Polícia Civil investiga caso de homem achado morto com sete tiros e que foi registrado como suicídio
13 de maio de 2013 5A Polícia Civil de Caxias do Sul aguarda o resultado de perícias para determinar as circunstâncias da morte de um homem de 54 anos. Ele foi encontrado caído, dentro da casa onde morava, em um bairro da periferia da cidade, com sete tiros no peito, no começo da tarde de 27 de abril de 2013. O inusitado da morte é que o caso, de acordo com o boletim de ocorrência número 15.341/20013, foi registrado como suicídio. Um revólver calibre .22, com sete munições deflagradas, que estava ao lado do corpo, foi apreendido e encaminhado à perícia.
De acordo com o delegado Leomar Copetti, titular do 3º Distrito Policial, o crime ainda é investigado. A polícia ainda aguarda o resultado da necropsia, do local do crime e da arma. De acordo com uma irmã da vítima, o homem era alcoolista e sempre falava que se mataria. A mulher disse ter achado estanho o número de tiros, mas revelou ter sido informada, extra-oficialmente, que apenas um disparo atingiu o coração do irmão.
O delegado Ives Trindade foi quem acompanhou a ocorrência no dia em que ela aconteceu. O delegado disse ter inicialmente achado estranho um suicídio com tantos disparos, mas que pelo conjunto das circunstâncias acabou se convencendo.
— No início achei estranha a situação. Mas fui informado pelo perito que a arma usada no crime era um revólver calibre .22, que tem menos poder de parada do que uma .40, por exemplo. E ela (munição calibre .22) tem uma característica que quando a munição entra no corpo ela fica caminhando e muitas vezes a vítima morre um tempo depois. Também encontramos um anestésico, o que nos fez crer que ele teria passado no peito antes dos disparos. A casa também estava fechada e a família relatou que ele tinha histórico suicida — afirmou Ives.
O perito que fez o levantamento na casa da vítima está em férias e não foi localizado para comentar o caso. Os resultados das perícias devem ser encaminhados à polícia até o final deste mês.







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