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Jogo de se espatifar, sapatilha com chulé e mais buscas que trouxeram gente até aqui

Mais de dois meses se passaram, e chega o momento de fazer um novo levantamento das buscas que trouxeram internautas (incautos ou não) até este humilde. Vamos às respostas da vez.

samantha gailey depoimento completo em português - não tem aqui. mas já que puxaram o assunto, eu gostei de o polanski ter sido libertado. #prontofalei

como fico sabendo se uma pessoa É cadastrada - onde? independentemente… não sei.

jornalista rbs colorada gaucha - presente! embora eu ache que tenha muitas outras  qualidades e defeitos que me identifiquem além desses.

frases sobre educação - oi? tentando colar para um trabalho de pedagogia ou é impressão minha?

sapatilha de plastico popular - bá, não recomendo. deve dar muito chulé.

frases de implicancia a homem - tenho muitas. mas procuro reservá-las aos dias de TPM.

arquivo by cobaia - oi?

dave eggers histórias curtíssimas - tem isso é? não li. dele, recomendo fortemente Uma comovente história de espantoso talento, sobre o qual ainda escreverei um dia.

praticando o desapego - sempre. infelizmente, nem sempre com sucesso.

como fazer uma melissa dar de si? - pedindo com jeitinho, de repente?

como tirar chulé sapatilha - jogando ela no lixo e comprando uma nova?

carnaval iscala rio - não intendi a pergunta

jogo de se espatifar - não conheço. mas não me convida pra jogar, por favor… #medo

Felicidade é quando o último canapé da bandeja sobra para você. - Bem disse o Luis Fernando Verissimo na crônica pra qual eu dei link aqui

denise fraga penelope cruz - sim, sim, também acho iguais. cansei de dizer.

cronicas sempre feliz com voçe - com voçê, eu não çei…

home lenoxx ht 718 reclamação - pra mim não reclamaram, não

+denise+fraga+penelope+cruz - idênticas!

eu não quero mais blog - então termina com ele, ora!

frases implicantes - tenho muitas. confere na categoria “implicâncias implicantes

como ganham os vendedores de emprestimos - enganando os coitados que tiram os empréstimos.

menino do pijama listrado corby - lindo livro! não vi o filme.

música bonita - uma só?

não quero ter razão quero ser feliz - bem o disse o maior poeta brasileiro vivo: ferreira gullar

idéias de tweets - vai inventar os teus!

como fazer buscas no google - acesse www.google.com e digite a busca no campo de busca :-)

arquitetura da felicidade 500 dias com ela - sim, escrevi sobre os dois aqui

aste la vista baby significado - hahahaha. de novo?

calçados de plastico dão chulé??? - que que tu acha? (melissa não dá, incrivelmente…)

terapia x criatividade - parece que a terapia ganhou a partida. triste, mas é a realidade.

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Da (falta de) etiqueta nos novos tempos

Atire a primeira pedra o vendedor que, num dia mal humorado, não tenha pensado que seu trabalho seria muito mais fácil se não fossem os compradores, ou o psiquiatra que nunca tenha desejado - ainda que por um instante - o extermínio de todos os pacientes da face da terra. E não vou ser hipócrita de dizer que jornalista também não pensa de vez em quando que a vida seria mais simples se não fosse o leitor/telespectador/ouvinte/internauta e que professor não sonha um dia ter uma sala de aula sem alunos, só para variar.

Essa injustiça absoluta contra a figura genérica do cliente  - de qualquer tipo que seja - se deve, evidentemente, aos maus clientes. Aos malas, mal educados, prepotentes, obtusos, arrogantes e, em maior número e grau, os sem noção. Ninguém mais discute que ouvir o que o cliente tem a dizer e agir em relação a isso precisa ser o objetivo primeiro de qualquer profissional em qualquer área. Mas o trabalho de todos seria muito mais tranquilo se os clientes também atentassem para regras básicas de civilidade.

Toda essa introdução é porque ontem, em dado momento do show do Jorge Drexler, eu pensei que ele talvez tenha esperado - por um milésimo de segundo que fosse - que parte da plateia que lotava o teatro do Bourbon Country evaporasse. O músico uruguaio é um fofo que desde sempre estimula o diálogo com o público ao longo de suas apresentações. Só que essa demonstração de sintonia com o “mundo 2.0″ acaba o transformando em alguns instantes numa vítima daquelas criaturas que (1) parecem nunca ter ido a um show em teatro na vida, (2) vão a um espetáculo com a intenção de aparecer mais que o artista e/ou (3) nunca levaram uma palmada pedagógica quando necessário.

Como ontem não dava para identificar as criaturas e muito menos dar essas dicas a elas pessoalmente, preparei uma singela listinha de coisas que podem parecer rabugice, mas, na boa, são apenas regras básicas de convivência humana aplicadas a um espetáculo realizado em teatro com lugares marcados:

  • Vocês que ficaram pedindo músicas: o show é num teatro, não num bar, certo? Não peça músicas. Ao menos não insistentemente. Os artistas planejaram e ensaiaram o espetáculo para funcionar de uma certa forma. É chato!
  • Vocês que ficaram gritando “lindo” ao final de cada música: existe um limite para quantos gritos de “lindo!” e “gostoso!” e outras demonstrações de devoção feminina. Quando os berros atrapalham que se ouça as músicas, é porque o limite foi ultrapassado. Amigas, quem estava ali para ser visto e ouvido era o artista, não vocês, valeu?
  • Vocês que ficaram fazendo piadas “internas” com o artista: não tem graça. Ou só eu notei o constrangimento do coitado tentando “mudar de assunto”?
  • Vocês que ficaram filmando o show: eu me pergunto, pra quê? Pra que pagar o ingresso? Só pra postar um vídeo escuro com som péssimo no YouTube e mostrar pros amigos como vão a eventos e são descolados? O show estava bem bacana, mas acho que vocês não chegaram a ver ainda, né?
  • Vocês que ficaram tirando fotos com flash: devem ter ficado bacanas as imagens chapadas pelo flash das cabeças dos coitados da frente, hein? Além do mais, atrapalha.

Toda vez que vou a shows em teatros, vejo essas coisas acontecerem. E toda vez eu me incomodo com isso. Um amigo disse ontem que não tem mais volta, que são os novos tempos, e meio que me olhou como se eu fosse uma chata careta que desrespeita o direito dos outros de me desrespeitarem. Mas, puxa vida, será que os novos tempos estão mesmo fadados a serem um tempo em que desrespeitar o espaço dos outros é algo aceitável. Ou pior: um tempo em que indignar-se com essa deseducação é visto como intolerância e falta de capacidade de adaptação ao novo? Ainda mais considerando que, pelo menos por ora, essas criaturas felizmente são minoria.

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Reciclar é preciso? Ou de quando tweets iam para o blog

Num momento insone, me dou conta de que este blog, ou seu primeiro antepassado, vá lá, tem mais de seis anos de existência. Funçando nos arquivos de cinco anos atrás, encontros dois pré-tweets que achei bacaninhas.

Máxima gramatical
Crase é como vírgula: melhor faltar do que sobrar. 
(Numa tentativa de fazer os colegas compartilharem da minha compreensão empírica da língua portuguesa.)

Máxima musical
Beatles é como Chico: a gente sabe que é bom, mas sempre que ouve se dá conta de que, POR*A, É BOM PRA CA*ALHO!

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tom cruise + cameron diaz = eu ri

O roteiro é fraco e cheio de furos. As interpretações, canastras. Os diálogos, pra lá de clichês. E o Tom Cruise, bem, o Tom Cruise é o Tom Cruise - o que quer que isso signifique para o querido leitor. Mas, vai por mim, esquece a cientologia e toda a maluquice que a criatura faz com a pobre Suri (a começar pelo nome, por Deus) e te atira no Knight and Day - ou Encontro Explosivo, como queiram. Eu ri.

Acabo de voltar do cinema, onde caí de pára-quedas, sem saber xongas sobre o filme (não leio resenhas antes de ver ou ler blablabá, vocês conhecem a doida) escolhendo pelo horário e o espírito de “preciso me desligar do mundo”.

O casal Tom Cruise e Cameron Diaz parece ter se divertido fazendo o filme, e a gente se diverte vendo aquele monte de cena “se é possível” emendada uma na outra. A Cameron? Eu ADORO que ela seja linda mesmo com acne e pareça ter os 37 anos que tem. E, cá entre nós, meninas, o Tom Cruise da tela em certos momentos lembra o bonitinho divertidíssimo de Negócio Arriscado. Parece até saber rir de si mesmo.

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Do blog, do abandono do blog e uma rápida autoanálise

Eu poderia botar a culpa no Twitter. Ou na falta de tempo. Ou na falta de coisas interessantes a dizer. Mas a verdade é que nenhum dos três motivos - ou quaisquer outros que eu possa inventar - bastam para explicar por que o número de posts neste humilde tenha caído vertiginosamente desde o surgimento da sua primeira versão, em dezembro de 2003.

A verdade é que meu superego anda mais saidinho do que de costume. E eu me pego pensando duas ou mais vezes antes de abrir a caixa de post. Antes não me incomodava tanto ocupar pixels e banda com minhas banalidades, mas, ultimamente, incomoda. Será o fato de eu já estar mais para os 40 do que para os 30?

Esta semana participei do Gauchão de Literatura, “apitando” uma disputa entre dois livros de contos de escritores gaúchos. Nos comentários, críticas ao tamanho (pequeno) e à profundidade (rasa) da minha análise. Cheguei a cogitar de me explicar, de argumentar que escrevi o que me foi pedido e que não me arvoro especialista em literatura, apesar de ser leitora compulsiva, mas desisti. Qual o sentido de tentar convencer alguém de algo que ele já decidiu que não quer ser convencido? Daí que resolvi tratar do assunto aqui, nos meus domínios, com a profundidade que me dá na telha (rasa).

“Se beber, não tuíte”, diz o já popular ditado. E eu acrescento: “se estiver com sono, não poste”. Mas, quer saber? Se eu não estivesse com sono e com vontade de abrir o coração neste instante em que digito, este pobre blog seguiria abandonado. Apelemos então a mais uma máxima, para que eu volte, enfim, a postar, independentemente do que os outros vão pensar: “se não gostou, não leia”.

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A viagem de um tweet meu até a Galícia

Em 1996, fui uma das alunas do curso de jornalismo aplicado da RBS. Éramos cerca de 30 jornalistas recém-formados - entre os quais muitos que são amigos e/ou colegas até hoje - premiados com excelentes professores sobre vários temas relacionados com o dia a dia de uma redação. Um dos grandes professores era o Paco Sanchez, uma unanimidade no grupo.

Todo esse nariz de cêra só para os queridos 17 entenderem por que fiquei tão feliz ontem ao receber uma mensagem do Paco dizendo que iria usar um tweet que postei sobre a morte do Saramago numa “columnita” dele no jornal La Voz de Galicia. E mais feliz ainda ao ver palavras minhas efetivamente publicadas num periódico da linda terra dos antepassados do meu marido num belo texto dele sobre a morte do escritor português.

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Brasileiros somos geniais

A primeira vez que lembro de uma hashtag brasileira entrar para os “trending topics” mundiais do Twitter foi com #zémayerfacts. Agora, estamos liderando os “trending topics” desde ontem com o genialmente mantido #calabocagalvão.

Vale MUITO a pena acompanhar os tweets superespirituosos que estão rolando por lá, do tipo:

calaboocagalvao A Globo mandou o Galvão pra África para mostrar aos Africanos que existe coisa pior que a fome! CALA BOCA GALVAO

andre_conti GALVAO is a very rare bird in Brazil. CALA BOCA means SAVE, the brazilians are very sad because lots of GALVAOS die everyday.

natyyamada O Twitter é de graça; Digitar é de graça; Ler é de graça; Ver o mundo se perguntando “Who isCALA BOCA GALVAO“ #NãoTemPreço

calaboocagalvao CALA BOCA GALVAO vai entrar pro Guiness Book como a maior piada interna de um país inteiro. E o mundo inteiro caindo!

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Comer, beber, passear: da beleza da vidinha besta

Fazer planos é muito bom. Fundamental, até. Comprar uma casa nova. Ter um filho. Viajar. Fazer um mestrado. São todos objetivos muito nobres e relevantes, mas, ao fim e ao cabo, é de finais de semana como este que começa a chegar ao fim que é feita a vida. De uma sucessão de pequenos momentos agradáveis e iluminados que acabam por produzir a maior parte da nossa existência. De cenas e diálogos que muitíssimo provavelmente não constariam dos filmes que contariam as nossas vidas. Na falta, portanto, de algo emocionante para encher os pixels que me cabem neste latifúndio, compartilho com os queridos 17 os lugares e links e atividades das últimas 36 horas, num legítimo representante dos posts “who cares?” que grassam no ciberespaço.

O sábado começou meio encoberto na zona sul de Porto Alegre, o que adiou o despertar originalmente planejado para as 8h para as 9h. Perto das 10, Márcio, Bubi e eu saímos rumo ao já tradicional café da manhã com clima carioca na padaria Bassani, onde o atendimento é sempre dos mais queridos, o que ajuda a começar o dia com bom humor. Dois cortados, dois sanduíches farroupilha (manteiga, presunto e queijo) e um suco de laranja depois, caminhada pela Vila Assunção com o cusco.

Em seguida, um pit-stop no Costi para comprar cervejas, vinhos, azeites, patês e outros itens essenciais. Próxima parada: o sempre surpreendente Mercado Público. Almoço no Gambrinus sem invenção no pedido: pãozinho com manteiga, caipirinha de cachaça, linguado grelhado com batata a vapor e molho de manteiga e alcaparras e salada de frutas com nata batida da Banca 40 de sobremesa. Café e chá na Casa de Pelotas, com vista para a prefeitura. Antes de seguir viagem, compras de “víveres”. Muitos. Garantindo tranquilamente o estoque de frios, pão, frutas e quetais pelos próximos dias.

Com sede - e um dia lindo, lindo -, decidimos dar uma caminhada pelo Moinhos de Vento e tomar um suco antes de voltar para casa e ver o excelente e impressionante A Onda, dica quentíssima do querido Pedro Gonzaga, depois de consumir parte das delícias adquiridas à tarde (azeitonas gregas, pistache, copa e queijo entroutras).

O domingo já acordou ensolarado, convidando a uma caminhada de uma hora pela orla do Guaíba (que hoje chamam lago e para mim sempre será rio). E depois? Almoço em família na Pastoriza, café e conversa em casa com as deliciosas tortas do Machry, e leitura da Casa & Jardim que chegou hoje - porque fazer planos também faz parte da rotina.

E foi isso. Agora, baterias recarregadas, escrevo este postezinho básico para ficar de registro antes de começar a trabalhar na tradução em curso enquanto entreouço as “emoções” dos jogos da dupla Gre-Nal no Brasileirão.

Não sei quanto a vocês, mas eu curto esta vidinha besta.

Boa semana a todos :-)

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Da arte de fazer buscas no Google e as tela vista, baby

Todo mundo sabe fazer uma busca no Google, certo? Errado! Todo mundo ACHA que sabe fazer uma busca no Google. A verdade é que as criaturas realmente acham que o Google é um oráculo. Até funciona como tal às vezes, mas, se a gente ajuda com um pouquinhozinho de cérebro, os resultados saem muito melhores.

Dito isto, façamos mais uma rodada de respostas a buscas que trouxeram gente para cá – em muitos casos, sabe Deus por quê. Avisando que hoje eu não tô boa. Azedume mode on.

labaredas musica cat stevens - oi? onde tem isso?

borboletas no estomago - minha barriga anda um borboletário. mas estômago não perdeu o acento…

nome raniellen significa o que - falta de noção dos pais? olha, não sei, mas dá vontade de pegar um lenço de papel.

o que é felicidade para você - nossa, sei lá, mil transas.

reforma ortográfica veríssimo - mesmo antes da reforma, verissimo já era sem acento.

perguntas para o fromspring - ele não responde nada, não. e é fORmspring.

como desvaziar um cartao para o computador - sempre achei que DESvaziar é muito mais do que esvaziar. mas acho que isso pode danificar o cartão.

sopa do amor do anonymus gourmet - existe isso? o que vai na receita?

fomos a feira do livro - que bom pra vocês! no ano passado eu não fui. sei lá, não rolou.

vida urgente simbolo borboleta na faixa - significa que alguém morreu naquele lugar. mas eu sigo achando que as pessoas precisariam fazer um teste de direção antes de ter o direito de colarem adesivos da campanha em seus carros

john krasinski - fofo ele, né?

me empresta seu ombro - putz, sério? do jeito que andam as coisas, eu alugo, e olhe lá.

videos videos de gentes se espatifando - credo!

nifenta de 15 anos - o que seria uma nifenta??? não tem aqui, não.

felicidade e ter alguem pra cocar as suas costas - baixar as expectativas sempre é bom, mas aconselho a procurar mais da vida.

blogger geração y - ih, não. da geração y eu sou só vítima…

sinopse da musica azedume - como é uma sinopse de uma música. e que música é esta?

blog cassia zanon - achou!

de noticia e mão noticia se faz uma cronica - oi?

chule sapatilha de plastico - depende da sapatilha. as da melissa descobri que realmente não dão. #reclame

o que significa as tela vista baby - hahahahahahahahahahahaha! a-d-o-r-e-i! mas não sei. :-)

clicrbs.co.br - coM, coM

sexocomgarotinhas - olha que eu chamo o pessoal do SVU!!!

frases implicançias - implicância é o que eu çinto por quem não çabe usar çedilha!

denise fraga penelope cruz - eu digo… são IDÊNTICAS!

porque o aeroporto de porto alegre sempre fecha - por causa da neblina.

trabalho vai-te embora - mas deixa o salário aqui!

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Segurando as raízes no lugar

A reportagem especial da Zero Hora de hoje fala sobre “o valor de quem fica no Sul“. Daí lembrei que no ano passado eu tinha escrito um post argumentando justamente por que ficar em Porto Alegre. Relendo meu post oito meses depois, vi que sigo pensando da mesma maneira. E me dei conta de que ficar é mais do que um ato de acomodação e escolha pelo mais confortável. Ficar é um ato de perseverança, de vontade de evitar que o Rio Grande do Sul acabe repetindo o querido Uruguai - com mais gente morando fora do que lá.

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Ofertas indecentes, vendedores insistentes

O telemarketing ativo esteve inspirado comigo na última semana. Tão absurdamente inspirado que começo a achar que tem uma câmera me seguindo para algum programa de pegadinha.

Caso 1

A NET, sempre a NET.

- Sra. Cássia Zanon?

- Sim.

- Como a senhora é uma cliente antiga e fiel da NET, desde 2003, terá a oportunidade de instalar NET digital inteiramente de graça na sua residência.

- De graça?

- Sim, senhora, não será necessário pagar nem o aparelho nem a instalação. E a senhora ainda ganha 24 (acho que eram 24) canais extras e contará com a qualidade da imagem em alta definição. A senhora tem TV de tela plana?

- Sim.

- Então, a senhora poderá contar com uma excelente qualidade de imagem. Vamos marcar a visita do técnico?

- Quanto isso vai me custar por mês?

- Apenas mais R$ XX (não lembro o valor).

- Quais são os canais extras? Você pode me dizer?

- Canais de excelente qualidade, da Globosat, além de ter a possibilidade de comprar programas do pay per view direto do aparelho.

- Então os filmes em HD não estão incluídos na mensalidade?

- Não, senhora, eles são comprados a parte.

- Ah, então não quero não, obrigada.

- Mas, senhora, a senhora terá vários canais com excelente qualidade de imagem.

- Querida, eu não quero ver novela da Globo e Pânico na TV em alta definição. Sinceramente, não dou muita importância pra essa diferença de qualidade.

- Mas tem diferença, senhora. (Visivelmente irritada com a minha ignorância.)

- Eu sei que há, mas não é algo importante para mim.

- …

- Alô?

- Mas, senhora, a qualidade de imagem é excepcional. A senhora não vai se arrepender.

- Não, querida. Obrigada.

Caso 3

Santander, louvando a grande cliente que sou, me oferece a oportunidade irrecusável de fazer um empréstimos para realizar um sonho.

- Qual a taxa de juros?

- 4,9% ao mês, senhora.

- Não, obrigada.

- Mas, senhora, a senhora pode realizar um sonho, comprar um presente para a senhora.

- A 4,9% ao mês eu vou é realizar uma dívida absurda, querida.

- Mas, pense bem, a senhora pode usar o dinheiro para fazer um investimento.

- Que investimento eu posso fazer que vá render mais de 4,9% ao mês?

- …

- Alô?

- Bom, senhora, a senhora pode comprar uma casa.

- (!!!!!!!!!) Se eu consigo um financiamento imobiliário com juros de 10% ao ano, por que eu faria um empréstimo a 4,9% ao mês?

- Mas, senhora, a senhora pode realizar um sonho.

- Obrigada querida, mas não.

Caso 2

Vivo me oferece a possibilidade de “ganhar” 50 minutos por mês a apenas R$ 0,19 com ligações para telefones fixos.

- Mas e se eu não estourar os 200 minutos que já tenho contratado, os minutos que sobrarem valem para o mês seguinte?

- Os minutos não são cumulativos.

- Não, obrigada.

- Mas, senhora…

- Obrigada.

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Implicâncias e outros tweets mais

políticos: NÃO postem ideias em vários tweets interdependentes. não faz sentido! sigam o exemplo do @joseserra_, twitteiro megablaster

sou fã do @genetonmneto. mas “nitroglicerina pura” não é meio clichê demais, não?

RT @maurodorfman No Terra: “Diretor torcedor” expõe riscos do Twitter para empresas. - Não, senhor. Expõe riscos de idiotas para empresas. (@tiodino)

da minha lavra RT @dreyer83 “Com o passar do tempo a gente aprende a fingir ser adulto” #aMelhorFraseDoDia Via @cassiazanon

@ludtke fazendo falta no show do benito na #redencao

RT @ranchocarne Amém, irmão. RT @eduardo_egs: Porto Alegre: ficar é o novo ir. (a/c @ranchocarne)

RT @gustavoheldt Shakespeare usou 21 mil palavras diferentes em sua obra. 1,8 mil eram neologismos criados por ele. Imagina esse chato no Twitter.

#ff geek @abduzeedo @davewiner @GuyKawasaki @chrisbrogan@HuffPostTech @guardiantech @tdoria

RT @blogbicharada Abra seu coração e adote um cãozinho sem raça definida. Conheça a história do cão gaúcho Nícolas http://tinyurl.com/yb5wfk7

não poderia concordar mais RT @MarceloNovaes: The cult of busy - http://www.scottberkun.com/blog/2010/the-cult-of-busy/
via HootSuite

Está no ar o novo site Viagem, da RBS www.clicrbs.com.br/viagem

pensar no lula como secretário-geral da onu me faz lembrar direto do forrest gump #perigadarcerto

#FF eclético @evandromesquita @msoares @cristianodalcin@blogMatine @andrelmachado

você sabe como quitar um leasing de automóvel do banco do brasil? no banco já me deram sete versões diferentes. #pavordobancodobrasil

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Complexo de cobaia 2

Pior do que ser obrigada a postar coisas sem sentido de vez em quando é ser obrigada a postar coisas sem sentido duas vezes num mesmo dia.

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Complexo de cobaia

Volta e meia meus 17 leitores são brindados com posts assim, do nada, sobre nada.

É um dos preços de trabalhar na área de desenvolvimento de sites…

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A tal geração Y

Quanto mais leio sobre a geração Y, mais me convenço de que, sim, nasci na geração errada, como sempre pensei, mas, ao contrário do que imaginava, minha alma não pertence a uma geração anterior à minha, pertence a essa tal Y, posterior.

Aliás, pensando bem, quanto mais leio sobre a tal geração Y, mas me dou conta de que um bom resumo para ela seria “tudo o que todas as gerações anteriores queriam ser/ter/fazer, mas não tinham coragem de executar”. Ou então: “o fim do superego”.

Enfim, só queria dividir isso. Caracteres demais para um tweet, de menos para um post.

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