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Posts na categoria "irrelevâncias"

Um retrato da minha irrelevância

02 de julho de 2011 2

Deparei esta semana com o site wordle.net. Por curiosidade,  submeti este humilde à sua análise, e ele me devolveu um instantâneo da irrelevância que grassa por aqui.

As buscas voltaram!

14 de junho de 2011 2

Desde outubro do ano passado não faço posts “momento oráculo” por problemas na ferramenta de estatísticas. Eis que desde a semana passada estou conseguindo novamente ver que tipo de busca traz viventes desavisados a este tão parcamente atualizado blog. E então vão daqui as minhas respostas e ou observações às buscas dos últimos três meses, para não deixar os pobres ainda mais perdidos.

cassia zanon – sim! eu mesminha!
o dia se espatifa – onde mais?
ninfetas transando videos gratis – pelamordedeus! como é que tu chegou aqui, criatura? e vê lá, que eu chamo a Olivia Benson
chulé sapatilha – tava demorando… impressionante. e eu nem tenho chulé.
frases sobre lixo – #oi? deve ser para trabalho de colégio, né?
penelope cruz denise fraga – sim, sim. separadas no nascimento. eu sempre soube.
cássia zanon – sim, é com acento
chulé em sapatilha – já tentou talco?
frases de lixo – tô começando a achar que é algo contra o que eu escrevo.
chule e sapatilha – pelo jeito combinam superbem, considerando o quanto se busca isso no google.
tá ligada – infelizmente, tô. e é uma das expressões que eu mais abomino nessa vida. tá ligado?
frases implicantes – ah, isso é o que mais tem…
chule sapatilha – been there, não?
cássia zanoni – sobrou um “i”
receita de linguado grelhado do gambrinus – bá, não sei fazer igual. mas é bom, né?
frases sobre implicância – por que alguém procura por isso, gente?
depoimentos para amigos implicantes – se tu vai copiar, vai gerar mais implicância, já parou pra pensar nisso? pensa numa sozinho, criatura!
como tirar chulé de sapatilha – ADORO perguntas do tipo “bola de cristal”
samantha geimer história – bá, daí tu te deu bem. porque eu reproduzi aqui um texto maravilhoso do Sérgio Augusto sobre o que ela fez com o Polanski
bruna nervis twitter – o secreto dela não adianta. ninguém sabe qual é…
tradução de musicas que se refere a alienados - hahahahahaha
como transar o çintos - eu tava jurando que era alguma tara, mas com a superajuda da minha querida @lizicordeiro descobri que a intenção era descobrir “como trançar o cinto”. confesso que não çei!
nonsense bial - nonsense é pouco. eu ando pensando em coisas muito mais ofensivas sobre ele, para ser sincera #pavordobbb
net porto alegre fatura – chegou errada, é?
baixar “alain de botton” a arquitetura da felicidade – pô, compra o livro. é baratinho. e ainda ajuda a nossa indústria editorial a se manter funcionando.
queridice dicionario – por aqui? difícil…
uso e irrelevâncias no orkut – posso ajudar com a parte das irrelevâncias. serve?
jogo ironia atropelador ciclista – muito tri, né? o link para ele tá aqui.
em 2009 a quem pertencia a gvt – nem ideia. descobriu?
frases implicantes para msn – qual a diferença entre uma frase para msn e outra não para msn?
tirarchule de sapatilha – na boa, joga fora a sapatilha, tchê!
“falta de etiqueta no trabalho” - é uma indireta?
estupro “perdão da vítima” 2010 – meu deus, por que a pessoa chega aqui procurando por isso? nem eu sei
como enxergamos a nós mesmos – tu eu não sei, eu me enxergo muito melhor do que deveria ;-)
romance biografico – tipo assim, dá pra ser mais específico? ou é cola para trabalho de colégio?
incoerencia – total e absoluta. sempre. ou quase sempre.
balaio tem acento?? – ONDE TERIA??????? baláio? balaío? #pordeus
cartão de aniversário para a amiga “perua” – hahahahahahahaha. coitada da amiga
a voz do brasil ironia – parece que não se trabalha com isso por lá.
tumblr mais divertidos e ironicos – não sei julgar.
matÉria do jornal nacional ensinando como tirar chulÉ de sapatilha – tá brincando que teve isso???
a melhor resolução de todas – a minha foi esta aqui
amizade de aluguel – olha, dependendo da oferta, negocio.
depoimentos prontos saudades da minha implicante – #oi? me dá um pouco do que tu bebeu?
terapeutas naturistas porto alegre hagah – não seria “naturais”?
capitulei – indeed. eu também.
alienação pedro bial – parece que ele adotou como nome do meio
como tirar chulé de sapatilhas – e-u-n-ã-o-s-e-i! caramba!
o gugol musica - ai, por que eu tenho medo de pensar que alguém ache que realmente se escreve assim?
classificados odia 25 de setembro de 2008 – nossa… o que é que estava a venda nesse dia?
pra que serve a hora do brasil – para chatear quem volta para casa de carro e sem mp3player entre as 19h e 20h, claro.

Do Foursquare e da minha incoerência coerente

28 de janeiro de 2011 4

Quando entrei para o maravilhoso mundo das discussões políticas, eu tinha um posicionamento muito claro. Eu era de esquerda. E prezava pela coerência. Aos 14, 15 anos, chamar alguém de “incoerente” tinha como objetivo o mesmo tipo de ataque que chamá-lo de “infantil”. Em retrospecto, percebo que eu nem era tão de esquerda assim. Só era antidireita – o que sigo sendo até hoje, explicando meu voto no Serra e não no Lula em 2002 e na Dilma em 2010 (interprete como quiser).
Vista daqui, aquela tal “coerência” de que tanto me orgulhei até 1994 (quando briguei feio com meu pai por votar no FHC mesmo ELE ESTANDO ALIADO AO PFL!!!!), na verdade, beirava a estupidez. E ao dizer que beirava, estou sendo generosa comigo mesma. Porque fincar pé numa ideia mesmo depois de ela ter sido provada equivocada pela vida apenas para não dizer “eu estava errada” é de uma burrice extrema.
A minha mais recente – e divertida – atitude incoerente foi ter abraçado animadamente o Foursquare, que eu já havia refutado peremptoriamente em outras ocasiões, criticando o excesso de “exposição” das pessoas. A versão mais forte para a mudança de opinião deve ser o fato de que meu novo celular 3G facilitou o uso da coisica. E eu tô me divertindo horrores podendo listar os lugares bacanas a que vou e para dividir impressões e dicas com os amigos reais e virtuais. Foi uma mudança de atitude rápida e intensa. Em menos de um mês, ganhei quatro badges.

Acredito muito nas minhas crenças. O suficiente para poder trocá-las quando considerar a troca coerente.

Este post foi inspirado pelo Alessandro Dreyer e pela Barbara Nickel que bem flagrou o meu recuo. Mas deixo uma ressalva: sigo achando um absurdo fazer check-in em endereços particulares, da própria casa ou da casa de amigos. Tudo na vida tem limites.

Reciclar é preciso? Ou de quando tweets iam para o blog

22 de julho de 2010 1

Num momento insone, me dou conta de que este blog, ou seu primeiro antepassado, vá lá, tem mais de seis anos de existência. Funçando nos arquivos de cinco anos atrás, encontros dois pré-tweets que achei bacaninhas.

Máxima gramatical
Crase é como vírgula: melhor faltar do que sobrar. 
(Numa tentativa de fazer os colegas compartilharem da minha compreensão empírica da língua portuguesa.)

Máxima musical
Beatles é como Chico: a gente sabe que é bom, mas sempre que ouve se dá conta de que, POR*A, É BOM PRA CA*ALHO!

São Paulo ensina a fatiar

16 de agosto de 2009 1

São Paulo, a cidade, é um mar de tudo. Mar, não, oceano. De coisas boas e ruins, de gente bacana e maluca, ou muito antes pelo contrário, de lugares lindos e horrendos. São Paulo, acima de qualquer coisa, é uma cidade que ensina e acaba tirando o melhor – ainda que às vezes tire o pior – de quem entra em contato com ela.

Esta semana, eu descobri uma coisa que o Zaffari provavelmente aprendeu com São Paulo e que corrige um dos únicos pontos em que a rede de supermercados gaúcha perdia para qualquer supermercado paulistano furreca: a espessura dos frios fatiados. Pode parecer incrível, mas isso é muito sério.

Até há pouco tempo, cem gramas de presunto comprado no Zaffari resultavam em umas quatro fatias, grossas, esquisitas, de consistência desagradável. E qualquer um sabe que nem o melhor presunto do mundo resiste a uma fatia grossa demais. Pois, de uns tempos pra cá, a coisa mudou, e o presunto do Zaffari já está quase no ponto.

Obrigada, São Paulo, por mais essa melhoria na minha vida :-)

*

Update: minha querida amiga Tati Klix, que está nos devendo a volta do seu ida&volta, lembrou outro belo aprendizado do Zaffari em São Paulo. Agora dá para pagar o “rancho” com cartão de crédito.

Dos posts que eu queria escrever

16 de julho de 2009 4

Tenho pensado em assuntos para não deixar esse pobre blog tão abandonado, mas não está rolando o tempo necessário para isso. Se desse tempo, eu escreveria posts…

- sobre o livro do Pedro Gonzaga que eu li, apesar do medo de ler amigos e não ter o que dizer depois. Dois andares: acima! é a cara do Pedro. E para quem não tem o privilégio de conhecê-lo pessoalmente ainda, uma garantia: isso é um elogio.

- sobre a tese minha e da Mari Fonte, a cara metade do Pedro aí de cima, de que o Brasil carece de uma literatura mulherzinha de verdade. Nenhuma escritora brasileira até agora teve coragem de fazer um chick-lit de responsa. No meio do caminho, todas resolvem bancar as filosóficas, daí estraga tudo. Precisamos da nossa Bridget Jones, da nossa Becky Bloom.

- com a foto que eu tirei do display da L&PM na Fnac do BarraShopping arrumado (por mim, claro) de tal forma que as traduções que eu fiz fiquem à vista. Eu não ganho direito autoral, mas acho tri divertido quando algum amigo ou conhecido diz “estou lendo um livro traduzido por ti”. #prontoconfessei

- sobre a pequena porém sincera resenha que fiz sobre o Elza, a garota, do Sérgio Rodrigues, para a última edição da Revista Norte. Resumo da resenha: adorei o livro.

- sobre o junker lá de casa que pirou e derreteu um cano que provocou chuva na minha cozinha e o fato de que, por milagre, tudo estava consertado – e sem quebra-quebra – menos de 14 horas depois do incidente.

- sobre um jantar de última hora que fizemos em casa no sábado passado, reunindo bons novos amigos e a constatação na prática de que o valor de um bom jantar a dois num restaurante mais ou menos é capaz de oferecer um excelente jantar para seis pessoas e uma criança pequena.

- sobre a deliciosa festa surpresa que fizemos pelos 62 anos da minha mãe, reunindo familiares e amigos em plena quarta-feira para celebrar o fato de que ela sobreviveu com louvor ao susto que nos deu no final do ano e está cada dia mais forte e querida.

Cansada de reclamar da falta de tempo, deixo aqui essa sinopse na esperança – quase vã – de que algum dia eu consiga retomar algum desses assuntos e dar a eles a atenção que gostaria de dar.

Voltei a ser eu mesma

28 de maio de 2009 4

A auto-imagem (tem hífen? não tem? enfim…) é uma coisa incrível mesmo. Cortei os cabelos hoje. Curtos de novo. Não tanto quanto já usei, mas, ainda assim, acima dos ombros. E me dei conta de que, por alto, 70% da minha vida passei com os cabelos assim. Adoro.

Minha alma tem cabelos curtos. Assim como a minha alma não é loira. Tentei fazer luzes durante um ano, entre 1996 e 1997, mas não me reconhecia no espelho – além de achar aquela coisa toda de touca e tinta uma chatice. O estranho é que quem me conheceu naquela época jurava que eu era loira de verdade.

Hoje, achei divertio ver que muita gente se espantou com o novo corte. É que fazia mais de dois anos que as melenas só cresciam, e eu seguia com a minha alma de cabelos curtos.

Moral do post? Não adianta. Por menos mulherzinha que eu seja, não posso deixar de admitir: cabelos são tudo na vida de uma pessoa.

Dos textos que não saem

17 de maio de 2009 3

Pensei em escrever sobre o David Sedaris que li há umas três semanas, sobre o Elza, A Garota, do Sérgio Rodrigues, que terminei na quarta passada, ou sobre trechos dos livros que estou lendo agora, mas nunca parece dar tempo de tratá-los com o cuidado que me parecem necessário. O mesmo aconteceu em relação aos shows do Burt Bacharach e da Dionne Warwick com a Gal Costa que vi nos últimos tempos e os filmes – perfeitamente esquecíveis – a que andei indo assistir no cinema e os seriados que têm prendido a minha atenção. Queria falar sobre algumas refeições que, na hora, considerei memoráveis, mas agora não consigo lembrar o que foi ou quando ou onde as comi. Tive vontade de expor a minha relação ambígua com os exercícios físicos e a sensação de que muita gente faz coisas só porque todo mundo está fazendo, mas, na ocasião, achei que seria mais produtivo sair para uma caminhada na beira do Guaíba – acho que foi mesmo. Cheguei a começar mentalmente um post sobre por que vou sempre chamar o Rio Guaíba de rio, não importa o que digam os especialistas, e era um começo bacana, mas ele me fugiu antes mesmo de me sentar na frente do computador. Ando matutanto sobre a leveza que quero imprimir à minha vida, mas o peso dos compromissos em excesso tem me feito deixar mais esse texto de lado.

Fora que – acho que é crise dos 35 anos – ando com uma forte sensação de estar desperdiçando o tempo dos meus poucos porém qualificados leitores com tamanhas banalidades.

Será que preciso voltar para a terapia? ;-)

Bom começo de semana a todos.