Delegado de Polícia e dois agentes são indiciados por tortura e abuso de autoridade na Serra
28 de novembro de 2012 26A Corregedoria da Polícia Civil indiciou o delegado de Gramado, na Serra gaúcha, Gustavao Barcellos, e mais dois agentes pela suspeita de terem praticado os crimes de tortura, abuso de autoridade, prevaricação e formação de quadrilha. O inquérito foi encaminhado à Justiça com possibilidade de afastamento das funções pelas autoridades competentes. O fato teria ocorrido em novembro do ano passado, após operação policial contra o tráfico de drogas no município e também em Três Coroas.
Investigação
Segundo o inquérito policial, os traficantes e usuários presos durante a ação teriam sido agredidos, inclusive com coronhadas e choques elétricos. O procedimento será encaminhado para o Ministério Público se manifestar. A delegada Regional, Elisângela Reguelin, diz que o fato ocorreu na gestão anterior, mas que todos os procedimentos foram tomados. Quase todos os policiais envolvidos continuam nas suas funções, somente um dos agentes de Gramado pediu transferência para Canela. Outro suspeito, no momento do fato, estava em estágio probatório. A delegada aguarda decisão superior ou judicial para adotar medidas administrativas. A Corregedoria da Polícia Civil não está se manifestando porque o inquérito já foi remetido ao Poder Judiciário.
Ouça entrevista da delegada Elisângela Reguelin concedida à Rádio Gaúcha:
Defesa
O delegado Gustavo Barcellos não quis se manifestar oficialmente. No entanto, o advogado Marco Antônio Barbosa Leal, representando o policial, diz que o inquérito conduzido pelo delegado Paulo Rogério Grillo foi arbitrário. Segundo ele, a defesa foi impedida de participar de depoimentos e não pode fazer qualquer representação a favor do seu cliente. Barbosa diz ainda que os laudos de lesões leves foram feitos até cinco dias após a prisão dos traficantes e usuários de drogas.
"O inquérito da Polícia de Gramado teve embasamento judicial e inclusive com escutas telefônicas", diz a defesa.
Devido a esta acusação de arbitrariedade, Barbosa ingressou com representação administrativa por suposto abuso de poder envolvendo o delegado corregedor. Os procedimentos foram encaminhados para a própria Corregedoria, OAB, Ministério Público e Chefia de Polícia.
Ouça entrevista do advogado Marco Antônio Barbosa Leal concedida à Rádio Gaúcha:






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