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Posts de abril 2008

Aventuras de uma onívora chinesa em Londres

30 de abril de 2008 0

Então que, para ser minha amiga, além de gostar de mim, é importante que a criatura goste de comer. E posso dizer que o Márcio e eu somos felizardos nesse sentido, tantos os queridos amigos que temos que compartilham do amor pela boa mesa.

A Caroline Chang, que depois de ser minha amiga ainda virou minha editora, é uma dessas pessoas. Com a peculiaridade de encarar todas as aventuras gastrômicas com bravura indômita e comer muito, muito devagar – algo que invejo com todo o meu ser, apesar de achar que o prato dela às vezes fique frio ;-).

Pois eis que a Cacá andou passando por Londres e comendo no Fifteen, restaurante do Jamie Oliver. Na volta, teve a generosidade de compartilhar a experiência num post que virou nove no Cookies, do Sérgio Lüdtke, sua cara-metade. O que você está fazendo aqui ainda? Trate de ir para lá imediatamente.

Postado por Cássia Zanon

Três dias, quatro filmes

28 de abril de 2008 5

A semana passada era para terminar em happy hour com o pessoal do trabalho, mas um pequeno mau-humor de última hora me fez trocar o chope e as fofocas por duas horas de reclusão no cinema. Começou assim a minha minimaratona de quatro filmes absolutamente diferentes do fim de semana, todos bacanas, cada um do seu jeito.

A FAMÍLIA SAVAGE – Emocionante, com atuações impecáveis do Phillip Seymour Hoffman e da Laura Linney. Quem nunca lidou com o envelhecimento e a perda de uma pessoa querida talvez não curta, não entenda, não se envolva. Mas eu saí do cinema profundamente tocada.

ENCANTADA – Aiê, é fofo, é engraçado, é bonitinho, é um filme para ver numa tarde chuvosa de sábado. Quem passou a infância vendo filmes Disney (e quem não?) certamente vai curtir. Pode tirar essa expressão de nojinho do rosto e pegar na locadora. É diversão certa. Preste atenção na ironia de muitas das passagens que demonstram o conflito entre o %22mundo Disney%22 e a realidade e na atuação divertidíssima da Amy Adams.

IDIOCRACY – Relutei e relutei em pegar o filme, apesar de gostar do Luke Wilson e achar a sinopse curiosa. Precisou a indicação de uma pessoa a quem respeitamos (o Edu, ilustrador da Zero Hora), para cairmos de cabeça no filme. Pode ver, que é diversão certa, com críticas contudentes e assustadoras à estupidificação da sociedade.

BEE MOVIE – Adoro animações. Sou fã das animações da Dreamworks. Curto um monte o Seinfeld. O filme é legal. Mesmo assim, sei lá, faltou alguma coisa. Num domingo à noite depois de um fim de semana cheio de programação pode ser uma boa pedida. Mas não vá esperando um Nemo ou um Carros e muito menos um Ratatouille.

Postado por Cássia Zanon

Brechó do bem

25 de abril de 2008 1

A dona Alair, também conhecida como minha mãe, é uma das muitas voluntárias que trabalham o ano todo – muito além do McDia Feliz – para ajudar a arrecadar fundos para o Instituto do Câncer Infantil. Se você curte moda e adora catar coisas interessantes em brechós, eis uma oportunidade de fazer isso e ainda ser útil a uma causa bacana.

Neste sábado, das 9h até as 16h, o ICI – que fica na Francisco Ferrer, 276 –promove seu brechó mensal de roupas, calçados e acessórios. São peças de vários tipos e estilos, algumas inclusive novinhas em folha.

Toda a renda das vendas será revertida para o instituto. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 3331-8704. Quem quiser, também pode levar doações.

Postado por Cássia Zanon

A quem interessar possa

25 de abril de 2008 1

Agora, além de assinar o feed RSS do blog, os meus queridos 17 leitores podem também receber os avisos de atualização por e-mail. Para isso, basta informar o e-mail ali do lado e clicar em “Assinar”. Depois, é preciso confirmar a assinatura através de um link que será enviado pelo sistema.

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A tecnologia é uma coisa impressionante, não? ;-)

Postado por Cássia Zanon

Diga-me como te portas num bufê...

25 de abril de 2008 7

Sabe Deus por quê, sempre gostei de ler sobre etiqueta. Em casa sempre houve livros sobre o assunto e, quando menina, com 12, 13 anos, eu achava fascinante aprender como arrumar diferentes tipos de mesa, sobre como se vestir adequadamente para ocasiões sociais e que tipo de pratos servir e quando. Não lembro da autoria desses livros, mas, como resultado dessas leituras adolescentes, nunca me apavorei ao ver uma fileira enorme de talheres ao lado dos pratos, sempre botei o guardanapo no colo na hora da refeição e, apesar de não ter tido (nem querido ter) a oportunidade, não me apertaria para comer escargot.

Claro que o fato de conhecer as regras de bom convívio social não significa que eu as cumpra sempre. Eu falo alto, falo mais palavrões do que gostaria, cometo gafes e indiscrições (que atire a primeira pedra…) e como muito rápido – entre tantos outros defeitos que vou parar de listar para não começar a ter problemas de auto-estima. Mas tem uma regrinha básica que procuro cumprir sempre, em todos os momentos da minha vida: se alguma atitude minha pode afetar a vida de outra pessoa, presto bastante atenção e tento ser o menos intrusiva possível. 

Com essa premissa em mente, acredito que, se tem um momento da vida de uma pessoa em que o caráter mais profundo se revela, este é o bufê. No almoço de ontem presenciei uma sucessão de atitudes que me deixaram com medo, muito medo, pela humanidade. Porque se as pessoa agem de um jeito bárbaro no momento sagrado que é a refeição, calcule-se o que faz no resto do tempo. Vai daqui, portanto, meu Pequeno Manual de Comportamento em Bufês, que eu mesma procuro cumprir à risca, porque, como já disse, a forma como me porto ali diz muito sobre mim.

1 – Não mexa nos cabelos enquanto está se servindo. Também não coce a cabeça, não coce o nariz, não espirre ou tussa sobre a salada.

2 – Antes de começar a se servir, dê uma olhada geral nos pratos que estão ali e monte mentalmente o prato antes de entrar em ação. Isso vai evitar que você (1) se sirva de mais do que o necessário, (2) misture coisas improváveis como moqueca de peixe com porco agridoce (eu já vi isso num prato), (3) irrite os apressadinhos ao tentar decidir tudo na hora e demorar muito fazendo isso.

3 – Quando for se servir de alimentos em pedaços, pelo amor de Deus não cutuque trocentos pedaços antes de se servir de um. Também não revire todos e busque aquele que está lá no fundo. Se quiser o pedaço de frango sem pele, deixe para tirá-la no seu prato.

4 – No caso de pratos inteiros, lembre-se de que várias pessoas vão se servir também e vão pagar o mesmo preço que você. Por isso, nada de tirar toda a cobertura de queijo queimadinho da lasanha ou se servir apenas do recheio da quiche ou (isso eu vi ontem, juro) varrer 80% das ameixas que estão sobre o manjar de côco de 12 porções para dentro do seu prato.

5 – Mesmo que você tenha horário e esteja atrá de um lerdo (um erro não justifica outro), não cole na traseira da criatura nem fique bufando na nuca do colega comensal.

Tem uma crônica do Verissimo sobre bufês que é leitura obrigatória para os interessados no assunto. Infelizmente, não encontrei o texto online para reproduzir aqui, mas, se não me engano, ele está no livro A Mesa Voadora.

Os comentários estão abertos para mais itens. Almoçando há pouco com o pessoal do trabalho, a Roberta lembrou de uma coisa que ela abomina: encostar a concha de servir feijão no arroz do próprio prato e, ao pegar o feijão, deixá-lo cheio de grãos de arroz.

Postado por Cássia Zanon

Um ano sem Vonnegut

22 de abril de 2008 0

A correria da semana passada – em função de uma cólica renal no marido e muito, mas muito trabalho – fez com que eu deixasse passar batido o aniversário de um ano da morte do Kurt Vonnegut, um dos escritores cujos livros mais me orgulho de ter traduzido. Para lembrar a data (com mais de 10 dias de atraso), vão daqui três links:

1 – O post que fiz no meu blog antigo quando soube da notícia

2 – O post que fiz para o Mundo Livro e acabou sendo citado até num artigo da Carta Capital

3 – O texto que fiz para a Zero Hora, que acabou saindo numa central, ao lado de um texto do Márcio sobre o Miles Davis

*

Ah, sim, o link para o artigo da Carta Capital é este aqui.

Postado por Cássia Zanon

De blogs, blogueiros e suas supostas polêmicas

22 de abril de 2008 0

Desde que virei blogueira, acho um porre qualquer tipo de tentativa de enquadrar blogs, blogueiros em algum tipo de regra, algum tipo de classificação. Dizer que %22blogs são isso%22 ou %22blogs devem ser aquilo%22 é mais ou menos como tentar definir o que é e para que serve a internet. Ou mesmo o que é e como deve ser um livro.

Mesmo assim, achei bem interessante o especial Blogueiros e Jornalistas com reflexões sobre o tema feitas por colunistas e colaboradores do sempre bacana Digestivo Cultural.

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A dica do especial veio da Camila Saccomori, titular absoluta do Fora de Série.

Postado por Cássia Zanon

Você sabe como funciona uma rotatória?

20 de abril de 2008 3

Hoje à tardinha, passando pela rótula da Praça da Encol, retornando de uma volta pela Livraria Cultura, comentei com o Márcio como me irrita o fato de que as pessoas não sabem como funciona uma rotatória. Agora, botando em dia os RSS da semana passada, encontrei esta excelente crônica do Dedé Laurentino, justamente sobre o assunto.

Postado por Cássia Zanon

Da incompreensão e da falta de clareza

18 de abril de 2008 3

Costumo dizer que se sou obrigada a ler duas vezes a mesma frase e ainda assim não consigo entendê-la, a culpa não é minha, mas do autor da frase. Ultimamente, tantas coisas que digo ou escrevo têm sido mal compreendidas que estou começando a achar que não sei mais escrever.

Só falta agora este post também não ser entendido.

Postado por Cássia Zanon

Velho ranzinza não tem vez

18 de abril de 2008 5

Nos ônibus de Porto Alegre, pelo menos nos que eu ando, existe um adesivo perto dos bancos reservados para idosos que diz:

Os assentos vermelhos são preferenciais para jovens de espírito. Com idade acima de 60 anos.

Na boa, isso é preconceito, não? :-)

Postado por Cássia Zanon