O ex-vigilante Rodrigo Luciano Luz foi condenado no final da noite passada a 23 anos, um mês e 15 dias de prisão em regime fechado. O Tribunal do Júri do homem responsável pelo maior cárcere privado da história do Rio Grande do Sul ocorreu em Canoas. O fato ocorreu em fevereiro de 2010, no bairro Guajuviras, quando ele manteve a ex-companheira refém por 69 horas. Os dois filhos do casal também ficaram no cárcere, só que foram liberados antes.
Crimes
Conforme a sentença dos jurados, Luz foi condenado pelo crime de tentativa de homicídio qualificado. Na época, ele acabou atingindo um cunhado por disparo de arma de fogo momentos antes do cárcere, além de atirar contra PMs. A juíza Lourdes Helena Pacheco da Silva ainda entendeu que o réu também cometeu o crime de cárcere privado da família, mas absolveu Luz dos crimes de receptação e adulteração de veículo roubado. Na época, ele também usou um carro para manter a família refém.
Defesa
O advogado Valdir Jung tentou desclassificar a acusação de tentativa de homicídio para lesão corporal grave. Além disso, entendia que Luz, conforme laudo psiquiátrico, estava com perturbação mental e por isso manteve a família refém. Ele não aceitava a separação. No entanto, médicos psiquiátricos alegaram que ele tem capacidade mental de responder às acusações.








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