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Posts com a tag "PM"

Defesa do PM acusado de ameaçar juíza da Capital pede nova perícia de voz

08 de janeiro de 2013 0

A defesa do 3º sargento da Brigada Militar Enilson de Oliveira Rodrigues, 47 anos,  está pedindo nova perícia de voz. O advogado Michel Moraes diz que o trabalho realizado não foi conclusivo e que o mesmo foi a prova fundamental para a denúncia do seu cliente. O PM foi denunciado pelo promotor criminal Ricardo Herbstrith por ter ameaçado a juíza Elaine Maria Canto da Fonseca em abril do ano passado, quando ela atuava na 2ª Vara do Júri da Capital.

Para Moraes, não se trata da mesma pessoa e por isso divulgou para a imprensa o trabalho da perícia com o denunciado e a ligação que foi feita ao Centro Integrado de Operações da Segurança Pública (Ciosp) pedindo informações da juíza.

Ouça a gravação do trabalho pericial e em seqüência a ligação ao Ciosp:

Moraes diz que o trabalho da defesa vai ser confirmar que houve sim uma ameaça, mas que esta não foi feita pelo militar. Por isso divulgou as gravações. Além da denúncia, que ainda está para ser aceita ou não pela Justiça, o PM responde a processo na Corregedoria da corporação. No momento ele está afastado das atividades no Batalhão de Segurança e Guarda.

Ouça entrevista do advogado Michel Moraes concedida à Rádio Gaúcha:

Entenda o caso

As ameaças à juíza Elaine Maria Canto da Fonseca colocaram em alerta o judiciário no primeiro semestre do ano passado e foi considerada uma afronta. De acordo com a denúncia, o PM teria, primeiro, solicitado ao Ciosp informações da juíza e, depois, fez várias ligações ameaçando a magistrada. O objetivo do brigadiano seria a liberação de presos, entre eles, integrantes da quadrilha dos Bala na Cara e o traficante Paulão da vila Maria da Conceição. O sargento nega envolvimento. Mesmo assim, a voz dele foi submetida a uma perícia no Instituto-geral de Perícias e o resultado foi o seguinte: 98% de certeza de se tratar da mesma pessoa. Com base no exame, a denúncia foi feita.

Justiça autoriza a exumação do corpo de boxeador morto por PM em Osório, no Litoral Norte

19 de outubro de 2012 14

Boxeador morto em Osório, em 2011, foi velado na Câmara / Foto: André Feltes

A Justiça autorizou a exumação do corpo do boxeador Tairone da Silva, 17 anos,  morto por um PM em Osório em março do ano passado. O pedido foi feito pela defesa do réu, o agora ex-brigadiano Alexandre Camargo Abe, com o objetivo de verificar se foram retirados todos os projéteis da vítima. O trabalho será realizado nas próximas semanas. Tairone era considerado uma das promessas do boxe brasileiro e seria nome forte para competir nas Olimpíadas de Londres, neste ano. O rapaz, na sua categoria, era Bi-Campeão Gaúcho, Campeão Brasileiro e Campeão Sul-Americano.

Pais do boxeador guardam lembranças de conquistas nacionais e internacionais /Foto: José Luis Costa ZH

O motivo do crime seria suposto ciúme do ex-PM sobre o sucesso de Tairone, o que acabou virando uma rixa entre os dois. Na época, ele afirmou ter sido ofendido pelo jovem. Após luta corporal, a duas quadras da casa de Tairone, Alexandre Abe atirou no boxeador. Testemunhas chegaram a afirmar que o crime teria sido premeditado. O ex-PM foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e por impossibilitar a defesa da vítima. A Justiça aceitou a denúncia.

Tairone (D) era considerado uma promessa do boxe brasileiro Foto: Jorge Karkling, Divulgação / divulgação

O ex-brigadiano Alexandre Abe espera pelo julgamento preso. Enquanto isso, testemunhas de defesa e de acusação já foram ouvidas na Justiça. Também foram realizadas perícias de balística, simulação dos fatos e análise do local do crime. O processo aguarda pelo laudo de exumação do corpo e somente depois disso que o réu será interrogado, bem como se irá ou não a Júri Popular. Até agora, todos os pedidos de revogação de prisão preventiva foram negados, mas há um pedido de habeas corpus que está sendo analisado no Superior Tribunal de Justiça.

* Colaborou Janaína Juruá, da Rádio Gaúcha.

Justiça marca primeira audiência no caso de policiais envolvidos em morte de refém em Gravataí

26 de junho de 2012 1

A 1ª Vara Criminal de Gravataí, que havia aceitado em março a denúncia do Ministério Público, marcou para oito de agosto, às 13h30m, a primeira audiência sobre o caso envolvendo a morte do refém Lírio Persch, ocorrida em 21 de dezembro do ano passado no município. Entre os 12 denunciados, estão dois delegados do Paraná, Danilo Zarlenga Crispim e Renato Bastos Figueiro, um investigador do mesmo estado, Fábio Lacerda Gusmão, e um delegado gaúcho, Leonel Fagundes Carivali, que afirmou ter atirado na vítima após um dos criminosos ameaçar sacar uma arma. No mesmo dia, policiais do Paraná mataram um PM em Gravataí.

Polícia isolou área onde ocorreu a morte de refém em Gravataí - Foto: Jean Schwarz

Na audiência marcada para agosto, a Justiça pretende que todos os envolvidos estejam presentes para o interrogatório de testemunhas. Também decidiu durante este mês, pelo indeferimento da liberdade provisória de oito réus, além de manter a prisão dos mesmos, passando de flagrante para prisão preventiva.

Denúncia

No caso dos policiais civis do Paraná, eles foram denunciados por omissão penalmente relevante com relação ao crime de extorsão mediante sequestro, segundo o promotor André Luis Dal Molin Flores. No caso do delegado Carivali, a Justiça aceitou a denúncia da Promotoria contra ele pela morte do agricultor Lírio Darcy Persch, 50 anos. Além disso, em março, a  juíza Eda Salete Zanatta de Miranda determinou a prisão preventiva de mais cinco suspeitos de terem participado do sequestro da vítima: Marinete Alves da Silva, Edinei Figueiro, Nívea Rosa Galindo da Silva, Vladimir Aparecido Carvalho Grade e o paraguaio Fábio Eliandro Kelm Zarbock..

Outros três suspeitos de participarem da ação já tinham contra si mandados de prisão preventiva: João Rodrigues Ferreira, Márcio Lourival da Silva e Claudemir Correa dos Santos. Estes três últimos foram presos após operação da Polícia Civil, que resultou no estouro do cativeiro, em Gravataí, aonde estava o agricultor e um amigo, Osmar José Finkler, este que foi libertado.

Em janeiro, o delegado Leonel Carivali pediu exoneração do cargo de diretor da primeira da Delegacia Regional Metropolitana. O ofício foi encaminhado ao chefe de polícia, delegado Ranolfo Vieira Júnior, que informou que acatou a solicitação. O motivo do pedido de exoneração do cargo se deve, segundo o ofício, ao seu indiciamento, que teria deixado sua permanência na função inviável. No dia 20 de janeiro, Carivali foi indiciado pela Corregedoria da Polícia Civil pela morte do agricultor. O cargo foi assumido pelo delegado Cleiton Freitas, que já exercia a função nas férias de Carivali.

Entenda o caso

Na noite de 20 de dezembro de 2011, três policiais civis do Grupo Tigre do Paraná chegam ao Rio Grande do Sul para investigar uma quadrilha que mantinha em cárcere privado dois agricultores moradores daquele estado. Em uma viatura discreta, procuram pelo cativeiro em Gravataí. No bairro Morada do Vale II, eles cruzam com o sargento Ariel da Silva, à paisana, que estava de folga em uma motocicleta. Após desconfiança mútua, teria ocorrido troca de tiros. Cinco deles atingiram o PM. Os paranaenses são levados para o plantão da Polícia Civil de Gravataí. Depois de serem ouvidos, os três são liberados e retornam para Curitiba.

Os policiais civis paranaenses, que estiveram envolvidos na morte do sargento Ariel da Silva, na madrugada daquele dia, tiveram prisão preventiva decretada. O inquérito que investiga a morte do PM ainda não foi concluído.  Silva, que estava à paisana, suspeitou de três homens em um carro com placas do Paraná e acabou morto com uma rajada de metralhadora. Em um carro discreto, os paranaenses buscavam, em Gravataí, o cativeiro de um agricultor daquele estado. Um laudo pericial do Instituto-geral de Perícias (IGP) revelou posteriormente que o sargento havia ingerido álcool antes de morrer.

Uma segunda equipe do Paraná, com quatro agentes, chega à Gravataí para continuar as buscas aos reféns. São seguidos pela Polícia Civil gaúcha. A Brigada Militar não é informada da ação. Os carros discretos dos policiais civis chama a atenção de moradores, que ligam para o telefone 190. PMs abordam os policiais na rua Doutor Luiz bastos do Prado. Em seguida, um Corsa com placas procuradas pelos agentes começa a sair de ré da garagem de um sobrado com cinco pessoas em seu interior (três bandidos e dois reféns). Os sequestradores deixavam o cativeiro, após receberem o resgate, para libertar os agricultores. Os policiais identificam as placas e correm em direção à casa. O delegado Carivali afirmou que atirou após um dos criminosos ameaçar sacar uma arma. O tiro atigiu o agricultor Lírio Persch.

Passeata marca dois anos da morte de universitário na saída de boate da Capital

07 de junho de 2012 2

Um grupo de 40 amigos e familiares do universitário Wagner Boeira Cardoso, 26 anos, fez hoje uma manifestação no bairro Moinhos de Vento, na Capital, para marcar os dois anos do assassinato do jovem. Ele foi morto por um PM que trabalhava como segurança em uma casa noturna da região. Wagner Cardoso foi encontrado morto com um tiro na cabeça na esquina das ruas Dr. Timóteo e Tobias da Silva. O crime ocorreu dia 6 de junho de 2010 após o estudante se desentender com frequentadores da boate, fugir e ser perseguido pelos seguranças.

Há dois anos, familiares e amigos da vítima fizeram protesto após o sepultamento - Diego Vara / Agência RBS

Na tarde de hoje, os amigos da vítima saíram do Parcão e foram até a casa noturna, onde foi feita uma oração. Depois foram até o local exato onde ele foi assassinado. Na época, há dois anos, dois PMs chegaram a ser presos, no entanto, a Polícia indiciou por homicídio apenas um dos brigadianos, Thiago de Lima Garcia Vieira. Ele foi apontado por testemunhas como autor do disparo fatal. O segundo PM e mais outro segurança foram indiciados por tentativa de homicídio.

Família de refém morto pela Polícia Civil vai processar RS

27 de abril de 2012 0

Além do processo criminal, que vai julgar o comportamento dos policiais civis gaúchos e paranaenses na ação desastrada de resgate de dois agricultores em Gravataí, a família de Lírio Persch vai processar o estado do Rio Grande do Sul.

Polícia isolou a área onde ocorreu a morte do refém - Foto: Jean Schwarz

O advogado Oscar Estanislau Nasihgil veio ao Rio Grande do Sul nesta semana e levou com ele uma cópia do processo, que já tem 1,9 mil páginas. Sem precisar um prazo, Nasihgil informa que vai ingressar com ação de indenização de reparação de danos materiais e morais pelo que chamou de ação errada da polícia gaúcha.

- Na circunstância do tiro, o carro voltava para a garagem. Se atirassem nos pneus impediria que eles fugissem - avalia o advogado.

Sobre a possibilidade de também processar o estado do Paraná, em razão da postura dos policiais paranaenses de não avisar os colegas gaúchos sobre o cárcere privado, o advogado descarta.

- Os policiais do Paraná não foram os autores dos disparos - informa o defensor da família do agricultor.

O advogado confirma que houve o pagamento do resgate e que os criminosos receberam o dinheiro da família por uma conta bancária no nome de uma empresa fantasma. O montante foi bloqueado pela Justiça gaúcha.

No Fórum de Gravataí, Nasihgil ingressou com pedido de restituição dos valores já que os familiares de Persch haviam feito um empréstimo para fazer o pagamento aos bandidos.

Entenda o caso:

Na madrugada de 21 de dezembro de 2011, três policiais civis do Paraná chegaram ao Rio Grande do Sul para investigar uma quadrilha que mantinha em cárcere privado dois agricultores moradores daquele estado. Em uma viatura discreta, procuravam pelo cativeiro em Gravataí. No bairro Morada do Vale II, eles cruzaram com o sargento Ariel da Silva, à paisana, que estava de folga em uma motocicleta. Após desconfiança mútua, ocorreu troca de tiros. Uma rajada de metralhadora atingiu o PM.

Uma segunda equipe de policiais do Paraná veio a Gravataí para continuar as buscas aos reféns. Eles foram seguidos pela Polícia Civil gaúcha. Os carros discretos dos policiais chamaram a atenção de moradores, que ligam para o telefone 190. PMs abordam os policiais na rua Doutor Luiz Bastos do Prado. Em seguida, um Corsa com placas procuradas pelos agentes começa a sair de ré da garagem de um sobrado com cinco pessoas em seu interior (três bandidos e dois reféns). Os sequestradores deixavam o cativeiro, após receberem o resgate, para libertar os agricultores. Os policiais identificam as placas e correm em direção a casa. O delegado Leonel Carivali afirmou que atirou após um dos criminosos ameaçar sacar uma arma. O tiro atingiu o agricultor Lírio Persch.

Sobre a morte do refém, a Justiça aceitou a denúncia contra os policiais e os assaltantes. Além disso, A juíza Eda de Miranda da 1ª Vara Criminal de Gravataí determinou o afastamento dos policiais civis paranaenses dos atuais cargos.

A Corregedoria de Polícia concluiu no começo do mês o inquérito que investigou as circunstâncias da morte do sargento Ariel da Silva. O delegado Paulo Grillo decidiu não indiciar os policiais civis do Paraná e pediu o arquivamento do inquérito. Na avaliação dele, as partes agiram em legítima defesa. De acordo com o delegado, a perícia não conseguiu apurar quem atirou primeiro, só que houve tiros dos dois lados.

Polícia Civil conclui inquérito sem indiciamento de policiais paranaenses que mataram PM em Gravataí

18 de abril de 2012 1

A Corregedoria de Polícia concluiu no começo do mês o inquérito que investigou as circunstâncias da morte do sargento Ariel da Silva.

O delegado Paulo Grillo decidiu não indiciar os policiais civis do Paraná e pediu o arquivamento do inquérito. Na avaliação dele, as partes agiram em legítima defesa. De acordo com o delegado, a perícia não conseguiu apurar quem atirou primeiro, só que houve tiros dos dois lados. A possibilidade maior é que o PM tenha sacado a arma e atirado antes, já que ele foi atingido por uma rajada de metralhadora.

Polícia investiga evidências do homicídio no local do crime, em Gravataí - Foto: Marcelo Oliveira

O inquérito chegou na sexta-feira ao promotor de Gravataí, André Luis Dal Molin Flores. Ele ainda não avaliou o caso e, numa análise genérica, entende que o arquivamento de um caso de legítima defesa só se daria se não deixasse dúvidas. O promotor poderá pedir mais diligências, pedir o arquivamento ou oferecer denúncia.

Entenda o caso:

Na madrugada de 21 de dezembro de 2011, três policiais civis do Grupo Tigre do Paraná chegaram ao Rio Grande do Sul para investigar uma quadrilha que mantinha em cárcere privado dois agricultores moradores daquele estado. Em uma viatura discreta, procuravam pelo cativeiro em Gravataí. No bairro Morada do Vale II, eles cruzaram com o sargento Ariel da Silva, à paisana, que estava de folga em uma motocicleta. Após desconfiança mútua, ocorreu troca de tiros. Cinco deles atingiram o PM.

Após o desdobramento da morte do PM, uma segunda equipe de policiais do Paraná foi a Gravataí para continuar as buscas aos reféns. Eles foram seguidos pela Polícia Civil gaúcha. Os carros discretos dos policiais civis chamou a atenção de moradores, que ligam para o telefone 190. PMs abordam os policiais na rua Doutor Luiz Bastos do Prado. Em seguida, um Corsa com placas procuradas pelos agentes começa a sair de ré da garagem de um sobrado com cinco pessoas em seu interior (três bandidos e dois reféns). Os sequestradores deixavam o cativeiro, após receberem o resgate, para libertar os agricultores. Os policiais identificam as placas e correm em direção à casa. O delegado Leonel Carivali afirmou que atirou após um dos criminosos ameaçar sacar uma arma. O tiro atingiu o agricultor Lírio Persch.

Sobre a morte do refém, a Justiça aceitou a denúncia contra os policiais e os assaltantes. Além disso, A juíza Eda de Miranda da 1ª Vara Criminal de Gravataí determinou o afastamento dos policiais civis paranaenses dos atuais cargos.

Justiça aceita denúncia contra policiais envolvidos em morte de refém em Gravataí

29 de março de 2012 6

Correção: Os policiais do PR se tornaram réus no no caso da morte do agricultor e não do PM morto. O texto da matéria já foi corrigido

A 1ª Vara Criminal de Gravataí aceitou a denúncia do Ministério Público Estadual contra 12 pessoas envolvidas na morte de um refém ocorrida em 21 de dezembro de 2011, em Gravataí. Entre os denunciados, estão dois delegados do Paraná, Danilo Zarlenga Crispim e Renato Bastos Figueiro, um investigador do mesmo estado, Fábio Lacerda Gusmão, e um delegado gaúcho, Leonel Fagudes Carivali. No caso dos policiais civis do Paraná, eles foram denunciados por omissão penalmente relevante com relação ao crime de extorsão mediante sequestro, segundo o promotor André Luis Dal Molin Flores.

Polícia isolou área onde ocorreu a morte de refém em Gravataí - Foto: Jean Schwarz

No caso do delegado Carivali, a juíza aceitou a denúncia do MP contra ele pela morte do agricultor Lírio Darcy Persch, 50 anos. Além disso, a juíza Eda Salete Zanatta de Miranda determinou a prisão preventiva de mais cinco suspeitos de terem participado do sequestro do agricultor: Marinete Alves da Silva, Edinei Figueiro, Nívea Rosa Galindo da Silva, Vladimir Aparecido Carvalho Grade e o paraguaio Fábio Eliandro Kelm Zarbock..

Outros três suspeitos de participarem da ação já tinham contra si mandados de prisão preventiva: João Rodrigues Ferreira, Márcio Lourival da Silva e Claudemir Correa dos Santos. Estes três últimos foram presos após operação da Polícia Civil, que resultou no estouro do cativeiro, em Gravataí, aonde estava o agricultor e um amigo, Osmar José Finkler, este que foi libertado.

Em janeiro, o delegado Leonel Carivali pediu exoneração do cargo de diretor da primeira da Delegacia Regional Metropolitana. O ofício foi encaminhado ao chefe de polícia, delegado Ranolfo Vieira Júnior, que informou que acatou a solicitação. O motivo do pedido de exoneração do cargo se deve, segundo o ofício, ao seu indiciamento, que teria deixado sua permanência na função inviável. No dia 20 de janeiro, Carivali foi indiciado pela Corregedoria da Polícia Civil pela morte do agricultor. O cargo foi assumido pelo delegado Cleiton Freitas, que já exercia a função nas férias de Carivali.

Entenda o caso

Na noite de 20 de dezembro de 2011, três policiais civis do Grupo Tigre do Paraná chegam ao Rio Grande do Sul para investigar uma quadrilha que mantinha em cárcere privado dois agricultores moradores daquele estado. Em uma viatura discreta, procuram pelo cativeiro em Gravataí. No bairro Morada do Vale II, eles cruzam com o sargento Ariel da Silva, à paisana, que estava de folga em uma motocicleta. Após desconfiança mútua, teria ocorrido troca de tiros. Cinco deles atingiram o PM. Os paranaenses são levados para o plantão da Polícia Civil de Gravataí. Depois de serem ouvidos, os três são liberados e retornam para Curitiba.

Os policiais civis paranaenses, que estiveram envolvidos na morte do sargento Ariel da Silva, na madrugada daquele dia, tiveram prisão preventiva decretada. O inquérito que investiga a morte do PM ainda não foi concluído.  Silva, que estava à paisana, suspeitou de três homens em um carro com placas do Paraná e acabou morto com uma rajada de metralhadora. Em um carro discreto, os paranaenses buscavam, em Gravataí, o cativeiro de um agricultor daquele estado. Um laudo pericial do Instituto-geral de Perícias (IGP) revelou posteriormente que o sargento havia ingerido álcool antes de morrer.

 

PM Ariel da Silva - Foto: Reprodução

Uma segunda equipe do Paraná, com quatro agentes, chega à Gravataí para continuar as buscas aos reféns. São seguidos pela Polícia Civil gaúcha. A Brigada Militar não é informada da ação. Os carros discretos dos policiais civis chama a atenção de moradores, que ligam para o telefone 190. PMs abordam os policiais na rua Doutor Luiz bastos do Prado. Em seguida, um Corsa com placas procuradas pelos agentes começa a sair de ré da garagem de um sobrado com cinco pessoas em seu interior (três bandidos e dois reféns). Os sequestradores deixavam o cativeiro, após receberem o resgate, para libertar os agricultores. Os policiais identificam as placas e correm em direção à casa. O delegado Carivali afirmou que atirou após um dos criminosos ameaçar sacar uma arma. O tiro atigiu o agricultor Lírio Persch.

Quadrilha de assalto à joalheria em Porto Alegre é suspeita por mais da metade dos ataques a bancos registrados na capital em 2012

26 de março de 2012 1

Porto Alegre já registrou onze ataques a bancos neste ano, oito deles foram assaltos ou tentativas. O levantamento é da Rádio Gaúcha.

A Delegacia de Roubos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) acredita que integrantes da quadrilha presa, ao tentar assaltar uma joalheria na capital gaúcha no sábado, esteja envolvida em sete destes casos. Segundo o delegado Juliano Ferreira, as imagens de câmeras de vigilância e a forma de atuação indicam que o grupo participou destes assaltos em Porto Alegre. Além de organizado e armado, o delegado ressalta que a quadrilha é violenta.

- No último assalto ao banco Itaú, no dia 20 de março, os dois vigilantes apanharam tanto dos assaltantes que tiveram que ser levados ao hospital para atendimento e um deles, provavelmente, tenha fraturado a mandíbula. Os assaltantes nos relataram, em depoimento aqui na delegacia, que eles se preocuparam muito com a situação do PM. Quando eles viram que atingiram o PM, aí eles tentaram contornar a situação e foram mais tranquilos com os reféns - relata o delegado.

Na tentativa de assalto à joalheria, quatro homens foram presos. Um quinto integrante, que estava do lado de fora do estabelecimento fugiu com a chegada da polícia. O delegado informa que ele já foi identificado e é pode ser preso nas próximas horas. Após o registro do flagrante feito no sábado, os assaltante foram conduzidos ao Presídio Estadual do Jacuí, em Charqueadas.

O sargento Ricardo Luis Domingues Rodrigues, de 47 anos, que foi ferido com um tiro nas costas, já recebeu alta do Hospital de Pronto Socorro (HPS).

BM instaura sindicância para apurar se houve excesso de PMs durante jogos do Gauchão em NH

26 de março de 2012 0

O Comando da Corporação no Vale do Sinos instaurou nesta manhã duas sindicâncias para apurar os dois fatos. No sábado, um cão da Polícia mordeu o jogador Vanderlei do Caxias durante tumulto na partida contra o Novo Hamburgo. E ontem, um PM usou spray de pimenta contra o volante Alberto do Cruzeiro em outro tumulto durante jogo contra o Grêmio, também em Novo Hamburgo.

A Brigada Militar vai apurar todos os fatos. Apesar do responsável pelo policiamento no estádio, no jogo de ontem, admitir que houve exagero, o Comando do Vale do Sinos nomeou um oficial da corporação para apurar os dois casos. Ele vai ouvir todos os envolvidos e analisar imagens de vídeo já disponibilizadas. Segundo a BM, a sindicância tem apuração mais rápida do que o inquérito. O prazo é de 20 dias podendo prorrogar por mais dez. O Comando acredita que a conclusão será antes do prazo final.