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Posts com a tag "Paraná"

Dupla suspeita de clonar cartões de crédito é presa em Esteio

03 de maio de 2013 8

Cristiano Goulart

Junto com os suspeitos, foram apreendidas cinco máquinas e cinquenta cartões de crédito e débito clonados em um posto de gasolina, no Centro de Esteio. Os dois detidos têm experiência neste tipo de crime. Anderson Arthur Bueno, de 35 anos, havia sido preso em 2008, no Paraná, acusado de integrar uma quadrilha que clonava cartões em Curitiba, Porto Alegre e São Paulo.

Na época, o bando lucrava cerca de R$ 20 milhões mensais, segundo a polícia. O outro detido nesta sexta-feira, Fábio Henrique Chemin da Silva, de 34 anos, foi preso em 2009, na Capital paranaense, pelo mesmo tipo de crime. Em liberdade, a dupla voltou a clonar cartões na Região Metropolitana de Porto Alegre. O delegado Leonel Baldasso, da Delegacia de Esteio, afirma que Anderson pode ser um dos sócios do posto de gasolina em que foram colocadas as máquinas que copiavam os dados dos cartões.

- O cliente vai abastecer o carro, coloca o cartão em uma máquina e este aparelho, com um dispositivo, copia os cartões. Nós descobrimos que o líder da quadrilha presa no Paraná seria um dos donos do estabelecimento – afirma o delegado.

Os aparelhos e dezenas de talões de cheques foram encontrados na mansão do empresário, em um bairro nobre de Novo Hamburgo. No local, também havia uma moto e dois veículos de luxo. O delegado Baldasso irá pedir ao Ministério Público a solicitação de confisco dos bens dos suspeitos detidos. A polícia acredita que mais pessoas estejam envolvidas no esquema.

Quadrilha de tráfico internacional com base em Caxias do Sul é julgada pela Justiça Federal

15 de abril de 2013 0

É sob o olhar atentos de agentes da Polícia Federal e um forte esquema de segurança que 21 de 25 réus em um processo por tráfico internacional de drogas estão sendo julgados em Caxias do Sul de hoje, segunda-feira, até a próxima sexta-feira.

Os presos são acusados de integrar uma quadrilha responsável por abastecer parte o Rio Grande do Sul com maconha e que foi desarticulada pela Delegacia da Polícia Federal de Caxias com apoio do setor de inteligência da Brigada Militar e Ministério Público.

Parte do bando foi presa durante cinco meses de investigações, outras 13 pessoas, incluindo os líderes, foram capturados quando a operação foi deflagrada, no começo de dezembro de 2012. As investigações da PF iniciam quando a BM apreendeu 690 kg de maconha em um apartamento de classe média no bairro Santa Catarina.

Agentes iniciaram o monitoramento do bando e ao longo das investigações, conseguiram apreenderam um total de 4,7 toneladas de maconha. Segundo o que foi apurado no inquérito, os criminosos adquiriam maconha no Paraguai e traziam para Caxias do Sul, onde ela ficava armazenada. Além de Caxias, aconteceram prisões na Região Metropolitana do Estado e no Paraná.

Neonazismo: Justiça define nos próximos dias futuro de réus no caso de assassinato ocorrido há mais de três anos

20 de setembro de 2012 0

A juíza Paula Priscila Candeo Haddad Figueira, da Comarca de Quatro Barras, no Paraná, deve decidir até o final do mês o futuro dos seis réus do processo referente ao assassinato de um casal na Região Metropolitana de Curitiba, em abril de 2009. Entre os réus, está um gaúcho de Teutônia suspeito de ser um dos autores dos disparos contra as vítimas. Além disso, a arma que teria sido utilizada no crime foi encontrada na residência do suspeito, no Vale do Taquari. Todos são acusados de integrar um grupo neonazista que surgiu há pouco mais de três anos no Sul do Brasil e em São Paulo. Na época, o fato foi divulgado pela reportagem da Rádio Gaúcha. O novo grupo se chamava Neuland, terra nova em alemão.

Integrantes do Neuland, novo grupo neonazista suspeito de assassinar casal há mais de três anos no PR / Foto: Divulgação Polícia Civil

Dependendo da decisão judicial, o grupo acusado de neonazismo passará por júri popular, o que pode ocorrer ainda neste ano. Esta é a opinião do promotor Octacílio Sacerdote, que é responsável pela denúncia por duplo homicídio qualificado dos acusados de envolvimento no assassinato do casal Bernardo Dayrell Pedroso, 24 anos, e Renata Waechter Ferreira, 21 anos.  Os seis réus aguardam pelo final do processo em liberdade. São eles: Ricardo Barollo, de São Paulo, o industriário Jairo Maciel Fischer, de Teutônia, Rodrigo Mota, de Curitiba, Gustavo Wendler, de Curitiba, Rosana Almeida, de Curitiba, e João Guilherme Correa, de Pato Branco.

Casal assassinado há três anos no Paraná por suposto grupo neonazista / Foto: Arquivo Pessoal

Na casa de Jairo Fischer, no Vale do Taquari, também foi encontrada, na época, uma mochila com material neonazista. Além da arma que teria sido usada no duplo assassinato. Logo depois desta ação, ele chegou a ser preso. Apesar de sempre negar envolvimento no caso, Fischer foi apontado como um dos autores dos disparos contra o casal na Região Metropolitana de Curitiba em 2009. Ricardo Barollo, de São Paulo, esteve no Rio Grande do Sul uma semana antes do crime e é acusado de ser o mentor do mesmo. O motivo seria uma disputa dentro do próprio grupo que fazia apologia a Adolf Hitler e as mortes ocorreram durante uma festa sobre neonazismo na localidade de Campina Grande do Sul, Paraná. Barollo também é suspeito de ser o principal articulador do chamado Neuland.

Em 2009, a Polícia gaúcha começou a investigar a ação destes neonazistas em Teutônia. O grupo tinha a intenção de criar um novo país, com leis e constituições próprias. No entanto, esta nova ordem era acusada de ser mais violenta do que os demais neonazistas. Para ingressar, os integrantes tinham que ter conhecimento de História, serem disciplinados, bem como treinamento militar e se possível, conhecimento de armas e material explosivo.

Justiça marca primeira audiência no caso de policiais envolvidos em morte de refém em Gravataí

26 de junho de 2012 1

A 1ª Vara Criminal de Gravataí, que havia aceitado em março a denúncia do Ministério Público, marcou para oito de agosto, às 13h30m, a primeira audiência sobre o caso envolvendo a morte do refém Lírio Persch, ocorrida em 21 de dezembro do ano passado no município. Entre os 12 denunciados, estão dois delegados do Paraná, Danilo Zarlenga Crispim e Renato Bastos Figueiro, um investigador do mesmo estado, Fábio Lacerda Gusmão, e um delegado gaúcho, Leonel Fagundes Carivali, que afirmou ter atirado na vítima após um dos criminosos ameaçar sacar uma arma. No mesmo dia, policiais do Paraná mataram um PM em Gravataí.

Polícia isolou área onde ocorreu a morte de refém em Gravataí - Foto: Jean Schwarz

Na audiência marcada para agosto, a Justiça pretende que todos os envolvidos estejam presentes para o interrogatório de testemunhas. Também decidiu durante este mês, pelo indeferimento da liberdade provisória de oito réus, além de manter a prisão dos mesmos, passando de flagrante para prisão preventiva.

Denúncia

No caso dos policiais civis do Paraná, eles foram denunciados por omissão penalmente relevante com relação ao crime de extorsão mediante sequestro, segundo o promotor André Luis Dal Molin Flores. No caso do delegado Carivali, a Justiça aceitou a denúncia da Promotoria contra ele pela morte do agricultor Lírio Darcy Persch, 50 anos. Além disso, em março, a  juíza Eda Salete Zanatta de Miranda determinou a prisão preventiva de mais cinco suspeitos de terem participado do sequestro da vítima: Marinete Alves da Silva, Edinei Figueiro, Nívea Rosa Galindo da Silva, Vladimir Aparecido Carvalho Grade e o paraguaio Fábio Eliandro Kelm Zarbock..

Outros três suspeitos de participarem da ação já tinham contra si mandados de prisão preventiva: João Rodrigues Ferreira, Márcio Lourival da Silva e Claudemir Correa dos Santos. Estes três últimos foram presos após operação da Polícia Civil, que resultou no estouro do cativeiro, em Gravataí, aonde estava o agricultor e um amigo, Osmar José Finkler, este que foi libertado.

Em janeiro, o delegado Leonel Carivali pediu exoneração do cargo de diretor da primeira da Delegacia Regional Metropolitana. O ofício foi encaminhado ao chefe de polícia, delegado Ranolfo Vieira Júnior, que informou que acatou a solicitação. O motivo do pedido de exoneração do cargo se deve, segundo o ofício, ao seu indiciamento, que teria deixado sua permanência na função inviável. No dia 20 de janeiro, Carivali foi indiciado pela Corregedoria da Polícia Civil pela morte do agricultor. O cargo foi assumido pelo delegado Cleiton Freitas, que já exercia a função nas férias de Carivali.

Entenda o caso

Na noite de 20 de dezembro de 2011, três policiais civis do Grupo Tigre do Paraná chegam ao Rio Grande do Sul para investigar uma quadrilha que mantinha em cárcere privado dois agricultores moradores daquele estado. Em uma viatura discreta, procuram pelo cativeiro em Gravataí. No bairro Morada do Vale II, eles cruzam com o sargento Ariel da Silva, à paisana, que estava de folga em uma motocicleta. Após desconfiança mútua, teria ocorrido troca de tiros. Cinco deles atingiram o PM. Os paranaenses são levados para o plantão da Polícia Civil de Gravataí. Depois de serem ouvidos, os três são liberados e retornam para Curitiba.

Os policiais civis paranaenses, que estiveram envolvidos na morte do sargento Ariel da Silva, na madrugada daquele dia, tiveram prisão preventiva decretada. O inquérito que investiga a morte do PM ainda não foi concluído.  Silva, que estava à paisana, suspeitou de três homens em um carro com placas do Paraná e acabou morto com uma rajada de metralhadora. Em um carro discreto, os paranaenses buscavam, em Gravataí, o cativeiro de um agricultor daquele estado. Um laudo pericial do Instituto-geral de Perícias (IGP) revelou posteriormente que o sargento havia ingerido álcool antes de morrer.

Uma segunda equipe do Paraná, com quatro agentes, chega à Gravataí para continuar as buscas aos reféns. São seguidos pela Polícia Civil gaúcha. A Brigada Militar não é informada da ação. Os carros discretos dos policiais civis chama a atenção de moradores, que ligam para o telefone 190. PMs abordam os policiais na rua Doutor Luiz bastos do Prado. Em seguida, um Corsa com placas procuradas pelos agentes começa a sair de ré da garagem de um sobrado com cinco pessoas em seu interior (três bandidos e dois reféns). Os sequestradores deixavam o cativeiro, após receberem o resgate, para libertar os agricultores. Os policiais identificam as placas e correm em direção à casa. O delegado Carivali afirmou que atirou após um dos criminosos ameaçar sacar uma arma. O tiro atigiu o agricultor Lírio Persch.

Família de refém morto pela Polícia Civil vai processar RS

27 de abril de 2012 0

Além do processo criminal, que vai julgar o comportamento dos policiais civis gaúchos e paranaenses na ação desastrada de resgate de dois agricultores em Gravataí, a família de Lírio Persch vai processar o estado do Rio Grande do Sul.

Polícia isolou a área onde ocorreu a morte do refém - Foto: Jean Schwarz

O advogado Oscar Estanislau Nasihgil veio ao Rio Grande do Sul nesta semana e levou com ele uma cópia do processo, que já tem 1,9 mil páginas. Sem precisar um prazo, Nasihgil informa que vai ingressar com ação de indenização de reparação de danos materiais e morais pelo que chamou de ação errada da polícia gaúcha.

- Na circunstância do tiro, o carro voltava para a garagem. Se atirassem nos pneus impediria que eles fugissem - avalia o advogado.

Sobre a possibilidade de também processar o estado do Paraná, em razão da postura dos policiais paranaenses de não avisar os colegas gaúchos sobre o cárcere privado, o advogado descarta.

- Os policiais do Paraná não foram os autores dos disparos - informa o defensor da família do agricultor.

O advogado confirma que houve o pagamento do resgate e que os criminosos receberam o dinheiro da família por uma conta bancária no nome de uma empresa fantasma. O montante foi bloqueado pela Justiça gaúcha.

No Fórum de Gravataí, Nasihgil ingressou com pedido de restituição dos valores já que os familiares de Persch haviam feito um empréstimo para fazer o pagamento aos bandidos.

Entenda o caso:

Na madrugada de 21 de dezembro de 2011, três policiais civis do Paraná chegaram ao Rio Grande do Sul para investigar uma quadrilha que mantinha em cárcere privado dois agricultores moradores daquele estado. Em uma viatura discreta, procuravam pelo cativeiro em Gravataí. No bairro Morada do Vale II, eles cruzaram com o sargento Ariel da Silva, à paisana, que estava de folga em uma motocicleta. Após desconfiança mútua, ocorreu troca de tiros. Uma rajada de metralhadora atingiu o PM.

Uma segunda equipe de policiais do Paraná veio a Gravataí para continuar as buscas aos reféns. Eles foram seguidos pela Polícia Civil gaúcha. Os carros discretos dos policiais chamaram a atenção de moradores, que ligam para o telefone 190. PMs abordam os policiais na rua Doutor Luiz Bastos do Prado. Em seguida, um Corsa com placas procuradas pelos agentes começa a sair de ré da garagem de um sobrado com cinco pessoas em seu interior (três bandidos e dois reféns). Os sequestradores deixavam o cativeiro, após receberem o resgate, para libertar os agricultores. Os policiais identificam as placas e correm em direção a casa. O delegado Leonel Carivali afirmou que atirou após um dos criminosos ameaçar sacar uma arma. O tiro atingiu o agricultor Lírio Persch.

Sobre a morte do refém, a Justiça aceitou a denúncia contra os policiais e os assaltantes. Além disso, A juíza Eda de Miranda da 1ª Vara Criminal de Gravataí determinou o afastamento dos policiais civis paranaenses dos atuais cargos.

A Corregedoria de Polícia concluiu no começo do mês o inquérito que investigou as circunstâncias da morte do sargento Ariel da Silva. O delegado Paulo Grillo decidiu não indiciar os policiais civis do Paraná e pediu o arquivamento do inquérito. Na avaliação dele, as partes agiram em legítima defesa. De acordo com o delegado, a perícia não conseguiu apurar quem atirou primeiro, só que houve tiros dos dois lados.

Neonazismo: Assassinato há três anos no PR marca início de novo grupo no RS

21 de abril de 2012 1

No dia 21 de abril de 2009, foi assassinado o casal Renata Waechter Ferreira, 21 anos, e Bernardo Dayrell Pedroso, 24 anos, na Região Metropolitana de Curitiba, Paraná. Dias depois a Polícia prendeu seis suspeitos e descobriu que a ação ocorreu durante uma festa neonazista. Investigando o caso, a Reportagem da Rádio Gaúcha descobriu que se tratava de um novo grupo que estava sendo formado há menos de um ano, na época, nos três estados do Sul e em São Paulo: Neuland (nova terra em alemão). Ouça matéria especial, de 2009, sobre o Neuland - A volta dos Nazistas Sulinos, veiculada na Rádio Gaúcha.

Casal morto em festa neonazista no PR/Arquivo Pessoal

Um dos presos na época foi Jairo Fischer, que residia em Teutônia, no Vale do Taquari, onde ele foi detido e onde foram localizadas a arma usada na morte do casal e uma mochila com material neonazista. A acusação aponta o industriário como um dos autores dos disparos contra as vítimas. Outro preso foi Ricardo Barollo, de São Paulo, acusado de ser o mandante do crime, devido a uma disputa de poder, e de ser o principal articulador do novo grupo que fazia apologia as idéias de Adolf Hitler. Ele inclusive esteve no Vale do Taquari uma semana antes do assassinato.

Material neonazista do novo grupo Neuland apreendido em cidades gaúchas / Marcelo Oliveira

Justiça ouve réus sobre morte de casal

Há duas semanas ocorreram no Paraná audiências de instrução referente ao processo. De acordo com o promotor criminal Otacílio Sacerdote Filho, o objetivo da audiência era tomar o depoimento das testemunhas de defesa que faltavam, o que não aconteceu. Segundo a imprensa do Paraná, o julgamento foi adiado duas vezes no ano passado pela falta da presença dos envolvidos.

O promotor Octacílio Filho informou que o Tribunal de Justiça paranaense solicitou um novo interrogatório do paulista Barollo. O julgamento deverá ocorrer até o fim do mês de maio, em Campina Grande do Sul, no Paraná. A promotoria acredita que os reús deverão ir a júri popular. Se não houver recurso, o júri deve sair no segundo semestre deste ano. Dois dos réus já afirmaram que os disparos teriam sido feitos por Fischer, de Teutônia. Ele nega.

Três anos depois, a família do casal assassinado apenas afirma que o crime continua impune. Apesar de indiciados e denunciados, os seis suspeitos respondem ao processo em liberdade.

Integrantres do Neuland, novo grupo neonazista/Divulgação Polícia

Entenda o caso

21 abril 2009 - Renata Waechter Ferreira, 21 anos, e Bernardo Dayrell Pedroso, 24 anos, são mortos em Quatro Barras ao saírem de festa neonazista.

2 maio 2009 - Polícia apresenta seis suspeitos de envolvimento no crime e de participar de movimentos que faziam apologia a Adolf Hitler. Entre eles, está o industriárioJairo Fischer, preso em Teutônia, Vale do Taquari.

4 maio 2009 - Polícia gaúcha anunciou que vai investigar ação de grupos neonazistas em Teutônia, Vale do Taquari.

12 maio 2009 - Grupo é denunciado pelo Ministério Público do Paraná por homicídio e apologia ao Nazismo.

18 maio 2009 - Polícia apreende mais de 300 materiais neonazistas, facas, bombas caseiras, DVDs e livros em Porto Alegre, Viamão, Cachoeirinha e duas cidades da Serra.

19 maio 2009 - Base de novo grupo neonazista, o Neuland, estava sendo montada no Vale do Taquari e na Serra gaúcha.

19 maio 2009 - Polícia investiga conexão de neonazistas gaúchos para compra de armas no Exterior.

2 julho 2009 - Justiça concede habeas corpus ao paulista Ricardo Barollo, acusado de ser o mandante do crime e articulador do novo grupo neonazista.

21 agosto 2010 - Novos atos neonazistas são investigados em Teutônia.

8 abril 2011 - Quatro acusados prestam depoimento na Justiça do Paraná e negam o crime.

9 e 11 julho 2011 - Audiências suspensas pelo fato de testemunhas não comparecerem à Justiça.

4, 5 e 6 abril 2012 - Em novas audiêncas no Paraná, testemunhas não comparecem à Justiça. Promotoria acredita que os seis réus vão à júri popular e que julgamento deve ocorrer no segundo semestre do ano.

Polícia Civil conclui inquérito sem indiciamento de policiais paranaenses que mataram PM em Gravataí

18 de abril de 2012 1

A Corregedoria de Polícia concluiu no começo do mês o inquérito que investigou as circunstâncias da morte do sargento Ariel da Silva.

O delegado Paulo Grillo decidiu não indiciar os policiais civis do Paraná e pediu o arquivamento do inquérito. Na avaliação dele, as partes agiram em legítima defesa. De acordo com o delegado, a perícia não conseguiu apurar quem atirou primeiro, só que houve tiros dos dois lados. A possibilidade maior é que o PM tenha sacado a arma e atirado antes, já que ele foi atingido por uma rajada de metralhadora.

Polícia investiga evidências do homicídio no local do crime, em Gravataí - Foto: Marcelo Oliveira

O inquérito chegou na sexta-feira ao promotor de Gravataí, André Luis Dal Molin Flores. Ele ainda não avaliou o caso e, numa análise genérica, entende que o arquivamento de um caso de legítima defesa só se daria se não deixasse dúvidas. O promotor poderá pedir mais diligências, pedir o arquivamento ou oferecer denúncia.

Entenda o caso:

Na madrugada de 21 de dezembro de 2011, três policiais civis do Grupo Tigre do Paraná chegaram ao Rio Grande do Sul para investigar uma quadrilha que mantinha em cárcere privado dois agricultores moradores daquele estado. Em uma viatura discreta, procuravam pelo cativeiro em Gravataí. No bairro Morada do Vale II, eles cruzaram com o sargento Ariel da Silva, à paisana, que estava de folga em uma motocicleta. Após desconfiança mútua, ocorreu troca de tiros. Cinco deles atingiram o PM.

Após o desdobramento da morte do PM, uma segunda equipe de policiais do Paraná foi a Gravataí para continuar as buscas aos reféns. Eles foram seguidos pela Polícia Civil gaúcha. Os carros discretos dos policiais civis chamou a atenção de moradores, que ligam para o telefone 190. PMs abordam os policiais na rua Doutor Luiz Bastos do Prado. Em seguida, um Corsa com placas procuradas pelos agentes começa a sair de ré da garagem de um sobrado com cinco pessoas em seu interior (três bandidos e dois reféns). Os sequestradores deixavam o cativeiro, após receberem o resgate, para libertar os agricultores. Os policiais identificam as placas e correm em direção à casa. O delegado Leonel Carivali afirmou que atirou após um dos criminosos ameaçar sacar uma arma. O tiro atingiu o agricultor Lírio Persch.

Sobre a morte do refém, a Justiça aceitou a denúncia contra os policiais e os assaltantes. Além disso, A juíza Eda de Miranda da 1ª Vara Criminal de Gravataí determinou o afastamento dos policiais civis paranaenses dos atuais cargos.

Justiça aceita denúncia contra policiais envolvidos em morte de refém em Gravataí

29 de março de 2012 6

Correção: Os policiais do PR se tornaram réus no no caso da morte do agricultor e não do PM morto. O texto da matéria já foi corrigido

A 1ª Vara Criminal de Gravataí aceitou a denúncia do Ministério Público Estadual contra 12 pessoas envolvidas na morte de um refém ocorrida em 21 de dezembro de 2011, em Gravataí. Entre os denunciados, estão dois delegados do Paraná, Danilo Zarlenga Crispim e Renato Bastos Figueiro, um investigador do mesmo estado, Fábio Lacerda Gusmão, e um delegado gaúcho, Leonel Fagudes Carivali. No caso dos policiais civis do Paraná, eles foram denunciados por omissão penalmente relevante com relação ao crime de extorsão mediante sequestro, segundo o promotor André Luis Dal Molin Flores.

Polícia isolou área onde ocorreu a morte de refém em Gravataí - Foto: Jean Schwarz

No caso do delegado Carivali, a juíza aceitou a denúncia do MP contra ele pela morte do agricultor Lírio Darcy Persch, 50 anos. Além disso, a juíza Eda Salete Zanatta de Miranda determinou a prisão preventiva de mais cinco suspeitos de terem participado do sequestro do agricultor: Marinete Alves da Silva, Edinei Figueiro, Nívea Rosa Galindo da Silva, Vladimir Aparecido Carvalho Grade e o paraguaio Fábio Eliandro Kelm Zarbock..

Outros três suspeitos de participarem da ação já tinham contra si mandados de prisão preventiva: João Rodrigues Ferreira, Márcio Lourival da Silva e Claudemir Correa dos Santos. Estes três últimos foram presos após operação da Polícia Civil, que resultou no estouro do cativeiro, em Gravataí, aonde estava o agricultor e um amigo, Osmar José Finkler, este que foi libertado.

Em janeiro, o delegado Leonel Carivali pediu exoneração do cargo de diretor da primeira da Delegacia Regional Metropolitana. O ofício foi encaminhado ao chefe de polícia, delegado Ranolfo Vieira Júnior, que informou que acatou a solicitação. O motivo do pedido de exoneração do cargo se deve, segundo o ofício, ao seu indiciamento, que teria deixado sua permanência na função inviável. No dia 20 de janeiro, Carivali foi indiciado pela Corregedoria da Polícia Civil pela morte do agricultor. O cargo foi assumido pelo delegado Cleiton Freitas, que já exercia a função nas férias de Carivali.

Entenda o caso

Na noite de 20 de dezembro de 2011, três policiais civis do Grupo Tigre do Paraná chegam ao Rio Grande do Sul para investigar uma quadrilha que mantinha em cárcere privado dois agricultores moradores daquele estado. Em uma viatura discreta, procuram pelo cativeiro em Gravataí. No bairro Morada do Vale II, eles cruzam com o sargento Ariel da Silva, à paisana, que estava de folga em uma motocicleta. Após desconfiança mútua, teria ocorrido troca de tiros. Cinco deles atingiram o PM. Os paranaenses são levados para o plantão da Polícia Civil de Gravataí. Depois de serem ouvidos, os três são liberados e retornam para Curitiba.

Os policiais civis paranaenses, que estiveram envolvidos na morte do sargento Ariel da Silva, na madrugada daquele dia, tiveram prisão preventiva decretada. O inquérito que investiga a morte do PM ainda não foi concluído.  Silva, que estava à paisana, suspeitou de três homens em um carro com placas do Paraná e acabou morto com uma rajada de metralhadora. Em um carro discreto, os paranaenses buscavam, em Gravataí, o cativeiro de um agricultor daquele estado. Um laudo pericial do Instituto-geral de Perícias (IGP) revelou posteriormente que o sargento havia ingerido álcool antes de morrer.

 

PM Ariel da Silva - Foto: Reprodução

Uma segunda equipe do Paraná, com quatro agentes, chega à Gravataí para continuar as buscas aos reféns. São seguidos pela Polícia Civil gaúcha. A Brigada Militar não é informada da ação. Os carros discretos dos policiais civis chama a atenção de moradores, que ligam para o telefone 190. PMs abordam os policiais na rua Doutor Luiz bastos do Prado. Em seguida, um Corsa com placas procuradas pelos agentes começa a sair de ré da garagem de um sobrado com cinco pessoas em seu interior (três bandidos e dois reféns). Os sequestradores deixavam o cativeiro, após receberem o resgate, para libertar os agricultores. Os policiais identificam as placas e correm em direção à casa. O delegado Carivali afirmou que atirou após um dos criminosos ameaçar sacar uma arma. O tiro atigiu o agricultor Lírio Persch.