ao fato do réu ter pedido para não ser representado neste caso pelos seus advogados já constituídos e sim por defensores públicos. Também é julgado o comparsa de Seco, Carlos Eduardo Fernandes Moreira, o Gordo, preso junto com ele em Paverama em 2006. O júri é presidido pela juíza Ângela Lucian. Ao todo, 87 pessoas, entre agentes da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), Tribunal de Justiça e Brigada Militar, fazem a segurança do local. De um total de 25 pessoas, sete foram sorteadas como jurados. Estão presentes no local a mãe do assaltante Seco e a esposa do comparsa dele, o Gordo.

Seco chegou às 9h10m para júri no Fórum de Teutônia - Foto Frederico Sehn/Especial - O Informativo

Este é o segundo júri de Seco, o primeiro foi há três anos em Teutônia, quando foi condenado. Na época, 76 pessoas fizeram a segurança do local. O total de condenações de Seco chega a 184 anos. Ele ainda pode enfrentar um terceiro júri popular, em Santa Cruz do Sul, mas sem data marcada. Neste caso, houve um homicídio, quando derrubaram a parede de uma empresa de segurança e um policial militar foi morto.

Acompanhe as últimas informações sobre júri:

Julgamento do assaltante de carros-forte Seco é transferido para o final do mês

17 de maio de 2012 1

A Justiça decidiu transferir o julgamento dos ladrões de carros-forte José Carlos dos Santos, o Seco, e de Carlos Eduardo Fernandes Moreira, o Gordo, que estava previsto para acontecer na próxima quarta-feira, dia 23. A Juíza de direito da 1ª Vara Judicial da Comarca de Teutônia, Ângela Lucian, atendeu a um pedido da Defensoria Pública, que requisitou o adiamento do julgamento. Seco alegou que não gostaria de ser representado pelos procuradores constituídos nos autos.  Além disso, a Defensoria Pública, postulou um prazo maior para analisar o caso. Com isso, o julgamento dos criminosos será realizado no dia 31 de maio.

Entenda o caso:

Seco se notabilizou po realizar ataques a carros-forte e foi acusado de pelo menos 14 crimes desde 2002. O total de condenações dele chega a 184 anos. No dia 10 de abril de 2006, o criminoso realizou sua última incursão. Utilizando um caminhão, Seco e outros assaltantes derrubaram a parede de uma empresa de segurança e roubaram cerca de 3 milhões de reais.

Três dias depois do crime, Seco e Gordo abasteciam carro roubado e com placas clonadas às margens da BR-386, em Paverama, no Vale dos Sinos, quando foram surpreendidos por policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Durante a ação, houve troca de tiros e os dois assaltantes foram baleados e presos. Desde então, Seco  está detido  na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas.