Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts na categoria "Destaquinho"

Hoje é dia de Oscar!

27 de fevereiro de 2011 0

E dia de Oscar é dia de perder followers no Twitter, porque baixa o meu espírito de porco, e eu resolvo manifestar todos os pitacos que muito pouca gente deve estar interessada em conhecer. Considerando que este ano eu não consegui ver quase nenhum dos filmes que concorrem, minha “cobertura online” vai ser, hm, como dizer, mais peculiar ainda. Você não pode deixar de perder! A partir da hora em que eu começar a assistir, no widget aí embaixo (esperando a tua participação, evidentemente).

Do Foursquare e da minha incoerência coerente

28 de janeiro de 2011 4

Quando entrei para o maravilhoso mundo das discussões políticas, eu tinha um posicionamento muito claro. Eu era de esquerda. E prezava pela coerência. Aos 14, 15 anos, chamar alguém de “incoerente” tinha como objetivo o mesmo tipo de ataque que chamá-lo de “infantil”. Em retrospecto, percebo que eu nem era tão de esquerda assim. Só era antidireita – o que sigo sendo até hoje, explicando meu voto no Serra e não no Lula em 2002 e na Dilma em 2010 (interprete como quiser).
Vista daqui, aquela tal “coerência” de que tanto me orgulhei até 1994 (quando briguei feio com meu pai por votar no FHC mesmo ELE ESTANDO ALIADO AO PFL!!!!), na verdade, beirava a estupidez. E ao dizer que beirava, estou sendo generosa comigo mesma. Porque fincar pé numa ideia mesmo depois de ela ter sido provada equivocada pela vida apenas para não dizer “eu estava errada” é de uma burrice extrema.
A minha mais recente – e divertida – atitude incoerente foi ter abraçado animadamente o Foursquare, que eu já havia refutado peremptoriamente em outras ocasiões, criticando o excesso de “exposição” das pessoas. A versão mais forte para a mudança de opinião deve ser o fato de que meu novo celular 3G facilitou o uso da coisica. E eu tô me divertindo horrores podendo listar os lugares bacanas a que vou e para dividir impressões e dicas com os amigos reais e virtuais. Foi uma mudança de atitude rápida e intensa. Em menos de um mês, ganhei quatro badges.

Acredito muito nas minhas crenças. O suficiente para poder trocá-las quando considerar a troca coerente.

Este post foi inspirado pelo Alessandro Dreyer e pela Barbara Nickel que bem flagrou o meu recuo. Mas deixo uma ressalva: sigo achando um absurdo fazer check-in em endereços particulares, da própria casa ou da casa de amigos. Tudo na vida tem limites.

A melhor resolução de todas

30 de dezembro de 2010 4

No post de final de ano do ano passado, defini para mim mesma, aos olhos do meu respeitável – e seletíssimo – público de 17 leitores, o objetivo de “seguir em frente”. Nada de emagrecer, fazer exercícios, engravidar, voltar a estudar ou assistir a filmes iranianos para parecer mais culta. E sabe que deu certo?

2010 foi o ano em que eu percebi que tenho algum talento para dar aulas e, embora estivesse adorando a vida de professora na Unisinos, soube respeitar os meus limites e pedir para sair quando o cansaço estava demais. Foi também o ano em que o Márcio e eu compramos uma casa nova depois de 10 anos e renovamos a nossa intenção de seguir juntos, assinando um contrato de financiamento de 30 anos.

No ano que termina amanhã, descobri que precisava melhorar mais do que imaginava como pessoa, e voltei à terapia. Fiz novas amizades e busquei demonstrar melhor para as pessoas importantes da minha vida o quanto elas são necessárias. No processo, perdi uma pessoa muito querida, tive projetos há muito acalentados frustrados, não consegui ver todo mundo que queria todas as vezes que quis e outras frustrações mais. Mas foram reveses que só fizeram aumentar a gratidão pelas coisas boas.

Por isso, como não se mexe em time que está ganhando – ou ao menos não fazendo feio frente às adversidades -, deixo aqui a resolução para o 2011 que começa depois de amanhã: seguir em frente.

Um beijo e muita luz e paz a todos :-)

Yesterday

08 de novembro de 2010 0

Textos de jornalistas, reportagens de diversas plataformas, posts, tweets e comentários de Facebook já disseram e mostraram tudo o que poderia ser dito e mostrado sobre o maravilhoso show que o maior dos beatles fez ontem em Porto Alegre. Mas por ter estado lá – e ainda estar sob efeito de toda aquela energia -, achei que precisava registrar um pouco do que senti por aqui. Foram três horas de espetáculo (e a palavra aqui se aplica em todo seu esplendor), mas eu queria muito, muito mais. Eu e todas as milhares de pessoas que custaram a arredar pé do Beira-Rio à meia-noite.

Paul McCartney não é deste mundo. E isso ficou claro ontem. As composições do homem cobrem uma gama de estilos musicais que vai do bolero ao rock pesado. E todos com excelência. Aos 68 anos, Sir Paul deixou a todos embasbacados com a vitalidade e a simpatia que esbanjou em cima do palco. Homenageou o John – meu quarto beatle preferido – e o George – o segundo, antes de Ringo. Something foi qualquer coisa de especial. A lembrança de George Harrison e a interpretação perfeita da banda de Macca me levaram as lágrimas pela primeira vez.

O choro veio forte com Yesterday, apesar de ela não estar entre as minhas canções preferidas. É que foi Yesterday a música que me introduziu ao maravilhoso mundo dos besouros de Liverpool. Era a favorita do meu pai, de quem herdei a coleção de fitas cassete com a discografia quase completa dos Beatles.

Os primeiros acordes de Eleanor Rigby foram catárticos. Foi naquele instante que me dei conta de que nunca mais – eu disse nunca – qualquer outro show seria capaz de superar aquilo tudo. Talvez apenas outro do próprio Paul, mas então não mais favorecido pelo fator “primeira vez”.

Apesar do repertório (muito bem) escolhido a dedo, faltou muita coisa. Faltou, por exemplo, For No One, a música que inspirou o título original deste blog em 2003: The Day Breaks. E faltou Fool on the Hill. Mas esteve lá Live and Let Die, numa versão explosiva e impecável.

Sir Paul, many thanks indeed!