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Posts com a tag "Polícia Federal"

Empresa de grupo criminoso que fraudava licitações prestou serviços à Polícia Federal no RS

03 de julho de 2014 0

Uma das empresas, criadas por um grupo criminoso que fraudava licitações em todo o Brasil, prestou serviços à Superintendência da Polícia Federal (PF) no Rio Grande do Sul. O esquema, que causou prejuízo superior a R$ 40 milhões, foi desarticulado na manhã desta quinta-feira (3) após investigação em conjunto dos estados gaúcho e mato-grossense. O empresário Luís Felipe Da Pieve foi preso no Centro de Porto Alegre. A prisão ocorreu em duas salas comerciais onde as 17 empresas do grupo, em nome de “laranjas”, têm endereço. Além disso, vários documentos foram apreendidos

Na Superintendência da PF, na capital gaúcha, o serviço foi prestado no ano de 2009. Seria no setor de atendimento. Também houve prestação de serviços à Caixa Econômica Federal e a diversos setores públicos. A investigação começou pelo estado do Mato Grosso após suspeita em serviço de mão de obra em um prédio público daquele estado. Da Pieve já foi indiciado em mais de 20 inquéritos da PF em quatro estados brasileiros: RS, SP, SC e PR. Em pelo menos um dos casos ele foi condenado e em outro absolvido.

Documentos foram apreendidos em salas comerciais no Centro da capital / Foto: Polícia Federal

Documentos foram apreendidos em salas comerciais no Centro da capital / Foto: Polícia Federal

Fraude

A fraude ocorria em licitações na área de prestação de serviços, como limpeza e manutenção. Um grupo criminoso atuava há dez anos em todo o País com 17 empresas em nome de “laranjas” participando de licitações e oferecendo valores abaixo do mercado. Em alguns casos, participava com mais de uma empresa para garantir a contratação. Após isso, realizava apenas parte do serviço e também não havia recolhimento de verbas trabalhistas ou previdenciárias, encargos sociais em geral. A dívida acabava ficando com a União. O grupo ainda falsificava documentos e atestados de capacidade técnica.

Saiba mais:

Operação da Polícia Federal combate fraude em licitações no RS e no MT superior a R$ 40 milhões.

PF faz operações contra fraudes no Rio Grande do Sul.

Operação da Polícia Federal combate fraude em licitações no RS e no MT superior a R$ 40 milhões

03 de julho de 2014 15

A Polícia Federal e a Controladoria Geral da União (CGU) realizaram nesta quinta-feira (3) uma operação nos estados do Rio Grande do Sul (RS) e Mato Grosso (MT) para combater fraudes em licitações na área de prestação de serviços, como limpeza, manutenção, secretaria, entre outros. O empresário Luís Felipe Da Pieve, que foi preso no Centro de Porto Alegre, é considerado o maior suspeito por obter contratos públicos de forma irregular para prestação destes serviços.

A fraude ultrapassa o valor de R$ 40 milhões. Esta quantia está relacionada somente aos contratos, já que o desvio ainda não foi contabilizado. Na capital gaúcha, foram cumpridos um mandado de prisão temporária e três de busca e apreensão. Um suspeito em Porto Alegre e outro em Gravataí foram conduzidos para a Superintendência da Polícia Federal com o objetivo de esclarecer possível envolvimento no esquema. Participaram da chamada Operação Kamikaze 25 policiais federais e cinco servidores da CGU.

Em Porto Alegre, Polícia Federal cumpre três mandados de busca e apreensão / Foto: Polícia Federal

Em Porto Alegre, Polícia Federal cumpre três mandados de busca e apreensão e prende um empresário / Foto: Polícia Federal

Investigação

A investigação começou no Mato Grosso, após suspeita em relação a um serviço de prestação de mão de obra em um prédio público daquele estado. Um grupo criminoso atuava em todo Brasil participando de licitações públicas, principalmente na modalidade pregão eletrônico. O valor oferecido pelo serviço era muito abaixo do mercado, resultando na vitória do certame. Parte do serviço era executado, porém não havia o recolhimento de verba trabalhista nem previdenciária. Como as empresas estavam em nome de “laranjas” e não possuíam patrimônio, a União acabava respondendo subsidiariamente pelas dívidas. A quadrilha, segundo a Polícia Federal, usava documentos falsos e, em um mesmo processo licitatório, participava com mais de uma empresa do grupo.

De acordo com o delegado Daniel Madruga, da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado, este grupo criou 17 empresas no nome de “laranjas” e atuava desde o ano de 2004. Os nomes das empresas não foram divulgados. Segundo o delegado federal, elas têm como sede o mesmo endereço: duas salas comercias no Centro de Porto Alegre. Em alguns casos, participavam da mesma licitação com duas ou mais empresas.

Empresário

O empresário Luís Felipe Da Pieve se tornou o 13º maior devedor trabalhista do Rio Grande do Sul e possuía 17 empresas, algumas em nome de terceiros. O suspeito já havia sido alvo da Operação Freio de Ouro deflagrada em 2009, quando depois foi indiciado em mais de 20 inquéritos na Polícia Federal no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Em pelo menos um desses casos, ele foi condenado pela Justiça Federal. Pela Operação Kamikaze ele irá responder por fraude em ato licitatório e associação criminosa.

Operação Kamikaze

O nome da operação se deve ao fato de empresas serem criadas para acabarem extintas em seguida. O fato lembra o episódio dos pilotos japoneses que jogavam os aviões contra navios norte-americanos, provocando a própria morte, durante a Segunda Guerra Mundial.

Saiba mais:

Operação Freio de Ouro

Mais de 22 mil estrangeiros já ingressaram no Brasil através do Estado na primeira quinzena de junho

20 de junho de 2014 0

*Por Lucas Abati

Divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal do Rio Grande do Sul registrou, apenas na primeira quinzena de junho, o ingresso de 22,4 mil estrangeiros no país através do Estado. Sete pontos de fronteira com Argentina e Uruguai foram considerados, além do Aeroporto Salgado Filho.

Foi através de Uruguaiana que teve a maior entrada de estrangeiros, 5,8 mil registros (25,9%), pelo Aeroporto Salgado Filho foram 5,7 mil (25,7%) e Santana do Livramento 2,2 mil (10%). Do total de estrangeiros, 8,6 mil são argentinos, 7 mil uruguaios e 1,5 mil chilenos.

As estatísticas levam em conta apenas fronteiras internacionais. Estrangeiros que entraram por outro Estado e acessaram o Rio Grande do Sul por fronteira estadual ou voos domésticos não estão incluídos nos números.

No mesmo período, sete torcedores identificados como barra-bravas foram impedidos de entrar no Brasil pelo Rio Grande do Sul.

Saiba mais:

Mais dois argentinos são impedidos de entrar no Brasil por Uruguaiana

Argentinos barrados na Fronteira Oeste iriam se hospedar na casa de torcedor gremista

Polícia Federal impede entrada de mais quatro torcedores argentinos no RS

Polícia Federal impede entrada de mais quatro torcedores argentinos no RS

16 de junho de 2014 2

* Por Cid Martins

A Polícia Federal (PF) impediu na manhã desta segunda-feira (16) o ingresso de quatro torcedores argentinos no Rio Grande do Sul, por Uruguaiana, na Fronteira Oeste. Eles estavam em um veículo e disseram que iriam assistir jogos em Belo Horizonte e Porto Alegre.

De acordo com a assessoria da PF, dois deles constavam na lista enviada pelo governo do país vizinho com mais de 1,5 mil torcedores envolvidos em casos de violência nos estádios. Os outros dois também foram impedidos de entrar pelo fato de estarem acompanhando os barra bravas

Desde o dia 9 deste mês, outros seis barra bravas não puderam ingressar no Brasil. Um na semana passada, também em Uruguaiana, outro em Guarulhos (SP), mais dois em Foz do Iguaçu (PR) e dois no Rio.

Prevenção
O governo brasileiro publicou na última terça-feira (10) uma portaria que impede a entrada no País de pessoas inseridas no Sistema Nacional de Procurados e Impedidos como “membro de torcida envolvida com violência em estádios” durante o período do mundial. O texto da portaria foi assinado pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e será cumprida até o final da Copa do Mundo.

Saiba mais:

Seis estrangeiros são impedidos de entrar no Brasil

Secopa pede investigação do fornecimento de ingressos por torcedor para argentinos

Líder de torcida que prometeu abrigar barra bravas depõe na Polícia.

Polícia Federal realiza maior apreensão de cocaína no Rio Grande do Sul em 2014

04 de junho de 2014 7
Divulgação/ Polícia Federal

Divulgação/ Polícia Federal

*Por Lucas Abati

A Polícia Federal apreendeu 140 quilos de cocaína, na manhã desta quarta-feira (04), em Eldorado do Sul. Após uma denúncia, policiais montaram uma barreira na BR-290 e interceptaram uma camionete Fiat Strada que transportava a droga.

O motorista foi preso em flagrante e encaminhado ao Presídio Central. Esta foi a maior apreensão de cocaína realizada pela Polícia Federal no Rio Grande do Sul em 2014. 

 

Divulgação/ Polícia Federal

Divulgação/ Polícia Federal

Nesta quarta-feira, outras apreensões de drogas aconteceram. Saiba mais:

Casal é preso com 50 kg de maconha em Venâncio Aires

Polícia apreende 17 quilos de crack em chácara no Vale do Sinos

Polícia Federal realiza operação contra tráfico internacional de drogas no RS e MS

29 de maio de 2014 0

A Polícia Federal (PF) realizou nesta quinta-feira (29) uma operação para combater o tráfico internacional de drogas no Rio Grande do Sul (RS) e Mato Grosso do Sul (MS). Até agora, foram cumpridos oito mandados de prisão e 26 de busca e apreensão na chamadaOperação Suçuarana. Quatro pessoas foram presas no RS (três na capital e uma em Gravataí) e as outras quatro no MS (três em Ponta Porã e uma em Dourados).

Outro objetivo desta ação, que contou com 150 agentes, foi o sequestro de bens, no caso 21 imóveis e 120 veículos (carros e caminhões). Um dos imóveis sequestrados é um apartamento em Gramado, avaliado em R$ 780 mil. A quadrilha levava cocaína da Bolívia para o Paraguai, de onde ingressava no Brasil para distribuir nos seguintes estados: RS, São Paulo (SP), Minas Gerais (MG) e Rio de Janeiro (RJ).

Traficante tinha revenda de veículos na zona norte de Porto Alegre para lavar dinheiro / Foto: Polícia Federal

Traficante tinha revenda de veículos na zona norte de Porto Alegre para lavar dinheiro / Foto: Polícia Federal

Investigação

A organização criminosa foi desarticulada hoje, mas a investigação durou aproximadamente um ano. O esquema movimentava células com traficantes em diversos estados brasileiros. Neste período, houve apreensões de vários tipos de entorpecentes: 1,1 tonelada de cocaína e 3 toneladas de maconha.

Caminho da droga

A cocaína era transportada por via aérea da Bolívia para o Paraguai. Depois, era encaminhada por via terrestre para o Brasil, por Ponta Porã. Nesta cidade do MS havia um laboratório de refino de drogas, que inclusive, foi localizado em março deste ano pela polícia. Nesta local, o entorpecente era embalado e transportado para Dourados (MS), para depois seguir em fundos falsos de caminhões para quatro estados: RS, SP, RJ e MG.

Quadrilha

Alguns integrantes da quadrilha moravam em condomínios de luxo e possuíam carros importados. Em um dos casos, um deles montou uma revenda de veículos na zona norte de Porto Alegre para justificar o patrimônio.

Crimes

Os presos responderão pelos crimes de tráfico de drogas com agravante pelo fato de ser internacional, além de associação por tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Se condenados, as penas somadas ultrapassam 33 anos de prisão.

PF cumpriu mandado de prisão em Gravataí / Foto: Polícia Federal

PF cumpriu mandado de prisão em Gravataí / Foto: Polícia Federal

Operação Suçuarana

Suçuarana” é um dos nomes da onça-parda, mamífero com ampla distribuição geográfica e um exímio predador. A relação vem com o alcance do grupo e sua agilidade em realizar operações de tráfico.

Saiba mais:

Polícia Federal faz a maior apreensão de cocaína no ano de 2013 no Rio Grande do Sul
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Justiça Federal condena no ano passado quadrilha que usava idosas e crentes para traficar drogas em fraldas geriátricas.

Polícia Federal prende duas pessoas em flagrante por pedofilia no Rio Grande do Sul

21 de maio de 2014 6

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira (21) a Operação Proteja Brasil para combater em 14 estados do Brasil a pedofilia. No Rio Grande do Sul, duas pessoas foram presas em flagrante durante o cumprimento de dez mandados de busca na Região Metropolitana de Porto Alegre, Litoral Norte e Missões. As prisões foram na capital. Em todo o país, são cinco presos até o momento durante o cumprimento de 40 mandados de busca e apreensão.

Material apreendido com suspeitos de pedofilia pela Internet no RS / Foto: Polícia Federal

Material apreendido com suspeitos de pedofilia pela Internet no RS / Foto: Polícia Federal

Internet

Os crimes são cometidos através da difusão de imagens com conteúdo pornográfico envolvendo crianças e adolescentes pela Internet. A operação ocorre também nos estados de Alagoas, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina e Tocantins. Estão envolvidos cerca de 200 policiais federais. No Rio Grande do Sul, as ações são em Porto Alegre, Alvorada, Tramandaí e Santo Ângelo.

Balanço da Operação

Rio Grande do Sul: 2 presos e 10 mandados de busca de busca e apreensão

Alagoas: 1 mandado

Ceará: 2 mandados

Espírito Santo: 2 mandados

Goiás: 3 mandados de busca e uma prisão em flagrante

Mato Grosso: 2 mandados de busca

Minas Gerais: 2 mandados de busca e uma prisão em flagrante

Paraná: 1 mandado de busca e uma prisão em flagrante

Pernambuco: 6 mandados de busca e apreensão

Rio de Janeiro: 1 mandado

Roraima: 1 mandado

Santa Catarina: 2 mandados

São Paulo: 5 mandados

Tocantins: 2 mandados

Copa

A Operação é parte de um conjunto de ações de prevenção e repressão da PF com o objetivo de conter este tipo de crimes durante a Semana Proteja Brasil, promovida pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e pelo Ministério do Turismo. Mas também visa coibir estas práticas no período da Copa do Mundo. Segundo a coordenação desta ofensiva, não se descarta que possa ocorrer alguma prisão em flagrante. As ações inicialmente têm como objetivo apreender material pornográfico em locais que já foram investigados.

Operações

Nas últimas três operações da PF contra a pornografia infantil, desde o ano passado, 100 pessoas foram presas em vários estados brasileiros em 1441  inquéritos.

Saiba mais:

Operação da PF em novembro de 2013 combate pedofilia em 11 estados brasileiros.

Em junho de 2013, Operação Infância Segura da PF prende três pessoas no RS.

Operação Pureza 2 combate crimes de pedofilia internacional.

 

Desarticulada quadrilha que explodiu caixas eletrônicos de agência bancária em Porto Alegre

16 de maio de 2014 2

A Polícia Federal desarticulou na manhã desta sexta-feira (16) uma quadrilha que explodiu caixas eletrônicos de uma agência da Caixa Econômica Federal (CEF) na rua Vicente da Fontoura, bairro Santana, em Porto Alegre, no dia 14 de dezembro do ano passado. Os agentes prenderam hoje quatro integrantes da organização criminosa na zona leste da capital. Grupo utilizou explosivos para furtar dinheiro dos terminais, além de destruir parcialmente o local.

Ataque ocorreu em dezembro do ano passado na avenida Vicente da Fontoura / Foto: Polícia Federal

Ataque ocorreu em dezembro do ano passado na rua Vicente da Fontoura / Foto: Polícia Federal

Segundo a Polícia Federal, os suspeitos presos têm vários antecedentes criminais por tráfico de drogas, homicídio doloso, furto e porte ilegal de arma, entre outros. Um dos integrantes era adolescente na época do furto à CEF, no final de 2013, e neste ano já estava respondendo por crimes de homicídio doloso e porte ilegal de armas.

Mandados judiciais

Foram cumpridos nesta manhã três mandados de prisão e sete de busca e apreensão na zona leste da cidade, no Morro da Cruz, Campo da Tuca e em outras localidades do bairro Partenon. Ao todo, 90 policiais participam da Operação “Vicente da Fontoura”.

Quatro suspeitos que destruíram parcialmente o local foram presos hoje na zona leste / Foto: Polícia Federal

Quatro suspeitos que destruíram parcialmente o local foram presos hoje na zona leste / Foto: Polícia Federal

Saiba mais:

No mesmo dia, duas agências bancárias são atacadas em Porto Alegre, uma delas com explosivos.

Desarticulada quadrilha que planejava trazer droga de avião para o RS

03 de abril de 2014 1
Uma das apreensões ocorreu em dezembro do ano passado - Foto: Divulgação / PRF

Uma das apreensões ocorreu em dezembro do ano passado – Foto: Divulgação / PRF

Polícia Federal realizou nesta quinta-feira (3) operação que desarticulou uma quadrilha responsável por trazer mais de meia tonelada de cocaína para o Rio Grande do Sul. A ação de hoje teve apoio da Brigada Militar. Foram cumpridos 20 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão em Porto Alegre, Sapucaia do Sul, Novo Hamburgo, Santa Cruz do Sul, Campo Bom, Estância Velha e Farroupilha nesta quinta-feira, dia 03. Destes mandados de prisão, cinco foram cumpridos em cadeias gaúchas.

O objetivo é desarticular uma facção criminosa que estava associada ao narcotraficante brasileiro conhecido como “Pavão”, detido no Paraguai. A rede abastecia pontos de droga em Porto Alegre, Vale do Sinos e Santa Cruz do Sul. Os criminosos, apesar de presos no Rio Grande do Sul e no Paraguai, mantinham contato constante, gerenciando o envio de drogas para o estado.

No estado gaúcho, a quadrilha tinha, entre os líderes, Fabrício Santos da Silva, que foi preso em Foz do Iguaçu e encaminhado para a Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas. Mesmo dentro da Pasc, ele continuava coordenando o recebimento de droga.

No decorrer da investigação, iniciada em 2013, a Polícia Federal prendeu 33 pessoas, apreendeu 1,2 tonelada de drogas (meia tonelada só de cocaína), 165 mil reais em dinheiro, 24 veículos, entre eles um motor-home, um colete à prova de balas, diversas armas de calibre restrito, incluindo um fuzil AR-15, sete pistolas 9mm e uma submetralhadora.

Após várias interceptações de carregamentos de drogas pela Polícia Federal, a organização chegou a planejar a utilização de uma aeronave para o transporte de 200 quilos de cocaína que seriam arremessados em uma propriedade no município de Mostardas, ação que acabou não se concretizando.

Presa quadrilha que usava lavanderias e postos de combustível para desviar R$ 10 bilhões

17 de março de 2014 16
Um dos grupos usava rede de lavanderias e de combustíveis para movimentar valores - Foto: Divulgação / Polícia Federal

Um dos grupos usava rede de lavanderias e de combustíveis para movimentar valores – Foto: Divulgação / Polícia Federal

Dos mais de cem mandados cumpridos pela Polícia Federal nesta segunda-feira, dia 17, na operação que desarticulou quadrilha que praticava crimes financeiros pelo Brasil, dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Porto Alegre. De acordo com a Polícia Federal, as pessoas investigadas na capital gaúcha teriam se beneficiado do esquema, após negociar moeda estrangeira com integrantes do mercado clandestino de câmbio no Brasil.

Um dos mandados de busca e apreensão foi cumprido na casa do engenheiro Eduardo Antonini. Procurado pela reportagem da Rádio Gaúcha, não quis gravar entrevista. Ele confirma que a Polícia Federal esteve em seu apartamento procurando dinheiro e que nada achou. Disse também que não tem a menor ideia do que está acontecendo.

O outro mandado foi cumprido na casa do jornalista Marcos Martinelli. Segundo ele, o nome que constava no mandado não estava no seu nome e nem era do seu apartamento. Mesmo assim, sua esposa liberou o acesso da sua casa. Após revirar o local, os policiais levaram um lap-top.

- Não estou sabendo de nada (do seu possível envolvimento na investigação). Não tenho vinculação nenhuma (com o grupo investigado). Eu trabalho para empresas e políticos – afirmou Martinelli.

A operação foi realizada no Distrito Federal e mais seis estados, entre eles o Rio Grande do Sul. Foram cumpridas também ordens de sequestro de imóveis de alto padrão, além da apreensão de patrimônio adquirido por meio de práticas criminosas, e bloqueio de dezenas de contas e aplicações bancárias.

Um líder de uma das quatro facções criminosas, envolvidas no esquema foi preso em Londrina. A operação recebeu o nome de Lava Jato. Segundo a Polícia Federal, um dos grupos executava a lavagem de dinheiro por meio de uma rede de lavanderias e postos de combustíveis.

O grupo investigado além de envolver alguns dos principais personagens do mercado clandestino de câmbio no Brasil é responsável pela movimentação financeira e lavagem de ativos de diversas pessoas físicas e jurídicas envolvidas com crimes como o tráfico internacional de drogas, corrupção de agentes públicos, sonegação fiscal, evasão de divisas, extração, contrabando de pedras preciosas, desvios de recursos públicos, dentre outros.

A ação foi realizada desempenhada pela Polícia Federal do Paraná.