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Posts de outubro 2008

Bom mesmo era...

31 de outubro de 2008 3

Curtir a feira do livro é também reclamar da feira do livro. Porque, vai dizer, todo mundo tem uma reclamação a fazer de como as coisas eram, estão ou poderão vir a ser. Hoje mesmo, na hora do almoço, planejando o que queremos fazer na edição que começa hoje, comentamos sobre uma mudança que já foi muito falada e que, desde que ocorreu, segue dando o que falar, principalmente entre os mais puristas.

Porque a retirada do pavilhão de autógrafos do centro da praça deixou tudo meio guenzo. E não adianta dizer que o centro “geográfico” da praça agora é onde está o atual pavilhão, porque não é. O pavilhão ficou escanteado, na beira da Mauá, pertinho do barulho do trânsito. E não tem mais todo o miolo da praça pra gente ficar parado esperando esbarrar com alguém. Olha o mapa aqui.

Aliás, onde é que o(a) querido(a) leitor(a) costuma marcar encontros na praça? Eu, por costume, sigo marcando na frente do pavilhão de autógrafos, ao lado do Memorial do Rio Grande do Sul. A gente se vê por lá!

Da difícil arte de escrever

27 de outubro de 2008 2

Duas pessoas do meu círculo de convivência que escrevem magistralmente dizem que escrever, para eles, é absurdamente difícil, praticamente uma tortura. Para quem lê os textos deles, porém, é complicado acreditar nisso. Porque são textos saborosos, fáceis de compreender, ainda que densos e repletos de informação (no caso do jornalista), de sentimento (no caso do ficcionista) e de novo vocabulário (sempre aprendo palavras novas com ambos).

Sempre que penso nos dois Sérgios em questão, o Augusto (o jornalista) e o Faraco (o ficcionista), fico com vergonha das mal traçadas que lanço neste espaço para os meus leais 17 leitores. Imagino que essa consciência que têm da complexidade do ofício que exercem com tanto brilho é o que os coloca num patamar muito, mas muito acima deste em que eu me encontro.

Em tempos de Feira do Livro, em cujas sessões de autógrafos costumo brincar que há mais autores do que leitores – parece que hoje em dia tem mais gente publicando livro do que tendo filho e plantando árvore -, eu me pego questionando: para quantos dos publicados é tão difícil escrever como para os meus queridos amigos Sérgios? Ou será que essa suposta dificuldade de que os dois falam na verdade é falsa modéstia, só um jeito de consolar os pobres mortais, de que a gente só não escreve como eles porque não sofre e não porque não pode?

*

Dos dois são os livros que deixo hoje como dicas do que procurar na feira.

Do Sérgio Augusto: Lado B e As Penas do Ofício.

Do Sérgio Faraco: Lágrimas na ChuvaContos Completos.

Como ver um filme, por Ana Maria Bahiana

24 de outubro de 2008 0

Em breve vai virar livro, mas por enquanto é um curso de sucesso no Rio e em São Paulo. Amanhã e depois, a supercrítica de cinema Ana Maria Bahiana, dá o curso Como ver um filme no GNC Moinhos.

As inscrições a R$ 100 podem ser feitas até as 22h de hoje, na bilheteria do cinema. Corre, que ainda tem vaga.

Postado por Cássia Zanon

Disponibilizar o caramba!

22 de outubro de 2008 4

Tenho PAVOR do verbo disponibilizar. PAVOR. Daí que o pessoal aqui da firma tava querendo me convencer que “oferecer” não quer dizer a mesma coisa. Ainda bem que o pai dos burros, Houaiss, concorda.

Acepções
verbo
transitivo direto e bitransitivo
1    dar de presente (a)
Ex.: o. flores (à namorada)
transitivo direto, bitransitivo e pronominal
2    pôr(-se) à disposição (de)
Ex.: <costumava o. sua casa (aos parentes e amigos)> <ofereceu-se para ajudar-nos>

PS.: post em homenagem ao Sérgio, o mestre-cuca do Cookies.

Postado por Cássia Zanon

Doce ironia ou O que procurar na feira (2)

21 de outubro de 2008 2

Foi só eu escrever o post abaixo para receber a mala direta da L&PM comunicando o lançamento do Dolce Agonia, o livro que traduzi no começo do ano da mesma autora do lindo Marcas de Nascença, Nancy Huston. Foi pedreira, mas valeu a pena.

Ainda não vi a edição final, mas sei que o trabalho foi feito com todo cuidado do mundo, principalmente na caça às babadas deixadas por esta que vos escreve. Dica bacana para procurar na feira.

Agora, de volta à (des)programação normal.

Ironia literária

21 de outubro de 2008 0

Estou em dívida com a Camila Saccomori, editora do site da Feira do Livro. Isso porque tinha prometido um post por dia sobre o assunto até o final do evento. Só que não ando conseguindo. É que estou nos finalmentes de uma tradução – cuja entrega está atrasada, que vergonha. Ou seja, um livro está me mantendo longe dos livros.

Prometo que volto logo.

E você, viu o Tatu?

17 de outubro de 2008 2

O Danilo Rodrigues, que trabalha na equipe de produto de internet da RBS, é o maior vencedor de concursos culturais que conheço e também um superdescobridor de vídeos hilários do You Tube. Sério, olhem este aqui embaixo.

 

Postado por Cássia Zanon

Saudade

15 de outubro de 2008 3

Hoje faz um ano que o cachorro que me transformou em cachorreira se foi. Eu não tenho nada de novo a dizer, a não ser que às vezes ainda tenho a sensação de que ele vai estar em casa me esperando, mas achei que não podia deixar esta data passar em branco.

Postado por Cássia Zanon

O que procurar na feira (1)

13 de outubro de 2008 1

Quem acompanha o blog há mais tempo sabe que livros são um assunto recorrente por aqui. Não apenas porque metade de mim é tradutora, como também porque sou uma leitora compulsiva e de gosto plural.

Por coincidência, recebi hoje um e-mail divulgando o lançamento do livro que foi a minha primeira dica de 2008, Born Standing Up, do Steve Martin. O livro saiu agora pela editora Matrix, traduzido por Daniela P. B. Dias, com o título de Nascido para matar… de rir.

Para ler o post que escrevi em 2 de janeiro, clica aqui.

Propaganda de cartão de crédito

10 de outubro de 2008 5

Para esta que vos escreve, uma das melhores coisas da Feira do Livro é justamente o que uma leitora critica num comentário do post ali embaixo na cidade que ela não considera alegre: “Todo ano, a mesma coisa”. E não é que é mesmo? Porque é nesta época, todos os anos, na Praça da Alfândega, que quem curte livro tem a oportunidade de (re)encontrar amigos que não consegue ver no restante do tempo.

Já virou até piada, e a despedida depois de um longo bate-papo diante de uma barraca ou do pavilhão de autógrafos – o bar e o motivo pelo qual eu o abomino será abordado em post futuro - ou mesmo de um chope já fora dos limites da feira muitas vezes é um “até a feira que vem”. E isso, ao menos para mim, faz parte da lista dos prós de viver na província.

A manchete do site do clicRBS sobre o evento no momento em que escrevo é um texto da queridíssima Maíra Kiefer sobre a eleição do pai dela, o premiado escritor Charles Kiefer, como Patrono desta edição. E a Maíra é uma das pessoas com quem espero cruzar. Porque a vida profissional que nos juntou durante dois anos, nos separou, e ela foi uma pessoa com quem eu adorei conviver na redação do clicRBS. A “madrasta” dela, aliás, foi minha colega de curso de jornalismo e durante um bom tempo fomos muito próximas. Se a vida nos separou, a feira acaba nos unindo pelo menos de vez em quando.

Todo ano é, sim, a mesma coisa. Mas eu não consigo deixar de me empolgar com a expectativa que sinto toda vez que piso nas pedras portuguesas da praça, ao lado do prédio central da Caixa Econômica Federal – a minha entrada preferida – e que se traduz na indefectível pergunta do Márcio: “quem será que a gente vai encontrar hoje?”

A sensação de se viver numa Porto Alegre minúscula, que cabe dentro de uma praça e em que se encontra gente que passou pelas nossas vidas em diferentes períodos e traz diferentes lembranças é muito reconfortante. E, vamos combinar, no meio dessa nossa vida maluca, esse tipo de sensação é uma verdadeira propaganda de cartão de crédito.

Postado por Cássia Zanon