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Posts de outubro 2009

Leu até o final e gostou? Sugiro reler

29 de outubro de 2009 5

Li o Cauda Longa, do Chris Anderson, em 2007, quando o meu querido amigo Sérgio Lüdtke era o mais entusiasmado defensor da ideia de que precisávamos entender o que o homem estava dizendo. E o livro foi fundamental para a minha compreensão desse universo maluco em que estou inserida desde 2000 pelo menos.

Agora, dando aula de Jornalismo Online na Unisinos e tendo feito dele a leitura obrigatória dos alunos, me senti na obrigação de reler. Foi uma experiência das mais interessantes. A passagem do tempo, as experiências do período e o novo olhar foram importantíssimos para que eu pudesse ter a percepção de duas coisas fundamentais (uma legal e outra deprê):

  1. A legal: a aposta na Cauda Longa é definitivamente um caminho sem volta. Aonde quer que se olhe.
  2. A deprê: na maioria das vezes em que alguém usa a Cauda Longa como argumento para algum projeto ou ideia, o uso é equivocado.
Reler, neste caso, foi melhor do que ler.
*

Post curtinho, praticamente um tweet, mas com bem mais do que 140 caracteres.

Acabou-se o que era doce

29 de outubro de 2009 1

Férias têm um problema seriíssimo: elas terminam. Segunda retomei a labuta e preciso confessar que não me importaria de ter mais alguns dias (ou mesmo semanas) no ritmo que vinha tendo desde o dia 5. Daí que a volta está sendo aos poucos e, com a retomada do ritmo acelerado no trabalho e da agenda – social e profissional – intensa, o blog está ficando por último. Mas fica a ameaça. Eu volto… ah, se volto.

:-)

Ócio cansativo

08 de outubro de 2009 1

Quem disse que férias não são cansativas? São sim! Principalmente quando a gente começa o dia caminhando, faz almoço em casa, na zona sul, vai à acupuntura, no Rio Branco, visita a avó, em Petrópolis, leva a mãe em casa, no Bom Fim, volta em casa – na zona sul, lembra? – para vestir uma roupa mais quente, volta ao Menino Deus para jantar numa churrascaria – e beber duas caipirinhas – com velhos e saudosos amigos, vai ao Beira-Rio ver o Inter fazer três gols – e gritar feito uma doida – e termina a noite num bar da Cidade Baixa.

Sei dizer que a quarta-feira me deixou exausta.

Ê vida besta ;-)

Capitulei

07 de outubro de 2009 1

Qual o problema com as empresas calçadistas que simplesmente não conseguem fazer uma sapatilha rasteira preta, simples, sem fivela, sem detalhe, sem brilho? Estou há horas procurando por uma assim. Até achei duas, mas ficaram apertadas no pé, e a velha frase das vendedoras de que o calçado “dá de si” não me pega mais. Porque até o infeliz “dar de si”, meu pé tá estourado de bolhas. Sapato tem que servir de primeira.

Dito isto, eis que surge a primeira Melissa da minha vida adulta. Ontem, comprei uma fofa sapatilha preta de plástico - olha que lindinha.

Agora vamos ver se dá ou não chulé!

Dia de rever amigos

07 de outubro de 2009 0

Movimentada a primeira terça-feira de férias. Almoço com “meu amigo psicanalista” no Suprem, dentista e salão de beleza à tarde, café no Santas com o Márcio e happy com queridas colegas de trabalho que viraram amigas no Farofa.

À noite, me preparando para um jantar repleto de nostalgia antes do jogo do glorioso, fui vasculhar as fotos. E repassar tanta coisa e tanta gente foi muito bacana. Acabei entrando a madrugada botando fotinhos no Facebook.

Funções de começo de férias

06 de outubro de 2009 0

Férias é também tempo de botar a vida pessoal em dia. Por isso, nada de emocionante saiu da primeira segunda-feira do período corrente. Foi dia de almoçar na casa da mãe – uma das partes mais agradáveis – e ir ao médico dar início ao check-up anual. Entrementes, café no Botequim das Letras, sorvete na Argento (de pistache, o melhor de todos, na opinião desta escriba) e suco na Casa de La Madre adequadamente na companhia da… minha mãe.

Como o médico era no final da tarde, a segunda foi também dia de sobreviver ao caos provocado no trânsito pelo temporal e de chegar em casa às escuras.

Prefácio das férias

04 de outubro de 2009 2

Três semanas vão ser tempo suficiente para ter saudade do trabalho. Assim ao menos espero. E o começo foi promissor.

O sábado teve almoço no Don Nicola, sorvete na Argento e conversa e passeio com amigos pelas ruas do Moinhos de Vento e do Bom Fim – terminando num café na Palavraria. Direito a polêmica de leve sobre o caso Polanski. O jantar foi em casa, com baguete da Barbarella. Filmezinho despretensioso e bacana no DVD: De bem com a vida, com a Vanessa Redgrave (peguei só por causa dela).

Domingo lindo de sol. Almoço com um bando de amigos n’A Cantina – destaque para o caminho de ida e volta as carnes de avestruz e jacaré e para os filés de linguado. Fim de tarde na Cidade Baixa chez Thais e Marcelo com torta Chajá da Barcelona, café e jogo de adivinhação.

Teve também uma polêmica discussão: as Melissas de hoje em dia não dão mesmo chulé como apregoam as vendedoras – e muitas fãs dos calçados de plástico? Eu própria não consegui comprar nenhuma na vida adulta só pela lembrança do aroma da infância…

Digam o que quiserem… é boa essa vidinha besta.

Sobre o Polanski

03 de outubro de 2009 1

Muita bobagem tem sido dita e escrita sobre o caso da prisão do cineasta Roman Polanski. Eu tenho minha opinião sobre o assunto, mas não me considero apta o suficiente para escrever adequadamente a respeito. Por conta disso, calei.

Graças a Deus por Sérgio Augusto e sua lucidez, neste artigo (que reproduzo abaixo) do caderno Aliás do jornal O Estado de S. Paulo.

Caso Polanski: garras do passado

Após 32 anos longe dos EUA, cineasta pode ter de voltar para responder por crime de estupro

Sérgio Augusto

- Culpado ou inocente?

Não é essa a questão. A questão é se ele merece ser indultado por um delito cometido na década de 1970 ou extraditado para a Califórnia, para acertar contas com a Justiça. Em torno dessa e outra questão (por que prenderam o cineasta Roman Polanski naquelas circunstâncias, a caminho de um festival de cinema na Suíça?), armou-se uma polêmica, cuja repercussão, na semana passada, só não foi maior que a da disputa para sediar os Jogos Olímpicos de 2016.

De um lado, os que apoiam o cineasta, alguns incondicionalmente, até porque questionam se o que ele cometeu há 32 anos configura de fato um crime; do outro, os que, apesar de admirá-lo como artista ou tê-lo como amigo, não o consideram acima da lei e concordam com sua extradição, já que ele é, sem sombra de dúvida, um foragido da Justiça americana. Na boca do povo, a desaprovação é quase unânime: pelo menos 70% dos leitores do diário francês Le Figaro, o primeiro jornal a sondar a vontade popular, manifestaram-se radicalmente contra Polanski.

Esse porcentual só fez aumentar nos últimos dias, na Europa e nos Estados Unidos, com a indignação e o ressentimento tomando de assalto as seções de cartas dos jornais. Indignação com a impunidade do cineasta e a ofensiva “cínica, elitista e corporativista” em seu favor; ressentimento com os privilégios desfrutados pelas celebridades do show business e seu laxismo moral. A indignação é legítima; o ressentimento tem um incômodo travo populista e resvala, com frequência, para a inveja rancorosa, quando não para o racismo: já encontrei, no blogosfera, quem profetizasse a inocentação de Polanski “por ele ser judeu”.

O comentarista do Washington Post Eugene Robinson abriu seu artigo de sexta-feira com esta pergunta: “Será que os cruzados da cultura conservadora que pintam Hollywood como uma cloaca moral afinal estavam certos?” Robinson acha que não, mas receia que a maciça defesa armada em torno do cineasta (mais de cem pesos pesados do cinema assinaram uma petição pedindo sua libertação imediata) contribua para agravar esse preconceito. “Hollywood está provando ser mesmo um clube provinciano, em descompasso com o resto do mundo”, opinou o historiador de cinema David Thomson.

Aos fatos. Em 1977, no intervalo entre O Inquilino e Tess, Polanski embebedou (champanhe), drogou (quaalude) e, após checar o período de fertilidade de uma garota de 13 anos, chamada Samantha Geimer, sodomizou-a na casa do ator Jack Nicholson, em Mulholland Drive, Hollywood. Nicholson estava fora, mas a atriz Anjelica Huston, em processo de separação do ator e de passagem pela casa, surpreendeu o cineasta saindo pelado da jacuzzi. Anjelica sempre implicou com Polanski. “Ele é uma aberração (em inglês, freak)”, desabafou para uma repórter da revista Vanity Fair (abril de 1997).

Por que Samantha não protestou, não repeliu Polanski, não gritou, apenas pediu para que ele a deixasse ir embora? Porque, conforme testemunhou no tribunal, “estava com medo”. A leitura do depoimento completo, tornado público pelo site da revista eletrônica The Smoking Gun em março de 2003, nos permite acrescentar mais duas evidências para a falta de reação de Samantha: ela estava alcoolizada e drogada.

Duas semanas depois, Polanski foi indiciado pela polícia de Los Angeles. Contra ele, seis acusações. Livrou-se de cinco ao reconhecer a procedência de uma delas: fizera sexo com uma menor. Consensual ou não, sexo com menor é crime nos Estados Unidos, e por isso o cineasta passou 42 dias atrás das grades, para uma “avaliação psicológica”. Temeroso de que o juiz escalado para o caso não cumprisse um acordo feito com seu advogado de defesa, e, ao invés de beneficiar-se de um sursis, tivesse de retornar ao xadrez, Polanski desistiu de esperar a sentença e fugiu para a Europa, tornando-se um conspícuo foragido da lei, caçado pela Interpol.

Dois anos depois, ainda não se arrependera do delito cometido. “Se eu tivesse matado alguém, a imprensa não se interessaria tanto pelo caso, certo?”, comentou numa entrevista ao escritor Martin Amis. “Mas sexo com garotinhas tem um appeal enorme. Os juízes querem transar com garotinhas. Os jurados querem transar com garotinhas. Todo mundo quer transar com garotinhas.”

Às ponderações iniciais da defesa – Samantha não foi violentada, não era virgem e dali a poucas semanas completaria 14 anos (nada feito: a idade limite para o liberou geral era 16 anos) – outras foram acrescentadas, ao longo dos anos: Polanski sofrera muitas tragédias na vida (perdeu a mãe num campo de concentração e a mulher, a atriz Sharon Tate, numa chacina), já quitou sua dívida com a sociedade (vivendo à tripa forra em Paris e num chalé de Gstaad); o juiz Laurence J. Rittenband (morto em 1993) agiu de má fé, capciosamente instruído pela promotoria, e não honrou seu acordo com o acusado; o Estado da Califórnia, às voltas com carências de toda ordem, não pode se dar o luxo de gastar o dinheiro do contribuinte com as custas de uma extradição e um processo irrelevantes.

Todas essas alegações desfilam por um documentário (Roman Polanski: Wanted and Desired) que Marina Zenovich dirigiu em 2008. Francamente favorável ao cineasta, talvez tenha feito mais para aliviar sua barra junto à opinião pública e, eventualmente, à Justiça americana do que as recentes invectivas do ex-ministro da Cultura da França Jack Lang (“Polanski está sendo vítima de um linchamento judiciário”), do atual ocupante daquele cargo, Frédéric Mitterand (“a prisão de Polanski mostrou o lado assustador da América”), do filósofo Bernard-Henri Lévy (que considerou o estupro “um erro de juventude”, esquecendo-se de que Polanski tinha 43 anos em 1977) e da atriz Whoopi Goldberg, para quem o estupro não foi bem um “estupro-estupro”, sem especificar que quantidade de sangue e roupa rasgada configuram um estupro-estupro. Ah, se a dupla de detetives da telessérie Law & Order: SVU ouvisse isso.

A história de Hollywod é pródiga em casos de estupro, estupro-estupro e sexo ilegal com ninfetas. O que talvez explique por que tanta gente de cinema ou tomou a defesa de Polanski ou pediu mesa. Gente que se sentiria hipócrita condenando o cineasta por algo que, em circunstâncias diversas, também fizeram nos anos loucos de 1960 e 1970, na avaliação pertinente do professor de cinema da Universidade da Califórnia em Los Angeles Jonathan Kuntz.

Em 1921 a starlet Virginia Rappe morreu, num hospital de São Francisco, em consequência de um estupro-estupro. Durante uma orgia movida a gim, o comediante Roscoe Fatty Arbuckle (no Brasil, Chico Boia), popularíssimo entre a garotada, a teria violentado com uma garrafa de Coca-Cola ou champanhe. Acabou inocentado, por falta de provas materiais conclusivas, mas o escândalo destruiu para sempre sua carreira.

A exemplo de Polanski, Chaplin tinha o seu lado Humbert-Humbert assaz saliente (e bota saliente nisso). Não podia ver uma Lolita taludinha, que também a elegia luz de sua vida e labareda de sua carne. Aos 29 anos envolveu-se com uma garota de 14 anos, Mildred Harris, que dele ficou grávida e deu à luz um monstro natimorto. Chaplin engravidaria outra menor, Lillita McMurray, de 16 anos, descuido que o levou aos tribunais e à pretoria. Lillita, conhecida na tela como Lita Grey, deu a Chaplin seus dois primeiros filhos. Ao cabo de três anos, divorciaram-se. Lita era chave de cadeia. Instruída pela mãe, fez o que pôde para depenar Chaplin. Conseguiu enchê-lo de cabelos brancos, interromper por um ano a produção do filme O Circo e embolsar mais de meio milhão de dólares, uma fortuna ainda mais vultosa em 1927.

Outro caso famoso do que o Código Penal americano chama de statutory rape (foi nesse crime que enquadraram Polanski) pegou pela proa o ator Errol Flynn. Em 1941, quando morava em Mulholland Drive (mera coincidência ou carma?), o galã número um da Warner foi atraído para um folguedo sexual por duas adolescentes, em dias e locais diferentes: Peggy Satterlee, al mare, no iate do ator; Betty Hansen, em terra firme. Ambas demoraram um ano para dar queixa à polícia, espessando as suspeitas, afinal confirmadas, de que haviam participado de um esquema de extorsão.

Samantha Geimer, a ninfeta de Polanski, tinha uma mãe negligente, irresponsável, provavelmente interessada em arrumar para ela uma carreira de atriz a qualquer preço, mas não há indícios de que tencionasse extorquir o cineasta. Coube a Samantha, aliás, fornecer o mais contundente argumento em favor da absolvição de Polanski: alguns anos atrás, ela veio a público confessar que já o perdoara, recomendando que tudo fosse esquecido e pedindo que a deixassem em paz. Mas persiste a dúvida: o perdão da vítima prescreve o crime?

Havia um segundo argumento favorável ao cineasta. No documentário de Zenovich, o promotor aposentado David Wells admite ter realmente instruído o juiz Rittenband sobre a melhor forma de julgar Polanski. Na noite da última quarta-feira, no entanto, Wells confessou “haver inventado aquela história”, sem explicar bem por que se arriscou a uma punição por transgredir a ética forense. Zenovich ficou perplexa. E os advogados de Polanski, mais ainda.

A criatividade alheia como terapia

01 de outubro de 2009 0

Reprodução/The Apartment TherapyTenho quase certeza que foi num post da Larissa que eu descobri há algum tempo um site muito, muito legal. O Apartment Therapy mostra coisas lindas e supercriativas e, mais importante, factíveis, como esta cômoda ao lado, que funciona como ilha de trabalho numa cozinha.

Às vezes, quando estou muito estressada, dou uma passadinha por lá e uso as imagens e ideias lindonas para funções terapêuticas. Funciona.