Operação Cova Rasa: Desfeito Júri de acusado de integrar grupo de extermínio em Canoas
08 de novembro de 2012 1O Júri Popular de um integrante de grupo de extermínio que agia na Região Metropolitana acabou sendo interrompido por volta do meio-dia. Magnus Marcelo Machado Gonçalves, preso em 2009 na Operação Cova Rasa, estava sendo julgado desde às 9h30m na 1ª Vara Criminal de Canoas por homicídio qualificado pela morte de Natanael Tiago Tobias da Silva. O crime também ocorreu há três anos. No entanto, segundo a Justiça, o Júri foi dissolvido, ou seja, desfeito. Ao ser perguntado pela acusação se realizaria uma perícia de voz, o réu concordou.
A juíza Lourdes Helena Pacheco da Silva entendeu que esta perícia, já solicitada pelo Ministério Público anteriormente, é uma prova imprescindível para a realização do julgamento. Por isso dissolveu o Júri e não marcou nova data até momento. Ela determinou, no entanto, que o trabalho pericial seja realizado e concluído em até 30 dias. A magistrada também negou liberdade provisória ao réu por entender que o suspeito integra suposta organização criminosa.
A Operação Cova Rasa, realizada pela Brigada Militar e Polícia Civil, prendeu 69 suspeitos de pelo menos 150 assassinatos na Grande Porto Alegre. Todos eram ligados ao tráfico de drogas e encomendados de dentro de presídios. Ao todo, são mais de 20 réus em processos variados. Dois deles terão Júri Popular no ano que vem, em abril e maio. A maioria dos processos tramita em Canoas. O julgamento de Gonçalves seria o primeiro de todos os réus nesta ação policial de 2009.









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