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Posts com a tag "Polícia Federal"

Polícia Federal indicia 22 pessoas na Operação Concutare

03 de maio de 2013 1

(Divulgação)
(Divulgação)

* Por Cid Martins

Dos 22 indiciados na Operação Concutare, 18 são suspeitos de fraude ambiental e foram detidos na última segunda-feira, 29. Outros quatro indiciados prestaram depoimento e  também são suspeitos de participar do esquema. A Polícia Federal informou que mesmo sem a conclusão do inquérito, os indiciamentos podem ocorrer em qualquer fase do procedimento. A Polícia Federal não revelou nomes e destacou que a maioria das suspeitas é por corrupção passiva, quando envolve servidores públicos, e corrupção ativa, quando envolve empresários. Dos 18 presos, seis são empresários, seis são servidores públicos e outros seis são despachantes. A Polícia Federal já informou que, no total, 50 pessoas podem ser indiciadas. Além da corrupção, há crimes ambientais, crimes contra administração pública, lavagem de dinheiro, entre outros.

Depoimentos

Hoje estão previstos pelo menos sete depoimentos, entre eles,  um preso que será interrogado novamente.  Outras seis pessoas são testemunhas, uma delas é Rosa Záchia, comerciante e irmã de Luiz Fernando Záchia, secretário do Meio Ambiente de Porto Alegre, que foi exonerado. O objetivo, segundo a defesa, é que ela preste esclarecimentos sobre questões familiares, já que ela não tem nenhum envolvimento com a área ambiental.

No total, já foram 22 depoimentos de presos, sendo que, dos 18 detidos, quatro foram interrogados mais de uma vez. Ao todo, 100 pessoas já estão sendo intimadas para depor.

Liberações

Até o momento, cinco suspeitos já foram soltos. São três empresários, um engenheiro ambiental e um servidor da Fepam. A expectativa das defesas é que outros três empresários possam ser liberados hoje. Os três são suspeitos de pagar propina para técnicos da Fepam, com o objetivo de liberar licenças ambientais.

Prisão Temporária

Hoje é o último dia do prazo de cinco dias da prisão temporária dos suspeitos. Se não forem liberados, as defesas de 13 deles já começarão a estudar medidas judiciais para a soltura. A Polícia Federal ainda não informou se vai prorrogar o prazo das prisões temporárias.

Saiba Mais:

- Polícia Federal vai intimar 100 pessoas para prestar depoimento na Operação Concutare
- Polícia Federal retoma hoje depoimentos da Operação Concutare
- Luis Fernando Záchia depõe por quase seis horas à Polícia Federal
- Quatro suspeitos de fraude ambiental começam a depor nesta tarde na PF
- Secretário do Meio Ambiente da Capital exonerado depõe nesta quarta na Polícia Federal
- Polícia Federal prende 18 pessoas por liberação irregular de licenças ambientais

Entenda o Caso

A Operação Concutare, deflagrada na segunda-feira (29/04) resultou na prisão temporária de 18 pessoas, entre elas: empresários, servidores públicos e políticos como o ex-secretário do Meio Ambiente e consultor da secretaria, Berfran Rosado (PPS), e os secretários Estadual do Meio Ambiente, Carlos Fernando Niedesberg (PC do B), e da Capital, Luiz Fernando Záchia (PMDB). A investigação da Polícia Federal aponta suposta fraude na concessão de licenças ambientais mediante pagamento de propina para a liberação de mineração e empreendimentos imobiliários. A investigação continua e a Polícia Federal acredita que até 50 pessoas podem ser indiciadas.

Polícia Federal vai intimar 100 pessoas para prestar depoimento na Operação Concutare

02 de maio de 2013 1

* Por Paulo Rocha, da Rádio Gaúcha

Mais 100 pessoas serão intimadas pela Polícia Federal para prestar esclarecimentos dentro da Operação Concutare que apura fraudes na emissão de licenças ambientais. São testemunhas e investigados que não foram detidos. Vinte intimações já foram emitidas pela corporação.

Saiba Mais:
- Polícia Federal retoma hoje depoimentos da Operação Concutare
- Luis Fernando Záchia depõe por quase seis horas à Polícia Federal
- Quatro suspeitos de fraude ambiental começam a depor nesta tarde na PF
- Secretário do Meio Ambiente da Capital exonerado depõe nesta quarta na Polícia Federal
- Polícia Federal prende 18 pessoas por liberação irregular de licenças ambientais

Hoje serão ouvidos seis presos, três na parte da manhã, que ainda não tinham prestado depoimento, além de outras duas pessoas, que já foram ouvidas.

Entenda o Caso

A Operação Concutare, deflagrada na segunda-feira (29/04) resultou na prisão temporária de 18 pessoas, entre elas: empresários, servidores públicos e políticos como o ex-secretário do Meio Ambiente e consultor da secretaria, Berfran Rosado (PPS), e os secretários Estadual do Meio Ambiente, Carlos Fernando Niedesberg (PC do B), e da Capital, Luiz Fernando Záchia (PMDB). A investigação da Polícia Federal aponta suposta fraude na concessão de licenças ambientais mediante pagamento de propina para a liberação de mineração e empreendimentos imobiliários. A investigação continua e a Polícia Federal acredita que até 50 pessoas podem ser indiciadas.

Polícia Federal retoma hoje depoimentos da Operação Concutare

02 de maio de 2013 0

* Por Paulo Rocha

Pelo menos mais seis pessoas devem ser ouvidas nesta quinta-feira, 2, na investigação da Polícia Federal que apura fraudes em licenciamentos ambientais. O primeiro a ser ouvido hoje será o empresário Gilberto Pollnow, de Pelotas. Ele é proprietário de uma empresa de mineração, com mais de 40 anos de atuação na região. Segundo o advogado dele, João Pedro Schild, o empresário não praticou nenhum crime. A única relação do empresário foi com um prestador de serviços, também preso acusado de agilizar a emissão de licenças. No entanto, o advogado alega que o empresário não obteve qualquer vantagem para a emissão de renovação de licença para a empresa de mineração.

Saiba Mais:
- Luis Fernando Záchia depõe por quase seis horas à Polícia Federal
- Quatro suspeitos de fraude ambiental começam a depor nesta tarde na PF
- Secretário do Meio Ambiente da Capital exonerado depõe nesta quarta na Polícia Federal
- Polícia Federal prende 18 pessoas por liberação irregular de licenças ambientais

Os depoentes chegaram nesta manhã à Superintendência da Polícia Federal em uma van, vinda do Presídio Central. Além do empresário, também está marcado para hoje o depoimento do servidor da Fepam Mattos'Além Roxo. Além dos detidos, a Polícia Federal também poderá começar a ouvir outras pessoas que tenham possíveis relações com a fraude.

Entenda o Caso

A Operação Concutare, deflagrada na segunda-feira (29/04) resultou na prisão temporária de 18 pessoas, entre elas: empresários, servidores públicos e políticos como o ex-secretário do Meio Ambiente e consultor da secretaria, Berfran Rosado (PPS), e os secretários Estadual do Meio Ambiente, Carlos Fernando Niedesberg (PC do B), e da Capital, Luiz Fernando Záchia (PMDB). A investigação da Polícia Federal aponta suposta fraude na concessão de licenças ambientais mediante pagamento de propina para a liberação de mineração e empreendimentos imobiliários. A investigação continua e a Polícia Federal acredita que até 50 pessoas podem ser indiciadas.

Luis Fernando Záchia depõe por quase seis horas à Polícia Federal

02 de maio de 2013 3

* Por Eduardo Matos

O ex-secretário do Meio Ambiente de Porto Alegre Luis Fernando Záchia depôs por cinco horas e meia na Superintendência da Polícia Federal, na capital gaúcha. O depoimento dele foi o mais longo dos 12 que já falaram aos delegados responsáveis pela Operação Concutare até agora. O advogado de Zachia, Rafael Leal, afirma que o depoimento foi extenso porque ele teria detalhado todas as dúvidas dos delegados.

Saiba Mais:
- Quatro suspeitos de fraude ambiental começam a depor nesta tarde na PF
- Secretário do Meio Ambiente da Capital exonerado depõe nesta quarta na Polícia Federal
- Polícia Federal prende 18 pessoas por liberação irregular de licenças ambientais

"Foi extenso, mas foi ótimo. Ele explicou todas os pontos do inquérito. Estamos tranquilos com a versão apresentada", afirma Leal.

Também prestaram depoimento nesta quarta-feira os empresários Vanderlei Padova e Nei Isoppo e um dos presos, cujo nome não é conhecido. O advogado de Isoppo, Fernando Barreti, garante que seu cliente não tem qualquer participação no esquema investigado pela Polícia Federal.

"O depoimento foi tranquilo. Só o procedimento normal da Polícia. Agora aguardamos a liberação dele", conclui Barreti.

Após os depoimentos, os quatro presos foram levados de volta ao Presídio Central. Oito pessoas devem depor nesta quinta-feira na Polícia Federal sobre as investigações que resultaram na Operação Concutare. Dois deles estão entre os seis presos que ainda não falaram à Polícia Federal. Até agora, dois dos 18 presos, foram soltos: o empresário Disraeli Donato Costa Beber e o servidor da Fepam Ricardo Pessoa.

Entenda o Caso

A Operação Concutare, deflagrada na segunda-feira (29/04) resultou na prisão temporária de 18 pessoas, entre elas: empresários, servidores públicos e políticos como o ex-secretário do Meio Ambiente e consultor da secretaria, Berfran Rosado (PPS), e os secretários Estadual do Meio Ambiente, Carlos Fernando Niedesberg (PC do B), e da Capital, Luiz Fernando Záchia (PMDB). A investigação da Polícia Federal aponta suposta fraude na concessão de licenças ambientais mediante pagamento de propina para a liberação de mineração e empreendimentos imobiliários. A investigação continua e a Polícia Federal acredita que até 50 pessoas podem ser indiciadas.

Secretário do Meio Ambiente da Capital exonerado depõe nesta quarta na Polícia Federal

30 de abril de 2013 2

Inquérito da PF tem pelo menos dois volumes e cerca de mil páginas / Foto: Divulgação

Depois de iniciar com os depoimentos dos 18 presos por fraude na liberação de licenças ambientais, a Polícia Federal ouve nesta quarta-feira mais quatro detidos. Provavelmente os interrogatórios irão ocorrer na parte da tarde. O principal depoimento, de acordo com o advogado Rafael Leal, é o do ex-secretário do Meio Ambiente de Porto Alegre, Luiz Fernando Záchia.

Defesa
Leal teve acesso ao inquérito na segunda-feira através do Tribunal Regional Feral da 4ª Região. De acordo com ele, em nenhum momento há provas concretas que apontem algum tipo de crime do seu cliente. "Tudo é supostamente, provavelmente, possivelmente".

Análise
A Polícia Federal segue nesta quarta-feira com a análise de documentos e computadores. Dia 6 de maio peritos de outros lugares do país irão analisar os danos ambientais causados por empreendimentos e serviços realizados por meio de licenças ambientais irregulares. Por fim, a última análise a ser feita será uma perícia contábil.

Polícia Federal prende 18 pessoas por liberação irregular de licenças ambientais

29 de abril de 2013 3

A Polícia Federal desarticulou na manhã desta segunda-feira, 29, a Operação Concutare. O objetivo da ação, que contou com 150 agentes, é reprimir crimes ambientais, crimes contra a administração pública e lavagem de dinheiro.

São 29 mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais estão sendo cumpridas em Porto Alegre, Taquara, Canoas, Pelotas, Caxias do Sul, Caçapava do Sul, Santa Cruz do Sul, São Luiz Gonzaga, no Rio Grande do Sul, e em Florianópolis, Santa Catarina.

Em entrevista ao programa Gaúcha Hoje, o governador do Rio Grande do Sul falou sobre operação da Polícia Federal, que prendeu gestores da área ambiental. Tarso Genro ficou sabendo da ação durante a madrugada e disse que todos os envolvidos serão afastados, como medida preventiva:

Até o momento, 18 pessoas foram presas. Entre elas, o secretário estadual do Meio Ambiente, Carlos Niedersberg, o secretário municipal do Meio Ambiente, Luiz Fernando Záchia e o ex-secretário do Meio Ambiente Berfran Rosado.

O prefeito de Porto Alegre afastou temporariamente o secretário Luiz Fernando Záchia. Em entrevista ao programa Gaúcha Atualidade, José Fortunati afirmou desconhecer mais detalhes da investigação e disse que afastou Záchia sem fazer juízo de valor sobre acusações da Polícia Federal:

Uma coletiva marcada para as 10h, na Superintendência da Polícia Federal no Rio Grande do Sul, deve esclarecer mais detalhes da operação.

Operação Concutare

A operação teve início em junho de 2012 quando identificou um grupo formado por servidores públicos, consultores ambientais e empresários, que atuavam na obtenção e na expedição de concessões ilegais de licenças ambientais e autorizações minerais junto aos órgãos de controle ambiental.

PF desarticula rede de corrupção infiltrada em instituições públicas no Sul do Brasil

25 de abril de 2013 0

* Atualizada às 18h00m

Cerca de 250 policiais cumpriram 40 mandados de prisão e de busca nos três estados do Sul do Brasil. Até o momento, 22 presos, sendo três deles oficiais da PM paranaense. O objetivo é desarticular uma quadrilha de contrabandistas e de exploração de jogos de azar, inclusive com suspeita de corrupção policial e envolvimento de um assessor parlamentar. A base do grupo é no Paraná, mas ações ocorreram também em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Aqui, foram expedidos  mandados para serem cumpridos em Porto Alegre e Canoas devido ao envolvimento com contrabando de cigarros, já que grande parte das mercadorias tinha como destino o estado. Ainda não há informações de detidos na Região Metropolitana.

Polícia Federal prende 22 integrantes de quadrilha de contrabandistas no Sul do Brasil / Foto: Divulgação PF

Operação Fractal

São 23 mandados de prisão preventiva, seis de prisão temporária e 29 de condução coercitiva. A investigação é da Polícia Federal do Paraná. A quadrilha usava um grupo de policiais militares que ficava em rotas de contrabando no noroeste do estado. Além de facilitar a passagem de mercadorias, os PMs extorquiam contrabandistas concorrentes. O delegado José Alberto Iegas, coordenador da Operação, destaca que a quadrilha fazia pressão política para trocar PMs nos comandos de batalhões.

"Há suspeita, que estamos averiguando, de envolvimento também de dois servidores das Receitas Federal e Estadual e de um policial federal do Paraná", ressalta Iegas.

Assessor parlamentar

A quadrilha era liderada por um assessor de deputado estadual do Paraná e também por oficiais da PM. Parte dos valores e patrimônio obtidos pelos criminosos foi bloqueada na Justiça. O grupo também estava se infiltrando em setores das Polícias Civil, Federal, além da Militar, e nas Receitas Estadual e Federal, Ministério Público e Assembléia Legislativa. Tudo isso  no Paraná. O principal alvo do esquema era o contrabando de cigarros.

Rio Grande do Sul

No estado, foram expedidos mandados para serem cumpridos em Porto Alegre, um de prisão e outro de busca e apreensão. Em Canoas, foram expedidos um mandado de busca e apreensão e outro de condução coercitiva. Neste caso, o suspeito abordado é conduzido até a Polícia Federal para depoimento. Ainda não há informação sobre prisões no estado. A maior parte do cigarro contrabandeado no Paraná tinha como destino o Rio Grande do Sul. Em Santa Catarina, o grupo lavava dinheiro ao adquirir residências e outros bens.

Os presos:

Paraná

Em Curitiba, 13 pessoas foram presas. Entre elas, 4 policiais militares e 1 assessor parlamentar. Em Foz do Iguaçu, foram 4 presos (1 policial civil). Na cidade de Maringá, foram 5 presos, dos quais 4 eram policiais militares. Foram apreendidos 13 veículos de luxo em Curitiba, além de computadores, joias e valores em dinheiro.

Foram efetuadas 23 conduções coercitivas no Estado, das quais 16 em Curitiba (2 policiais militares), 4 em Maringá, 2 em Londrina e 1 em Foz do Iguaçu.

Santa Catarina

Em Laguna e em Joinville foram cumpridos mandados de condução coercitiva (1 em cada cidade

Rio Grande do Sul

Foram cumpridos 2 mandados de busca e apreensão (um em Porto Alegre e outro em Canoas) e 1 mandado de condução coercitiva em Canoas.

Flagrantes

Em Curitiba, foram apreendidas 4 armas de fogo e um silenciador, artigo proibido por lei. Também foi encontrada pequena porção de droga, além de medicamento de origem estrangeira.

Em Foz do Iguaçu, uma arma foi apreendida.

* Ouça a entrevista coletiva do delegado José Alberto Iegas concedida no estado do Paraná:

Quadrilha de tráfico internacional com base em Caxias do Sul é julgada pela Justiça Federal

15 de abril de 2013 0

É sob o olhar atentos de agentes da Polícia Federal e um forte esquema de segurança que 21 de 25 réus em um processo por tráfico internacional de drogas estão sendo julgados em Caxias do Sul de hoje, segunda-feira, até a próxima sexta-feira.

Os presos são acusados de integrar uma quadrilha responsável por abastecer parte o Rio Grande do Sul com maconha e que foi desarticulada pela Delegacia da Polícia Federal de Caxias com apoio do setor de inteligência da Brigada Militar e Ministério Público.

Parte do bando foi presa durante cinco meses de investigações, outras 13 pessoas, incluindo os líderes, foram capturados quando a operação foi deflagrada, no começo de dezembro de 2012. As investigações da PF iniciam quando a BM apreendeu 690 kg de maconha em um apartamento de classe média no bairro Santa Catarina.

Agentes iniciaram o monitoramento do bando e ao longo das investigações, conseguiram apreenderam um total de 4,7 toneladas de maconha. Segundo o que foi apurado no inquérito, os criminosos adquiriam maconha no Paraguai e traziam para Caxias do Sul, onde ela ficava armazenada. Além de Caxias, aconteceram prisões na Região Metropolitana do Estado e no Paraná.

Justiça Federal condena na Capital dupla que vendia medicamentos pela Internet

23 de janeiro de 2013 1

Material e dinheiro apreendidos com 5 presos na Operação Pedra Redonda, em 2008 / Foto: Divulgação PF

A Justiça Federal do Rio Grande do Sul condenou pelo crime de lavagem de dinheiro uma dupla que vendia medicamentos controlados pela Internet. O esquema foi investigado na Operação Pedra Redonda, realizada pela Polícia Federal em 2008. O líder desta quadrilha já havia sido condenado a 21 anos e quatro meses de prisão por tráfico internacional de drogas e pela venda online de remédios em setembro do ano passado.

Desta vez, a sentença foi assinada pelo juiz federal Daniel Marchionatti Barbosa, da 1ª Vara Federal Criminal de Porto Alegre. As penas aplicadas para o crime de lavagem foram de sete anos e seis meses de reclusão, para um dos réus já condenado por tráfico de drogas, e de quatro anos e cinco meses para o outro réu. No entanto, nos dois casos, ambos vão cumprir as penas no regime semiaberto.

Operação Policial
Em um primeiro momento, a quadrilha foi desarticulada na chamada Operação Ouro Verde, que investigou entre 2003 e 2007 uma instituição de câmbio clandestina na Capital. Na época, até ao ex-treinador da dupla Grenal Celso Roth foi envolvido no esquema e indiciado pela Polícia, mas absolvido pela Justiça. Como havia grande movimentação de recursos financeiros no nome de uma única pessoa, Polícia Federal e Ministério Público Federal deram prosseguimento às investigações. Foi a chamada Operação Pedra Redonda, com cinco presos. Além da prisão dos envolvidos na venda de remédios controlados, foi decretada a perda de depósitos bloqueados em contas na Suíça, no Panamá e em Liechtenstein, no valor de aproximadamente U$ 1,3 milhão, que devem ficar à disposição da União. A Justiça Federal não divulgou o nome dos condenados.

Caso Soligo: PF desarticula quadrilha comandada por megatraficante gaúcho detido no Paraná

28 de novembro de 2012 1

A Polícia Federal desarticulou uma das principais organizações criminosas que enviava cocaína do Paraguai para o Brasil, principalmente para a Região Sul. O esquema era comandado por Erineu Domingo Soligo, 59 anos, o Pingo, natural de Três Passos, preso no Paraguai há dois anos e extraditado para o Brasil. Atualmente estava no regime semiaberto na Penitenciária Agrícola de Piraquara (PR) para cumprimento de penas que somam mais de 40 anos de prisão. O filho dele, Jonathan Winck Soligo, 31 anos, natural de Pota Porã, foi preso hoje e era um dos principais articuladores da rede de narcotraficantes. Em 2010, os filhos do megatraficante foram presos no Mato Grosso do Sul, entre eles Jonathan, mas como foi em flagrante, foi liberado depois.

Erineu Soligo /G. Irala Diário Última Hora

Hoje foi deflagrada a Operação Grumatã. A Polícia Federal cumpriu sete mandados de prisão preventiva e dez de busca e apreensão nos estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul. Por serem considerados integrantes de uma das principais organizações que remetem cocaína para o país, os dois líderes serão encaminhados à Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Catanduvas, no Paraná.

Operação Grumatã

Desde o início do ano, a Polícia Federal investiga rede de narcotraficantes que atua a partir da cidade de Aral Moreira (MS), na fronteira com o Paraguai, com a distribuição de centenas de quilos de cocaína para o Brasil, principalmente para a Região Sul. A ação iniciou quando surgiram indícios de que a organização era comandada por Pingo. Em agosto, foram apreendidos 16 quilos de cocaína em Santo Antônio da Patrulha. As informações eram de que a droga teria sido enviada por Pingo e por seu filho, que reside em Aral Moreira. Eles foram apontados por terem ligações com o traficante carioca Fernandinho Beira-Mar. Pai e filho têm três fazendas na fronteira com o Paraguai.

Entre janeiro e agosto deste ano, foram presas 9 pessoas e apreendidos 108 quilos de cocaína, armas, veículos e mais de R$ 110 mil. As ações foram em Campo Grande (MS), Portão, Viamão, Bom Princípio e Santo Antônio da Patrulha. Os bens sequestrados têm o valor estimado de R$ 20 milhões, como fazendas, imóveis, gado e veículos de luxo. Os presos deverão ser julgados por tráfico de drogas, associação ao tráfico de drogas e pelo crime de lavagem de dinheiro, podendo ser condenados a penas que variam de 10 a 30 anos de reclusão.

Dinheiro apreendido de megatraficante gaúcho / Foto: Divulgação PF