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Posts de maio 2011

De como a NET estragou a consumidora que há em mim

31 de maio de 2011 2

Sabe aquelas pessoas que são “estragadas” para relacionamentos por uma desilusão amorosa? Não, não é o meu caso. Comigo, isto aconteceu com a NET.

Desde o final de abril, estou fazendo um curso de pós-graduação na PUC. Símbolo da minha rendição ao mundo corporativo: Gestão Estratégica e Inteligência Competitiva. Mas não é sobre isto que vamos discorrer neste momento.

No começo do mês, fui pagar a mensalidade. Quando me matriculei, soube que a partir da segunda parcela teria desconto de 10%  por ser ex-aluna da universidade. Duas semanas antes da data de vencimento, comecei a me informar sobre o que deveria ser feito para obter tal desconto e fiz tudo direitinho: pedi cartão de diplomado, apresentei cartão no setor financeiro, levei papel na secretaria do curso. É aí, afinal, que começa a história.

Sorridente e confiante de ter feito tudo certo, chego à secretaria.

– Oi! Tudo bem? Aqui está o papel para ter o desconto de ex-aluna na mensalidade.

O moço da secretaria examina os papéis e começa:

– Está tudo certo, mas não dá mais tempo de dar o desconto este mês…

– Não. Tu não está entendendo. Eu fiz tudo direitinho, como mandaram. O desconto vai sair este mês, sim.

– Pois é, mas não temos mais tempo de enviar ao financeiro…

– Olha só, na verdade vai ter que dar tempo. Porque eu fiz exatamente como me mandaram. Não é justo que eu perca o desconto sendo que fiz exatamente o que me mandaram.

O moço dá um sorriso benevolente – que me deixa um pouco irritada – e recomeça:

– Sim, entendo. Só que…

Orgulhosa por não ter alterado a voz e me mantido educada, interrompo mais uma vez.

– Ai, por favor, não vamos entrar numa discussão desnecessária. Eu sou muito chata, principalmente quando faço as coisas direitinho. A NET sabe muito bem disso. Então, eu não pretendo sair daqui antes de garantir o meu desconto.

Mais um sorriso benevolente e gentil – que me deixa um pouco mais irritada:

– Então, moça, é que o desconto deste mês não vai poder ser dado agora, mas…

(Sinto o rosto corar de vergonha antecipada)

– Ai… tu vai me dizer que o desconto vem no próximo boleto?

– Sim.

– Mas por que tu não me disse antes?

– É que tu não me deixou falar…

Fazia muito tempo que eu não ficava com tanta vontade de entrar num buraco e sumir. A conclusão a que cheguei é que a NET – sim, sempre ela –, com seus contratos cheios de entrelinhas e “mirabolâncias” me deixou com um pé atrás em relação a qualquer relação de consumo a que sou submetida. Daí fico sujeita a cometer injustiças como esta.

Do que vemos em nós mesmos e de como os outros nos veem

27 de maio de 2011 1

Outro dia, depois do almoço na firma, contei como na segunda-série do então primeiro grau – a mesma em que eu sonhava ser igual à Ana Maria deste outro post -, a turma participou da gincana do colégio com um desfile que representava a história da Alice no País das Maravilhas (don’t ask). Relatei a decepção que tive quando eu, a CDF, queridinha da professora, líder da turma, fui escolhida sem qualquer cerimônia para ser, é claro… a Rainha de Copas.

Como assim? Eu ainda nem era gordinha! Que tristeza. Qual menina de oito anos não gostaria de ser Alice? Foi o meu primeiro contato com a distância que existe entre como nos percebemos e a percepção alheia.

- Bá, mistura a Rainha de Copas com a Mafalda, que fica a Cássia perfeita – disse a minha querida colega/amiga Bruna Nervis depois de uma pequena pausa pós-relato.

Que medo de mim mesma depois dessa afirmação.

Se bem que a Alice é uma mocoronga, né?

Post Lavoisier sobre comportamento em bufês

26 de maio de 2011 4

Renovei o visual do blog e decidi que precisava postar algo. Ocorre, porém, que o tempo urge, e o que me inspirou para postar hoje foi o gentil senhor que, ao se servir na minha frente no bufê, não apenas levou vários minutos para deixar a fila andar como o fez justamente porque estava catando os raviólis que continham queijo, desse modo varrendo a parte de cima de metade da porção que deveria servir várias criaturas. Achei, portanto, desnecessário reescrever o que já havia escrito em 25 de abril de 2008 neste mesmo.

Diga-me como te portas num bufê… Leia mais »

Ah, o telemarketing ativo...

21 de maio de 2011 3

Sábado, 12h20.

- Bom dia, por favor a senhora Cássia Banon?

- Cássia Zanon, é ela.

- Senhora Cássia, meu nome é Fulana do banco Xalalá, e o motivo do meu contato é que a senhora foi selecionada para obter a vantagem de um exclusivo cartão de crédito MasterCard…

- Obrigada, querida, mas eu não estou interessada.

- Por que, senhora Cássia?

- Porque eu já tenho dois cartões de crédito.

- Mas, senhora Cássia, a senhora não vê que com este cartão a senhora vai estar abrindo mais uma linha de crédito.

- Sim, querida, e também mais uma linha de endividamento.

- Mas, senhora Cássia…

- Eu não quero MESMO.

- Ah, então vejo que neste momento talvez a senhora não considere a proposta vantajosa para a sua realidade.

- …

- O banco Xalalá agradece, tenha uma boa tarde.

Eu fico com pena, mas um dia ainda perco a educação.

Sabe o que é? É que tem uma cachorrinha nova em casa

16 de maio de 2011 0

Supondo que estivessem sendo gravados os sons de casa, eis como seria a transcrição do que tem ocorrido aqui desde a última quarta-feira à noite, quando chegou a mais nova moradora: a nossa vira-latinha  - ou Basset Frisé da Bretanha, raça que inventamos para ela -, a Farofa…

- Não, Farofa, aí, não!

- Muito beeeeeeem!

- Aqui não, Farofa, aqui não!

- Me dá a meia, Farofa. Pega o Nemo.

- Bubi! Explica pra Farofa como funciona.

- Não, Farofa, esta comida é do Bubi!

- Não, Farofa!

- Ai, olha que fofa!

- Muito beeeeeem!

- Farofa, tu comeu o nosso café da manhã???

- Cuidado, Farofa!

- Em cima da mesa, não, Farofa!

- Deixa o Bubi um pouquinho, Farofa!

- Devolve a meia, Farofa!

- Muito beeeeem!

- Tá, Farofa, agora vamos dormir. Pode levar o Nemo.