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Justiça determina que advogado suspeito de fraudar INSS retorne ao trabalho

27 de março de 2012 0

O desembargador Paulo Afonso Brum Vaz, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, deferiu habeas corpus, nesta segunda-feira, ao advogado que era apontado pela Polícia Federal como suspeito de participar em fraude de mais de R$ 3 milhões. Assim, o profissional pode voltar a advogar de forma remunerada. A operação Blindagem II teria apontado que benefícios de auxílio-doença e aposentadorias por invalidez estavam sendo concedidos no Rio Grande do Sul para pessoas que não necessitariam.

No entendimento do desembargador, "uma pessoa que tem o seu ambiente devassado pela autoridade policial e que se vê, logo em seguida, privada de sua liberdade tende a conter eventual ímpeto criminoso". Portanto, segundo ele, "a medida mostra-se desnecessária e excessiva, devendo, por conseguinte, ser revogada".

Na semana passada, o desembargador já havia concedido liminares determinando a volta ao exercício da profissão, de forma remunerada, do médico e de uma advogada que tiveram suas licenças suspensas. Segundo o defensor do casal de advogados, Mateus Marques, o nome dos profissionais não podem ser divulgados porque a investigação está sob segredo de justiça.

Entenda o caso:

Segundo a Polícia Federal, houve a comprovação de fraude em pelo menos 60 benefícios concedidos pelo INSS. Um médico de Porto Alegre expediria, por dia, pelo menos 20 atestados de doenças psiquiátricas, cobrando entre R$ 120 e R$ 140 reais. Intermediários ou advogados estariam usando os documentos para solicitar aposentadoria e auxílio-doença apesar dos beneficiários não apresentarem as doenças sugeridas. Ninguém foi preso, mas a Polícia Federal solicitou à Justiça a suspensão do exercício de atividade profissional para um médico psiquiatra, dois advogados e um despachante previdenciário. A Previdência Social informou que iria rever todos os benefícios concedidos no Rio Grande do Sul que pudessem ter suspeita de fraude.

Justiça concede liminares autorizando retorno ao trabalho de médico e advogada investigados pela Polícia Federal em fraude contra o INSS

22 de março de 2012 0

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região concedeu liminares determinando a volta ao exercício da profissão, de forma remunerada, do médico e de uma advogada que tiveram suas licenças suspensas. A operação Blindagem II da Polícia Federal investiga fraude de mais de R$ 3 milhões em benefícios de auxílio-doença e aposentadorias por invalidez no Rio Grande do Sul. O entendimento do desembargado Paulo Afonso Brum Vaz sobre o caso, assim como o nome dos profissionais, não podem ser divulgados porque a investigação está sob segredo de justiça.

Na próxima segunda-feira, o advogado de defesa da investigada, Mateus Marques, deve entrar com mesma representação pedindo a reversão da suspensão dada ao outro advogado suspeito de ter participado da fraude.

Entenda o caso:

Segundo a Polícia Federal houve a comprovação de fraude em pelo menos 60 benefícios concedidos pelo INSS. Um médico de Porto Alegre expediria, por dia, pelo menos 20 atestados de doenças psiquiátricas, cobrando entre R$ 120 e R$ 140 reais. Intermediários ou advogados estariam usando os documentos para solicitar aposentadoria e auxílio-doença apesar dos beneficiários não apresentarem as doenças sugeridas. Ninguém foi preso, mas a Polícia Federal solicitou à Justiça a suspensão do exercício de atividade profissional para um médico psiquiatra, dois advogados e um despachante previdenciário. A Previdência Social informou que iria rever todos os benefícios concedidos no Rio Grande do Sul que pudessem ter suspeita de fraude.

Por Jocimar Farina